2798: O mundo poderá ficar sem um importante recurso (e ninguém fala disso)

CIÊNCIA

Jason Parker-Burlingham / Wikimedia
Uma mina de fosfato no Utah, Estados Unidos

Um grupo de 40 especialistas internacionais alerta num relatório que, se não fizermos nada sobre a escassez de fósforo, isto poderá trazer uma catástrofe global para as gerações seguintes.

Sabemos que o mundo está a lidar com vários problemas nos dias que correm, desde as alterações climáticas, à subida dos oceanos, passando pela possibilidade de uma eventual sexta extinção em massa. Porém, há uma outra crise de que mal ouvimos falar.

De acordo com o Science Alert, trata-se da escassez do fósforo, um mineral essencial para todas as plantas e animais da Terra. E se o continuarmos a ignorar, os cientistas dizem que pode trazer uma catástrofe global para as próximas gerações.

O fósforo não é um elemento renovável e, actualmente, não existem substitutos conhecidos e são poucas as áreas das quais é extraído. À medida que o mundo precisa de quantidades cada vez maiores, o stock é também cada vez menor.

Nos últimos 50 anos, os fertilizantes à base deste elemento químico quintuplicaram e, com a população humana a crescer de forma constante, a procura deverá duplicar até 2050.

“Não há colaboração ou coordenação a uma escala global que assuma a responsabilidade de governar este recurso, nem mesmo entre os estados-membros da União Europeia ou dos Estados Unidos”, afirma o ecologista Kasper Reitzel, que estuda o fósforo nos ecossistemas aquáticos e ajudou a escrever o relatório publicado, em Julho, na revista Environmental Science & Technology.

Nos níveis actuais de consumo, alguns modelos sugerem que vamos ficar sem reservas de fósforo em 80 anos. Estimativas mais moderadas falam em 400 anos, enquanto que outras dão-nos menos de 40 anos para encontrar uma solução para este problema iminente.

Embora reduzir o consumo seja a chave para resolver o problema, também será importante aprender a reciclá-lo, sendo que ambos terão especial impacto nos países em desenvolvimento. Enquanto que os EUA já foram o principal produtor mundial de fósforo há 30 anos, a Índia e a China representam agora mais de 45% do consumo à escala mundial.

Durante todo estes anos, as práticas de mineração e consumo quase não melhoraram. Actualmente, misturas químicas enriquecidas com fosfato são adicionadas ao solo sedento de nutrientes, antes de serem levadas para o mar. Isto não apenas polui os oceanos e os cursos de água, como também é algo insustentável.

Ao desenvolver um sistema de reciclagem num ciclo fechado, os investigadores dizem que o fosfato pode ser reutilizado aproximadamente 46 vezes como combustível, fertilizante ou alimento (o que for necessário).

Como resposta a anos de inacção, os cientistas que subscreveram este relatório estão a apelar às indústrias e autoridades globais que desenvolvam uma nova geração de profissionais em sustentabilidade de nutrientes, que possam trabalhar juntos para “garantir o gerenciamento internacional de fósforo e um ambiente limpo”.

ZAP //

Por ZAP
8 Outubro, 2019

 

2376: Alterações climáticas: podemos ter apenas 18 meses para salvar a Terra

© TVI24 Alterações climáticas: podemos ter apenas 18 meses para salvar a Terra

Até há pouco tempo, a comunidade científica e os líderes mundiais falavam em décadas para agir sobre o clima. Mais recentemente, o prazo passou para os dez anos, mas parece que serão as decisões tomadas nos próximos 18 meses as mais cruciais para travar as alterações climáticas.

O mais recente aviso sobre o tópico surgiu na Reunião dos Ministérios Estrangeiros do Commonwealth, que teve lugar em Londres no dia 10 de Julho, num discurso do príncipe Carlos.

Acredito que os próximos 18 meses vão decidir a nossa capacidade de manter as alterações climáticas em níveis suportáveis para a existência e nos quais consigamos restaurar o equilíbrio que precisamos para a nossa sobrevivência”.

O monarca falava sobre os eventos com os vários líderes internacionais, que vão ter lugar nos próximos meses, até 2020.

No ano passado, o Painel Inter-governamental para as Alterações Climáticas (IPCC) concluiu que, para limitar o aquecimento global em 1,5 graus (o limite considerado seguro pelos cientistas) até ao final do século, as emissões de CO2 terão de ser cortadas em pelo menos 45% até 2030. Um indicador preocupante, uma vez que as tendências actuais apontam para um aquecimento de 3 graus ou mais até 2100.

Para atingir este objectivo ambicioso, de acordo com a BBC, os cientistas apontam que os grandes cortes nas emissões de gases poluentes têm de acontecer até ao final do próximo ano. Esta é também a data limite do Acordo de Paris, que visa a aplicação de medidas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até 2020.

A matemática do clima é brutalmente clara: apesar de o mundo não poder ser curado nos próximos anos, pode ficar fatalmente ferido por negligência até ao final do próximo ano”, afirmou Hans Joachim Schellnhuber, fundador do Instituto Climático de Potsdam.

 

Estas são as datas a que deve prestar atenção

Os próximos 18 meses serão decisivos na agenda do clima em todos os países que fazem parte do Acordo de Paris.

O próximo encontro internacional sobre o tópico será num encontro especial do clima, marcado por António Guterres para o dia 23 de Setembro, para reafirmar a aplicabilidade dos compromissos assumidos no COP24.

Após esta reunião, os líderes mundiais tornam a encontrar-se em Santiago, no Chile, para o COP25.

O momento-chave das negociações do Acordo de Paris vai realizar-se no final de 2020, no Reino Unido, com o COP26.

Precisamos do COP26 para assegurar que os países têm intenções sérias quanto às suas obrigações, e isso significa que teremos de dar o exemplo. Juntos, temos de tomar todos os passos necessários para restringir o aquecimento global aos 1,5 graus”, disse o Secretário para o Ambiente britânico, Michael Gove, cujo governo enfrenta um desafio acrescido por causa da possibilidade do Brexit.

msn meteorologia
Susana Laires
26/07/2019

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2310: Algumas cidades vão ter climas nunca antes vistos no planeta Terra

CIÊNCIA

Gerard Van der Leun / Flickr

As alterações climáticas já são visíveis em várias regiões do globo, mas as consequências poderão ser bem mais graves a médio e longo prazo, alerta um relatório divulgado pelo jornal científico Plos One.

De acordo com o documento, citado pelo The Guardian, que analisa as 520 maiores cidades mundiais, cerca de 80% das metrópoles vão enfrentar efeitos dramáticos do aquecimento global, sublinhando por exemplo que Londres poderá ter um clima semelhante ao de Barcelona em 2050. A capital britânica deverá registar também nessa altura períodos de seca com consequências óbvias ao nível da economia e da saúde.

Também Madrid poderá registar temperaturas semelhantes às que se assinalam actualmente em Marraquexe, enquanto Estocolmo poderá ter um clima similar ao de Budapeste.

Já a capital russa poderá ter daqui a 30 anos temperaturas como as que se registam hoje em dia na capital búlgara, ao passo que Nova Iorque deverá ter um clima semelhante ao de Virginia Beach.

As cidades que se encontram actualmente nas zonas temperadas e frias no hemisfério norte vão ter um clima com as mesmas características de cidades mais próximas do Equador. Em média, as temperaturas deverão aumentar até 3,5 graus no verão e até 4,7 graus no inverno nas cidades europeias. Várias metrópoles serão atingidas por períodos de seca.

Os investigadores alertam ainda que “cerca de um quinto das cidades mundiais vão enfrentar consequências ao nível das alterações climáticas nunca antes vistas”, como será o caso de Singapura, Jacarta ou Kuala Lumpur.

“Trata-se de condições ambientais que nunca experimentámos em nenhum lugar do mundo. Isso significa que haverá novos desafios políticos, novos desafios ao nível das infraestruturas que nunca verificámos antes”, afirmou ao mesmo jornal Tom Crowther, fundador do Crowther Lab, que liderou esta investigação.

“Não estamos preparados para isto. Responder às alterações climáticas tem que começar de forma a se minimizar o seu impacto”, concluiu.

Um estudo publicado há poucos meses sugeria que, até ao ano de 2080, as cidades na América do Norte sentirão que estão a 800 quilómetros de onde estão hoje – na maioria das vezes, serão mais quentes e mais húmidas, como se todo o país existisse no sul dos EUA.

Na terça-feira, as Nações Unidas alertaram para a necessidade de os governos mundiais serem mais ambiciosos quanto ao combate das alterações climáticas até 2030. O objectivo é travar as consequências do aquecimento global e diminuir as desigualdades no mundo.

ZAP //

Por ZAP
14 Julho, 2019

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2221: Asteróide do tamanho da Torre Eiffel vai passar pela Terra. É a segunda maior aproximação em 120 anos

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

Na segunda-feira, dia de S. João no Porto, um asteróide muito grande – que pode ser tão grande como a Torre Eiffel – vai passar pela Terra a mais de 45 mil quilómetros por hora.

O asteróide, conhecido como 441987 (2010 NY65), deverá medir entre 130 e 300 metros de diâmetro, de acordo com o Centro para Objectos Próximos à Terra – ou Near Earth Objects (NEOs) – da NASA.

As estimativas apontam que o objecto fará a sua maior aproximação à Terra esta segunda-feira às 16h59, passando a cerca de 2,92 milhões de quilómetros do nosso planeta – cerca de 7,5 vezes a distância da Terra à Lua.

Apesar de, em termos cósmicos, esta distância não ser muito grande, o asteróide não tem nenhuma probabilidade de atingir o nosso planeta.

Sendo que orbita o Sol, o NY65 aproxima-se da Terra uma vez por ano. De facto, a passagem esta segunda-feira será a segunda mais próxima desde, pelo menos, 1900, de acordo com as projecções dos seus movimentos passados. A única passagem mais próxima aconteceu o ano passado, quando o asteróide passou a 2,78 milhões de quilómetros do planeta.

Descoberto pela primeira vez em Julho de 2010 pelo Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE) da NASA, o NY65 é particularmente interessante para os astrónomos porque as suas abordagens recentes levaram-no muito próximo da Terra, havendo tendência de continuar assim durante vários anos.

Isso faz com que seja um bom candidato a estudar o chamado “efeito Yarkovsky – uma força que actua num corpo giratório no espaço – que exige que os cientistas tomem medições de radar em múltiplos encontros próximos”, segundo a NASA. Tais observações podem ajudar os investigadores a entender mais sobre o objecto e poderia fornecer uma estimativa sobre a sua massa.

Observações anteriores realizadas em 2015 usando o radar de Arecibo em Porto Rico, por exemplo, forneceram algumas informações básicas sobre o tamanho do objecto e a taxa de rotação. Também revelaram uma característica na superfície que poderia ser uma cratera.

O asteróide também é interessante para os cientistas porque é classificado como um Near Earth Object (NEO), que é considerado “potencialmente perigoso”. NEO é um termo que se refere a qualquer asteróide ou cometa cuja órbita o faça dentro de 194 milhões de quilómetros do Sol, bem como dentro de aproximadamente 48 milhões de quilómetros da Terra.

A classificação “potencialmente perigosa” refere-se a qualquer NEO que tenha uma probabilidade (tipicamente pequena) de colidir com a Terra – ou seja, a distância de aproximação mínima prevista é inferior a 7,4 milhões de quilómetros – e é potencialmente maior que 140 metros de diâmetro.

Se uma rocha espacial deste tamanho atingisse a Terra, causaria devastação em regiões localizadas no caso de impacto sobre a terra, ou um tsunami que poderia danificar seriamente as áreas baixas se atingisse o oceano. Segundo a NASA, estes impactos ocorrem aproximadamente a cada dez mil anos em média.

A colisão de um asteróide de 300 metros teria efeitos ainda mais amplos e poderia resultar em mudanças climáticas globais que poderiam durar anos. O impacto poderia produzir uma força explosiva contendo 65 mil vezes mais energia do que a bomba atómica de Hiroxima.

Felizmente, estes impactos são extremamente raros. A grande maioria dos objectos que colidem com o nosso planeta é pequena – menos de 9 metros –  e queima na atmosfera, por isso nem sequer notamos.

Actualmente, os investigadores sabem da existência de mais de 19.000 NEOs – dos quais cerca de 2.000 são considerados potencialmente perigosos – com cerca de 30 novas descobertas por semana. A NASA estima que dois terços dos NEOs com mais de 140 metros ainda precisam de ser descobertos.

ZAP //

Por ZAP
24 Junho, 2019

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2022: A previsão piorou: os oceanos deverão subir dois metros em 80 anos

CIÊNCIA

Nova estimativa ultrapassa as piores previsões para o final do século XXI.

© Lucas Jackson Icebergue flutua num fiorde perto de Tasiilaq, Gronelândia, Junho de 2018.

A Terra é um sistema tão complexo que é difícil fazer previsões precisas sobre o aumento do nível das águas em consequência do aquecimento global até ao fim deste século. Num último estudo publicado, as estimativas ultrapassam as piores previsões.

A última previsão que servia de referência data de 2014, quando um grupo de peritos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimava uma aumento do nível do mar em quase 1 metro até ao fim do século XXI, em relação ao período 1986-2005.

Um novo estudo publicado na revista da Academia Americana das Ciências (PNAS) não contradiz este cenário, mas dá conta da probabilidade de que a elevação do nível dos oceanos seja ainda mais grave: 69 centímetros numa hipótese mais optimista, 111 centímetros se a trajectória actual se mantiver, em relação ao nível em 2000.

Num cenário optimista, o aquecimento global do planeta alcança mais 2ºC em relação à época pré-industrial (fim do século XIX). Este é o objectivo mínimo do Acordo de Paris, assinado em 2015. A Terra já aqueceu cerca de 1ºC desde essa época.

O cenário mais pessimista é o de um aquecimento de 5ºC – se continuarmos na mesma trajectória de contínua emissão de gases com efeito de estufa.

A amplitude possível da subida do nível das águas é enorme: mesmo que a humanidade consiga limitar o aumento da temperatura do globo a 2ºC, a subida das águas pode variar entre 36 e 126 centímetros (intervalo de probabilidade de 5 a 95%).

No caso de um aumento da temperatura global do planeta de 5ºC, a subida do nível das águas ultrapassa 238 centímetros.

“Estamos perante uma emergência climática”, alerta Guterres

De visita à Nova Zelândia e às ilhas Fiji no início deste mês de maio, o secretário-geral da ONU lembrou que a temperatura atingiu nos últimos quatro anos o maior nível de que há registo.

António Guterres lamentou que a vontade política para alterar o rumo dos acontecimentos está a falhar.

Gronelândia e Antárctica a derreter

O estudo agora publicado reúne as estimativas de 22 peritos em calotas de gelo polares da Gronelândia e da Antárctica Leste e Oeste.

O degelo é um dos principais responsáveis pela subida do nível dos oceanos, assim como os rios de gelo e a expansão térmica – quando a água do mar aquece, também se expande.

“Concluímos que é plausível que o aumento do nível do mar ultrapasse 2 metros até 2100 neste cenário de subida da temperatura”.

 

Planeta perderá quase 2 milhões de km2, centenas de milhões de deslocados

Neste cenário, o planeta perderá 1,79 quilómetros quadrados de terras, uma área equivalente à da Líbia.

Grandes partes da terra perdida serão importantes áreas de cultivo como o delta do Nilo e em vastas áreas do Bangladesh será muito difícil as pessoas continuarem a viver.

Daqui resultará um êxodo de 187 milhões de pessoas, segundo o estudo.

Os glaciares antes e depois das alterações climáticas

“Não estamos a ganhar a batalha” das alterações climáticas

msn notícias
SIC Notícias
21/05/2019



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2011: Alerta de erupção vulcânica. Monte Hakone fechado a turistas

WorldContributor / Wikimedia
O Monte Fiji e o santuário de Hakone vistos na primavera a partir do lago Ashinoko, no Japão

As autoridades japonesas activaram este domingo o alerta por possível erupção vulcânica no monte Hakone, e fecharam todos os acessos à popular paisagem natural, que é visitada anualmente por milhões de turistas.

A Agência Meteorológica do Japão, JMA, declarou o segundo nível de alerta numa escala de cinco níveis, após detectar um aumento da actividade sísmica e emanações incomuns de vapores perto da cima do vulcão.

As autoridades fecharam todas as estradas e caminhos de acesso e recomendaram que os turistas não se aproximem do monte, situado num parque nacional  a cerca de 80 quilómetros a sudoeste de Tóquio, e para o qual não se activava a alerta vulcânico desde 2015.

A zona de Hakone é conhecida pelas paisagens naturais e pela vista que oferece para o famoso monte Fuji, o mais alto do Japão, pelas suas rotas de caminhada e pelos onsen, os conhecidos banhos termais japoneses).

O parque natural em que o monte está localizado foi o mais visitado no país em 2017, com um total de 2,58 milhões de visitantes, segundo dados do Ministério do Ambiente do país.

O Japão, que tem mais de cem vulcões activos e latentes, está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de forte actividade sísmica e vulcânica, com mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 se encontram activos.

Gringer / wikimedia
Anel de Fogo do Pacífico

Em Setembro 2014, uma erupção inesperada do Monte Ontake surpreendeu um grupo de montanhistas e provocou 27 mortos. O Monte Ontake, localizado a 200 quilómetros de Tóquio, começou a expelir grandes quantidades de cinzas e rochas, formando uma imensa nuvem de fumo sobre a sua cratera.

ZAP // EFE

Por EFE
19 Maio, 2019


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1836: Identificado pela primeira vez um “glaciar de plástico” nos Alpes

Daniel Schwen / wikimedia

Uma equipa de investigadores identificou pela primeira vez contaminação de micro-plásticos num glaciar dos Alpes, a 3.000 metros de altitude num parque nacional do norte de Itália.

A investigação foi dirigida por especialistas de universidades de Milão e demonstrou “pela primeira vez a contaminação de micro-plásticos num glaciar alpino”, disseram os investigadores num comunicado com o título ‘Um glaciar de plástico’.

A contaminação foi quantificada em 75 partículas de plásticos – entre poliéster, poliamida, polietileno e polipropileno – por cada quilo de sedimento, um valor comparável aos níveis observados nos sedimentos marinhos e costeiros da Europa.

Com base nestes dados os investigadores estimam que a língua – projecção de gelo na parte frontal – do glaciar Forni, um dos mais importantes de Itália, “poderá conter entre 131 e 162 milhões de partículas de plástico”.

Sobre a origem do plástico dizem que pode dever-se aos restos de material usado pelos alpinistas e pessoas que visitam o local, e também a partículas arrastadas pelo vento.

Os especialistas dizem que ainda não se tinha estudado a contaminação por plásticos de áreas de alta montanha, ainda que se saiba que o problema da contaminação existe em muitas regiões do planeta e que chegou mesmo às profundezas da Fossa das Marianas (no Oceano Pacífico, o local mais profundo dos mares).

“Graças a esta investigação, confirmamos a presença de micro-plásticos nos glaciares, e futuros estudos investigarão os aspectos biológicos associados a esta presença”, disse a professora Andrea Franzetti, da Universidade de Milão, citada pelo portal Le Scienze.

ZAP // Lusa

Por ZAP
11 Abril, 2019

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1675: Asteróide colossal passa a “rasar” a Terra esta sexta-feira

Um asteróide de enormes dimensões vai alcançar o seu ponto mais próximo da Terra esta sexta-feira, 8 de Março. Contudo, não há motivos para alarme: a sua trajectória não apresenta qualquer ameaça para o nosso planeta. 

Foi no final de Fevereiro passado que o Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA (JPL) observou pela primeira vez a aproximação deste asteróide asteróide.

O corpo celeste (2019 DN) tem um diâmetro estimado entre 90 a 200 metros de diâmetro, movendo-se a uma velocidade superior a sete quilómetros por segundo.

O 2019 DN pertence ao grupo de asteróides de Amor, cujas órbitas são externas à Terra. Nesta sexta-feira, o enorme corpo passará uma distância aproximada de 5,18 milhões de quilómetros do nosso planeta, cerca de 13 vezes a distância a que se localiza a Lua.

O portal Science Alert nota que, na verdade, este corpo nem será o maior asteróide que se aproximará de nós durante este mês. O 2019 CD-9, com dimensões ligeiramente maiores, entre 100 a 230 metros de diâmetro, deve chegar também em Março, atingindo um ponto um pouco mais próximo do que o visitante desta sexta-feira.

Muito poucos destes corpos representam um potencial perigo para a Terra, mas quanto mais soubermos e entendermos sobre os asteróides, mais bem preparados estaremos para tomar as medidas apropriadas quando estes forem direccionados a nos”, explicou a agência espacial norte-americana em nota.

Com o objectivo de prever acontecimentos desta natureza, a NASA tem uma lista que é constantemente actualizada e que acompanha cada movimentação de cada corpo rochoso. Esta informação pode ser acompanhada na página da NASA NEO Earth Close Approaches.

ZAP //

Por ZAP
7 Março, 2019

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1625: Alerta: o planeta está menos produtivo e os alimentos estão em risco

Nas últimas duas décadas, aproximadamente 20% da superfície da terra tornou-se menos produtiva. Estudo sobre plantas, animais e microrganismos, que fazem parte das ementas dos seres humanos, relata “ameaça severa”

A humanidade está a falhar na protecção da biodiversidade pondo em causa a capacidade do mundo em produzir alimentos, de acordo com o primeiro estudo da ONU sobre plantas, animais e microrganismos, que fazem parte das ementas dos seres humanos, citado pelo jornal britânico The Guardian.

O alerta foi emitido pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla original) depois de cientistas terem descoberto evidências de que os sistemas naturais de sustentação que alimentam a dieta humana estão a deteriorar-se por todo o mundo, enquanto fazendas, cidades e fábricas devoram a terra e bombeiam produtos químicos.

O abastecimento mundial de alimentos está sob “uma ameaça severa” com a perda de biodiversidade. Nas últimas duas décadas, aproximadamente 20% da superfície da terra tornou-se menos produtiva, relata o relatório, apresentado esta sexta-feira.

No documento regista-se uma perda “debilitante” da biodiversidade do solo, florestas, campos, recifes de corais, mangais, zonas de ervas marinhas e diversidade genética em espécies de culturas e gado. Nos oceanos, um terço das áreas de pesca estão a ser “super-exploradas”.

Muitas espécies que estão indirectamente envolvidas na produção de alimentos, como aves que comem pragas das culturas e árvores de mangue que ajudam a purificar a água, são menos abundantes do que no passado, observou o estudo, que reuniu dados globais, trabalhos académicos e relatórios dos governos de 91 países.

Constatou-se que 63% das plantas, 11% das aves e 5% dos peixes e fungos estão em declínio. Os polinizadores, que fornecem serviços essenciais para três quartos das plantações do mundo, estão também sob ameaça. Para além do bem documentado declínio de abelhas e outros insectos, o relatório observou que 17% dos polinizadores de vertebrados, como morcegos e aves, estão ameaçados de extinção.

Diário de Notícias
22 Fevereiro 2019 — 08:35

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1555: Os vulcões russos são uma ameaça para o clima da Terra

Earth Observatory / Wikimedia
Erupção no vulcão Sarychev, na Rússia

Um grupo internacional de cientistas descobriu que as erupções dos vulcões do hemisfério norte, especialmente no território russo, exercem uma influência maior sobre o clima do planeta do que se pensava anteriormente.

As erupções dos vulcões extra-tropicais – como o Kasatochi, no Alasca, ou Sarychev, na Rússia – injectam enxofre na estratosfera inferior. No entanto, o seu impacto no clima tem sido muito fraco e de curta duração – o que fez com que os investigadores assumissem que este resultado é um reflexo de uma regra geral.

No entanto, investigadores do Centro Helmholtz de Pesquisa Oceânica Kiel (GEOMAR), do Instituto Max Planck de Meteorologia, em Hamburgo, e da Universidade de Oslo, juntamente com colegas da Suíça, dos Estados Unidos e do Reino Unido, rejeitaram essa hipótese, num recente artigo científico publicado na Nature Geoscience.

Esta equipa de cientistas investigou núcleos de gelo que contêm enxofre e concluiu que, durante os últimos 1250 anos, as erupções de vulcões extra-tropicais deviam, na verdade, provocar o arrefecimento da superfície no hemisfério norte. Desta forma, estes vulcões arrefeceram muito mais a atmosfera em comparação com os seus análogos tropicais, mesmo lançando a mesma quantidade de enxofre.

Na prática, os cientistas chegaram à conclusão que as erupções extra-tropicais são realmente mais eficientes do que as erupções tropicais em tempos de arrefecimento hemisférico em relação à quantidade de enxofre emitido pelas erupções.

O arrefecimento da atmosfera ocorre quando gases com enxofre são lançados na estratosfera a uma altitude de 10 a 15 quilómetros. Como resultado, os gases sulfurosos produzem uma neblina de aerossol sulfúrico, capaz de se manter durante vários meses ou anos. Esta neblina reflete uma parte da radiação solar, causando a diminuição da temperatura média anual.

Segundo a EurekAlert, este último estudo mostra que nas latitudes norte o tempo de vida do enxofre em aerossol é menor do que nos trópicos, ao contrário do que se pensava anteriormente. Além disso, neste caso, a influência sobre o clima limita-se ao hemisfério norte, o que aumenta o arrefecimento da atmosfera.

Os cientistas esperam que esta recente investigação os ajude a medir, com maior precisão, o nível de impacto das erupções vulcânicas na variabilidade climática, supondo que o clima no futuro seja afectado por erupções extra-tropicais explosivas.

Apesar de terem acontecido muito poucas erupções extra-tropicais explosivas em comparação com as tropicais nos últimos anos, não é completamente descartável que estas grandes erupções possam vir a acontecer, alertam os investigadores.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
4 Fevereiro, 2019

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1524: Ameaça de extinção. Queda de asteróides na Terra aumentou dramaticamente nos últimos anos

As colisões de asteróides gigantes com a Terra aumentaram dramaticamente nos últimos 290 milhões de anos, de acordo com uma nova investigação científica. Cientistas dizem que é um alerta “para o próximo evento de extinção em massa” que devemos tentar evitar.

Nos últimos 290 milhões de anos, aumentou a frequência com que asteróides gigantes têm caído na Terra, comparativamente com os 700 milhões de anos anteriores, de acordo com um estudo publicado no jornal científico Science.

Muitos cientistas têm defendido que os impactos de asteróides com a Terra são uma ameaça constante para o planeta, embora rara. Esta nova pesquisa desafia essa ideia, mostrando, pela primeira vez, dados estatísticos que vão no sentido de confirmar que a média de colisões espaciais com o planeta tem flutuado no tempo.

Investigadores norte-americanos e britânicos compilaram uma lista de crateras de impacto na Terra com uma dimensão superior a 20 km de largura – para criar uma cratera deste tamanho é preciso um asteróide de 800 metros de largura, pelo menos, explicam os cientistas à Associated Press.

Com recurso a imagens da Órbita de Reconhecimento Lunar da NASA, estudaram os destroços em torno destas crateras de modo a conseguirem situá-las no tempo, através da datação radiométrica.

Desta forma, contabilizaram 19 crateras que teriam 290 milhões de anos e nove que teriam entre 291 e 650 milhões de anos.

Todavia, o facto de a Terra ter mais de 70% de oceanos e glaciares atenua algumas crateras antigas, pelo que nem todas terão sido contabilizadas, como atesta a co-autora da pesquisa, Rebecca Ghent, cientista planetária da Universidade de Toronto, em declarações divulgadas pela Associated Press.

Para contornar este problema, os cientistas analisaram também crateras de impacto na Lua. Por se encontrar no mesmo caminho da colisão espacial que a Terra, a Lua é um excelente objecto de análise porque, sendo geologicamente inactiva, as suas crateras são mais duradouras. Já na Terra, as crateras são, muitas vezes, “apagadas” pela erosão e pela deslocação dos continentes.

Foi extrapolando dados da Lua que os cientistas chegaram a um total de 260 quedas de asteróides na Terra nos últimos 290 milhões de anos.

Assim, a actual taxa de colisão espacial é de 2.6 vezes mais do que nos 700 milhões de anos anteriores.

Um alerta para a fragilidade da vida humana

“É apenas um jogo de probabilidades”, trata de destacar a investigadora que liderou o estudo, Sara Mazrouei, da Universidade de Toronto, no Canadá. “Estes eventos continuam a ser raros e distantes entre si que não estou muito preocupada quanto a isso”, frisa citada pela Associated Press.

Porém, o cientista Avi Loeb, da Universidade de Harvard, nos EUA, que não esteve envolvido na pesquisa, leva os números mais a sério e considera, num email enviado àquela agência de notícias, que “esta taxa de impacto aumentada representa uma ameaça para o próximo evento de extinção em massa que devemos observar e tentar evitar com a ajuda da tecnologia”.

“Isto demonstra quão arbitrária e frágil é a vida humana“, nota ainda Loeb.

“Embora as forças que impulsionam” os eventos de extinção em massa “sejam complicadas e possam incluir outras causas geológicas, como grandes erupções vulcânicas, combinadas com factores biológicos, os impactos de asteróides desempenharam certamente um papel nesta saga em andamento”, diz ainda o co-autor da investigação Thomas Gernon, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, citado pela Phys.org.

“A questão é se a mudança prevista nos impactos dos asteróides pode ser directamente relacionada com os eventos que ocorreram há muito tempo na Terra”, constata Gernon.

Também não é possível saber se a taxa de impactos continua a crescer ou se está em queda.

Os cientistas não conseguem igualmente explicar a que se deve este aumento das colisões espaciais com a Terra nos últimos 290 milhões de anos.

Pode ter a ver com grandes colisões ocorridas há mais de 300 milhões de anos no cinturão principal de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter, como explica outro co-autor do estudo, William Bottke, do Instituto de Investigação Southwest no Colorado, nos EUA, em declarações divulgadas pelo The Guardian.

Bottke salienta que quando os asteróides colidem, podem provocar detritos que se deslocam para a Terra ou para a Lua. “Se a separação inicial for grande o suficiente, o aumento nos impactos pode durar centenas de milhões de anos”, acrescenta.

O cientista planetário concluiu que foi precisamente um tipo de fenómeno semelhante que causou o impacto que há 65 milhões de anos levou à extinção dos dinossauros.

Apesar de tudo, as possibilidades de um asteróide cair na Terra continuam reduzidas e não há ameaças latentes, de acordo com os últimos dados divulgados pela NASA.

O asteróide que maior risco coloca tem 1,3 km de comprimento e apresenta 99,988% de possibilidades de falhar a colisão com a Terra quando passar perto do planeta daqui a 861 anos, como destaca a Associated Press.

SV, ZAP //

Por SV
26 Janeiro, 2019

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ONU alerta que impactos das alterações climáticas “nunca foram tão graves”

VIDA E FUTURO

Estima-se que o ano de 2018 seja assinalado como “um dos quatro mais quentes alguma vez registados”. ONU apela à urgência de uma tomada de atitude.

O alerta foi dado pela secretária executiva das Nações Unidas para a Mudança do Clima, presente na 24.ª conferência da ONU, que decorre na Polónia.
© REUTERS/Kacper Pempel

A secretária executiva das Nações Unidas para a Mudança do Clima alertou este domingo para os impactos das alterações climáticas, que “nunca foram tão graves” e devem levar a comunidade internacional a “fazer muito mais” para contrariar a situação. No primeiro dia da 24ª conferência da ONU para o clima (COP24), a decorrer na cidade polaca de Katowice, Patrícia Espinosa estimou que este ano seja “um dos quatro mais quentes alguma vez registados”.

“As concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera estão num nível elevado e as emissões continuam a subir”, acrescentou a responsável. As alterações estão a atingir “comunidades em todo o planeta” e as “vitimas, destruição e sofrimento” estão a “tornar o trabalho mais urgente”, disse.

O presidente da COP24, Michal Kurtyka, instou, por seu lado, a comunidade internacional a “imbuir de vida e conteúdo” o Acordo de Paris de 2015 para limitar a dois graus centígrados o aquecimento global.

Numa conferência de imprensa, no primeiro dia da cimeira que reúne cerca de 30 mil pessoas de 197 dias, Kurtyka argumentou sobre a importância da reunião na Polónia porque irá definir e articular o acordado em Paris.

“Não devemos esquecer as razões pelas quais aqui estamos. Estamos para articular a acção global contra a alteração climática. Nenhum governo sozinho pode resolver este problema. É altura de imbuir de vida e conteúdo ao Acordo de Paris”, defendeu.

Diário de Notícias
Lusa
02 Dezembro 2018 — 16:28

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1332: Algumas regiões do planeta vão ter até seis desastres naturais simultâneos este século

CIÊNCIA

Hotli Simanjuntak / EPA

Os desastres naturais vão piorar no próximo século. Este é o alerta de um grupo de investigadores sobre alterações climáticas.

De acordo com um artigo, publicado a 19 de Novembro na revista Nature Climate Change, actualmente, a maioria dos lugares sofre apenas um desastre climático de cada vez. Mas até 2100, as regiões podem esperar lidar com vários desastres de uma só vez.

“Estamos a enfrentar uma ameaça enorme para a humanidade”, disse Camilo Mora, da Universidade do Havai. “Somos sensíveis aos perigos que já aconteceram e, infelizmente, estes riscos só vão piorar.”

Para entender melhor as ameaças que estão por vir, Mora e os seus colegas analisaram mais de três mil artigos científicos e descobriram 467 maneiras pelas quais as mudanças climáticas já afectaram a humanidade.

O relatório narra a forma como os riscos climáticos, como ondas de calor, incêndios florestais, inundações e aumento do nível do mar, afectaram doenças humanas, o suprimento de alimentos, economias, infra-estrutura, segurança, entre outros. “Eu não conseguia parar de estar assustado todos os dias para ser honesto”, disse Mora, principal autor do estudo.

A equipa de investigação criou um mapa mundial complementar e interactivo com base em projecções. A imagem demonstra a sobreposição de impactos da mudança climática nas populações humanas até 2100.

Na mudança do século, por exemplo, as pessoas em Nova York poderá enfrentar quatro riscos climáticos distintos, incluindo a seca, a elevação do nível do mar, as chuvas extremas e as temperaturas altas. Do outro lado do país, Los Angeles provavelmente enfrentará até três desastres. Regiões tropicais especialmente vulneráveis ​​do mundo poderão lidar com até seis ameaças de uma só vez.

O estudo prevê que as nações em desenvolvimento enfrentarão maiores perdas de vidas humanas, enquanto o mundo desenvolvido suportará uma grande carga económica associada a danos e adaptação.

Embora a mudança climática tenha sido estudada extensivamente, Mora disse que investigações anteriores isolam o impacto de um ou dois perigos em vez de fornecer uma visão geral das consequências do aquecimento global.

Os investigadores dão alguns exemplos: o aumento na temperatura atmosférica pode levar à evaporação da humidade do solo em locais secos, o que leva a secas, ondas de calor e incêndios florestais. Em locais húmidos, chuvas extremas e inundações podem acontecer. À medida que os oceanos aquecem, a água evapora rapidamente, causando furacões húmidos e com ventos fortes e tempestades devido ao aumento do nível do mar.

“É como ter um quebra-cabeça no qual todas as peças estão em todo o lado. Só se pode realmente ver a imagem quando todas as peças são colocadas juntas”, disse Mora.

Mora espera que a Ciência acabe por inspirar as pessoas a tornarem-se parte da solução. Mesmo os esforços de comunidades como o projecto Go Carbon Neutral do Havai, que visa compensar as emissões de carbono através da plantação de árvores, podem contribuir para mudar o curso da mudança climática. “Esta é uma luta que não podemos perder. Não temos nenhum outro planeta para onde ir”, rematou.

ZAP // Discover

Por ZAP
24 Novembro, 2018

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1138: O Furacão Leslie está a caminho. Protecção Civil lança alerta

NASA Goddard / MODIS Rapid Response Team

O Furacão Leslie está a aproximar-se de Portugal Continental. A Protecção Civil já lançou um alerta à população, face a possíveis condições meteorológicas adversas.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil lançou, esta sexta-feira, um aviso à população, no qual comunica a elevada probabilidade de o território continental português ser afectado pelo Furacão Leslie, ainda que não seja possível indicar com precisão as áreas que mais vão sentir o impacto.

O comunicado adianta que a situação meteorológica que irá condicionar o país é ainda muito incerta, não havendo previsões sobre os efeitos em relação a vento, precipitação e agitação marítima que a tempestade causará.

Ainda assim, no domingo será quando a tempestade se pode fazer sentir com mais intensidade, esperando-se que o pico mais crítico seja entre as 00h00 e as 06h00 para o vento, as 01h00 e as 16h00 para a precipitação, as 03h00 e as 12h00 para a agitação marítima“, revela o alerta.

No gráfico disponibilizado pelo National Hurricane Center, verifica-se a aproximação do furacão de Portugal continental, estando de momento a deslocar-se entre a Madeira e os Açores.

Lentamente, o Furacão Leslie está a dirigir-se de este para nordeste e espera-se que passe a norte da Madeira durante o dia de sábado, com vento forte, aumento da agitação marítima, precipitação e trovoada, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A tempestade pode trazer ventos com 100km/h e ondas até 12 metros na Madeira, “sendo que, nas regiões montanhosas, o vento será forte a muito forte, com rajadas até 110 quilómetros por hora”, explicou o instituto.

Num comunicado emitido na quinta-feira, o IPMA indicou que o Leslie se estava a deslocar para junto da Madeira, havendo entre 70% a 90% de possibilidade que as ilhas da Madeira e Porto Santo venham a sofrer os efeitos do furacão, a partir das 09h00 de sábado.

Segundo as projecções da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) o Leslie chegará a Portugal com uma classificação de “depressão tropical”.

A Protecção Civil recomenda que se tenha “especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas” pela possibilidade de haver queda de ramos e árvores, que não se pratiquem actividades relacionadas com o mar, “evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima”, que não se atravessem zonas inundadas e estar-se atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.

ZAP // Lusa

Por ZAP
13 Outubro, 2018

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Em Lisboa, @13:30, o céu estava assim:

© F.Gomes # inforgom.pt

© F.Gomes # inforgom.pt

 

824: A partir de hoje a Humanidade vive da natureza a crédito

Nicolas Raymond / Flickr

A Humanidade terá consumido, esta quarta-feira, o total dos recursos que a natureza consegue renovar este ano, sendo que os seres humanos vão viver os próximos cinco meses “a crédito”.

O dia 1 de Agosto é “a data em que terão sido utilizadas todas as árvores, água, solos férteis e peixes que a Terra consegue fornecer num ano para alimentar e abrigar os seres humanos e terá sido emitido mais carbono do que os oceanos e florestas conseguem absorver”, afirmou a porta-voz da WWF, Valérie Gramond, organização que pertence à rede Global Footprint Network.

“Hoje, precisaríamos de 1,7 Terras para satisfazer as nossas necessidades”, ilustrou ainda, num comunicado divulgado na segunda-feira.

O total dos recursos renováveis consumidos nunca tinha sido atingido tão cedo desde que a data começou a ser assinalada, nos anos 70, quando o total só era consumido a 29 de Dezembro. No ano passado, a data foi 3 de Agosto.

Um terço dos alimentos acumulados pelos seres humanos acaba no lixo, indicou, afirmando que a antecipação progressiva da data se deve ao excesso de consumo.

A distribuição do consumo é desigual no mundo, com países pequenos e com poucos habitantes como, por exemplo, o Qatar e o Luxemburgo com uma pegada ecológica muito forte. Se todos os países consumissem desta forma, a data seria atingida logo no mês de Fevereiro, alerta ainda a organização.

ZAP // Lusa

Por Lusa
1 Agosto, 2018

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617: Cruz Vermelha lança número de apoio às populações em caso de catástrofe

Gregório Cunha / EPA

A partir desta segunda-feira, está disponível uma linha telefónica de alerta para ajudar a proteger as populações perante catástrofes.

A Cruz Vermelha disponibiliza, a partir desta segunda-feira, uma linha telefónica de alerta para ajudar a proteger as populações perante catástrofes, como incêndios florestais, que vai funcionar 24 horas por dia e 365 dias por ano.

O número 1415 pretende “complementar as operações que visam assegurar a protecção das populações perante a iminência de catástrofes, nomeadamente incêndios florestais”, mas não substituindo o 112, pretendendo antes ser um contacto complementar e de proximidade, sublinha a Cruz Vermelha Portuguesa.

O presidente da instituição, Francisco George, disse à Lusa que o objectivo é acelerar respostas e estar mais próximo das pessoas, tendo sido criada uma linha telefónica com quatro dígitos para fácil memorização.

Segundo a Cruz Vermelha, qualquer cidadão pode ligar para a linha ao identificar um eventual processo de ignição de um incêndio, uma emergência ou uma situação de risco social.

As chamadas são atendias 24 horas por dia e 365 dias por ano, na sala de operações nacional da Cruz Vermelha, em Coimbra.

A informação recebida na linha será transmitida aos serviços competentes de Protecção Civil, forças de segurança, emergência médica e emergência social, para, em articulação com a Cruz Vermelha, ser possível intervir atempadamente e maximizar as capacidades de resposta.

ZAP // Lusa

Por Lusa
4 Junho, 2018

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540: Atingimos um marco aterrorizador pela primeira vez em 800 mil anos

Alejandro Mejía Greene / Flickr

A humanidade acaba de atingir uma marca histórica, mas infelizmente, esse não é um motivo para comemorações – muito pelo contrário. Pela primeira vez na história registada, o nível médio mensal de CO2 na atmosfera excedeu 410 partes por milhão em Abril, segundo observações do Observatório Mauna Loa, no Havai.

Este recorde não é uma coincidência, apesar do que quem nega o aquecimento global possa dizer. Os seres humanos transformaram rapidamente o ar que respiramos ao atirar dióxido de carbono para a atmosfera nos últimos dois séculos. Nos últimos anos, colocamos esses níveis de gás num território desconhecido.

Essa mudança traz consequências inevitáveis ​​e assustadoras. Pesquisas indicam que, se não for controlado, o aumento dos níveis de CO2 poderia levar a dezenas de milhares de mortes motivadas pela poluição, atingir um ponto em que poderia diminuir a cognição humana e contribuir para o aumento do nível do mar e a chegada de ondas de calor e super-tempestades.

Temos uma boa ideia de como evoluiu a atmosfera da Terra nos últimos 800.000 anos. Humanos como nós, os Homo sapiens, evoluíram apenas há cerca de 200.000 anos, mas os registos do núcleo de gelo da Terra revelam detalhes intrincados da história do nosso planeta desde muito antes da existência dos seres humanos.

Ao perfurar mais de 3 quilómetros de profundidade nas camadas de gelo sobre a Gronelândia e a Antárctida, os cientistas podem ver como a temperatura e os níveis de dióxido de carbono da atmosfera mudaram desde então.

A partir desse registo, sabemos que a atmosfera e o ar que respiramos nunca tiveram tanto dióxido de carbono como hoje.

“Como cientista, o que mais me preocupa é o que esse crescimento contínuo realmente significa: que continuamos a avançar a todo vapor com uma experiência sem precedentes no nosso planeta, o único lar que temos”, alertou no Twitter a cientista do clima Katharine Hayhoe.

Nos 800.000 anos dos quais temos registos, os níveis globais médios de CO2 flutuaram entre aproximadamente 170 ppm e 280 ppm.

Uma vez que os humanos começaram a queimar combustíveis fósseis na era industrial, as coisas mudaram rapidamente. Só na era industrial o número subiu para mais de 300 ppm. A primeira vez que a concentração subiu acima de 400 ppm foi em 2013, e tem continuado a subir desde então.

Há um debate entre os cientistas sobre a última vez que os níveis de CO2 foram tão altos. Pode ter sido durante a era do Plioceno, há entre 2 milhões e 4,6 milhões de anos, quando os níveis do mar estavam de 18 a 24 metros acima dos actuais.

Ou pode ter sido no Mioceno, de há 10 milhões a 14 milhões de anos, quando os níveis dos mares estavam mais de 30 metros acima do actual.

No nosso registo de 800.000 anos, levou cerca de 1.000 anos para os níveis de CO2 aumentarem em 35 ppm. Actualmente, estamos a calcular um aumento de mais de 2 ppm por ano, o que significa que podemos atingir uma média de 500 ppm nos próximos 45 anos.

Os seres humanos nunca tiveram que respirar ar assim. E isso não pode ser bom para nós.

Consequências

A temperatura global acompanha muito de perto os níveis atmosféricos de CO2. Os efeitos potenciais de temperaturas médias mais altas incluem dezenas de milhares de mortes por ondas de calor, aumento da poluição do ar que leva ao cancro de pulmão e doenças cardiovasculares, maiores taxas de alergias e asma, eventos climáticos mais extremos e disseminação de doenças transmitidas por carrapatos e mosquitos – algo a que já assistimos.

Níveis mais altos de CO2 também aumentam os efeitos da poluição por ozono. Um estudo de 2008 descobriu que para cada grau Celsius a temperatura aumenta devido aos níveis de CO2, pode-se esperar que a poluição por ozono mate mais 22.000 pessoas por doenças respiratórias, asma e enfisema.

Um estudo recente descobriu que, em geral, a poluição do ar já mata 9 milhões de pessoas todos os anos.

Uma outra pesquisa levantou ainda mais preocupações. O nível médio de CO2 não representa o ar que a maioria respira. As cidades tendem a ter muito mais CO2 do que a média – e esses níveis sobem ainda mais dentro de casa. Algumas pesquisas indicam que isso pode ter um efeito negativo sobre a cognição humana e a nossa tomada de decisões.

Os efeitos na saúde humana nos aumentos de CO2 são apenas uma parte dos problemas. A mudança que vimos recentemente nos níveis de CO2 tem sido muito mais rápida do que as tendências históricas.

Alguns especialistas acham que estamos no caminho para atingir 550 ppm no final do século, o que faria com que a temperatura média global subisse 6 graus Celsius. Isso seria catastrófico: para contextualizar, o aumento das tempestades, a subida do nível do mar e a disseminação de doenças transmitidas por carrapatos vêm após um aumento de 0,9 graus.

Projecções de aumento do nível do mar continuarão à medida que os níveis de CO2 continuarem a subir.

Neste momento, as emissões de dióxido de carbono ainda estão a aumentar. A meta estabelecida no acordo de Paris sobre mudança climática é limitar o aumento da temperatura global a 2 graus Celsius ou menos.

ZAP // HypeScience / Business Insider

Por ZAP
15 Maio, 2018

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508: O campo magnético da Terra pode não estar a inverter-se

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

Um enfraquecimento gradual no campo geomagnético da Terra tem criado preocupações de que o campo poderia estar a inverter-se, revertendo o norte e sul magnéticos. Um novo estudo sugere que o campo já enfrentou um estado semelhante antes, sem se ter invertido.

Um estudo, publicado na segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, compara o estado do actual campo magnético, criado pela agitação do núcleo terrestre, com o campo magnético de eras passadas.

Os cientistas descobriram que os padrões de hoje não se assemelham às duas perturbações mais extremas nos últimos 50 mil anos, quando o campo magnético quase se inverteu.

Em vez disso, o campo moderno parece assemelhar-se ao campo de outros dois períodos – um há 49 mil anos e o outro há 46 mil – quando o campo oscilou, mas não se inverteu.

No entanto, os autores lembram que mesmo as oscilações podem ter ramificações. Se o campo continuar a enfraquecer, pode afectar coisas como aparelhos eléctricos a bordo dos satélites terrestres de baixa órbita, mesmo sem a total inversão do norte e sul magnéticos.

O campo magnético da Terra protege a superfície terrestre de partículas espaciais, pelo que é importante, tanto para a vida na Terra, como para a grade eléctrica.

As “tempestades solares” que bombardeiam a Terra com partículas carregadas com níveis acima da média podem causar problemas com comunicações de satélite e até mesmo com a grelha eléctrica, como aconteceu em 2003, quando as “tempestades de Halloween” forçaram aeronaves a retraçar rotas e tiraram energia à Suécia por algumas horas.

Actualmente, o norte magnético está muito próximo do Polo Norte, enquanto que o sul magnético está muito próximo do Polo Sul. Tem sido assim durante os últimos 780 mil anos – a última vez que o campo geomagnético se inverteu completamente.

Mas o campo tem sofrido um enfraquecimento de cerca de 5% por século desde que os cientistas começaram a fazer observações directas em 1840. Além disso, observações indirectas sugerem que o enfraquecimento ocorre há pelo menos 2 mil anos.

Uma área fraca chama Anomalia do Atlântico Sul, que se estende desde a África do Sul até ao Chile, tem sido apontada como o potencial ground zero para a inversão.

ZAP // Live Science

Por ZAP
3 Maio, 2018

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427: África começou a dividir-se em dois continentes

O continente africano vai dividir-se em dois. A Somália, metade da Etiópia, o Quénia, a Tanzânia e parte de Moçambique irão separar-se para formar um novo continente. Vai acontecer daqui a uns milhões de anos – mas já começou.

As discussões na comunidade científica sobre a forma como o continente africano se está a dividir em dois continentes avivaram-se depois se no dia 19 de Março ter aparecido no Quénia uma gigantesca fissura, que rasgou a meio um vale e cortou uma estrada importante da região do Narok, no oeste do país.

A enorme fissura, com vários quilómetros de comprimento, tem cerca de 15 metros de profundidade e mais de 20 de largura, mas não é o primeiro fenómeno deste tipo a manifestar-se no continente africano. Há dezenas ou centenas de pontos fracos ao longo do chamado Grande Vale do Rift, que atravessa o continente desde o Corno de África, na Somália, até Moçambique.

Esta formação, também conhecida como Vale da Grande Fenda, é um complexo de falhas tectónicas criado há cerca de 35 milhões de anos com a separação das placas tectónicas africana e arábica, e estende-se cerca de 5000 km no sentido norte-sul, com largura que varia entre 30 e 100 km e uma profundidade de centenas a milhares de metros.

Segundo o jornal local Daily Nation, o Quénia, atravessado pelo Grande Vale do Rift, está literalmente a partir-se ao meio, e a profunda fissura que se deu a conhecer em Março em Narok “é apenas o início“.

A fissura apareceu na zona com menor actividade sísmica do país. Segundo explicou ao jornal italiano La Vanguardia a geóloga Sara Figueras Vila, do Instituto Cartográfico e Geológico da Catalunha, “o último sismo importante nesta região aconteceu em 1928, com uma magnitude de 6.9 na Escala de Richter”.

Desde então, praticamente não houve actividade sísmica na região, assegura a geóloga.

O aparecimento desta fissura sem que tenha ocorrido recentemente nenhum terramoto é um evento inesperado e preocupante. Mas segundo explica ao Daily Nation o geólogo queniano David Adede, o fenómeno poderá ter a ver com actividade tectónica e vulcânica passada na região.

No fundo do vale encontram-se o vulcão Suswa. Nas proximidades, Monte Longonot. Os dois vulcões poderão ser responsáveis por inúmeras falhas vulcânicas ocultas ao longo do território queniano do Grande Vale do Rift.

“Apesar de esta fissura ter permanecido inactiva no passado recente, do ponto de vista da actividade tectónica, poderá haver movimentos em profundidade que estão a criar pontos frágeis que se estendem até à superfície”, diz Adede.

“Estas zonas frágeis formam linhas de falha e fissuras que normalmente são preenchidas com cinzas vulcânicas. As fortes chuvas que recentemente assolaram a região poderão ter levado as cinzas, ajudando a descobrir a fissura”, explica o geólogo.

Mas o facto de a região assentar em duas placas tectónicas que estão a divergir lentamente em direcções opostas terá consequências inevitáveis.

Inevitavelmente, um novo continente

Dentro de 10 milhões de anos, quatro países do Corno de África – a Somália, metade da Etiópia, o Quénia e a Tanzânia, além de uma parte de Moçambique, irão inexoravelmente separar-se do resto do continente africano e formar um novo continente.

O processo, estimam os geólogos, estará concluído em cerca de 50 milhões de anos: a chamada “placa Somali” ter-se-á tornado por completo um continente novo, separada da sua irmã maior, a “placa Núbia”, por um oceano novo.

Segundo um estudo de 2009, realizado por cientistas da Universidade de Rochester, no Reino Unido, o processo parece ter tido início em 2005, com o aparecimento na Etiópia de uma fissura de mais de 60 quilómetros após a erupção do vulcão Dabbahu. A falha não mais deixou de crescer, e mais de uma dezena de novas falhas apareceram entretanto.

Desde então, a teoria de que África se vai dividir em dois continentes ganhou bastante popularidade na comunidade científica, mas nem todos estão de acordo.

Numa entrevista recente à NTV Kenya, o sismólogo queniano Silas Simiyu sustenta que a fissura de Narok não é uma falha vulcânica, mas apenas resultado das abundantes chuvas que se registaram na região. “As camadas de terra abateram devido às chuvas e encheram os canais subterrâneos de água”, diz o cientista queniano.

Mas Lucia Perez Diaz, do Grupo de Pesquisa da Dinâmica de Falhas da Universidade de Londres, não tem dúvidas. Em termos práticos, as duas placas do continente africano estão a separar-se, diz a geóloga ao The Conversation. E as fissuras recentes que apareceram no leste do Grande Vale do Rift são um exemplo de que isso já está a acontecer.

Após um dramático processo, durante uns 50 milhões de anos, teremos então inevitavelmente algo como a Grande Núbia e o Corno de África. Mal podemos esperar.

ZAP //
Por ZAP
2 Abril, 2018

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363: NASA planeia nave para destruir asteróide que pode colidir com a Terra em 2135

JPL-Caltech / NASA

Em 2135 há uma pequena probabilidade de um asteróide atingir a Terra. Por isso, os cientistas começaram a desenhar uma nave espacial que usa armas nucleares para rebentar com o corpo celeste.

Os cientistas da NASA desenvolveram um plano para “tratar” de um asteróide que tem 1 em 2.700 hipóteses de atingir a Terra a 21 de Setembro de 2135. A solução? Desfazê-lo com armas nucleares.

O asteróide, conhecido como Bennu, está actualmente em órbita do Sol a cerca de 16 mil milhões de quilómetros da Terra e provavelmente nunca chegará a atingir a Terra, mas o Governo dos EUA quer estar preparado para todas as situações.

A NASA e dois laboratórios de armas do Departamento de Energia reuniram-se para projectar uma nave espacial que pode explodir Bennu caso este se chegue demasiado perto do planeta Terra.

De acordo com o Buzzfeed News, a Missão de Mitigação de Asteróides a Hipervelocidades, Hammer, poderia usar uma de duas tácticas para combater um impacto.

Se um asteróide é suficientemente pequeno, o HAMMER usaria um “impactor” de 8,8 toneladas para esmagar o objecto. Se o asteróide for muito grande, a nave espacial usa um dispositivo nuclear para o explodir.

O físico David Deadborn, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, sugeriu que várias embarcações do HAMMER poderiam atirar-se para a frente do asteróide de forma a diminuí-lo e obrigá-lo a mudar de rumo.

A ideia do HAMMER surgiu de um relatório de 2010 publicado na revista Acta Astronáutica sobre a defesa do nosso planeta a partir de objecto próximos da Terra. “As duas respostas realistas consideradas são o uso de uma nave espacial que funciona como um pêndulo cinético ou um transportador explosivo nuclear para desviar o objecto que se aproxima”, afirmava o relatório.

Infelizmente, a nave espacial nunca pôde ser construída e os cientistas da NASA recusaram-se a fornecer uma estimativa do custo do projecto. A recente missão OSIRIS-REx – já em direcção a Bennu -, custou mais de 800 milhões de dólares (646 milhões de euros), pelo que o custo pode ser um sério impedimento à aprovação do HAMMER.

Os cientistas por trás do projecto vão apresentar o seu trabalho em maio de 2018 na oficina de disrupção Catastrófica no sistema Solar, no Japão.

Estar preparado, especialmente se os cientistas estão conscientes da probabilidade de uma colisão de asteróides, é imperativo, mas é improvável que este asteróide cause qualquer tipo de cenário do dia do juízo final semelhante ao do filme Armageddon.

ZAP // Futurism

Por ZAP
11 Março, 2018

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361: Pela segunda vez, cientistas emitem poderoso aviso à humanidade

rawrrrr-321 / Deviant Art

Há 25 anos, 1.700 cientistas de todo o mundo colocaram os seus nomes num documento que alertava para o “curso de colisão” entre a humanidade e o resto do mundo natural.

No ano passado, um segundo relatório de acompanhamento foi assinado por mais de 15 mil investigadores de 184 países.

Embora a reacção tenha aumentado consideravelmente em tamanho – o artigo actualmente ocupa o 6º lugar entre 9 milhões de artigos na Altmetric Attention Score, e até inspirou discursos de alto nível na assembleia nacional de Israel e na assembleia legislativa de British Columbia, no Canadá -, praticamente nada foi feito desde o primeiro alerta.

Em 1992, um grupo de vencedores do Prémio Nobel juntou-se com outros cientistas para formar a “União dos Cientistas Preocupados”, uma instituição cujo lema era “ciência para um planeta saudável e um mundo mais seguro”.

Esta união delineou as maiores ameaças ambientais enfrentadas pela nossa população num relatório intitulado “World Scientists’ Warning to Humanity” (“Alerta de Cientistas Mundiais para a Humanidade”), que terminava com um apelo de acção.

O que aconteceu no quarto de século desde então? Não muito. O relatório de 1992 foi seguido em Novembro do ano passado por um segundo artigo publicado na revista Bioscience intitulado “World scientists’ warning to humanity: A second notice”, o “segundo aviso”.

Ao que parece, ganhamos uma estrelinha dourada por ter cuidado da fina camada de ozono sobre a Antárctica, e só. Logo, é hora de um novo alerta.

Meses após a sua divulgação, o artigo continua a ser altamente comentado e já foi co-assinado por um recorde de 15.364 nomes advindos de 184 países.

“O alerta dos nossos cientistas para a humanidade atingiu claramente a comunidade científica global e o público”, disse o principal autor do artigo, William Ripple, da Universidade Estadual do Oregon, nos EUA.

Os investigadores propõem duas acções-chave necessárias para que possamos mudar as coisas. Em primeiro lugar, devemos reconhecer os limites da biosfera e outros factores ambientais premiando trabalhos económicos relevantes. Em segundo lugar, devemos expandir a aplicação de leis para controlar o carbono para um sistema globalizado.

A economia é claramente um factor crítico no nosso impacto no meio ambiente, e qualquer acção que tomamos deve ter em consideração as motivações por trás do tal “curso de colisão”.

O segundo aviso termina com uma chamada igualmente poderosa por acção: “Devemos reconhecer, no nosso dia a dia e nas nossas instituições governantes, que a Terra com toda a sua vida é a nossa única casa“, escreveram os autores.

Uma coisa é certa: se continuarmos de braços cruzados, pode não haver tempo para um terceiro aviso em 2042.

ZAP // HypeScience / Science Alert

Por ZAP
11 Março, 2018

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