2059: Antropólogos descobriram quando é que os humanos aprenderam a cozinhar

CIÊNCIA

Randii Oliver / NASA

O hidrato de carbono amido ainda é um elemento pouco compreendido da dieta humana moderna e a nossa dieta de amido do passado pode dar uma ajuda nas investigações futuras.

Apesar de uma narrativa arqueológica que liga os nossos primeiros ancestrais hominídeos a uma dieta rica em raízes e tubérculos, há poucas evidências arqueológicas em tempo profundo do consumo de amido humano-vegetal. Geneticistas hipotetizam que a duplicação de genes de digestão do amido no início do Homo sapiens é uma resposta adaptativa a um aumento na dieta de amido.

Num novo estudo, publicado na revista Journal of Human Evolution, cientistas da Universidade Wits ofereceram a primeira evidência arqueológica de que humanos anatomicamente modernos estavam a assar e a comer amido de plantas há 120 mil anos.

O estudo é baseado em descobertas feitas na caverna do rio Klasies, na África do Sul, onde foram encontrados restos de comida carbonizada de lareiras. O trabalho é parte de uma investigação multidisciplinar sistémica sobre o papel que as plantas e o fogo desempenhavam na vida das comunidades da Idade Média da Pedra.

A principal autora, Cynthia Larbey, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Cambridge, disse: “Os nossos resultados mostraram que as pequenas lareiras eram usadas para cozinhar alimentos e raízes de amido e tubérculos eram claramente parte da sua dieta, desde os primeiros níveis em torno de há 120 mil anos até há 65 mil anos. Apesar das mudanças nas estratégias de caça e tecnologias de ferramentas de pedra, ainda cozinhavam raízes e tubérculos”.

Já Sarah Wurz, da Escola de Geografia, Arqueologia e Estudos Ambientais da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, África do Sul, disse: “A investigação mostra que os primeiros seres humanos seguiram uma dieta equilibrada e que eram génios ecológicos, capazes de explorar inteligentemente os seus ambientes para encontrar alimentos adequados e talvez remédios”.

Combinando raízes cozidas e tubérculos com proteínas e gorduras de moluscos, peixes, fauna pequena e grande, as comunidades conseguiram adaptar-se de forma ideal ao seu ambiente, indicando grande inteligência ecológica.

“Evidências do Rio Klasies, onde vários fragmentos de crânios humanos e dois fragmentos maxilares, datados de há 120 mil anos, mostram que os seres humanos que viviam naquele período pareciam os humanos modernos de hoje. No entanto, eram um pouco mais robustos”, rematou Wurz.

ZAP //

Por ZAP
27 Maio, 2019


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OVNI’s podem ser máquinas do tempo de um futuro distante

salorca2 / Flickr

O professor norte-americano Michael P. Masters apresentou uma nova teoria sobre objectos voadores não identificados (OVNI’s), defendendo que estes objectos são incríveis máquinas do tempo de um futuro distante.

Para Masters, que lecciona na Universidade Montana Tech, nos Estados Unidos, os OVNI’s e as demais alegadas naves alienígenas não visitam a Terra depois de uma viagem iniciada no Espaço, partindo antes de um ponto distante no futuro da Humanidade.

“O fenómeno pode [ilustrar] os nossos próprios descendentes distantes a voltar, através do tempo, para nos estudarem no seu próprio passado evolutivo”, afirmou o professor em entrevista ao canal de televisão KXLF, citado pelo tablóide britânico Express.

Segundo Masters, as relatos sobre alegadas abduções e os exames médicos realizados provam que os OVNI’s são, na verdade, antropólogos do futuro. O professor defende que estes antropólogos futuristas são bastante parecido com ele mesmo.

Além destas evidências, sublinha o cientista, a maioria das pessoas que dizem ter visto ou testemunhado alienígenas descrevem-nos como humanoides dotados de tecnologias incríveis. Para Masters, estas pessoas referiam-se a cientistas que viajam no tempo como seres extraterrestres ou descendentes humanos distantes.

O antropólogo, especializado em avistamentos de OVNI’s, disse que estes encontros podem ser cientificamente explicados, mesmo que os cépticos possam considerar esta uma ciência marginal. “Os extraterrestres, que são geralmente descritos como bípedes, que caminham erectos, com cinco dedos em cada mão e pé, simetria bilateral, têm dois olhos, uma boca e nariz, podem comunicar-se connosco nos nossos próprios idiomas”, reforçou.

O especialista, que explora a nova teoria no seu livro sob o título Identified Flying Objects, afirma que os futuros cientistas regridem no tempo para melhor estudar e entender os seres humanos do passado. “Com o ritmo acelerado da mudança na ciência, tecnologia e engenharia, é provável que os seres humanos de um futuro distante possam algum dia desenvolver o conhecimento e a maquinaria necessária para voltar ao passado”.

Masters nota, contudo, que nem tudo o que é apresentado no seu livro representa uma verdade absoluta. “Vou continuar vigilante no meu próprio cepticismo”, concluiu.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
6 Abril, 2019

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1255: Descobertas anomalias misteriosas em ossadas humanas do Pleistoceno

CIÊNCIA

Erik Trinkaus / National Academy of Sciences

Um antropólogo da Universidade de Washington descobriu “uma abundância de anomalias de desenvolvimentos” em ossadas humanas do Pleistoceno.

No estudo publicado a 5 de Novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Erik Trinkaus, investigador que liderou o projecto, descreveu as suas conclusões acerca dos fósseis encontrados em várias localizações do Médio Oriente e da Euroásia.

Plistoceno abrange o período entre 2,588 milhões e 11,7 mil anos atrás. Segundo estudos anteriores, trata-se do período em que seres humanos anatomicamente modernos surgiram em África e partiram do continente para dominar novos territórios.

De acordo com o antropólogo, o Plistoceno destaca-se ainda pelo aparecimento de uma ampla variedade de deformações físicas em espécies de Homo, dentre elas a nossa — Homo sapiens.

Erik Trinkaus examinou 66 fósseis de até 200 mil anos atrás e reparou na grande quantidade de alterações anatómicas, tais como distorções de braços e pernas e deformações no crânio e maxilares.

Foram reveladas 75 anomalias, podendo dois terços delas ser encontrados em 1% dos humanos modernos. O investigador defende que as anormalidades surgiram devido a doenças – tais como distúrbios sanguíneos ou hidrocefalia. Para Trinkaus, o número de deformações seja extremamente alto num grupo tão pequeno de fósseis.

O antropólogo sugeriu ainda que o cruzamento sanguíneo ou acasalamento de indivíduos geneticamente semelhantes são as razões prováveis para o desenvolvimento das deformações.

As ossadas analisadas foram encontradas extremamente bem preservadas, o que pode ser resultado de um cuidado especial no funeral das pessoas deformadas.

ZAP // Sputnik / Phys

Por ZAP
8 Novembro, 2018

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321: Cientistas descobrem porque os incas tinham “crânios extraterrestres”

Cornell University
Matthew Velasco, investigador da Universidade Cornell, nos EUA

A aparência “extraterrestre” dos crânios dos incas, como no filme “Alien”, tem suscitado o interesse dos cientistas desde há muito tempo. Agora, investigadores norte-americanos parecem ter encontrado a resposta para este enigma.

Muitos povos antigos tinham tradições estranhas, que muitas vezes indiciavam a correlação entre o aspecto de uma pessoa e a sua posição e papel na sociedade. Por exemplo, a nobreza chinesa da Idade Média enfaixava os pés das meninas para que estes não crescessem, pois pés pequenos eram símbolo de origem nobre.

No Japão, mais ou menos no mesmo período, ganhou fama a tradição de pintar os dentes de negro. Os dentes negros eram símbolo de riqueza e fidelidade conjugal. Mais tarde, esta tradição espalhou-se por outros países asiáticos.

Do mesmo modo, segundo os cientistas, os incas alongavam os crânios dos filhos, que ficavam parecidos com “extraterrestres”, por razões sociais, mas os motivos exactos permaneciam um mistério, pois não restaram nenhumas descrições escritas da tradição.

O antropólogo Matthew Velasco, da Universidade Cornell, em Ithaca, nos Estados Unidos, e a sua equipa, descobriram uma das possíveis razões para a estranha tradição, após estudar vários crânios e corpos do povo antigo do vale do Colca, datados aproximadamente do início do século XIV.

Segundo crónicas dos conquistadores, no território do vale habitavam duas grandes tribos, os Collagua e os Cabanas, cada uma com as suas próprias tradições de “moldagem de crânios”. A primeira costumava estender e alongar os crânios, enquanto a segunda tinha crânios largos e “chatos”.

maurizio_l / Flickr
Os incas alongavam os crânios dos seus filhos, que ficavam parecidos com “extraterrestres”, por razões sociais

Velasco e os colegas decidiram analisar a forma como estas tradições mudaram ao longo do tempo para entender que papel desempenharam na vida destas tribos.

Alguns arqueólogos acreditam que a tradição terá sido trazida à região pelos incas, que pretendiam incitar o confronto entre as duas tribos, fazendo com que estas se juntassem ao império.

Os especialistas norte-americanos compararam como a forma dos crânios da nobreza de ambas as tribos mudou durante alguns séculos, desde o século XIV até ao colapso do Império Inca.

A equipa descobriu que a tradição não foi imposta pelas incas, mas sim causada pela crescente desigualdade social e estratificação da sociedade. As tentativas dos Collagua e Cabanas de se unirem perante a ameaça comum proveniente do império vizinho também contribuiu para este fenómeno.

“As mulheres com crânios alongados parecem ter comido melhor e ter morrido menos de violência. Assim, podemos afirmar que a forma do crânio desempenhou um papel importante no surgimento da estratificação social no Peru antigo”, diz o estudo, publicado no início de Janeiro na revista Current Anthropology.

Com o tempo, o número de crânios “extraterrestres” foi aumentando, de 30% no início do século XIV para 74% na altura em que o vale se tornou parte do Império Inca – e em que desaparecem as diferenças nas “técnicas” das duas tribos.

“A forma do crânio era uma espécie de “bilhete de identidade”, indicando que uma dada pessoa pertencia a um certo grupo, o que podia ajudar a unir a nobreza, fazendo com que cooperasse na área política”, explica o cientista.

Ainda não se sabe por que os indígenas do vale de Colca escolheram a forma alongada, mas Velasco acredita que isso pode ter a ver com sua religião e mitos, segundo os quais eles eram “filhos de vulcões”.

E se essa teoria estiver certa, a exótica tradição era não apenas um instrumento social, mas também um fenómeno religioso.

ZAP // Sputnik News

Por SN
26 Fevereiro, 2018

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