2386: NASA alimentou baratas com rochas lunares da Apolo 11 e fez outros testes estranhos

CIÊNCIA

A NASA guarda ainda a maioria das rochas lunares que a tripulação da Apolo 11 trouxe para casa. No entanto, uma pequena fracção da recompensa dos astronautas foi usada num conjunto de experiências pouco conhecidas. Segundo a agência são testes de vital importância, que garantiram a segurança das amostras lunares na Terra.

Nessas experiências com as rochas da Lua, a agência espacial abrigou moscas e alimentou plantas. Ao que parece, as coisas ficaram estranhas!

NASA guarda muita informação “secreta” do que veio da Lua para a Terra

Com a comemoração dos 50 anos do homem ter ido à Lua, a NASA tem libertado muita informação relevante. São dados históricos de várias acções levadas a cabo por cientistas em rochas, no pó e noutros produtos que sofreram reacções por terem estado no nosso satélite natural.

Uma das histórias mais estranhas foi divulgada na última semana pelo site Space.com refere que a NASA alimentou baratas com rochas lunares. Além disso, deu a conhecer que há mais coisas esquisitas nestes estudos.

Os cientistas tinham a certeza de que não haviam germes potencialmente perigosos a viver na Lua. Contudo, não podiam ter absoluta certeza. E enquanto a recuperação de rochas lunares era um presente incrível para a ciência, poderia ter sido uma maldição na Terra se essas rochas se tivessem revelado um risco para a vida terrestre. Então, como parte dos preparativos da agência para a missão, a NASA teve que montar um programa de testes.

Nós tínhamos que provar que não iríamos contaminar não apenas os seres humanos, como também não iríamos contaminar os peixes, pássaros, animais, plantas, etc…

Tínhamos que provar que não iríamos afectar qualquer biosfera da Terra. Então tivemos que desenvolver um programa incrível que foi realizado realmente durante três voos. Muitos problemas.

Explicou em 1999, na história oral, Charles Berry que estava encarregado das operações médicas durante a operação Apolo.

Quarentena na Terra ajudou a perceber se existia perigo de contaminação

Os próprios astronautas foram arrastados para a quarentena após o seu regresso à Terra. Estes permaneceram isolados do mundo (excepto 20) durante três semanas, a partir do momento em que Neil Armstrong e Buzz Aldrin deixaram a lua. Além destes, também ganharam fama uma colecção de ratos. Isto porque foram igualmente para a quarentena depois de ter-lhes sido injectado material lunar. Posteriormente foram seguidos pela equipa de investigadores e seguidos tal como estavam a ser seguidos os astronautas em quarentena.

Apesar de alguns receios, tanto os humanos como os roedores mostraram-se livres de problemas. Contudo, para a ciência, ver apenas pequenas erupções cutâneas não era suficiente para descansar um planeta. Um documento da NASA refere as tentativas para estabelecer procedimentos de actuação quando se estivesse a navegar num “mar de ignorância” e enfatizou que os autores não poderiam prever o que se conseguiu com os testes delineados.

Testes estranhos e resultados incógnitos

A NASA alimentou, com algumas das suas preciosas amostras lunares da Apolo 11, baratas. E lançou-as em aquários com peixes. Também injectou amostras de material em ratos. Testes que não se sabe o proveito dos resultados, mas que a ciência da NASA entendeu ser “de importância vital”. Possivelmente foram estes resultados que permitiram à Agências Espacial Americana referir que as amostras de material da Lua estavam seguras na Terra.

Segundo informações, metade da poeira lunar utilizada foi esterilizada e a outra metade não. Posteriormente, as amostras foram usadas de formas diferentes de acordo com as espécies: ratos e codornizes receberam injecções, as amostras dos insectos foram misturadas na sua comida e, no caso dos animais aquáticos, o material lunar foi misturado à água em que eles viviam.

Testes foram conclusivos, mas com resultados discretos

Com efeito, após observação durante 30 dias, os animais saíram-se relativamente bem. As baratas que comeram poeira lunar – de acordo com a sua reputação – também estavam bem, apesar da sua dieta exótica. Além disso, os dados indicaram que quase todas as outras cobaias não apresentaram nada de relevante.

No entanto, houve uma excepção: na água, que continha poeira lunar misturadas, as ostras lá colocadas morreram. Os cientistas, no entanto, creditaram que esse resultado se deveu ao timing da experiência. As ostras estavam na temporada de reprodução.

Os resultados desses testes não forneceram nenhuma informação que indicasse que as amostras lunares trazidas pela missão Apolo 11 contivessem agentes replicantes perigosos para a vida na Terra.

Concluíram os autores de um artigo que relata os testes sobre “animais inferiores” publicado na revista “Science” um ano depois da Apolo 11.

A NASA também testou plantas para avaliar reacções adversas ao material lunar. As experiências incluíram cultivar sementes em solo lunar e testaram tomate, tabaco, repolho, cebola e fetos. Diferentemente dos testes com animais, algumas das plantas cresceram melhor no regolito – a camada solta de material heterogéneo e superficial que cobre uma rocha sólida e o tipo de material lunar em que as sementes foram plantadas – do que na areia que os investigadores usaram como parâmetro de comparação.

Procurar por seres vivos

Posteriormente houve um grande número de outras experiências semelhantes recorrendo a amostras das missões Apolo 12 e 14. Assim, no total, a agência testou 15 espécies diferentes de animais.

Simultaneamente, o material lunar também foi testado por si só em caixas de Petri para perceber se havia desenvolvimento de qualquer microorganismo.

[Os cientistas] não encontraram nenhum crescimento microbiano nas amostras lunares e não tinham nenhum microorganismo que eles, ao menos inicialmente, atribuíam a qualquer fonte extraterrestre ou lunar.

Referiu Hayes.

As baratas comeram a Lua

Finalmente, a NASA estava confiante de que o regolito lunar era inofensivo. Depois da Apolo 14, em 1971, a agência parou de testar animais e acabou com os rigorosos procedimentos de quarentena para os astronautas que voltavam da Lua. Além disso, também foram terminados os procedimento de quarentena para os técnicos de laboratório que trabalharam nas amostras lunares.

A NASA tinha bons motivos para eliminar os testes com animais.

Os cientistas planetários estavam descontentes com a quantidade de material que consideravam desperdiçado nestes testes e com a medida em que a quarentena diminuía o foco na investigação planetária.

Conforme informações publicadas num relatório da NASA.

Na verdade, quem acabou com a rocha lunar foram as baratas, que delas se alimentaram durante alguns anos. Assim, podemos dizer que baratas comeram a Lua.

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Imagem: Space.com
Fonte: Space.com

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2346: 50 anos do primeiro homem na Lua. Por que razão Armstrong saiu primeiro?

Há 50 anos, o homem pisou a Lua pela primeira vez. No dia 20 de Julho de 1969 o mundo parou à frente da televisão. O primeiro ser humano, Neil Armstrong, caminhava na Lua e todos puderam acompanhar em directo na Terra. Nesse dia foi escrita uma página importante na história da humanidade.

Depois de uma viagem muito atribulada e de momentos extremamente complicados, a nave alunou. Mas por que razão foi escolhido Neil Armstrong para ser o primeiro a pisar solo lunar?

Há 50 anos, Armstrong foi o primeiro a pisar a Lua

O comandante Neil Armstrong e o piloto Buzz Aldrin, astronautas da missão Apollo 11 da NASA, pousaram o módulo lunar Eagle no dia 20 de Julho de 1969, às 20h17 UTC. Portanto, passaram-se exactamente 50 anos.

Houston, Tranquillity Base here. The Eagle has landed.

Um impassível Armstrong transmitiu para o controlo da missão na Terra, após uma complicada manobra final quase sem combustível, na qual ele assumiu o controlo da nave para evitar uma cratera íngreme, informou a NASA.

A história da história da Lua

Conforme reza a história. Armstrong tornou-se na primeira pessoa a pisar a superfície lunar. Este feito aconteceu no dia 21 de Julho às 02h56 UTC. Ao mesmo tempo, este astronauta pronunciou a mítica frase histórica: “Este é um pequeno passo para o homem, um grande salto para a Humanidade”.

Aldrin juntou-se a ele 19 minutos depois. Ambos passaram duas horas a fazer testes, a fotografar e a recolher amostras de superfície. Então eles descolaram no topo do módulo lunar para entrar no módulo de comando Columbia, onde Michael Collins os esperava, orbitando a Lua para voltar à Terra.

Porquê Armstrong e não Aldrin

Os protocolos da NASA determinaram que, em casos análogos anteriores, como caminhadas espaciais, o astronauta mais jovem era o escolhido para ir ao exterior, enquanto o mais veterano estava encarregado dos controlos da nave.

Assim, na missão Apolo 11, a agência espacial originalmente planeou que Aldrin fosse o primeiro homem a pisar na Lua, e que o Major Armstrong fosse encarregado do módulo de pouso na Lua e depois descesse.

Contudo, o módulo lunar apresentou desafios de design que dificultaram esta ordem. A NASA refere nas ‘Expedições Apollo à Lua‘ que a escotilha abriu-se no lado oposto onde Aldrin estava sentado.

Para Aldrin sair primeiro (acima, fotografado por Armstrong a descer da Eagle Águia), teria sido necessário que um astronauta com uma mochila volumosa subisse a cima de outro, e quando esse movimento foi tentado, o modelo do módulo foi danificado.

Deke Slayton, seleccionado no primeiro grupo de astronautas que a NASA enviou ao espaço e director de operações da tripulação da NASA, explicou que permitir que Armstrong saltasse primeiro foi uma mudança básica de protocolo, já que era o comandante a missão.

De acordo com esta história da NASA, Armstrong disse que nunca lhe perguntaram se ele queria ser o primeiro homem a sair e a decisão não se baseou na classificação.

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Imagem: NASA
Fonte: CNET

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2345: Há 50 anos, Armstrong pousou na lua. Simulação mostra como foi

NASA

A equipa do Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC) da NASA recriou o pouso na superfície da Lua em 1969, do módulo lunar Apolo 11, conhecido como “Águia”, mostrando o que o astronauta Neil Armstrong viu da sua janela. 

O único registo visual da histórica alunagem da Apollo 11 é de uma câmara time-lapse de 16 mm, que foi colocada na janela do companheiro de Armstrong, Buzz Aldrin.

“No entanto, esta perspectiva mostra a visão da janela direita, perdendo completamente [devido ao pequeno tamanho das janelas do módulo lunar e ao ângulo em que a câmara foi colocada] os perigos que Armstrong viu quando a Águia se aproximou da superfície”, explicou o líder da equipa da LROC, Mark Robinson, citado pelo portal Space.com.

A equipe reconstituiu os últimos três minutos da trajectória de pouso da Águia, recorrendo a dados de arquivo aliados a novas imagem de alta resolução.

O vídeo começa quando Armstrong viu que seu o ponto pouso automatizado estava localizado no flanco rochoso a nordeste da Cratera Ocidental, com cerca de 190 metros de largura. Este não era um lugar perfeito para fazer alunar. Por isso, o astronauta assumiu o controlo manual e voou horizontalmente, procurando um lugar mais seguro para pousar.

“Naquela época, apenas Armstrong viu perigo. Estava muito ocupado a pilotar o módulo lunar para discutir a situação com o controlo da missão”, apontaram a equipa da LROC. “Depois de sobrevoar os perigos do flanco rochoso da Cratera Oeste, Armstrong descobriu um lugar seguro a cerca de 500 metros de distância, onde pousou cuidadosamente na superfície”, continuaram os cientistas.

Para mostrar a precisão da simulação, a equipa criou no vídeo uma visão lado a lado, onde é possível ver o filme original de 16mm juntamente com a visão simulada.

ZAP //

Por ZAP
21 Julho, 2019

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2309: A chegada do homem à Lua teria sido impossível de falsificar

CIÊNCIA

NASA

Um especialista em cinema e pós-produção cinematográfica explicou porque razão era impossível de falsificar a chegada do homem à Lua, em 1969, na missão Apolo 11.

Já passou meio século desde a alunagem de Apolo 11, mas muitas pessoas ainda não acreditam que isso realmente aconteceu. As teorias de conspiração sobre o evento que datam da década de 1970 estão, de facto, mais populares do que nunca. Uma teoria comum é que o director de cinema Stanley Kubrick ajudou a NASA a falsificar as imagens históricas dos seus seis desembarques bem-sucedidos na Lua.

Seria realmente possível fazer isso com a tecnologia disponível na época? O cineasta Howard Berry diz que, embora não possa dizer como pousamos na lua em 1969, pode dizer com alguma certeza que as imagens seriam impossíveis de falsificar.

“As alunagens foram filmadas num estúdio de TV”

Existem duas maneiras diferentes de capturar imagens em movimento. Uma é o filme, cenas reais de material fotográfico nas quais uma série de imagens é exposta. Outra é o vídeo, que é um método electrónico de gravação em vários meios, como a movimentação de fita magnética.

Um típico filme cinematográfico grava imagens a 24 frames por segundo, enquanto a transmissão de TV geralmente é de 25 ou 30 frames, dependendo de onde estiver no mundo.

Se concordarmos com a ideia de que os desembarques na Lua foram gravados num estúdio televisivo, então esperamos que eles sejam vídeo de 30 frames por segundo, que era o padrão na época. No entanto, sabemos que o vídeo do primeiro pouso na Lua foi gravado a dez frames por segundo em SSTV (televisão Slow Scan) com uma câmara especial.

“Reduziram a velocidade para parecer que havia menos gravidade”

Algumas pessoas podem argumentar que, quando se olha para pessoas que se movem em câmara lenta, elas parecem estar num ambiente de baixa gravidade. Reduzir a velocidade de um vídeo requer mais frames do que o normal. Assim sendo, começa-se com uma câmara capaz de capturar mais frames por segundo do que numa câmara normal — a isto se chama “overcranking”

Quando é reproduzida na velocidade normal, essa gravação é dura mais tempo. Se não consegue fazer “overcranking”, mas grava numa taxa de frames normal, pode diminuir artificialmente as imagens, mas precisa de uma maneira de armazenar os frames e gerar novos para desacelerá-los.

Na altura da alunagem, os gravadores capazes de armazenar filmagens em câmara lenta só podiam capturar 30 segundos, para conseguir uma reprodução de 90 segundos de vídeo em câmara lenta. Para capturar 143 minutos em câmara lenta, seria necessário gravar e armazenar 47 minutos de imagens ao vivo, o que simplesmente não era possível.

ZAP // The Conversation

Por ZAP
12 Julho, 2019

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1931: Livro da Apolo 11 vai a leilão

Bre Pettis / Flickr

O livro com anotações e procedimentos a tomar durante a missão da Apolo 11 à Lua vai ser leiloado pela Christie’s. 

O livro com anotações e procedimentos a tomar durante a missão da Apolo 11 à Lua vai ser leiloado pela Christie’s, em Nova Iorque, a 18 de Julho. O livro narra detalhadamente toda a viagem do Eagle desde a primeira inspecção até finalmente aterrar e descolar na superfície lunar.

De acordo com o Público, o livro contém 150 anotações e procedimentos obrigatórios que foram escritos por Neil Armstrong e Edwin E. Aldrin antes da alunagem na Lua, a 20 de Julho de 1969.

Este manual foi um dos documentos mais importantes e cruciais para o sucesso da missão. No verão de 1969, o comandante Neil Armstrong e o piloto do módulo lunar, Edwin E. Aldrin, fizeram história ao aterrar o Eagle no Mar de Tranquilidade, uma planície formada por rocha vulcânica oriunda de antigas erupções.

“Houston, daqui Tranquility Base. O Eagle aterrou”, foram as primeiras palavras que Armstrong proferiu para o centro de controlo da missão, depois de terem completado a alunagem com apenas cerca de 25 segundos restantes de combustível.

Depois disso, Aldrin escreveu na décima página do bloco as coordenadas do módulo lunar no meio da imensidão do Mar de Tranquilidade, tendo esta sido a primeira vez que um humano escreveu fora da Terra.

Depois da alunagem, Armstrong pisou a superfície lunar pela primeira vez. Seguiu-se, então, a frase que marcou a história: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”.

O livro estará em exposição na Christie’s de Nova Iorque, de 4 a 15 de maio. Depois passará pelo escritório da leiloeira em Hong Kong (24 a 27 de maio) e em Pequim (13 a 16 de Junho). O preço estimado do documento rondará os sete milhões de dólares, cerca de seis milhões de euros.

ZAP //

Por ZAP
6 Maio, 2019

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