3282: Há uma mancha de água “a escaldar” na Nova Zelândia

CIÊNCIA

Hostelworld.com

Uma mancha de água “extremamente quente” foi detectada no extremo sul do oceano Pacífico, na costa leste da Nova Zelândia, e está a crescer lentamente.

Imagens obtidas por satélites publicadas na passada segunda-feira no Climate Reanalyser mostram uma zona massiva de água de cor vermelho vivo com aproximadamente dois mil quilómetros de diâmetro. A área é, provavelmente, do mesmo tamanho do que a Ilha do Norte da Nova Zelândia e esteve a crescer durante este mês de Dezembro.

De acordo com o jornal The New Zealand Herald, o fenómeno chamou a atenção de estudiosos do clima quando se converteu num dos pontos marinhos mais quentes do planeta, com temperaturas de até 20ºC.

James Renwick, investigador de clima e professor da Universidade de Victoria, na Austrália, explicou que isto ocorre, em regra, em águas com ventos baixos, que se juntam à incidência do sol na área, fazendo com que a água aumente a sua temperatura. A área vermelha vista no mapa de calor indica temperaturas de pelo menos 4ºC acima da média, enquanto as áreas brancas no centro indicam temperaturas de 6ºC acima da norma.

“A temperatura do mar realmente não varia muito. Um grau, mais ou menos, é um grande problema e esta área provavelmente é quatro graus ou mais acima da média e isso é enorme”, disse Renwick.

Em declarações ao jornal britânico The Guardian, Renwick admitiu que os valores poderão estar associados às alterações climáticas, nomeadamente ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, mas que se devem sobretudo a condições da natureza.

Nas próximas semanas, os cientistas estudarão o fenómeno para obter mais informações sobre a sua origem e o impacto local que poderia ter, especialmente para a vida marinha.

ZAP //

Por ZAP
28 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

3224: As aves estão a alterar a altura em que migram (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA

J. Kelly / Wikimedia

As espécies de aves migratórias cuja rota passa sobre os Estados Unidos continentais estão a mudar o tempo dos seus movimentos em resposta às mudanças climáticas.

Uma equipa colaborativa de cientistas que observaram o comportamento migratório nocturno de centenas de espécies de aves “de importância crítica” descobriu que o tempo e a temperatura da migração estão alinhados com as maiores mudanças nos hábitos migratórios que ocorrem nas regiões que aquecem mais rapidamente.

As aves que migram na primavera têm maior probabilidade de passar por certas áreas no final do ano do que há duas décadas.

Para determinar se as aves estão a alterar os seus hábitos de migração, os cientistas da Cornell, Universidade Estadual do Colorado (CSU) e da Universidade de Massachusetts (UMass) de Amherst utilizaram 24 anos de dados de radar meteorológico da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e Serviço Nacional de Meteorologia.

Uma ferramenta de inteligência artificial especialmente projectada, conhecida como “MistNet”, que diferencia pássaros da chuva nas imagens, conseguiu processar os dados em apenas 48 horas.

As mudanças de tempo foram menos aparentes no outono. Isto pode ocorrer, de acordo com o comunicado divulgado pelo EurekAlert, porque “as rajadas de migrantes” na primavera são pressionadas para alcançar os seus criadouros – uma pressão que cessa no outono, quando os pássaros se movem num “ritmo mais lento e pontuado” para chegar aos seus locais de inverno.

As aves migratórias desempenham um papel crucial nos ecossistemas, mas como as mudanças climáticas afectam as flores da vegetação e a criação de insectos, as mudanças podem afectar as aves que viajam pelo território familiar em circunstâncias desconhecidas.

“A migração de aves evoluiu amplamente como resposta à mudança climática”, disse Andrew Farnsworth, do Cornell Lab of Ornithology. “É um fenómeno global que envolve milhares de milhões de pássaros anualmente. E não é surpresa que os movimentos dos pássaros acompanhem o clima em mudança”.

De acordo com o artigo publicado na revista científica Nature Climate Change, os autores acreditam que o seu trabalho está entre os primeiros estudos a examinar como as mudanças climáticas afectam o tempo da migração de aves em escala continental.

ZAP //

Por ZAP
19 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

2980: Nova partícula “fantasma” está a mudar o Universo, defende cientista

CIÊNCIA

(CC0/PD) insspirito / pixabay

Massimo Cerdonio, físico teorético da Universidade de Pádua, em Itália, afirma que uma partícula elementar hipotética, conhecida como axião, está a alterar a quantidade de matéria escura que existe no Universo.

Num novo estudo disponibilizado para pré-visualização no portal arXiv, Cerdonio explica que calculou o grau de mudança que tem que ocorrer nos campos quânticos para que existam alterações na matéria escura.

A matéria escura, recorde-se, compõe 80% do Cosmos. Contudo, pouco ou nada se sabe sobre este estranho tipo de matéria: aliás, os cientistas só sabem da sua existência devido ao efeito gravitacional que causa na matéria visível, que denuncia o seu “rastro”.

A nova investigação sustenta que, caso exista um novo campo quântico responsável pela mudança da matéria escura, isso significa que existe uma nova partícula no Universo, tal como escreve o jornal britânico Daily Star.

As alterações na matéria escura calculadas pelo cientista exigem uma certa quantidade de massa de partículas, que se revelou ser aproximadamente a mesma massa que possuiu a nova partícula, o axião.

Inicialmente, os físicos apontaram teoricamente o axião para resolver questões sobre a compreensão quântica da força nuclear forte. Acredita-se que esta partícula tenha surgido nas primeira etapas de formação da Terra, tendo estado em segundo plano enquanto outras forças e partículas controlavam o rumo do Universo, aponta Cerdonio.

Importa frisar que esta partícula nunca foi observada. Contudo, se os cálculo de Cerdonio estiverem correctos, estes significam que o axião está já por aí, preenchendo o Universo e os campos quânticos.

Cientistas do CERN podem ter descoberto nova “partícula fantasma”

Ainda não está confirmado, mas o Grande Colisionador de Hadrões pode ter detestado uma nova e inesperada partícula. Os teóricos…

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
8 Novembro, 2019