3733: Os futuros colonos de Marte podem ter de alterar o seu ADN para sobreviver

CIÊNCIA/ASTROBIOLOGIA/GENÉTICA/MARTE

D Mitriy / Wikimedia

As condições no planeta Vermelho são tão letais que mesmo os planos mais abrangentes para proteger astronautas e futuros colonos os deixariam expostos a níveis perigosos de radiação cósmica e extremos ambientais.

De acordo com o portal Space, Kennda Lynch, astro-bióloga e geo-microbiologista do Lunar and Planetary Institute, nos Estados Unidos, defende que as agências espaciais devem alterar o ADN dos futuros astronautas e colonos para que possam suportar melhor a vida em Marte.

Segundo Lynch, isto pode ser necessário de forma a dar aos colonos a sua melhor hipótese de sobrevivência.

Na semana passada, a astro-bióloga argumentou numa conferência online apresentada pela The New York Academy of Sciences, que seria preferível editar o genoma humano para sobreviver em Marte do que tentar terraformar o planeta para ser menos inóspito para seres humanos.

Caso contrário, os colonos arriscar-se-iam a eliminar evidências de quaisquer ecossistemas nativos, passados ou presentes. “E como podemos fazer isso se mudarmos o planeta antes de partirmos e descobrirmos se realmente houve vida lá?”, questionou Lynch durante o evento.

Para Lynch, tecnologias como engenharia genética “talvez sejam necessárias se as pessoas quiserem viver, trabalhar, prosperar, estabelecer a sua família e permanecer em Marte”. “É nessa altura que esse tipo de tecnologia pode ser crítica”, acrescentou.

A investigadora sugeriu que a engenharia genética também pode ser empregada para criar “micróbios” que ajudariam os colonos a estabelecer a sua presença em solo marciano.

“Estas são algumas das coisas que podemos fazer para nos ajudar a fazer as coisas que precisamos, ajudar a fabricar materiais para construir os nossos habitats”, disse. “Essas são muitas coisas que os cientistas estão a estudar agora”.

Christopher Mason, geneticista da Weill Cornell Medicine e participante na mesma conferência, disse mesmo que alterar o ADN dos astronautas pode vir a ser um imperativo categórico – um princípio fortemente sentido que obriga a pessoa a agir.

“E talvez somos eticamente obrigados a fazê-lo?”, questionou Mason. “Acho que, se for uma missão suficientemente longa, talvez seja preciso fazer algo, assumindo que seja seguro, o que ainda não podemos dizer”.

Lynch não é a primeira a sugerir a alteração do ADN dos colonos espaciais. Em 2018, uma equipa de investigadores polacos argumentou que a modificação genética pode ser necessária se os futuros habitantes quiserem ter bebés em Marte.

Os futuros colonos de Marte poderão ter miopia, ossos mais densos e até outra cor de pele

Caso os seres humanos consigam colonizar Marte, os novos colonos do Planeta Vermelho vão sofrer uma série de mutações que…

ZAP //

Por ZAP
23 Maio, 2020

 

spacenews

 

3433: NASA detecta asteróide de 1 Km que vem numa aproximação rápida à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A NASA está a vigiar um asteróide que passará “perto” do planeta no próximo fim de semana. Apesar de estar numa aproximação rápida, esta passagem não traz agora qualquer problema à Terra. Contudo, dada a sua dimensão, um impacto causaria uma destruição em escala global, como confirmou a agência espacial norte-americana.

Este viajante do espaço tem o nome de 2002 PZ39 e está referenciado no grupo dos asteróides Apollo. Aquelas rochas cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra.

Asteróide que viaja a uma velocidade infernal

A NASA está a seguir um asteróide “potencialmente cataclísmico” apelidado de 2002 PZ39. Segundo a estimativa da agência americana, a rocha deverá medir um quilómetro de diâmetro. O colossal asteróide está actualmente a correr pelo espaço a velocidades superiores a 57 240 km/h.

A este ritmo, a NASA referiu que o asteróide fará uma “passagem próxima” à Terra antes do meio-dia de sábado, 15 de Fevereiro.

De acordo com a agência espacial, qualquer rocha deste tamanho tem o potencial de matar milhões incontáveis após o impacto.

Se um meteoroide rochoso maior que 25 m, mas menor que um quilómetro – um pouco mais de 800 metros – atingisse a Terra, provavelmente causaria danos locais na área de impacto.

Acreditamos que qualquer coisa maior que um a dois quilómetros  poderia ter efeitos a nível mundial.

Referiu a agência espacial norte-americana.

NEOs são os perigosos asteróides que estão permanentemente a ser vigiados

O potencial destrutivo de tais asteróides também foi delineado num relatório da Casa Branca de 2018 sobre os chamados objectos quase terrestres ou NEOs. A Estratégia Nacional de Preparação para Objectos Próximos da Terra e o Plano de Acção advertiu que asteróides de até 1 km de diâmetro podem iniciar uma cadeia de cataclismos naturais devastadores.

Objectos próximos e maiores que um quilómetro podem causar danos em escala global. Podem provocar terremotos, tsunamis e outros efeitos secundários que vão muito além da área de impacto imediato.

Pensa-se que um asteróide de até 10 quilómetros de largura tenha causado a extinção dos dinossauros quando atingiu a península de Yucatan há cerca de 65 milhões de anos.

Refere o relatório.

Depois do dia dos namorados… visita-nos o 2002 PZ39

A 15 de Fevereiro, o asteróide 2002 PZ39 deverá aproximar-se do planeta por volta das 11.05 GMT. Assim, quando isto acontecer, a rocha oscilará pelo planeta a uma velocidade de cerca de 15,19km por segundo ou 57 240 km/h.

Apesar do seu tamanho, velocidade e etiqueta de perigosidade, a rocha passará ao largo da Terra. Segundo os dados, a distância mais próxima atingirá os 5,7 milhões de quilómetros do nosso planeta. Portanto, algo como 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Asteróide “bola de golfe” está a prender a atenção dos astrónomos (fotos)

Os asteróides são de todas as formas e tamanhos e têm traços únicos que os identificam e classificam. Assim, os astrónomos do MIT interessaram-se por um asteróide que tem tantas crateras que recebeu o … Continue a ler Asteróide “bola de golfe” está a prender a atenção dos astrónomos (fotos)

 

spacenews

 

3357: Júpiter está a atirar asteróides em direcção à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Alguns astrónomos acreditam que Júpiter, em vez de proteger a Terra de cometas e asteróides, está activamente a atirá-los para dentro do Sistema Solar.

Uma teoria popular sugere que Júpiter, que tem uma massa enorme, age como um escudo gigante no Espaço, sugando ou desviando detritos perigosos que sobraram da formação do sistema solar. Porém, a teoria do “Escudo de Júpiter”, como é conhecida, caiu em desuso nas últimas duas décadas.

Um crítico importante dessa teoria, Kevin Grazier, já tenta desmascarar essa ideia há anos. O investigador publicou vários estudos sobre o assunto, incluindo um artigo de 2008 intitulado “Júpiter como um atirador de elite em vez de um escudo”. Grazier tem demonstrado cada vez mais formas pelas quais Júpiter, em vez de ser o nosso protector, é na verdade – embora indirectamente – uma ameaça.

Em 2018, Grazier publicou um artigo na revista científica Astronomical Journal, no qual analisa as formas complexas pelas quais os objectos do sistema solar externo são afectado pelos planetas como Júpiter, Saturno, Neptuno e Úrano.

Em 2019, num artigo publicado na revista científica Monthly Notices do Royal Astronomical Journal, analisa uma família específica de corpos gelados e a forma como são transformados por Júpiter em cometas potencialmente mortais.

“As nossas simulações mostram que Júpiter tem a mesma probabilidade de enviar cometas na Terra como de os desviar e vimos isso no sistema solar real”, disse Grazier, em declarações ao Gizmodo.

O portal relembra, porém, que isso era algo muito bom quando a Terra era jovem, porque cometas e asteróides forneciam os ingredientes essenciais necessários para a vida. Hoje, no entanto, os impactos não são bons, pois podem desencadear extinções em massa semelhantes à que extinguiu dinossauros não aviários há cerca de 66 milhões de anos.

Trabalhando com colaboradores do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e da Universidade do Sul de Queensland, Grazier mostrou como objectos no disco disperso, um anel dentro do Cinturão de Kuiper que contém muitos planetesimais que se aproximam de Neptuno, são influenciados pelos planetas. Também mostram como Centauros, um grupo de corpos gelados em órbita além de Júpiter e Neptuno, são transformados por Júpiter em cometas potencialmente ameaçadores para a Terra.

Usando simulações, os investigadores descobriram que “os objectos Centauro, os Cometas da Família Júpiter e os objectos no Disco Disperso não são populações dinamicamente distintas – as órbitas dos objectos nessas famílias evoluem sob a influência gravitacional dos planetas jovianos,e os objectos podem mover-se entre as três classificações dinâmicas muitas vezes ao longo da vida”, disse Grazier.

Quanto a Júpiter ainda agindo como escudo, Grazier disse que isso permanece verdadeiro, mas os gigantes gasosos protegem a Terra principalmente de objectos presos entre eles. Quanto aos objectos encontrados no sistema solar externo, essa é uma história diferente.

Jonti Horner, co-autor dos dois estudos, disse que Júpiter desempenha um papel duplo. “Júpiter pega em coisas que ameaçam a Terra e arremessa-as, libertando espaço perto do nosso planeta. Portanto, nesse sentido, é uma espécie de escudo”, disse. “Por outro lado, pega em coisas que não estão perto da Terra e arremessa-as no nosso caminho, o que significa que também é uma ameaça”.

“Já sabemos que a Terra está na mira cósmica”, concluiu Grazier. “Existem centenas de objectos próximos à Terra que são potencialmente perigosos. Acho que agora precisamos de prestar mais atenção ao que está a acontecer um pouco mais longe, na vizinhança de Júpiter”.

ZAP //

Por ZAP
13 Janeiro, 2020

spacenews

 

3281: Há uma mancha de água “a escaldar” na Nova Zelândia

CIÊNCIA

Hostelworld.com

Uma mancha de água “extremamente quente” foi detectada no extremo sul do oceano Pacífico, na costa leste da Nova Zelândia, e está a crescer lentamente.

Imagens obtidas por satélites publicadas na passada segunda-feira no Climate Reanalyser mostram uma zona massiva de água de cor vermelho vivo com aproximadamente dois mil quilómetros de diâmetro. A área é, provavelmente, do mesmo tamanho do que a Ilha do Norte da Nova Zelândia e esteve a crescer durante este mês de Dezembro.

De acordo com o jornal The New Zealand Herald, o fenómeno chamou a atenção de estudiosos do clima quando se converteu num dos pontos marinhos mais quentes do planeta, com temperaturas de até 20ºC.

James Renwick, investigador de clima e professor da Universidade de Victoria, na Austrália, explicou que isto ocorre, em regra, em águas com ventos baixos, que se juntam à incidência do sol na área, fazendo com que a água aumente a sua temperatura. A área vermelha vista no mapa de calor indica temperaturas de pelo menos 4ºC acima da média, enquanto as áreas brancas no centro indicam temperaturas de 6ºC acima da norma.

“A temperatura do mar realmente não varia muito. Um grau, mais ou menos, é um grande problema e esta área provavelmente é quatro graus ou mais acima da média e isso é enorme”, disse Renwick.

Em declarações ao jornal britânico The Guardian, Renwick admitiu que os valores poderão estar associados às alterações climáticas, nomeadamente ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, mas que se devem sobretudo a condições da natureza.

Nas próximas semanas, os cientistas estudarão o fenómeno para obter mais informações sobre a sua origem e o impacto local que poderia ter, especialmente para a vida marinha.

ZAP //

Por ZAP
28 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

2950: A IA poderá acabar com a Humanidade (mas não da forma que pensávamos)

CIÊNCIA

(dr) Vitaly Bulgarov / Hankook Mirae

Algumas das maiores mentes do planeta, como o físico teórico Stephen Hawking ou o empresário e CEO da Tesla Elon Musk, já levaram preocupações quanto à Inteligência Artificial (IA), considerando que os avanços neste campo podem ameaçar os seres humanos e pôr mesmo em risco a Humanidade.

No entanto, noticia a emissora britânica BBC citando um novo livro sobre o tema, os humanos não devem temer uma revolta de robôs auto-conscientes contra os seus “mestres”, isto é, contra os próprios humanos.

O grande problema, sustenta a publicação, reside antes no facto de as máquinas se tornarem tão boas a alcançar os objectivos estabelecidos pelos humanos, sejam estas ordem certas ou erradas.

Na prática, o livro sustenta que os robôs poderão acabar a Humanidade por acidente. Não se tratará de uma revolta espontânea contra os “criadores”, mas antes de um erro.

Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é o autor do livro que se intitula “Compatibilidade Humana: Inteligência Artificial e o Problema de Controlo”, que versa sobre os mecanismos de aprendizagem das máquinas.

“O mote dos filmes de Hollywood é sempre de que a máquina espontaneamente se torna consciente. Depois, decide que odeia os seres humanos e quer matá-los a todos”, explicou.

Explica o autor que os robôs não terão sentimentos humanos e, por isso, o cenário acima citado é “errado”. “Não há realmente [nas máquinas) uma consciência má. Há sim é uma competência com a qual temos de nos preocupar, a competência para atingir um objectivo que nós especificamos de forma errada“.

A maquina executará a tarefa sem fazer qualquer julgamento moral sobre as suas acções, uma vez que não tem consciência, visando apenas atingir o objectivo final.

Segundo Russell, é aqui que está o problema que poderá vir a condenar a Humanidade.

O cientista deu um exemplo para clarificar a situação: o Homem tem um poderoso sistema de IA capaz de controlar o clima do planeta e quer usá-lo para diminuir os níveis de dióxido de carbono na atmosfera para os valores pré-industriais.

“O sistema descobre que a forma mais fácil de o fazer é ao livrar-se de todos os seres humanos, porque estes estão a produzir grandes quantidades de dióxido de carbono. Podemos pensar:

ZAP // BBC

Por ZAP
2 Novembro, 2019

 

2739: Asteróides à espreita na sombra de Júpiter podem ser ameaça oculta para a Terra

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech

Um grupo de asteróides e cometas escondidos na sombra de Júpiter pode representar uma ameaça oculta para a Terra, revelou um novo estudo.

De acordo com a nova publicação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, estas rochas espaciais, quando sujeitas a mudanças fortes nas suas órbitas, podem colidir com a Terra e/ou com os seus vizinhos.

Os cientistas conseguiram identificar pelo menos um destes corpos escondidos na sombra de Júpiter que poderá sofrer uma mudança orbital deste tipo.

Tal como explicaram os especialistas, é muito importante identificar e monitorizar com bastante antecedência estes e outros corpos potencialmente perigosos para a Terra.

Como maior mundo do Sistema Solar, Júpiter esconde muitos asteróides e cometas na sua sombra. Alguns deles, como é o caso das suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta, explica o portal Space.com.

Outros há que seguem uma órbita semelhante à de Júpiter em torno do sol. Para estes, uma alta inclinação ou um ângulo com o plano de Sistema Solar a mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, o que lhes confere uma órbita quase circular.

O novo estudo aponta o que aconteceria caso estes objectos mudassem a sua inclinação para alta excentricidade, isto é, criando uma órbita mais oval. De acordo com os cientistas, esta mudança implicaria más notícias para a Terra.

“Apontamos a possibilidade de populações de asteróides potencialmente perigosos e não detectadas existam em locais de alta inclinação desses objectos”, afirmou o Kenta Oshima, cientista do Observatório Astronómico Nacional do Japão, citado pela Europa Press.

Para já, não há qualquer perigo, uma vez que as órbitas destes objectos escondidos se encontram estáveis. Contudo, alertam os cientistas, uma mudança no plano orbital pode representar uma eventual colisão com a Terra ou com os mundos vizinhos.

“Vale a pena manter um olho nestes objectos, principalmente para os catalogar para ter um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa”, disse Carlos de la Fuente Marcos, que estuda as dinâmicas do Sistema Solar na Universidade de Madrid, em Espanha, em declarações ao Space.com.

“Se forem numerosos, o perigo pode ser potencialmente alto, mas se forem escassos, o perigo pode ser completamente insignificante“, concluiu, dando conta que ainda não se sabe quantos destes corpos existem.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019