3099: A estatística pode ajudar-nos a escapar a um Apocalipse zombie

CIÊNCIA

Um Apocalipse zombie é sempre um problema difícil de resolver em todas as séries e filmes em que é retratado. No entanto, há uma fiel amiga que nos pode ajudar a escapar numa situação destas: a estatística.

Imagine que, ao acordar, ouvimos uma notícia urgente na rádio: “Foi lançado um vírus que transforma pessoas em zombies e é transmitido por uma mordida”. O que podemos fazer?

As opções são variadas. Podemos trancar-nos dentro de casa e torcer para que não sejamos infectados ou podemos fugir para longe, para algum abrigo onde ninguém nos encontre. Cada estratégia tem as suas vantagens e desvantagens, e muitos factores determinam qual é a melhor.

Um zombie poderia partir a porta de sua casa? Será que vai correr o suficiente para chegar até ao esconderijo? Quantos zombies encontraremos no caminho para o abrigo? Quanto tempo levará para nos transformarmos se eles nos morderem? Existe uma cura?

O que existe é uma solução alternativa: usar a matemática e a estatística para escapar. Graças a elas, podemos modelar o comportamento da epidemia através do que é conhecido como modelos SIR.

De um modo geral, um modelo SIR é um sistema de equações diferenciais que nos permite entender a dinâmica de uma infecção. Especificamente, como o número de pessoas susceptíveis a serem infectadas (S), o número de infectados (I) e o número de curados (R) variarão ao longo do tempo.

The Conversation

Para entender uma epidemia, precisamos de saber como é que ela é transmitida e quais variáveis a influenciam. Como é que se deixa de ser susceptível a ser infectado? E para ser curado? Pode tornar-se susceptível novamente após a recuperação?

Para responder a estas perguntas, precisamos de conhecer bem a epidemia. Felizmente para nós ainda não conhecemos os dados de uma infecção por zombies, mas esses modelos são úteis para entender muitas outras, como gripe, varicela e Ébola.

Na verdade, existem modelos matemáticos para entender quase todos os aspectos da vida. Modelos económicos, físicos, modelos climáticos, modelos biomédicos. Eles ajudam-nos a entender onde investir, como o coração bate e como escapar do fluxo piroclástico de um vulcão.

Mas (há sempre um mas) todos estes modelos sofrem o mesmo inconveniente. Eles são uma maneira de representar o nosso conhecimento sobre um fenómeno quase sempre incompleto. Isso deixa uma lacuna entre o modelo e a realidade que queremos explicar. Aqui entra a estatística.

As estatísticas estão por trás de cada novo tratamento médico, a eficácia de cada vacina, cada novo fertilizante. Também está por trás de muitas políticas ambientais, a recomendação de não fumar e que mulheres grávidas e crianças menores de 10 anos não consumam atum e espadarte. Por outras palavras, a estatística é a ciência que nos permite entender tudo o que o nosso conhecimento não alcança, quantificar a incerteza que nos cerca.

Voltemos ao caso dos modelos matemáticos. A metodologia estatística permite captar o que difere entre o processo real e o simulado e modelá-lo. Para entender melhor, pense numa reacção química. Queremos saber com que rapidez é produzida e um especialista nos fornece uma fórmula que nos permite estimar essa velocidade a partir da quantidade de produto que não reagiu em todos os momentos. Então, repetimos a reacção três vezes, medimos em vários instantes de tempo e obtemos uma aproximação ao valor desejado.

Até aqui tudo óptimo, mas na fórmula não foi tido em consideração que há sempre uma parte do produto que não reage, aderindo às paredes do recipiente. Tendo isto em conta, é muito possível que o valor da velocidade que estimamos esteja errado.

Podemos vê-lo no seguinte gráfico, onde os pontos representam a quantidade de produto que não reagiu a cada momento. A linha vermelha é o modelo errado, enquanto a verde representa o correto. A primeira estima que a taxa de reacção é 0,63 quando, de facto, é 1,7.

The Conversation

O que fazemos então? Como poderíamos saber que o modelo estava errado? Na verdade, não podíamos, mas adicionamos uma correcção estatística ao modelo, algo que só tem efeito quando o que observamos difere do modelo. Essa correcção é conhecida como função de discrepância e, neste exemplo específico, permite recuperar uma estimativa do parâmetro em 1,72.

Tendo em mente que há incerteza, mesmo sobre o modelo que estamos a usar, é essencial para obter melhores resultados.

Mas como é que isso ajuda a escapar dos zombies? Bem, fácil: adicionar esta função de discrepância ao modelo SIR permite (se houver dados) estimar melhor a velocidade das criaturas, quanto tempo leva para ser infectado após a mordida e a eficácia da cura. Assim, as estatísticas ajudam-nos a decidir onde é melhor para se esconder.

ZAP // The Conversation

Por ZAP
26 Novembro, 2019

 

3053: “Apocalipse dos insectos” afectaria todo o planeta, alerta especialista

CIÊNCIA

mtsofan / Flickr

Um eventual “Apocalipse dos insectos” pode trazer graves consequências para os seres humanos e para todo o planeta, alerta um relatório assinado pelo ambientalista britânico Dave Goulson.

De acordo com o documento, desde a década de 1970, a destruição de ambientes naturais e o uso crescente de pesticidas fizeram com que 40% do milhão de espécies conhecidas de insectos ficassem em risco de extinção.

Dave Goulson, que é professor na Universidade de Sussex, no Reino Unido, alerta para os riscos desta situação, mas frisa que a tendência ainda pode ser revertida.

Quanto às espécies já extintas, os cientista explicou que no século passado 23 tipos de abelhas e vespas desapareceram, o que contratas com uma das principais causa do seu declínio, os pesticidas, cuja utilização duplicou nos últimos 25 anos.

Tal como frisa o britânico The Guardian, o declínio nas populações de insectos tem impacto noutras espécies: entre 1967 e 2016, a população de pássaros no Reino Unido caiu 93%.

“Não podemos ter certeza, mas em termos de números, podemos ter perdido 50% ou mais do nossos insectos desde 1970, mas podem ser muitos mais”, disse Goulson, citado pelo diário. “Não sabemos, mas é assustador. Se não pararmos o declínio dos insectos, haverá profundas consequências para toda a vida no planeta e para o bem-estar humano”.

Apesar deste cenário, o especialista considera que esta tendência pode ser revertida, especialmente através do controlo do uso de insecticidas e/ou pesticidas, bem como através da reconversão ou criação de jardim e parques. Este “é o maior desafio da agricultura”, uma vez que “70% da Grã-Bretanha são terras aráveis”.

“Não importa quantos jardins tornemos amigáveis para a vida selvagem, se 70% do campo permanecer hostil à vida, não reverteremos o declínio de insectos”, considerou.

O especialista notou ainda que o Brexit representa uma oportunidade para fazer mudanças em larga escala, uma vez que se trata de  uma “oportunidade potencial para voltar a analisar completamente” o sistema agrícola.

Um estudo divulgado recentemente e levado a cabo na Alemanha chegou a conclusões semelhantes às de Goulson. A investigação, que se debruçou sobre a biodiversidade no país, alertou para a diminuição “assustadora” no número de insectos durante a última década.

Desaparecimento de insectos atingiu um nível “assustador” na Alemanha

Uma investigação conduzida na Alemanha sobre a biodiversidade alertou sobre a diminuição “assustadora” no número de insectos durante a última…

ZAP //

Por ZAP
19 Novembro, 2019

 

1873: Só as mulheres podem parar o Apocalipse nuclear

CIÊNCIA

Pierre J. / Flickr

O aumento da participação feminina no sector nuclear ajudaria a reduzir a ameaça de um Apocalipse, afirmou recentemente a analista Xanthe Scharf.

O conflito nuclear continua a ser a maior ameaça imediata à segurança global. Os Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Israel, Paquistão e Coreia do Norte são actualmente os Estados com armas nucleares e possuem, aproximadamente, 15 mil ogivas nucleares.

Esta semana, foi levantada a ponta do véu sobre um possível conflito armado, após o abrandamento frio das conversações entre os EUA e a Rússia. No entanto, apesar de ser importante ter uma política nuclear sólida e estável para a segurança dos EUA e do mundo, no caminho para a melhoria um factor claro foi negligenciado: ter mais mulheres no campo.

Pesquisas mostram que, sem a participação das mulheres na gestão nuclear, o potencial comportamento de risco nesta área é muito maior, os acordos negociados são menos propensos a manterem-se activos e as ideias inovadoras são postas de lado.

Um estudo de 2016, publicado na Royal Society, provou que os homens, em cenários de guerra simulados, são mais propensos a demonstrar excesso de confiança do que as mulheres. O estudo mostra assim os benefícios em garantir que as mulheres são totalmente representadas neste tipo de funções políticas de alto nível.

A pesquisa mostra também que os acordos nucleares bilaterais e os compromissos globais, como o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, seriam mais fortes com a participação das mulheres.

Num artigo publicado na revista Foreign Policy, a analista Xanthe Scharf sublinha que os estudos realizados no campo da manutenção da paz revelaram os benefícios associados ao aumento da participação feminina. Actualmente, as mulheres representam apenas 25% das delegações nas negociações sobre a não proliferação de armas nucleares.

A colunista lembrou que as mulheres desempenharam um papel importante na área de segurança nuclear e no desenvolvimento da política nuclear nos anos 1950, período em que constituíam 20% dos funcionários da CIA, a agência de inteligência civil do Governo norte-americano.

Contudo, entre 1970 e 2019, apenas 11 dos 68 de altos funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos eram mulheres, apenas cinco de 63 no Pentágono e apenas dois dos 21 conselheiros de Segurança Nacional do país pertenciam ao género feminino.

Xanthe concluiu que o aumento do papel das mulheres no mundo não é apenas um problema de justiça social. O mais importante é que as questões de segurança nuclear são de enorme risco e “o mundo não se pode dar ao luxo de excluir e ignorar inovações e talentos”.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
21 Abril, 2019

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1627: Há três datas prováveis para o Apocalipse. Duas das quais ainda este século

(CC0/PD) photoshopper24 / pixabay

A humanidade corre o risco de ser extinta devido à colisão da Terra com um corpo celeste, a uma catástrofe natural ou até tecnológica. Este cenário não é uma fantasia saída dos filmes de Hollywood, mas antes fruto das previsões de vários cientistas.

Apesar de existirem várias e diferentes opiniões sobre a data do fim do mundo, não é ainda certo quando vai acontecer. Ainda assim, o cientistas estão certos de uma coisa: vai ocorrer ainda este século. Tendo em conta as várias correntes sobre o fenómeno, a Sputnik News compilou três previsões científicas próximas sobre o evento apocalíptico.

2036

Entre os possíveis eventos que poderiam levar ao fim do mundo um dos mais populares é a colisão da Terra com um asteróide. É a velha máxima: A questão não é se um asteróide vai colidir com a Terra, é quando.

De momento, o asteróide mais preocupante para os cientistas é o Apophis, que em 13 de Abril de 2029 se aproximará do nosso planeta a uma distância de 38 mil quilómetros (uma distância dez vezes menor do que a existente entre a Terra e a Lua).

Há uma pequena possibilidade de o asteróide entrar numa zona perigosa de 600 metros, onde o campo gravitacional da Terra mudará a sua trajectória de voo. Se isso acontecer, o Apophis colidirá com a Terra em 2036.

Segundo os cientistas da Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscovo, na Rússia, na zona de risco, e caso se dê a colisão do Apophis com a Terra em 2036, encontra-se o Extremo Oriente russo, os países da América Central e África Ocidental.

2026

Há mais de 50 anos, o cientista americano Heinz von Foerster publicou com os seus colegas um artigo na revista científica Science, no qual revelou a data exacta do Dia do Juízo Final – 13 de Novembro de 2026. Nesse dia, a população da Terra deixará de crescer exponencialmente e tenderá ao infinito, escreveram os especialistas.

Para fazer os cálculos, Foerster usou dois parâmetros que determinam o destino de qualquer forma de vida: fertilidade e esperança de vida. Em 1975, o astrofísico alemão Sebastian von Hoerner teve em contra outros parâmetros ligados à actividade humana e estabeleceu que o Apocalipse chegará entre 2020 e 2050, quando a população da Terra aumentará a tal ponto que não será capaz de se alimentar.

Os cientistas americanos, por sua vez, usaram números actuais nas fórmulas produzidas de von Hoerner e revelaram que o fim do mundo não deverá acontecer antes de 2300 e 2400 devido ao aquecimento global provocado pelas actividades humanas.

Século XXI

Em 1972 o Clube de Roma, organização informal que reúne intelectuais, cientistas e futurólogos, apresentou um relatório sobre os limites de desenvolvimento da civilização. Os autores analisaram o crescimento da população, a indústria e o consumo dos recursos não renováveis, a deterioração do ambiente e revelaram que existe uma grande possibilidade de o colapso acontecer já no século XXI, se a humanidade não mudar seu comportamento, política e desenvolvimento tecnológico.

Nos anos 1980, diversos matemáticos estabeleceram que, conhecendo o início e duração da humanidade, é possível prever quando esta termina. Esta hipótese chama-se “argumento do Dia do Juízo Final”. Segundo os matemáticos, se quisermos analisar um qualquer processo, o mais possível é que o façamos em meados desse processo, mas não no seu início ou no fim, ou seja, a nossa civilização está a metade do caminho e ainda teremos pela frente alguns séculos ou milénios.

Entretanto, há quem que acredite que colapso da humanidade ocorrerá já em breve. Por exemplo, o futurologista Aleksei Turchin, no livro “Estrutura da Catástrofe Global”, analisa diferentes métodos de cálculo da data exacta do Apocalipse e a maioria aponta que o Dia do Juízo final chegará no século XXI.

Estas previsões vão ao encontro do Relógio do Apocalipse que, no passado mês de Janeiro, actualizou os seus ponteiros, dando conta que estamos a dois minutos do fim – no ano passado, os ponteiros marcavam já esta posição, assinalando, pela terceira vez desde que o relógio existe, a maior aproximação à meia noite.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
23 Fevereiro, 2019

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1512: Os cientistas não conseguirão ocultar de nós a aproximação do Apocalipse

(CC0/PD) Gerd Altmann / pixabay

Quando o Apocalipse estiver mesmo ao virar da esquina, os cientistas não conseguirão escondê-lo de nós, assegura a astrónoma americana Michelle Thaller.

Ao Big Think, Michelle Thaller, astrónoma e vice-directora de comunicação científica da NASA, adiantou que, ao contrário do que pensam os teóricos da conspiração, os cientistas não conseguirão ocultar a verdade quando souberem que a Terra está condenada.

Segundo a especialista, o sinal mais confiável de que o Apocalipse está próximo será “o dia em que todos os cientistas esgotarem os seus cartões de crédito e desaparecerem”. Thaller argumentou que a comunidade científica é composta por seres humanos comuns que, tal e qual como os restantes, não ficarão sentados a assistir ao Apocalipse de braços cruzados.

Além disso, a astrónoma referiu que a NASA não é a única agência que observa atentamente o céu nem a única que está em alerta para possíveis ameaças. Em todo o mundo há astrónomos atentos. Desta forma, seria impossível esconder a verdade sobre uma catástrofe iminente. Para a cientista, é mesmo um segredo impossível de guardar.

Da mesma forma, Michelle Thaller assegura que, se os cientistas tivessem conhecimento de que um asteróide iria colidir com a Terra, não só informavam as autoridades como também os meios de comunicação social.

Actualmente, a NASA está a trabalhar em métodos não só para informar sobre possíveis ameaças, como também para as evitar, adiantou Thaller.

No ano passado, a NASA apresentou o National Near-Earth Object Preparedness Strategy and Action Plan, um plano que tem como objectivo encontrar, acompanhar e evitar que objectos potencialmente perigosos atinjam o nosso planeta.

Actualmente, existem no Sistema Solar cerca de 25 mil grandes asteróides, cujo tamanho é suficiente para causar grandes danos no nosso planeta.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
23 Janeiro, 2019

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461: Profecia bíblica diz que o fim do mundo é daqui a 10 dias

(CC0/PD) mitsuecligsx / pixabay

Há mais uma profecia do fim do mundo que alerta que o Apocalipse está próximo. Desta feita, está em causa a teoria de um numerologista, especialista em profecias da Bíblia, que diz que o fim do mundo chega a 23 de Abril de 2018.

O numerologista David Meade está certo de que o Apocalipse tem data marcada para 23 de Abril próximo, avança ao jornal britânico Daily Express.

Para sustentar a sua teoria, Meade sustenta que nesse dia, o Sol e a Lua estarão dentro da constelação de Virgem, tal como Júpiter que representa o Messias.

Alguns Cristãos Evangélicos acreditam que esse fenómeno de alinhamento do Sol e da Lua com Virgem é um sinal de que vai ocorrer o que chamam de “Arrebatamento”, ou seja, o segundo regresso de Jesus Cristo à Terra. Esse momento estará descrito na Bíblia, no capítulo 12 do Livro do Apocalipse.

“E um grande sinal apareceu no céu: uma mulher vestida com o sol, com a lua debaixo dos pés, e com uma coroa de 12 estrelas na cabeça. Ela estava grávida e estava a chorar com dores de parto, e gritava na agonia de dar à luz”, refere o extracto que Meade e outros evangélicos interpretam como sendo um sinal desse momento do “Arrebatamento”. A mulher retratada neste extracto bíblico será Virgem.

Meade alega que o alinhamento do Sol e da Lua com Virgem representa “o Leão da tribo de Judá”, assinalando o momento em que Jesus Cristo voltará à Terra para levar os crentes para o paraíso, depois do fim do mundo na Terra.

O numerologista acredita que o Planeta X, também conhecido como Nibiru, aparecerá no céu nesse dia 23 de Abril, provocando erupções vulcânicas, tsunamis e terramotos que levarão ao Apocalipse.

O Planeta X tem sido descrito pela NASA como uma farsa – a Agência Espacial Norte-Americana assegura que não há nenhum corpo celeste com as características que são atribuídas ao Planeta X.

Meade já tinha previsto que este planeta ia destruir a Terra no passado 23 de Setembro de 2017. Nesse mesmo mês, e confrontado com a continuação da vida no nosso planeta, o numerologista refez os seus cálculos e apontou então que o fim do mundo chegaria a 15 de Outubro.

“Quando o nascimento de Júpiter a partir de Virgem ocorrer, também veremos o cumprimento de Génesis 3:15 e de Apocalipse 12:4, quando grandes e temerosos sinais vão aparecer nos céus. Este nascimento ocorre, de acordo com os últimos dados astronómicos disponíveis, a 15 de Outubro de 2017. É quando o Planeta Rei – Júpiter atravessa a região do ventre de Virgem”, escreveu Meade no seu site.

Felizmente, essa segunda profecia de fim do mundo do Meade também não se concretizou. Será que à terceira é de vez?

SV, ZAP //

Por SV
14 Abril, 2018

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223: Cenários das séries sobre o Apocalipse nuclear são muito optimistas

(dr) The CW
“The 100”, poster da 4ª época

Uma explosão simultânea de todas as centrais nucleares do mundo, em resultado de um ataque nuclear ou uma calamidade natural, tornaria o nosso planeta completamente inabitável ao longo dos 156 anos seguintes, devido à contaminação do solo e da atmosfera, descobriram os cientistas.

No final da 4ª temporada da série The 100, os seus heróis voam para o espaço para tentarem salvar-se do Apocalipse nuclear provocado por uma explosão quase simultânea de todas as centrais nucleares do mundo. A protagonista principal, Clarke, garante que o planeta voltaria a ser seguro para viver ao fim de 2.199 dias.

“Tentámos verificar se esse seria realmente o caso“, explicam os autores de um novo estudo, apresentada num artigo publicado no Journal of Physics Special Topics.

Segundo as actuais avaliações da ONU e da Agência Internacional de Energia Atómica, as centrais nucleares produzem cerca de 11% de toda a energia eléctrica na Terra. Hoje em dia, o nosso planeta tem cerca de 430 centrais nucleares e quase 200 reactores flutuantes instalados em submarinos, quebra-gelos e centrais de energia flutuantes.

Em meados deste século, acreditam os especialistas das Nações Unidas, o número de reactores duplicará, e atingirá cerca de 900.

Na série The 100, estes reactores ficam fora de serviço quase ao mesmo tempo porque a protagonista destrói o sistema de inteligência artificial ALIA, que tinha provocado uma guerra nuclear no 1º episódio da série, e que geria o funcionamento de todas as instalações atómicas do planeta.

Usando dados das explosões nas centrais nucleares de Chernobyl e Fukushima, os cientistas britânicos tentaram calcular quantos radio-isótopos seriam lançados para a atmosfera após um cataclismo e por quanto tempo o planeta ficaria inabitável para o ser humano.

De acordo com os resultados destes cálculos, a protagonista de The 100 terá sido muito optimista ao estimar a “quarentena” em 2.199 dias, uma vez que a dispersão dos grandes volumes de césio-137 e outros isótopos de vida longa libertados para a atmosfera tornaria a Terra inabitável para as pessoas ao longo de 150 anos, e não apenas 5.

Nos primeiros anos após a explosão, o nível de radiação, caso os resíduos tivessem sido distribuídos de forma regular, seria 35 vezes superior ao normal, e diminuiria até índices mais ou menos seguros apenas após cerca de 50 anos.

Claro que, realçam os cientistas, nada disso pode acontecer na realidade, uma vez que a maioria dos reactores modernos é equipado com vários sistemas de segurança que interromperiam as reacções químicas e desligariam o reactor caso o seu sistema de arrefecimento tivesse ficado enfraquecido.

Excepto, claro, num outro cenário de Apocalipse: o de uma Guerra Termonuclear Global.

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