4353: Vénus é um planeta russo? Moscovo diz que sim

ASTRONOMIA/POLÍTICA

Chefe do programa especial russo diz que Vénus é um planeta russo e que o país tem planos para organizar a sua própria missão para investigar a possibilidade de vida.

O planeta Vénus
© NASA

Dmitry Rogozin, chefe da agência espacial russa Roscosmos, revelou que o país planeia enviar a sua própria missão a Vénus, para além de “Venera-D”, a missão conjunta organizada com os EUA.

Segundo a agência de notícias russa Tass, Rogozin fez a revelação na terça-feira quando falava aos jornalistas na exposição HeliRussia 2020, uma exposição internacional da indústria de helicópteros em Moscovo. “Retomar a exploração de Vénus está na nossa agenda”, disse.

“Consideramos que Vénus é um planeta russo, por isso não devemos ficar para trás”, acrescentou o responsável, recordando o programa Venera (que significa Vénus em russo), desenvolvido entre 1961 e 1984, que enviou 16 sondas exploratórias ao planeta. Em 1970 a Venera 7 foi a primeira sonda a aterrar em Vénus, sobrevivendo durante 23 minutos até se perder o contacto. A Venera 9 obteve a primeira, e a única até agora, imagem da superfície venusiana da perspectiva do nível do solo.

“O enorme avanço da União Soviética para com os seus concorrentes na investigação de Vénus contribuiu para o fato de os Estados Unidos chamarem a Vénus o planeta soviético”, disse Roscosmos. Agora, os russos reclamam esse estatuto. “Os projectos de missões a Vénus fazem parte do programa de exploração espacial da Rússia para 2021-2030.”

A declaração surgiu um dia depois de os cientistas terem revelado que um gás existente na Terra chamado fosfina também foi detectado na atmosfera de Vénus. O estudo de autoria da professora Jane Greaves da Cardiff University e colegas foi publicado na segunda-feira na revista Nature Astronomy.

Vénus é semelhante em tamanho à Terra e é o nosso vizinho planetário mais próximo, mas gira em sentido contrário aos outros planetas. A descoberta de fosfina em Vénus coloca-o, a par de Marte, como um local onde poderá ser possível a vida.

A Roscosmos anunciou que a Rússia vai estudar o solo e a atmosfera do planeta, bem como os “processos evolutivos de Vénus, que supostamente sofreu uma catástrofe climática associada ao efeito estufa”.

Diário de Notícias
DN
19 Setembro 2020 — 12:54

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1939: O ministro da Ciência do Paquistão diz que o Hubble foi lançado pelo seu país

NASA
Telescópio espacial da NASA Hubble, lançado em 1990

O ministro da Ciência e da Tecnologia do Paquistão, Fawad Chaudhry, afirmou no passado fim-de-semana que o lendário telescópio Hubble foi colocado em órbita pela agência espacial paquistanesa e não pela NASA. 

Em declarações a uma televisão local no passado sábado, o governante classificou o Hubble como “o maior telescópio do mundo”, sustentando que este “foi enviado [para o Espaço] pela SUPARCO“, a agência espacial do Paquistão. “Depois, há outros satélites e outras tecnologias”, acrescentou o ministro.

A declaração do governante do Paquistão desencadeou uma série de críticas nas redes sociais, algumas da quais carregadas de sátira. Vários utilizadores lamentaram a “ignorância” e o “fraco conhecimento” do ministro.

“Não há necessidade de ver desenhos animados” quando existem “ministros do Governo que apresentam este programa”, apontou um cibernauta no Twitter. “Graças a Deus [Chaudhry] não disse que a NASA é um projecto SUPARCO”, criticou outro utilizador.

O lendário Hubble foi lançado no dia 24 Abril de 1990 pela agência espacial norte-americana, a bordo do vaivém espacial Discovery. A partir do seu “poleiro” em órbita da Terra, longe dos efeitos distorcidos da atmosfera do nosso planeta, o Hubble observa o Universo no ultravioleta próximo, no visível e no infravermelho próximo.

Entre os feitos mais importantes do Hubble, recordava o mês passado o CVVAlg, estão as vistas mais profundas do Universo em evolução, a descoberta de discos de formação planetária em redor de estrelas próximas, o estudo da química das atmosferas de planetas em torno de outras estrelas, a identificação do primeiro buraco negro super-massivo no coração de uma galáxia vizinha e evidências de um universo em aceleração, impulsionado talvez por alguma fonte desconhecida de energia no tecido do espaço.

ZAP //

Por ZAP
7 Maio, 2019

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