4047: A misteriosa anomalia do Atlântico Sul é um fenómeno recorrente

CIÊNCIA/GEOFÍSICA

(dr) Universidade de Liverpool

Uma investigação recente, levada a cabo por uma equipa de cientistas da Universidade de Liverpool, detectou um comportamento estranho do campo magnético na região do Atlântico Sul que terá ocorrido entre 8 e 11 milhões de anos atrás.

O novo estudo, cujos resultados foram publicados no dia 20 de Julho na PNAS, sugere que a anomalia do Atlântico Sul é uma característica recorrente, pelo que é improvável que represente uma inversão iminente do campo magnético da Terra.

A Anomalia do Atlântico Sul é uma área caracterizada por uma redução significativa na força do campo magnético da Terra em comparação com áreas em latitudes geográficas semelhantes. Neste local, a protecção contra radiação nociva do Espaço é reduzida, sendo que os mais significativos são falhas técnicas a bordo de satélites e naves espaciais.

A equipa de investigadores da universidade britânica analisou o registo do campo magnético da Terra, conservado nas rochas ígneas da ilha de Santa Elena, localizada no meio da anomalia atlântica.

Os registos geo-magnéticos cobrem 34 erupções vulcânicas, que ocorreram entre 8 e 11 milhões de anos atrás. Segundo os investigadores, em todos estes casos, a direcção do campo magnético de Santa Elena apontava para longe do Pólo Norte, tal como hoje.

O campo magnético da Terra não é completamente estável em força e direcção, tanto no tempo quanto no espaço, e tem a capacidade de se alterar ou reverter completamente, com implicações substanciais. Neste campo, a Anomalia do Atlântico Sul é um tópico de debate entre cientistas.

Além de causar danos à tecnologia espacial, os cientistas não sabem o que potencia esta anomalia nem se representa o início do enfraquecimento total do campo geo-magnético.

“O nosso estudo representa a primeira análise de longo prazo do campo magnético nesta região que remonta a milhões de anos. O artigo revela que a Anomalia do Atlântico Sul não é uma anomalia única, uma vez que aconteceu uma muito semelhante há milhões de anos”, esclareceu o principal autor do artigo, Yael Engbers, citado pelo Europa Press.

Esta é a primeira vez que o comportamento irregular do campo geo-magnético na região do Atlântico Sul é demonstrado numa escala de tempo tão longa, o que “sugere que a anomalia do Atlântico Sul é uma característica recorrente e que, provavelmente, não é sinal de uma reversão iminente”.

Além disso, esta investigação apoia estudos anteriores que “apontam para uma ligação entre a Anomalia do Atlântico Sul e as características sísmicas anómalas no manto inferior e no núcleo externo”.

ZAP //

Por ZAP
24 Julho, 2020

 

spacenews

 

3755: O campo magnético da Terra está a enfraquecer misteriosamente

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA/GEOLOGIA

NASA Goddard / Flickr
Conceito de artista do Campo Magnético da Terra

Novos dados de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) mostram que o campo magnético da Terra está a enfraquecer entre África e a América do Sul.

O enfraquecimento do campo magnético da Terra está relacionado com a Anomalia do Atlântico Sul, uma área que tem crescido consideravelmente nos últimos anos, não se conhecendo ainda ao certo causa deste crescimento.

A Anomalia do Atlântico Sul, precisa o portal Science Alert, é uma vasta extensão de intensidade magnética reduzida no campo magnético do nosso planeta, que se estende desde a América do Sul ao sudoeste de África.

De acordo a ESA, a área da anomalia caiu em força mais de 8% entre 1970 e 2020.

“O novo mínimo oriental da Anomalia do Atlântico Sul apareceu na última década e, nos últimos anos, tem-se desenvolvido vigorosamente“, disse Jürgen Matzka, do Centro de Investigação em Geociências da Alemanha, citado pelo diário The Independent.

“Temos muita sorte em ter os satélites do Swarm em órbita para investigar o desenvolvimento da Anomalia do Atlântico Sul (…) O desafio agora passa por entender os processos do núcleo da Terra que estão a impulsionar estas mudanças”, continuou.

Um campo magnético enfraquecido pode significar, segundo os especialistas da ESA, que o campo magnético da Terra está prestes a reverter, situação em que o Pólo Norte e o Pólo Sul trocam de posição. A última “inversão geo-magnética” ocorreu há 780.000 mil anos, havendo alguns cientistas que defendem que a próxima está atrasada.

Por norma, este fenómeno ocorre a cada 250.000 anos.

Para já, sublinha a ESA, não há motivos para alarme. Segundo a agência espacial europeia, os efeitos mais significativos desde enfraquecimento vão fazer-se sentir em satélites ou naves espaciais, que podem registar falhas técnicas devido a uma maior quantidade de partículas carregadas na órbita baixa da Terra.

Os cientistas vão continuar atentos a eventuais mudanças no campo magnético da Terra, uma vez que é este “escudo” que protege o nosso planeta do fluxo de partículas electricamente carregadas oriundas do Espaço.

Sem o campo magnético, a vida na Terra seria aniquilada por causa da radiação.

O campo magnético da Terra quase morreu há 565 milhões de anos

Há 565 milhões de anos, a força do campo magnético da Terra caiu para o seu ponto mais baixo e…

ZAP //

Por ZAP
30 Maio, 2020

 

spacenews

 

2595: Índia fracassa na missão de se tornar o quarto país a chegar à lua

CIÊNCIA

Stuart Rankin / Flickr

A agência espacial indiana anunciou, esta sexta-feira, ter perdido o contacto com a sua sonda espacial quando esta se preparava para alunar.

“A descida da sonda Vikram estava a decorrer conforme previsto”, explicou o presidente da agência espacial (ISRO), K. Sivan, na sala de controlo de Bangalore (sul da Índia). “Em seguida, a comunicação entre o aparelho e o controlo de solo foi perdida. Os dados estão a ser analisados”, acrescentou.

A Índia tentou ser a quarta nação do mundo a conseguir pousar um aparelho na lua, depois da União Soviética, Estados Unidos e China. Seria a primeira a pousar no pólo sul lunar, uma zona totalmente inexplorada.

Na estação de controlo, localizada em Bangalore, esteve o primeiro-ministro da Índia. “Há altos e baixos na vida. Estamos orgulhosos dos nossos cientistas”, afirmou Narendra Modi aos cientistas.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

ZAP // Lusa

Por ZAP
7 Setembro, 2019

artigos relacionados: https://inforgom.pt/eclypsespacenews/2019/09/07/centro-de-controlo-perde-o-contacto-com-a-vikram-momentos-antes-da-alunagem/

 

2587: Centro de controlo perde o contacto com a Vikram momentos antes da alunagem

A nave espacial indiana Vikram interrompeu esta sexta-feira as comunicações com o centro de controlo segundos antes de concretizar a alunagem. De acordo com o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial, as operações decorreram com normalidade na aproximação à Lua até à altitude de 2,1 quilómetros do solo mas, posteriormente, o contacto com o aparelho perdeu-se. “Estamos a analisar os dados”, anunciou K Sivan.

Através de uma mensagem colocada na rede social Twitter, o presidente da ìndia, Narendra Modi, afirmou que o país “está orgulhoso dos seus cientistas” e sublinhou que “deram o seu melhor”. A rematar a mensagem, Modi acrescentou: “Há momentos para se ser corajoso e seremos corajosos”.

Caso a missão tivesse tido sucesso, a Índia passaria a ser o quarto país a aterrar na lua depois da Rússia, dos Estados Unidos e da China. Esta seria, também, a primeira missão científica lançada à região do pólo sul da lua, uma zona que nunca foi explorada.

O módulo “Vikram”, contendo o rover “Pragyaan” no seu interior, tinha a descida prevista entre a 1h00 e as 2h00 da madrugada deste sábado, 7 de Setembro, e a alunagem na superfície lunar aconteceria meia-hora mais tarde, entre a 1h30 e as 2h30.

msn notícias
Expresso
06/09/2019

 

2155: Cientistas detectam misteriosa anomalia gravitacional na Lua

© TVI24 (REUTERS)

Uma misteriosa anomalia gravitacional foi descoberta na Lua.

A anomalia foi detectada quando os cientistas da Universidade de Baylor, no Texas, mediam pequenas alterações na força gravítica da Lua, através da análise de dados recolhidos em missões da NASA.

Os investigadores suspeitam que esta anomalia é causada por uma massa de metal que está debaixo da superfície lunar, segundo o estudo publicado no  Geophysical Research Letters.

Imagine uma massa de metal cinco vezes maior que a Ilha Grande do Havai enterrada na Lua. É mais ou menos isto que foi detectado”, explicou um dos autores do estudo, o cientista Peter James.

Este metal está enterrado numa cratera que se estima ser a mais larga cratera do Sistema Solar, com dois quilómetros de largura e 13 de profundidade. Apesar da sua dimensão, a cratera não é visível a partir da Terra pois encontra-se no lado mais longínquo da Lua.

Os cientistas acreditam que o metal se depositou após a colisão do asteróide que formou esta cratera.

msn notícias
Redacção TVI24
11/06/2019

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© Eclypse – Imagem lunar de hoje

1887: Mistério dos estranhos “empurrões” no campo magnético da Terra resolvido

NASA Goddard / Flickr
Conceito de artista do Campo Magnético da Terra

O campo magnético da Terra sofre anomalias imprevisíveis, rápidas e intensas conhecidas como solavancos geomagnéticos. Agora, o mistério foi finalmente resolvido.

Os mecanismos por trás deste fenómeno permaneceram um mistério até à mais recente descoberta de um investigador do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em França. Em conjunto com um colega dinamarquês, esta equipa criou um modelo de computador para explicar estes empurrões geomagnéticos. O artigo científico foi publicado esta segunda-feira na Nature Geoscience.

Estes tremores geomagnéticos, inicialmente descritos em 1978, são eventos imprevisíveis que aceleram abruptamente a evolução do campo magnético da Terra e distorcem as previsões do seu comportamento numa escala de vários anos.

É importante ressaltar que o campo magnético da Terra influencia várias actividades humanas, nomeadamente o estabelecimento da localização em smartphones e até o voo de satélites de baixa altitude. Neste sentido, é essencial prever com precisão a sua evolução.

No entanto, os empurrões geomagnéticos apresentaram desde sempre um problema para os geofísicos.

O campo magnético da Terra é produzido pela circulação da matéria dentro do seu núcleo metálico, através da energia libertada quando esse núcleo arrefece. Os cientistas sabem que são dois tipos de movimentos os causadores deste tipos de variação: aqueles resultantes do movimento de convecção lenta, que podem ser medidos na escala de um século, e aqueles resultantes de ondas hidromagnéticas “rápidas”, que podem ser detectadas na escala de alguns anos.

Os cientistas suspeitavam que este último movimento desempenhou um importante papel nos solavancos. No entanto, a interacção dessas ondas com a convecção lenta, juntamente com o seu mecanismo de propagação e amplificação, ainda não tinha sido demonstrada.

Aubert et al. / IPGP / CNRS

Para resolver o mistério, Julien Aubert desenvolveu uma simulação de computador muito próxima das condições físicas do núcleo da Terra. A simulação exigiu o equivalente a quatro milhões de horas de cálculo e foi realizada graças aos supercomputadores da GENCI (Genci Grand Équipement National de Calcul Intensif).

Foi desta forma que os especialistas conseguiram reproduzir a sucessão de eventos que resultaram nos tais solavancos geomagnéticos, que surgem na simulação de ondas hidromagnéticas emitidas no núcleo interno. Segundo o Phys.org, as onda são focalizadas e amplificadas à medida que se aproximam do núcleo, causando distúrbios magnéticos comparáveis – em todos os sentidos – aos solavancos observador.

Esta reprodução digital e a compreensão destes empurrões abre o caminho para melhores previsões do campo magnético da Terra. A identificação da causa das variações do campo magnético poderia também ajudar os geofísicos a estudar as propriedades físicas do núcleo e do manto interno da Terra.

ZAP //

Por ZAP
26 Abril, 2019

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1754: Misteriosas ejecções no “Asteróide do Apocalipse” deixam cientistas da NASA perplexos

NASA / Goddard / University of Arizona
Asteróide Bennu

A sonda OSIRIS-REx da NASA, que se encontra em órbita do asteróide Bennu ou “Asteróide do Apocalipse”, revelou uma anomalia nunca antes vista.

Uma descoberta surpreendente está a colocar o Bennu, ou “Asteróide do Apocalipse”, novamente no centro das atenções. A sonda OSIRIS-REx da NASA observou este asteróide a lançar plumas de poeira que o envolvem numa neblina – um fenómeno nunca antes visto. Na prática, segundo os cientistas, trata-se da descoberta de inexplicáveis jactos de partículas que são ejectados a partir do próprio Bennu.

De acordo com a NASA, a impressionante nuvem de poeira foi observada pela primeira vez no dia 6 de Janeiro. Desde então, os especialistas da agência espacial norte-americana aumentaram a frequência das suas observações e detectaram pelo menos 11 dessas colunas de partículas nos últimos dois meses.

Curiosamente, embora a maior parte da poeira tenha sido expulsa da órbita de Bennu, ainda resta alguma a circular em torno do “Asteróide do Apocalipse” como se fossem pequenas luas. “A descoberta das plumas é uma das maiores surpresas da minha carreira científica”, disse o investigador Dante Lauretta, da Universidade do Arizona, nos EUA.

O objectivo da OSIRIS-REx é estudar a rocha para descobrir informações sobre o antigo Sistema Solar, uma vez que o asteróide Bennu se formou naquela época. Num passo ambicioso, a sonda vai tirar uma amostra do asteróide com a ajuda de um braço robótico, e trazê-lo de volta à Terra.

Até agora, as plumas observadas não foram oficialmente incluídas nos resultados já publicados sobre Bennu, que são detalhados numa série de artigos publicados esta semana na Nature Astronomy.

Apesar de alguns pedaços permaneceram na órbita do asteróide (talvez a caminho de se tornarem luas em miniatura), as plumas não representam um risco para a sonda da NASA. No entanto, além da suspeita de que os asteróides podem ser muito mais activos do que pensamos, isto é tudo o que se sabe sobre as misteriosas ejecções de poeira.

Os astrónomos já haviam detectado plumas no Cometa 67P. No entanto, esse fenómeno pode ter sido causado pelos gelos voláteis que sublimam em cavidades sob a superfície do cometa, fazendo com que essas cavidades se desmoronem e expilam a poeira.

Mas, ao contrário do 67P, o “Asteróide do Apocalipse” não contém gelo. Na verdade, não é impossível que o Bennu tenha gelo na sua superfície, mas a sua posição orbital é demasiado quente para que o gelo se consiga formar.

No entanto, entre outras descobertas, os cientistas do Southwest Research Institute descobriram minerais semelhantes a meteoritos, chamados condritos carbonosos, que são conhecidos por serem ricos em compostos voláteis e mostram evidências de interacções com água ou gelo.

Isto pode significar que o gelo era abundante no disco planetário durante o tempo da formação do Sistema Solar, ou seja, quando o Bennu “nasceu”.

Espera-se agora pela prenda preciosa que o braço robótico da OSIRIS-REx, que trará à Terra amostras que irão revelar muitos mais segredos sobre o asteróide. Ainda assim, as descobertas foram detalhadas recentemente numa edição especial da Nature Astronomy.

Até agora, estas descobertas levantaram mais questões do que respostas – a natureza destas colunas de partículas continua a ser um autêntico mistério.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
23 Março, 2019

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1429: Os Anéis de Saturno estão a “chover” no planeta e vão desaparecer

Uma equipa de cientistas da NASA confirmou que os icónicos anéis de Saturno são não apenas mais recentes do que se pensava, mas também que estão a perder-se, atraídos para o planeta pela sua gravidade – como uma “chuva” de partículas geladas.

No início deste ano, o grupo analisou uma molécula encontrada na atmosfera do planeta usando o telescópio Keck II, localizado no Hawai, e descobriu uma estrutura formada por três átomos de hidrogénio. O problema é que cerca de 1,9 mil litros de água têm vindo a cair no planeta a cada segundo. Esta grande quantidade de chuva pode fazer com que Saturno perca totalmente os seus anéis mais rápido do que se esperava.

“Estimamos que esta chuva de anéis drene uma quantidade de água capaz de encher uma piscina olímpica de anéis de Saturno em meia hora”, disse James O’Donoghue, do Goddard Space Flight Center da NASA, em Maryland, EUA.

“Só com isto, todo o sistema de anéis desapareceria em 300 milhões de anos, mas junte-se a queda de materiais dos anéis no equador de Saturno, medida pela sonda Cassini, e os anéis têm menos de 100 milhões de anos de vida“, acrescenta, citado pelo The New York Times.

Há muito que os cientistas tentam perceber se o planeta tem os anéis desde a sua formação ou se os adquiriu posteriormente. O estudo de O’Donoghue, publicado no início de Novembro na revista Icarus, aponta mais para a segunda hipótese, ao calcular que, provavelmente, têm menos de 100 milhões de anos de idade. A confirmar-se, os anéis estarão a meio da sua vida.

As primeiras pistas a apontar para a “chuva de anéis” foram captadas pela missão Voyager, há décadas, quando detectou variações peculiares na atmosfera superior de Saturno, variações na densidade dos anéis e um trio de bandas escuras e estreitas em torno de algumas latitudes mais a norte.

Estas faixas foram mais tarde associadas à forma do enorme campo magnético de Saturno, com Jack Connerney, da NASA, a propor a teoria de que partículas de gelo com carga eléctrica dos anéis estariam a “chover” na atmosfera superior do planeta.

Os anéis de Saturno são constituídos essencialmente por uma mistura de gelo, poeira e material rochoso. Jeff Cuzzi, da NASA, afirma que o desaparecimento da estrutura que se localiza em torno de Saturno pode realmente ocorrer, uma vez que a dissipação dos anéis não depende apenas de quanto material ainda está neles, mas de outras forças físicas, das mudança no planeta e de como este material é reabastecido.

Agora, a equipa quer ver como é que a chuva de anéis muda com as estações do ano em Saturno. À medida que o planeta avança na sua órbita de 29,4 anos, os anéis são expostos ao Sol em graus variados. Como a luz ultravioleta do Sol carrega os grãos de gelo e faz com que reajam ao campo magnético de Saturno, a variação da exposição à luz do sol pode alterar a quantidade de chuva dos anéis.

MC, ZAP //

Por MC
19 Dezembro, 2018

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1255: Descobertas anomalias misteriosas em ossadas humanas do Pleistoceno

CIÊNCIA

Erik Trinkaus / National Academy of Sciences

Um antropólogo da Universidade de Washington descobriu “uma abundância de anomalias de desenvolvimentos” em ossadas humanas do Pleistoceno.

No estudo publicado a 5 de Novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Erik Trinkaus, investigador que liderou o projecto, descreveu as suas conclusões acerca dos fósseis encontrados em várias localizações do Médio Oriente e da Euroásia.

Plistoceno abrange o período entre 2,588 milhões e 11,7 mil anos atrás. Segundo estudos anteriores, trata-se do período em que seres humanos anatomicamente modernos surgiram em África e partiram do continente para dominar novos territórios.

De acordo com o antropólogo, o Plistoceno destaca-se ainda pelo aparecimento de uma ampla variedade de deformações físicas em espécies de Homo, dentre elas a nossa — Homo sapiens.

Erik Trinkaus examinou 66 fósseis de até 200 mil anos atrás e reparou na grande quantidade de alterações anatómicas, tais como distorções de braços e pernas e deformações no crânio e maxilares.

Foram reveladas 75 anomalias, podendo dois terços delas ser encontrados em 1% dos humanos modernos. O investigador defende que as anormalidades surgiram devido a doenças – tais como distúrbios sanguíneos ou hidrocefalia. Para Trinkaus, o número de deformações seja extremamente alto num grupo tão pequeno de fósseis.

O antropólogo sugeriu ainda que o cruzamento sanguíneo ou acasalamento de indivíduos geneticamente semelhantes são as razões prováveis para o desenvolvimento das deformações.

As ossadas analisadas foram encontradas extremamente bem preservadas, o que pode ser resultado de um cuidado especial no funeral das pessoas deformadas.

ZAP // Sputnik / Phys

Por ZAP
8 Novembro, 2018

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