3227: A NASA está à procura de seis estudantes portugueses para estágio

CIÊNCIA/SOCIEDADE

NASA / Wikipedia
O astronauta Bruce McCandless, da missão STS-41-B da ISS, numa EVA, “Extravehicular Activity”

Esta quinta-feira terminam as candidaturas para o programa internacional de estágios na NASA. Há seis vagas para alunos portugueses.

Em 2016, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) assinou um contrato com a NASA para Portugal participar no programa internacional de estágios da agência espacial norte-americana.

Dezoito estudantes portugueses passaram, desde então, pelos centros de investigação da agência. As vagas, seis por edição, são limitadas, e é por esse motivo que os requisitos são apertados, explica a TSF.

Os estudantes devem ter nacionalidade portuguesa, residência em Portugal, fluência em língua inglesa e devem apresentar uma média mínima de conclusão de licenciatura ou mestrado de 16 valores, um grau concluído e o comprovativo que estão a frequentar outro grau – licenciatura, mestrado ou doutoramento.

“Nós temos 14 oportunidades actividades de formação em áreas como a robótica, a mecânica, a bioengenharia, a radiação. Várias áreas de engenharia se aplicam a estas áreas que são pedidas nos estágios, desde engenharia aeroespacial, engenharia mecânica, electrotécnica, física”, explica Filipa Coelho, da FCT, à rádio. As vagas são direccionadas para estudantes das áreas das Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática.

Segundo Filipa Coelho, a NASA “considera os estudantes portugueses, que já passaram nestas três edições, muito bons”. Os estagiários da agência espacial estão totalmente envolvidos nos projectos, admite a responsável, adiantando que “fazem toda a parte de investigação, experimentação relacionado com esses projectos”.

Os seis portugueses escolhidos vão estagiar entre Junho e Dezembro do próximo ano no NASA AMES, um dos dez centros da NASA, localizado em Silicon Valey na Califórnia.

Além disso, os estagiários vão ter direito com um subsídio mensal de 1464,36 euros para licenciados e de 1726,93 euros para mestres. Também dispõem de um subsídio de viagem de 600 euros, um subsídio único de instalação de mil euros e de um seguro de saúde e acidentes pessoais.

ZAP //

Por ZAP
19 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

893: Japão vai ter robôs “inteligentes” nas salas de aula para ensinar inglês

(CC0/PD) StockSnap / pixabay

O Governo do Japão vai introduzir robôs com inteligência artificial capazes de falar inglês nas salas de aula para ajudar as crianças a melhorar as suas competências orais.

De acordo com a emissora pública nipónica NHK, o Ministério da Educação do Japão pretende lançar um teste piloto para testar a eficácia da iniciativa em Abril de 2019 em 500 escolas, com o objectivo de alargar o projecto a todo o país no espaço de dois anos.

Os alunos vão receber ainda aplicações de estudo e sessões de conversação online com falantes nativos de inglês, uma alternativa à falta de fundos que impede o recrutamento de professores para leccionarem aquela disciplina.

A aprendizagem do inglês é um dos assuntos que preocupam as autoridades daquele país asiático, que querem ver melhorias no ensino antes do aumento no número de turistas esperados durante os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

Os dados mais recentes do Índice de Proficiência em Inglês são de 2017 e atribuem ao Japão a 37ª posição numa lista que incluiu um total de 80 países.

O último ranking criado a partir do TOEFL (Teste de Inglês como Língua Estrangeira) publicado no mesmo ano demonstra que o Japão é um dos países asiáticos com as piores notas, apenas acima do Laos, e onde a pontuação baixa alcançada na prova oral se destaca como uma das piores do mundo ao lado de Burkina Faso ou do Congo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
19 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos do texto original)

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94: Escolas portuguesas vão dar nome a asteróide do sistema solar

IMAGEM DE ARQUIVO | NASA/W. STENZEL

Cinco anos após a descoberta, o novo asteróide foi agora validado pelo Minor Planet Center depois de várias observações para determinar a sua órbita e posição

Os alunos e professores das quatro escolas portuguesas que, em 2012, descobriram um novo objecto do sistema solar vão poder atribuir um nome ao asteróide, validado agora pelo Minor Planet Center.

“A maioria dos objectos que são descobertos acaba por se perder e o facto de ter sido possível definir uma órbita neste caso é o que torna a descoberta tão especial”, contou à Lusa a coordenadora da iniciativa em Portugal, Ana Costa.

Cerca de cinco anos após a descoberta, o objecto foi agora validado pelo Minor Planet Center (MPC), depois de várias observações subsequentes para determinar com rigor a sua órbita e posição.

Inicialmente designado por 2012 FF25, a escolha do nome definitivo do novo asteróide cabe às equipas de alunos e professores responsáveis pela sua identificação.

Esta descoberta esteve inserida no âmbito de uma campanha do programa International Asteroid Search Collaboration (IASC), na Universidade de Hardin-Simmons, no Texas, que tem como objectivo a procura de pequenos corpos do sistema solar.

Em Portugal, a organização destas campanhas é feita pelo Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO).

Ana Sousa explica que durante a campanha que levou à identificação do 2012 FF25, as equipas analisaram as mesmas imagens, recolhidas pelo telescópio do projecto Pan-STARRS, no Havai, e captadas com um intervalo de cerca de 20 minutos, para que fosse possível identificar o movimento de eventuais objectos.

Depois de analisarem as imagens, com recurso a programas especializados para o efeito, as equipas enviam um relatório das suas observações à Universidade de Hardin-Simmons, responsável pela confirmação da descoberta, através de uma segunda observação.

Só quando os objectos têm uma órbita e uma posição definidas é que a descoberta é tornada oficial pelo MPC, o centro responsável pela identificação, designação e monitorização da órbita de asteróides e cometas.

Agora oficial, o asteróide português passa a estar incluído no catálogo dos corpos do sistema solar, e fica à espera que os seus descobridores escolham um nome.

Escola Secundária D. Maria II, em Braga, Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço D’Arcos, Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, e Agrupamento de Escolas de Valpaços são as quatro instituições responsáveis pela descoberta.

Diário de Notícias
31 DE OUTUBRO DE 2017 | 12:41
DN/Lusa

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