1185: Os extraterrestres podem ter a mesma aparência que os humanos

(CC0/PD) pxhere

Se existir, a vida extraterrestre poderia ser “estranhamente semelhante à vida que vemos na Terra”, de acordo com Charles Cockell, professor de Astrobiologia na Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Há alguns anos que a comunidade científica defende que os extraterrestres podem ser mais parecidos com os humanos do que pensamos. Segundo um estudo recente de investigadores da Universidade de Oxford, podem ter passado por processos de evolução, nomeadamente por selecção natural, semelhantes aos humanos.

Mas, de acordo com Charles Cockell, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, se existir, toda a vida extraterrestre poderia ser estranhamente semelhante à vida que vemos na Terra.

No seu novo livro “The Equations of Life: How Physics Shapes Evolution”, Cockell sugere a existência de uma “biologia universal”. “A vida na Terra pode ser um modelo para a vida no universo”, explicou Charles Cockell à Forbes.

Segundo a teoria do investigador, as leis da física são iguais em todo o lado. Por exemplo, a gravidade é omnipresente, as moléculas orgânicas desintegram-se em altas temperaturas e o carvão e a água são substâncias indispensáveis para a criação de vida.

Estes limites negam a possibilidade de uma “grande modificação” no aspecto dos seres vivos em todo o universo, segundo Charles Cockell.

No oceano, “criaturas com corpos finos e aerodinâmicos” predominam e, por razões óbvias, “movem-se rapidamente pela água”. Isso tem sido verdade por centenas de milhões de anos: golfinhos, tubarões, o ictiossauro – mamífero, peixe e dinossauro extinto – têm uma aparência razoavelmente comparável.

Em terra, a maioria dos animais tem apêndices, ou seja, membros para se movimentar. No céu “são observadas as leis que governam a aerodinâmica”. “As coisas acabam por ter a mesma aparência, apesar de serem de linhagens completamente diferentes”, disse o especialista.

Mas há excepções. Por exemplo, as cobras, sem membros, deslizam. “Experiências da natureza”, admite Cockell. Contudo, a maior parte da vida “é confinada por regras que podem ser surpreendentemente estreitas“.

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Por ZAP
23 Outubro, 2018

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