893: Japão vai ter robôs “inteligentes” nas salas de aula para ensinar inglês

(CC0/PD) StockSnap / pixabay

O Governo do Japão vai introduzir robôs com inteligência artificial capazes de falar inglês nas salas de aula para ajudar as crianças a melhorar as suas competências orais.

De acordo com a emissora pública nipónica NHK, o Ministério da Educação do Japão pretende lançar um teste piloto para testar a eficácia da iniciativa em Abril de 2019 em 500 escolas, com o objectivo de alargar o projecto a todo o país no espaço de dois anos.

Os alunos vão receber ainda aplicações de estudo e sessões de conversação online com falantes nativos de inglês, uma alternativa à falta de fundos que impede o recrutamento de professores para leccionarem aquela disciplina.

A aprendizagem do inglês é um dos assuntos que preocupam as autoridades daquele país asiático, que querem ver melhorias no ensino antes do aumento no número de turistas esperados durante os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

Os dados mais recentes do Índice de Proficiência em Inglês são de 2017 e atribuem ao Japão a 37ª posição numa lista que incluiu um total de 80 países.

O último ranking criado a partir do TOEFL (Teste de Inglês como Língua Estrangeira) publicado no mesmo ano demonstra que o Japão é um dos países asiáticos com as piores notas, apenas acima do Laos, e onde a pontuação baixa alcançada na prova oral se destaca como uma das piores do mundo ao lado de Burkina Faso ou do Congo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
19 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos do texto original)

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

94: Escolas portuguesas vão dar nome a asteróide do sistema solar

IMAGEM DE ARQUIVO | NASA/W. STENZEL

Cinco anos após a descoberta, o novo asteróide foi agora validado pelo Minor Planet Center depois de várias observações para determinar a sua órbita e posição

Os alunos e professores das quatro escolas portuguesas que, em 2012, descobriram um novo objecto do sistema solar vão poder atribuir um nome ao asteróide, validado agora pelo Minor Planet Center.

“A maioria dos objectos que são descobertos acaba por se perder e o facto de ter sido possível definir uma órbita neste caso é o que torna a descoberta tão especial”, contou à Lusa a coordenadora da iniciativa em Portugal, Ana Costa.

Cerca de cinco anos após a descoberta, o objecto foi agora validado pelo Minor Planet Center (MPC), depois de várias observações subsequentes para determinar com rigor a sua órbita e posição.

Inicialmente designado por 2012 FF25, a escolha do nome definitivo do novo asteróide cabe às equipas de alunos e professores responsáveis pela sua identificação.

Esta descoberta esteve inserida no âmbito de uma campanha do programa International Asteroid Search Collaboration (IASC), na Universidade de Hardin-Simmons, no Texas, que tem como objectivo a procura de pequenos corpos do sistema solar.

Em Portugal, a organização destas campanhas é feita pelo Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO).

Ana Sousa explica que durante a campanha que levou à identificação do 2012 FF25, as equipas analisaram as mesmas imagens, recolhidas pelo telescópio do projecto Pan-STARRS, no Havai, e captadas com um intervalo de cerca de 20 minutos, para que fosse possível identificar o movimento de eventuais objectos.

Depois de analisarem as imagens, com recurso a programas especializados para o efeito, as equipas enviam um relatório das suas observações à Universidade de Hardin-Simmons, responsável pela confirmação da descoberta, através de uma segunda observação.

Só quando os objectos têm uma órbita e uma posição definidas é que a descoberta é tornada oficial pelo MPC, o centro responsável pela identificação, designação e monitorização da órbita de asteróides e cometas.

Agora oficial, o asteróide português passa a estar incluído no catálogo dos corpos do sistema solar, e fica à espera que os seus descobridores escolham um nome.

Escola Secundária D. Maria II, em Braga, Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço D’Arcos, Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, e Agrupamento de Escolas de Valpaços são as quatro instituições responsáveis pela descoberta.

Diário de Notícias
31 DE OUTUBRO DE 2017 | 12:41
DN/Lusa

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[yasr_visitor_votes size=”medium”]

[powr-hit-counter id=4a832323_1509533036057]