2951: A IA poderá acabar com a Humanidade (mas não da forma que pensávamos)

CIÊNCIA

(dr) Vitaly Bulgarov / Hankook Mirae

Algumas das maiores mentes do planeta, como o físico teórico Stephen Hawking ou o empresário e CEO da Tesla Elon Musk, já levaram preocupações quanto à Inteligência Artificial (IA), considerando que os avanços neste campo podem ameaçar os seres humanos e pôr mesmo em risco a Humanidade.

No entanto, noticia a emissora britânica BBC citando um novo livro sobre o tema, os humanos não devem temer uma revolta de robôs auto-conscientes contra os seus “mestres”, isto é, contra os próprios humanos.

O grande problema, sustenta a publicação, reside antes no facto de as máquinas se tornarem tão boas a alcançar os objectivos estabelecidos pelos humanos, sejam estas ordem certas ou erradas.

Na prática, o livro sustenta que os robôs poderão acabar a Humanidade por acidente. Não se tratará de uma revolta espontânea contra os “criadores”, mas antes de um erro.

Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é o autor do livro que se intitula “Compatibilidade Humana: Inteligência Artificial e o Problema de Controlo”, que versa sobre os mecanismos de aprendizagem das máquinas.

“O mote dos filmes de Hollywood é sempre de que a máquina espontaneamente se torna consciente. Depois, decide que odeia os seres humanos e quer matá-los a todos”, explicou.

Explica o autor que os robôs não terão sentimentos humanos e, por isso, o cenário acima citado é “errado”. “Não há realmente [nas máquinas) uma consciência má. Há sim é uma competência com a qual temos de nos preocupar, a competência para atingir um objectivo que nós especificamos de forma errada“.

A maquina executará a tarefa sem fazer qualquer julgamento moral sobre as suas acções, uma vez que não tem consciência, visando apenas atingir o objectivo final.

Segundo Russell, é aqui que está o problema que poderá vir a condenar a Humanidade.

O cientista deu um exemplo para clarificar a situação: o Homem tem um poderoso sistema de IA capaz de controlar o clima do planeta e quer usá-lo para diminuir os níveis de dióxido de carbono na atmosfera para os valores pré-industriais.

“O sistema descobre que a forma mais fácil de o fazer é ao livrar-se de todos os seres humanos, porque estes estão a produzir grandes quantidades de dióxido de carbono. Podemos pensar:

ZAP // BBC

Por ZAP
2 Novembro, 2019

 

2740: Asteróides à espreita na sombra de Júpiter podem ser ameaça oculta para a Terra

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech

Um grupo de asteróides e cometas escondidos na sombra de Júpiter pode representar uma ameaça oculta para a Terra, revelou um novo estudo.

De acordo com a nova publicação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, estas rochas espaciais, quando sujeitas a mudanças fortes nas suas órbitas, podem colidir com a Terra e/ou com os seus vizinhos.

Os cientistas conseguiram identificar pelo menos um destes corpos escondidos na sombra de Júpiter que poderá sofrer uma mudança orbital deste tipo.

Tal como explicaram os especialistas, é muito importante identificar e monitorizar com bastante antecedência estes e outros corpos potencialmente perigosos para a Terra.

Como maior mundo do Sistema Solar, Júpiter esconde muitos asteróides e cometas na sua sombra. Alguns deles, como é o caso das suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta, explica o portal Space.com.

Outros há que seguem uma órbita semelhante à de Júpiter em torno do sol. Para estes, uma alta inclinação ou um ângulo com o plano de Sistema Solar a mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, o que lhes confere uma órbita quase circular.

O novo estudo aponta o que aconteceria caso estes objectos mudassem a sua inclinação para alta excentricidade, isto é, criando uma órbita mais oval. De acordo com os cientistas, esta mudança implicaria más notícias para a Terra.

“Apontamos a possibilidade de populações de asteróides potencialmente perigosos e não detectadas existam em locais de alta inclinação desses objectos”, afirmou o Kenta Oshima, cientista do Observatório Astronómico Nacional do Japão, citado pela Europa Press.

Para já, não há qualquer perigo, uma vez que as órbitas destes objectos escondidos se encontram estáveis. Contudo, alertam os cientistas, uma mudança no plano orbital pode representar uma eventual colisão com a Terra ou com os mundos vizinhos.

“Vale a pena manter um olho nestes objectos, principalmente para os catalogar para ter um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa”, disse Carlos de la Fuente Marcos, que estuda as dinâmicas do Sistema Solar na Universidade de Madrid, em Espanha, em declarações ao Space.com.

“Se forem numerosos, o perigo pode ser potencialmente alto, mas se forem escassos, o perigo pode ser completamente insignificante“, concluiu, dando conta que ainda não se sabe quantos destes corpos existem.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019