2256: Humanos podem ser alérgicos ao pó lunar e os efeitos são… estranhos!

CIÊNCIA

As mudanças no corpo dos astronautas nas suas viagens espaciais são reais. Problemas de visão, problemas musculares, o corpo que “cresce”… estes são alguns dos problemas subjacentes.

No entanto, a exploração de outros planetas poderá ser mais grave que isso, quando o homem está disposto a pisar outros solos que não o terrestre.

A experiência em 1972 de Harrison Schmitt

Harrison Schmitt, tripulante da missão Apolo, é o último homem vivo que pisou o solo lunar. Nesta sua missão espacial, foram muitas as horas que passou sobre a lua a recolher amostras e a analisar o “terreno”.

Como tal, o contacto com a poeira lunar foi inevitável, assim que voltou para nave. A simples troca de fato levou-o a inalar algumas partículas desta poeira, seguindo-se depois a análise das amostras recolhidas.

Harrison ‘Jack’ Schmitt, 83 anos, geólogo na missão Apolo 17/ Nasa

Segundo declarações de Harrison Schmitt, as reacções foram instantâneas. Nariz a inchar, olhos a lacrimejar e garganta a arranhar. Estes foram os sintomas imediatos, semelhantes a uma rinite. As pessoas que posteriormente tiveram contacto com o fato do astronauta tiveram experiências ainda mais fortes.

O poder da Poeira Lunar

Harrison Schmitt adiantou, em declarações recentes no festival espacial Starmus, em Zurique, que a poeira lunar é altamente corrosiva. Devido à ausência de atmosfera e consequente ausência de eventos meteorológicos, os grãos de poeira não sofrem desgaste com o tempo.

Assim, estas partículas funcionarão mais ou menos como poderosas lixas. De referir que o caminhar sobre o solo lunar fez com que três das camadas de Kevlar das suas botas foram danificadas.

Os perigos de Marte

Ora, se a questão de perigo que coloca na Lua, em Marte a situação poderá ser mais grave. Devido ao alto teor de óxido de ferro presente no planeta vermelho, as reacções sobre o corpo humano poderão ser mais severas.

Harrison Schmitt, perante a ideia de exploração do planeta vermelho, alerta para a importância de serem criadas formas de limpar completamente as partículas de pó antes de qualquer ser humano, ter contacto directo com o material que irá participar nesta exploração.

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Maria Inês Coelho
01 Jul 2019

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