2224: Aquecimento global vai tornar certas regiões do planeta habitáveis (e essa não é uma boa notícia)

radickraphicov / Pixabay

Algumas áreas desertas da Sibéria e partes da Rússia asiática estão a tornar-se habitáveis por causa das alterações climáticas, mostrou um novo estudo agora divulgado. Isso pode motivar uma migração em grande escala, já que outras regiões mais povoadas vão ficar demasiado quentes.

De acordo com a Science Alert, citada pelo Observador no domingo, até 2100, é possível que as temperaturas subam tanto que as zonas actualmente demasiado frias para a sobrevivência humana passem a ser mais amenas e suportáveis.

No artigo do Instituto Sukachev da Floresta, da Rússia, publicado na Environmental Research Letters, foram utilizados modelos que permitiram prever quais vão ser as condições de habitabilidade na Sibéria nas próximas décadas.

Descobriram que, já a partir de 2080, as temperaturas podem ter aumentado entre 3,4ºC e 9,1ºC durante o inverno e entre 1,9ºC e 5,7ºC durante o verão. E perceberam que a área coberta por pergelissolo – a terra permanentemente congelada das regiões próximas ao Árctico – diminuiria de 65% para os 40%.

Significa isto que, apesar de algumas regiões permaneceram inabitáveis com o aquecimento global, estes valores podem traduzir-se numa área habitável para longas estadias 15% maior do que na actualidade.

Mas isso não são boas notícias: é que, enquanto a Sibéria se torna mais acolhedora para os humanos, outras regiões do planeta vão tornar-se demasiado quentes ou ficar inundadas por causa do aumento do nível médio da água do mar. Além disso, isso obrigaria os humanos a invadir regiões dominadas por ursos polares e a enfrentar uma atmosfera poluída por produtos químicos tóxicos.

Este estudo chega numa altura em que se descobriu que a Gronelândia registou temperaturas 4,4ºC superiores ao normal ao longo desta semana. Os dados do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo indicam que nunca se registou uma extensão do gelo sobre o Oceano Árctico tão baixa em meados de Junho como em 2019.

TP, ZAP //

Por TP
24 Junho, 2019

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1253: NASA detecta “anomalia térmica” no centro do oceano Atlântico

CIÊNCIA

NASA

Na Terra, há vários lugares com temperaturas extremamente altas, mas a maioria destes pontos encontra-se em terra. Mas, desta vez o satélite da NASA registou o fenómeno térmico bem no centro do oceano Atlântico.

O satélite meteorológico dos Estados Unidos Suomi NPP registou, recorrendo ao seu sensor ultravioleta e infravermelho que serve para monitorizar incêndios, uma área de temperaturas extremamente altas. E o maior problema desta descoberta é que esta, até ao momento continua sem explicação.

No mapa obtido pelos meteorologistas observam-se manchas vermelhas que correspondem a lugares de alta temperatura. Todos estes pontos estão localizados em terra, excepto um, que se encontra no meio do oceano.

Para solucionar o mistério, os especialistas da NASA decidiram colocar várias hipóteses, mas nenhuma delas parece corresponder à realidade.

Inicialmente, os cientistas da agência espacial norte-americana assumiram que a temperatura poderia ter aumentado após uma emissão de gás natural, mas fenómenos deste tipo ocorrem, por norma, perto da costa e em baixas profundidades. Em sentido contrário, nesta situação o ponto enigmático estava longe de qualquer terra firme.

Outra hipótese que foi colocada estava relacionada com a actividade no entanto, logo se descobriu que não há nenhum vulcão na área.

Finalmente, os cientistas concluíram que se trata da Anomalia do Atlântico Sul — uma região onde os cinturões de radiação espacial se encontram a algumas centenas de quilómetros da superfície da Terra.

Todos os objectos que cruzam a área estão expostos à radiação espacial. Por isso mesmo, o funcionamento de aparelhos espaciais que sobrevoam a zona é suspenso, incluindo o telescópio Hubble. Os satélites meteorológicos também sofreram os efeitos desta anomalia.

“Todas as noites o sensor detectava dezenas de anomalias térmicas em locais onde não deviam existir”, disse o investigador da NASA, Wilfrid Schroeder, ao Newsweek.

Tendo em conta o fenómenos, os engenheiros que constroem satélites meteorológicos desenvolveram filtros para prevenir os efeitos da radiação proveniente da anomalia magnética da região, para que os dispositivos não captem falsos sinais.

Ao que parece, um destes sinais conseguiu “enganar” os filtros acima mencionados. Embora o fenómeno tenha uma explicação científica clara, a descoberta atraiu os fãs das teorias da conspiração. Alguns deles supuseram que o “ponto quente” teria sido causado por um submarino nuclear danificado.

ZAP // SputnikNews

Por SN
7 Novembro, 2018

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