5370: Há uma espécie ameaçada de pássaro australiano a “esquecer-se” da sua própria melodia

CIÊNCIA/BIOLOGIA

Val-birds / Flickr
Anthochaera phrygia

A espécie Anthochaera phrygia, uma ave característica do sudeste da Austrália e ameaçada de extinção, está a perder a sua “cultura musical”.

Uma investigação levada a cabo por cientistas da Universidade Nacional da Austrália descobriu que os Anthochaera phrygia estão a “esquecer” as suas melodias porque há poucos pássaros mais velhos para as ensinar às gerações futuras.

Estes pássaros de manchas amarelas e pretas aprendem os cantos territoriais com outros pássaros mais velhos. Quando as populações são já muito pequenas, não restam quase aves nenhumas para que os mais jovens possam aprender, explica a Nature.

A perda de habitat desde a década de 1950 reduziu tanto a população que, actualmente, existem apenas entre 300 a 400 pássaros em estado selvagem. A equipa, liderada por Ross Crates, localizou mais de 100 machos e gravou o canto das aves para, mais tarde, o comparar com registos históricos.

Segundo o estudo, publicado no dia 17 de Março na Proceedings of the Royal Society B, 27% dos machos cantaram melodias que diferiam das melodias típicas, enquanto que cerca de 12% recorreram ao canto de outras espécies de pássaros.

Como a perda de habitat e a competição entre pássaros maiores ameaçam Anthochaera phrygia, os cientistas defendem que a perda da sua “cultura musical” pode acelerar o seu declínio. A espécie é já classificada como “criticamente ameaçada” pelo Grupo do Meio Ambiente, Energia e Ciência (EES) do Governo de Nova Gales do Sul.

Citado pela CBS, Carl Safina, ecologista da Stony Brook University que não participou no estudo, disse que “temos de estar cientes da importância de preservar o canto dos pássaros – é possível ter uma população que ainda é geneticamente viável, mas não é viável em termos de transmissão de conhecimento cultural”.

“Alguns elementos do que esses pássaros precisam fazer para sobreviver não são instintivos, mas sim aprendido”, frisou.

A equipa da universidade australiana já começou a ajudar os pássaros mais jovens, em programas de reprodução em cativeiro, a aprender as suas próprias notas musicais, reproduzindo gravações de machos a cantar.

Por Liliana Malainho
22 Março, 2021


5011: Já só faltam 100 segundos para o Apocalipse

CIÊNCIA/RELÓGIO DO APOCALIPSE

Relógio que simboliza a eminência de um cataclismo planetário foi criado em 1947 pela ONG Boletim dos Cientistas Atómicos

© EVA HAMBACH / AFP

O relógio do Apocalipse, que simboliza a eminência de um cataclismo planetário, foi parado a 100 segundos para a meia-noite pelo grupo de cientistas que o opera e que ressaltou a ineficácia dos governos na gestão da pandemia e a sua falta de preparação para as ameaças nucleares e climáticas.

Este relógio simbólico foi criado em 1947 pela ONG Boletim dos Cientistas Atómicos para alertar sobre um cataclismo nuclear. No ano passado, os ponteiros haviam avançado 20 segundos e indicavam a hora mais próxima da meia-noite na história do relógio.

“A mortal e aterradora pandemia de covid-19 serve como uma chamada de atenção histórica, um claro exemplo de que os governos nacionais e as organizações internacionais estão mal preparados para fazer frente às ameaças das armas nucleares e às alterações climáticas que realmente poderão acabar com a civilização”, disse Rachel Bronson, directora da organização.

A cada ano, um grupo de especialistas compostos por 13 prémios Nobel marca a nova hora.

“Acordem!”, pediu aos chefes de Estado das grandes potencias o ex-governador da Califórnia e presidente da ONG, Jerry Brown.

“Os Estados Unidos, a Rússia e as potências nucleares de todo o mundo devem deixar de gritar entre si. É hora de eliminar as armas nucleares, não de fabricar mais. O mesmo ocorre com as alterações climáticas: Estados Unidos, China e outros países importantes devem abordar seriamente as emissões mortais de carbono”, argumentou.

Criado depois da Segunda Guerra Mundial, o relógio do Apocalipse originalmente marcava sete minutos para a meia-noite.

Em 1991, no final da Guerra Fria, retrocedeu para 17 minutos para a meia-noite. Em 1953, assim como em 2018 e 2019, marcou dois minutos para a meia-noite.

Diário de Notícias
DN/AFP
27 Janeiro 2021 — 19:33


4998: A cidade mais antiga das Américas está sob ameaça de invasão (e a culpa é da pandemia)

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA/CORONAVÍRUS

Petty Officer 3rd Class Daniel Barker / WIkimedia

Tendo sobrevivido durante cinco mil anos, o sítio arqueológico mais antigo das Américas está sob a ameaça de invasores que afirmam que a pandemia de covid-19 os deixou sem outra opção a não ser ocupar a cidade sagrada.

Caral, no Peru, está situada no vale do rio Supe, cerca de 182 quilómetros a norte da capital Lima e 20 quilómetros do Oceano Pacífico a oeste. Desenvolvido entre 3.000 e 1.800 a.C num deserto árido, Caral é o berço da civilização nas Américas.

O seu povo era contemporâneo do Egipto faraónico e das grandes civilizações mesopotâmicas. É anterior ao muito mais conhecido império Inca em 45 séculos.

Porém, nada disso importa aos invasores, que aproveitaram a vigilância policial mínima durante 107 dias de confinamento para tomar mais de 10 hectares do sítio arqueológico de Chupacigarro e plantar abacates, árvores frutíferas e feijão-de-lima. As invasões e destruição começaram em Março, quando a pandemia forçou um confinamento nacional.

“Há gente que vem e invade este local, que é propriedade do Estado, e usa-o para plantar”, disse o arqueólogo Daniel Mayta, em declarações à AFP, citada pelo ScienceAlert. “É extremamente prejudicial porque estão a destruir evidências culturais com 5.000 anos”.

“As famílias não querem ir embora. Explicámo-lhes que este local é um Património Mundial (UNESCO) e o que estão a fazer é sério e podemos levá-los para a cadeia”, continuou Mayta.

A situação agravou-se tanto que a arqueóloga Ruth Shady, que descobriu Caral, foi ameaçada de morte se não abandonasse a investigação dos seus tesouros. Shady é a directora da zona arqueológica de Caral e administra as investigações desde 1996, quando as escavações começaram.

Segundo a investigadora, os traficantes de terras – que ocupam terras estatais ou protegidas ilegalmente para vendê-las para ganho privado – estão por trás das invasões. “Estamos a receber ameaças de pessoas que aproveitam as condições da pandemia para ocupar sítios arqueológicos e invadi-los para estabelecer cabanas e lavrar a terra. Destroem tudo que encontram”.

“Um dia ligaram para o advogado que trabalha connosco e disseram que iam matá-lo comigo e enterrar-nos cinco metros abaixo do solo”, caso o trabalho arqueológico continuasse no local.

Shady, de 74 anos, passou o último quarto de século em Caral a tentar trazer de volta à vida a história social e o legado da civilização, por exemplo, como as técnicas de construção que usaram para resistir aos terramotos. “Estas estruturas de até cinco mil anos mantiveram-se estáveis ​​até ao momento e engenheiros estruturais do Peru e do Japão aplicarão essa tecnologia”, disse Shady.

Os habitantes de Caral viviam em território sísmico. As suas estruturas tinham cestos cheios de pedras na base que amorteciam o movimento do solo e evitavam que a construção desabasse.

As ameaças obrigaram Shady a morar em Lima sob protecção. A investigadora recebeu a Ordem do Mérito do Governo na semana passada pelos seus serviços prestados à nação. “Estamos a fazer o que podemos para garantir que nem a sua saúde nem a sua vida estejam em risco devido aos efeitos das ameaças que está a receber”, disse o presidente do Peru, Francisco Sagasti, na cerimónia.

Caral foi declarada Património Mundial da UNESCO em 2009. A cidade estende-se por 66 hectares e é dominada por sete pirâmides de pedra que parecem iluminar-se quando os raios do sol incidem sobre elas. Acredita-se que a civilização tenha sido pacífica e não usava armas nem muralhas.

Fechada devido à pandemia, Caral foi reaberto aos turistas em Outubro e custa apenas três dólares para visitar. Durante o confinamento, várias peças arqueológicas foram saqueadas na área e, em Julho, a polícia prendeu duas pessoas por destruir parcialmente um local que continha múmias e cerâmicas.

Por Maria Campos
23 Janeiro, 2021


4635: Asteroid Apophis is speeding up as scientists recalculate odds of 2068 impact

ESA’s Herschel Space Observatory captured asteroid Apophis in its field of view during the approach to Earth on January, 5-6, 2013. This image shows the asteroid in Herschel’s three PACS wavelengths: 70, 100 and 160 microns.
(Image: © ESA/Herschel/PACS/MACH-11/MPE/B.Altieri (ESAC) and C. Kiss (Konkoly Observatory))

Astronomers say they’ll have to keep an eye on the near-Earth asteroid Apophis to see how much of a danger the space rock poses to our planet during a close pass in 2068. But don’t panic: The chances of an impact still seem very low.

Under certain circumstances, the sun can heat an asteroid unevenly, causing the space rock to radiate away heat energy asymmetrically. The result can be a tiny push in a certain direction — an effect called Yarkovsky acceleration, which can change the path of an asteroid through space.

Since astronomers hadn’t measured this solar push on Apophis before, they didn’t take it into consideration when calculating the threat the asteroid poses to us in 2068. Those previous calculations showed a tiny impact probability — around 1 in 150,000.

Related: Potentially dangerous asteroids (images)

Now, a new study shows the asteroid is drifting away from its previously predicted orbit by about 557 feet (170 meters) a year due to the Yarkovsky effect, lead author and University of Hawaii at Manoa astronomer David Tholen said during a press conference on Oct. 26.

“Basically, the heat that an asteroid radiates gives it a very tiny push,” he explained during a virtual meeting of the American Astronomical Society’s Division for Planetary Sciences. You can find the press conference on YouTube here. It begins at the 22-minute mark.

“The warmer hemisphere [of the asteroid] would be pushing slightly more than the cooler hemisphere, and that causes the asteroid to drift away from what a purely gravitational orbit would predict,” Tholen said.

Showing the orbit for the 1,120-foot-wide (340 m) Apophis, he indicated that astronomers thought they had enough observations of the asteroid — collected over the years after its discovery in 2004 — to more or less rule out an impact in 2068. Those calculations, however, were based on an orbit not affected by the sun’s energy. Ultimately, this means we can’t yet rule out Apophis being a threat in 2068, Tholen said.

“The 2068 impact scenario is still in play,” Tholen said. “We need to track this asteroid very carefully.”

Fortunately, the asteroid will make a close (yet still safe) approach to our planet in 2029, allowing ground-based telescopes — including the Arecibo Observatory’s powerful radar dish — to get a more detailed look at the asteroid’s surface and shape. Apophis will be so close it will be visible with the naked eye, at third magnitude — about as bright as the binary star Cor Caroli.

“Of all dates, Friday the 13th in April, April 13 [2029], is when the flyby will occur,” Tholen said., “Obviously, the 2029 close approach is critical. We’ll know after that occurs exactly where it [Apophis] was as it passed the Earth, and that will make it much easier for us to predict future impact scenarios.”

Tholen’s team made the discovery after four nights of observation in January and March with the Subaru Telescope, a Japanese optical-infrared telescope on the summit of Maunakea, Hawaii. The researchers collected 18 exposures of the asteroid at a very high precision, with an error of only 10 milliarcseconds in each observation. (A milliarcsecond is a thousandth of an arcsecond,  an angular measurement that helps scientists measure cosmic distances.)

“We really nailed the position of this asteroid extremely well,” Tholen said. “That was enough to give us a strong detection of the Yarkovsky effect, which is something we’ve been expecting to see now for a while.”

Tholen noted that Apophis has been troublesome  for astronomers, with “numerous impact scenarios” predicted (and then largely ruled out) since it was first found in 2004. For example: Initially, scientists calculated a 3% chance of Apophis slamming into our planet in 2029, a prediction Tholen said was quickly ruled out after more observations showed the true path of the little world.

If there’s any threat of an impact, astronomers will know long before 2068 how to approach the problem. Engineers around the world are developing ideas about how to deflect dangerous asteroids from our planet, concepts that range from gravitational tugs to “kinetic impactors” that would knock an incoming rock off course.

A joint European-NASA mission will also test and observe asteroid deflection at a space rock called Didymos, starting in 2022. If all goes to plan, NASA’s Double Asteroid Redirection Test (DART) spacecraft will slam into “Didymoon,” the moon orbiting Didymos. The European Space Agency will then launch the Hera mission in 2023 or 2024 and reach Didymos two years later, to see how well the kinetic impactor did in moving the moon from its previous orbit.

NASA has a dedicated Planetary Defense Coordination Office that collects asteroid observations from a network of partner telescopes, and which runs through scenarios with other U.S. agencies for asteroid deflection or (in the worst case) evacuating threatened populations from an incoming space rock. So far, decades of observations have found no imminent asteroid or comet threats to our planet.

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Live Science
By Elizabeth Howell – Live Science Contributor
11/11/2020


3733: Os futuros colonos de Marte podem ter de alterar o seu ADN para sobreviver

CIÊNCIA/ASTROBIOLOGIA/GENÉTICA/MARTE

D Mitriy / Wikimedia

As condições no planeta Vermelho são tão letais que mesmo os planos mais abrangentes para proteger astronautas e futuros colonos os deixariam expostos a níveis perigosos de radiação cósmica e extremos ambientais.

De acordo com o portal Space, Kennda Lynch, astro-bióloga e geo-microbiologista do Lunar and Planetary Institute, nos Estados Unidos, defende que as agências espaciais devem alterar o ADN dos futuros astronautas e colonos para que possam suportar melhor a vida em Marte.

Segundo Lynch, isto pode ser necessário de forma a dar aos colonos a sua melhor hipótese de sobrevivência.

Na semana passada, a astro-bióloga argumentou numa conferência online apresentada pela The New York Academy of Sciences, que seria preferível editar o genoma humano para sobreviver em Marte do que tentar terraformar o planeta para ser menos inóspito para seres humanos.

Caso contrário, os colonos arriscar-se-iam a eliminar evidências de quaisquer ecossistemas nativos, passados ou presentes. “E como podemos fazer isso se mudarmos o planeta antes de partirmos e descobrirmos se realmente houve vida lá?”, questionou Lynch durante o evento.

Para Lynch, tecnologias como engenharia genética “talvez sejam necessárias se as pessoas quiserem viver, trabalhar, prosperar, estabelecer a sua família e permanecer em Marte”. “É nessa altura que esse tipo de tecnologia pode ser crítica”, acrescentou.

A investigadora sugeriu que a engenharia genética também pode ser empregada para criar “micróbios” que ajudariam os colonos a estabelecer a sua presença em solo marciano.

“Estas são algumas das coisas que podemos fazer para nos ajudar a fazer as coisas que precisamos, ajudar a fabricar materiais para construir os nossos habitats”, disse. “Essas são muitas coisas que os cientistas estão a estudar agora”.

Christopher Mason, geneticista da Weill Cornell Medicine e participante na mesma conferência, disse mesmo que alterar o ADN dos astronautas pode vir a ser um imperativo categórico – um princípio fortemente sentido que obriga a pessoa a agir.

“E talvez somos eticamente obrigados a fazê-lo?”, questionou Mason. “Acho que, se for uma missão suficientemente longa, talvez seja preciso fazer algo, assumindo que seja seguro, o que ainda não podemos dizer”.

Lynch não é a primeira a sugerir a alteração do ADN dos colonos espaciais. Em 2018, uma equipa de investigadores polacos argumentou que a modificação genética pode ser necessária se os futuros habitantes quiserem ter bebés em Marte.

Os futuros colonos de Marte poderão ter miopia, ossos mais densos e até outra cor de pele

Caso os seres humanos consigam colonizar Marte, os novos colonos do Planeta Vermelho vão sofrer uma série de mutações que…

ZAP //

Por ZAP
23 Maio, 2020

 

 

3433: NASA detecta asteróide de 1 Km que vem numa aproximação rápida à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A NASA está a vigiar um asteróide que passará “perto” do planeta no próximo fim de semana. Apesar de estar numa aproximação rápida, esta passagem não traz agora qualquer problema à Terra. Contudo, dada a sua dimensão, um impacto causaria uma destruição em escala global, como confirmou a agência espacial norte-americana.

Este viajante do espaço tem o nome de 2002 PZ39 e está referenciado no grupo dos asteróides Apollo. Aquelas rochas cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra.

Asteróide que viaja a uma velocidade infernal

A NASA está a seguir um asteróide “potencialmente cataclísmico” apelidado de 2002 PZ39. Segundo a estimativa da agência americana, a rocha deverá medir um quilómetro de diâmetro. O colossal asteróide está actualmente a correr pelo espaço a velocidades superiores a 57 240 km/h.

A este ritmo, a NASA referiu que o asteróide fará uma “passagem próxima” à Terra antes do meio-dia de sábado, 15 de Fevereiro.

De acordo com a agência espacial, qualquer rocha deste tamanho tem o potencial de matar milhões incontáveis após o impacto.

Se um meteoroide rochoso maior que 25 m, mas menor que um quilómetro – um pouco mais de 800 metros – atingisse a Terra, provavelmente causaria danos locais na área de impacto.

Acreditamos que qualquer coisa maior que um a dois quilómetros  poderia ter efeitos a nível mundial.

Referiu a agência espacial norte-americana.

NEOs são os perigosos asteróides que estão permanentemente a ser vigiados

O potencial destrutivo de tais asteróides também foi delineado num relatório da Casa Branca de 2018 sobre os chamados objectos quase terrestres ou NEOs. A Estratégia Nacional de Preparação para Objectos Próximos da Terra e o Plano de Acção advertiu que asteróides de até 1 km de diâmetro podem iniciar uma cadeia de cataclismos naturais devastadores.

Objectos próximos e maiores que um quilómetro podem causar danos em escala global. Podem provocar terremotos, tsunamis e outros efeitos secundários que vão muito além da área de impacto imediato.

Pensa-se que um asteróide de até 10 quilómetros de largura tenha causado a extinção dos dinossauros quando atingiu a península de Yucatan há cerca de 65 milhões de anos.

Refere o relatório.

Depois do dia dos namorados… visita-nos o 2002 PZ39

A 15 de Fevereiro, o asteróide 2002 PZ39 deverá aproximar-se do planeta por volta das 11.05 GMT. Assim, quando isto acontecer, a rocha oscilará pelo planeta a uma velocidade de cerca de 15,19km por segundo ou 57 240 km/h.

Apesar do seu tamanho, velocidade e etiqueta de perigosidade, a rocha passará ao largo da Terra. Segundo os dados, a distância mais próxima atingirá os 5,7 milhões de quilómetros do nosso planeta. Portanto, algo como 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Asteróide “bola de golfe” está a prender a atenção dos astrónomos (fotos)

Os asteróides são de todas as formas e tamanhos e têm traços únicos que os identificam e classificam. Assim, os astrónomos do MIT interessaram-se por um asteróide que tem tantas crateras que recebeu o … Continue a ler Asteróide “bola de golfe” está a prender a atenção dos astrónomos (fotos)

 

 

3357: Júpiter está a atirar asteróides em direcção à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Alguns astrónomos acreditam que Júpiter, em vez de proteger a Terra de cometas e asteróides, está activamente a atirá-los para dentro do Sistema Solar.

Uma teoria popular sugere que Júpiter, que tem uma massa enorme, age como um escudo gigante no Espaço, sugando ou desviando detritos perigosos que sobraram da formação do sistema solar. Porém, a teoria do “Escudo de Júpiter”, como é conhecida, caiu em desuso nas últimas duas décadas.

Um crítico importante dessa teoria, Kevin Grazier, já tenta desmascarar essa ideia há anos. O investigador publicou vários estudos sobre o assunto, incluindo um artigo de 2008 intitulado “Júpiter como um atirador de elite em vez de um escudo”. Grazier tem demonstrado cada vez mais formas pelas quais Júpiter, em vez de ser o nosso protector, é na verdade – embora indirectamente – uma ameaça.

Em 2018, Grazier publicou um artigo na revista científica Astronomical Journal, no qual analisa as formas complexas pelas quais os objectos do sistema solar externo são afectado pelos planetas como Júpiter, Saturno, Neptuno e Úrano.

Em 2019, num artigo publicado na revista científica Monthly Notices do Royal Astronomical Journal, analisa uma família específica de corpos gelados e a forma como são transformados por Júpiter em cometas potencialmente mortais.

“As nossas simulações mostram que Júpiter tem a mesma probabilidade de enviar cometas na Terra como de os desviar e vimos isso no sistema solar real”, disse Grazier, em declarações ao Gizmodo.

O portal relembra, porém, que isso era algo muito bom quando a Terra era jovem, porque cometas e asteróides forneciam os ingredientes essenciais necessários para a vida. Hoje, no entanto, os impactos não são bons, pois podem desencadear extinções em massa semelhantes à que extinguiu dinossauros não aviários há cerca de 66 milhões de anos.

Trabalhando com colaboradores do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e da Universidade do Sul de Queensland, Grazier mostrou como objectos no disco disperso, um anel dentro do Cinturão de Kuiper que contém muitos planetesimais que se aproximam de Neptuno, são influenciados pelos planetas. Também mostram como Centauros, um grupo de corpos gelados em órbita além de Júpiter e Neptuno, são transformados por Júpiter em cometas potencialmente ameaçadores para a Terra.

Usando simulações, os investigadores descobriram que “os objectos Centauro, os Cometas da Família Júpiter e os objectos no Disco Disperso não são populações dinamicamente distintas – as órbitas dos objectos nessas famílias evoluem sob a influência gravitacional dos planetas jovianos,e os objectos podem mover-se entre as três classificações dinâmicas muitas vezes ao longo da vida”, disse Grazier.

Quanto a Júpiter ainda agindo como escudo, Grazier disse que isso permanece verdadeiro, mas os gigantes gasosos protegem a Terra principalmente de objectos presos entre eles. Quanto aos objectos encontrados no sistema solar externo, essa é uma história diferente.

Jonti Horner, co-autor dos dois estudos, disse que Júpiter desempenha um papel duplo. “Júpiter pega em coisas que ameaçam a Terra e arremessa-as, libertando espaço perto do nosso planeta. Portanto, nesse sentido, é uma espécie de escudo”, disse. “Por outro lado, pega em coisas que não estão perto da Terra e arremessa-as no nosso caminho, o que significa que também é uma ameaça”.

“Já sabemos que a Terra está na mira cósmica”, concluiu Grazier. “Existem centenas de objectos próximos à Terra que são potencialmente perigosos. Acho que agora precisamos de prestar mais atenção ao que está a acontecer um pouco mais longe, na vizinhança de Júpiter”.

ZAP //

Por ZAP
13 Janeiro, 2020

 

3281: Há uma mancha de água “a escaldar” na Nova Zelândia

CIÊNCIA

Hostelworld.com

Uma mancha de água “extremamente quente” foi detectada no extremo sul do oceano Pacífico, na costa leste da Nova Zelândia, e está a crescer lentamente.

Imagens obtidas por satélites publicadas na passada segunda-feira no Climate Reanalyser mostram uma zona massiva de água de cor vermelho vivo com aproximadamente dois mil quilómetros de diâmetro. A área é, provavelmente, do mesmo tamanho do que a Ilha do Norte da Nova Zelândia e esteve a crescer durante este mês de Dezembro.

De acordo com o jornal The New Zealand Herald, o fenómeno chamou a atenção de estudiosos do clima quando se converteu num dos pontos marinhos mais quentes do planeta, com temperaturas de até 20ºC.

James Renwick, investigador de clima e professor da Universidade de Victoria, na Austrália, explicou que isto ocorre, em regra, em águas com ventos baixos, que se juntam à incidência do sol na área, fazendo com que a água aumente a sua temperatura. A área vermelha vista no mapa de calor indica temperaturas de pelo menos 4ºC acima da média, enquanto as áreas brancas no centro indicam temperaturas de 6ºC acima da norma.

“A temperatura do mar realmente não varia muito. Um grau, mais ou menos, é um grande problema e esta área provavelmente é quatro graus ou mais acima da média e isso é enorme”, disse Renwick.

Em declarações ao jornal britânico The Guardian, Renwick admitiu que os valores poderão estar associados às alterações climáticas, nomeadamente ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, mas que se devem sobretudo a condições da natureza.

Nas próximas semanas, os cientistas estudarão o fenómeno para obter mais informações sobre a sua origem e o impacto local que poderia ter, especialmente para a vida marinha.

ZAP //

Por ZAP
28 Dezembro, 2019

 

 

2950: A IA poderá acabar com a Humanidade (mas não da forma que pensávamos)

CIÊNCIA

(dr) Vitaly Bulgarov / Hankook Mirae

Algumas das maiores mentes do planeta, como o físico teórico Stephen Hawking ou o empresário e CEO da Tesla Elon Musk, já levaram preocupações quanto à Inteligência Artificial (IA), considerando que os avanços neste campo podem ameaçar os seres humanos e pôr mesmo em risco a Humanidade.

No entanto, noticia a emissora britânica BBC citando um novo livro sobre o tema, os humanos não devem temer uma revolta de robôs auto-conscientes contra os seus “mestres”, isto é, contra os próprios humanos.

O grande problema, sustenta a publicação, reside antes no facto de as máquinas se tornarem tão boas a alcançar os objectivos estabelecidos pelos humanos, sejam estas ordem certas ou erradas.

Na prática, o livro sustenta que os robôs poderão acabar a Humanidade por acidente. Não se tratará de uma revolta espontânea contra os “criadores”, mas antes de um erro.

Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é o autor do livro que se intitula “Compatibilidade Humana: Inteligência Artificial e o Problema de Controlo”, que versa sobre os mecanismos de aprendizagem das máquinas.

“O mote dos filmes de Hollywood é sempre de que a máquina espontaneamente se torna consciente. Depois, decide que odeia os seres humanos e quer matá-los a todos”, explicou.

Explica o autor que os robôs não terão sentimentos humanos e, por isso, o cenário acima citado é “errado”. “Não há realmente [nas máquinas) uma consciência má. Há sim é uma competência com a qual temos de nos preocupar, a competência para atingir um objectivo que nós especificamos de forma errada“.

A maquina executará a tarefa sem fazer qualquer julgamento moral sobre as suas acções, uma vez que não tem consciência, visando apenas atingir o objectivo final.

Segundo Russell, é aqui que está o problema que poderá vir a condenar a Humanidade.

O cientista deu um exemplo para clarificar a situação: o Homem tem um poderoso sistema de IA capaz de controlar o clima do planeta e quer usá-lo para diminuir os níveis de dióxido de carbono na atmosfera para os valores pré-industriais.

“O sistema descobre que a forma mais fácil de o fazer é ao livrar-se de todos os seres humanos, porque estes estão a produzir grandes quantidades de dióxido de carbono. Podemos pensar:

ZAP // BBC

Por ZAP
2 Novembro, 2019

 

2739: Asteróides à espreita na sombra de Júpiter podem ser ameaça oculta para a Terra

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech

Um grupo de asteróides e cometas escondidos na sombra de Júpiter pode representar uma ameaça oculta para a Terra, revelou um novo estudo.

De acordo com a nova publicação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, estas rochas espaciais, quando sujeitas a mudanças fortes nas suas órbitas, podem colidir com a Terra e/ou com os seus vizinhos.

Os cientistas conseguiram identificar pelo menos um destes corpos escondidos na sombra de Júpiter que poderá sofrer uma mudança orbital deste tipo.

Tal como explicaram os especialistas, é muito importante identificar e monitorizar com bastante antecedência estes e outros corpos potencialmente perigosos para a Terra.

Como maior mundo do Sistema Solar, Júpiter esconde muitos asteróides e cometas na sua sombra. Alguns deles, como é o caso das suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta, explica o portal Space.com.

Outros há que seguem uma órbita semelhante à de Júpiter em torno do sol. Para estes, uma alta inclinação ou um ângulo com o plano de Sistema Solar a mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, o que lhes confere uma órbita quase circular.

O novo estudo aponta o que aconteceria caso estes objectos mudassem a sua inclinação para alta excentricidade, isto é, criando uma órbita mais oval. De acordo com os cientistas, esta mudança implicaria más notícias para a Terra.

“Apontamos a possibilidade de populações de asteróides potencialmente perigosos e não detectadas existam em locais de alta inclinação desses objectos”, afirmou o Kenta Oshima, cientista do Observatório Astronómico Nacional do Japão, citado pela Europa Press.

Para já, não há qualquer perigo, uma vez que as órbitas destes objectos escondidos se encontram estáveis. Contudo, alertam os cientistas, uma mudança no plano orbital pode representar uma eventual colisão com a Terra ou com os mundos vizinhos.

“Vale a pena manter um olho nestes objectos, principalmente para os catalogar para ter um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa”, disse Carlos de la Fuente Marcos, que estuda as dinâmicas do Sistema Solar na Universidade de Madrid, em Espanha, em declarações ao Space.com.

“Se forem numerosos, o perigo pode ser potencialmente alto, mas se forem escassos, o perigo pode ser completamente insignificante“, concluiu, dando conta que ainda não se sabe quantos destes corpos existem.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019