1504: Japão lança satélite capaz de “bombardear” a Terra com chuva artificial de meteoritos

Esta quinta-feira, a empresa japonesa Astro Live Experiences (ALE) lançou para o espaço um satélite especialmente construído para gerar chuvas artificiais de meteoritos para fins recreativos.

De acordo com o Science Alert, espera-se que este aparelho de 65 quilogramas atinja 400.000 metros de altitude – uma órbita baixa da Terra – a bordo do foguete espacial Epsilon. A esta altitude, espera-se que o satélite solte pequenas bolas de metal (cerca de um centímetro de diâmetro), projectadas para se queimarem através da fricção com a atmosfera, à semelhante do que acontece com os meteoros.

Estes projécteis, cuja composição é secreta, produzirão um colorido espectáculo de feixes luminosos visíveis num raio de 200 quilómetros.

Na verdade, estas pequenas bolas vão atravessar a atmosfera “mais lentamente” do que os corpos celestes, podendo por isso ser observadas “durante um período mais longo” de tempo, explicou Hiroki Kajihara, um dos autores do projecto.

De acordo com a equipa que projectou o satélite, um dos maiores desafio técnicos foi conseguir que os pequenos projécteis conseguissem atingir velocidades suficientes para que se dê a combustão. Por esse mesmo motivo, os cientistas projectaram um mecanismo especial para o sistema que vai disparar as bolas metálicas, reduzindo ao máximo a possibilidade de recuar no espaço.

Os responsáveis da ALE estimam que o dispositivo estará pronto para ser utilizado dentro de um ano, esperando gerar a primeira chuva artificial de meteoros na cidade japonesa de Hiroxima para assinalar o 75.º aniversário do ataque atómico levado a cabo pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Alguns cientistas mostram-se, contudo, reticentes a este projecto, temendo que os projécteis possam ser disparados num ângulo ligeiramente errado, podendo danificar um dos muitos outros satélites que orbitam a Terra. Além disso, soma-se a poluição visual que pode atrapalhar algumas observações astronómicas. Contudo, este deverá ser um problema de menos uma que o dispositivo só libertará 15 a 20 projécteis de cada vez.

Cidade chinesa planeia criar uma lua artificial

As autoridades municipais de Chengdu, capital da província chinesa de Sichuan, anunciaram planos para a construção de uma lua artificial…

ZAP //

Por ZAP
20 Janeiro, 2019

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138: Empresa japonesa vai criar chuva artificial de estrelas cadentes em 2019

No ano passado, a empresa japonesa Astro Live Experience (ALE) anunciou que queria criar a primeira chuva artificial de meteoros. Agora, há notícias no Japão de que a companhia planeia a “chuva de estrelas cadentes” para 2019.

Descrito pela empresa como “Shooting Star Challenge” (Desafio da Estrela Cadente), a expectativa do projecto é ter meteoros artificiais a atravessar o céu sobre a região Setouchi (Mar Interior de Seto), que é administrada por Hiroshima.

A ALE planeia colocar um micro-satélite experimental em órbita no próximo ano, com cerca de 60 centímetros, mas capaz de armazenar e disparar entre 300 e 400 granulos feitos a partir de um material ainda em análise pelos cientistas japoneses envolvidos no desafio espacial.

O satélite estará numa órbita polar especial, chamada de órbita heliossíncrona, permitindo que o dispositivo passe sobre uma região específica todos os dias no mesmo horário.

O satélite ficará numa órbita terrestre baixa (com 500 quilómetros de altitude) e vai disparar os granulos à medida que passar pela Austrália. Os meteoros artificiais levarão cerca de 15 minutos para cair a uma altura de 60 quilómetros, onde começarão a queimar.

Cada granulo vai arder no céu durante cerca de cinco a dez segundos e será visível num raio de até 200 quilómetros. Cada estrela cadente será quase tão brilhante como Sirius – a estrela mais brilhante do céu nocturno -, com a possibilidade de várias cores.

A região escolhida para a “chuva” tem uma alta taxa de céu limpo, mas a popularidade da localização, que é deslumbrante, também ajudou na decisão.

“Hoje em dia, as pessoas geralmente estão a olhar para os telemóveis. Eu quero fazê-las olharem para o céu novamente“, disse Lena Okajima, astrónoma e CEO da ALE, em declarações ao Japan Today.

A empresa é apoiada por cientistas da Universidade de Tohoku e da Universidade Metropolitana de Tóquio, responsáveis ​​pelo projecto, pela fabricação de satélites e a simulação orbital. Investigadores do Instituto Kanagawa e da Universidade de Nihon também analisam os materiais que seriam usados para a missão.

O supermercado Family Mart e a Japan Airlines uniram-se à ALE para o desafio de fazer chover estrelas cadentes quando bem entendermos. E mais: há rumores de que uma chuva artificial de meteoros poderia fazer parte da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

EM, ZAP // IFL Sciende

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