2751: Encontradas evidências de um novo estado da matéria. Einstein já sabia

CIÊNCIA

Gabriel Pérez, SMM (IAC)

Uma equipa de cientistas norte-americanos encontrou evidências da existência de uma nova forma de matéria que Albert Einstein tinha já vaticinado.

Tal como explica o Live Science, Einstein tinha previsto este mesmo estado de matéria graças a procedimentos experimentais, nos quais partículas de luz de alta energia que disparam protões passam a uma curta distância do seu objectivo.

Quando os protões aceleram quase à velocidade da luz, os gluões que mantêm ligados os quarks que os compõem não colidem, separando-se antes em pares com menos energia até atingir um estado chamado “condensado de vidro colorido”.

Acreditava-se que “essa fase hipotética da matéria” existisse “em protões com alta carga de energia e em núcleos pesados”, tal como explicou Daniel Tapia Takaki, professor associado de Física e Astronomia da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, citado pelo mesmo portal de Ciência.

Agora, este mesmo feito, levado a cabo nas instalações do Grande Colisionador de Hadrões (LHC), foi alcançado pela aceleração de protões em alta velocidade: sob estas condições, os protões criam fortes campos electromagnéticos e libertam energia na forma de partículas de luz (fotões), que os cientistas aprenderam a utilizar de novas forma.

“Quando uma onda de luz de alta energia atinge um protão, produz partículas – todos os tipos de partículas – sem quebrar o protão”, explicou Tapia Takaki, citado em comunicado. “Essas partículas são registadas pelo nosso detector e permitem reconstruir uma imagem sem precedentes de alta qualidade do que está no interior”.

Os cientistas estão agora a utilizar este método para rastrear o inscritível condensado de vidro colorido, tal como nota o novo estudo, cujos resultados foram publicados na edição de Agosto do The European Physical Journal C.

Partindo deste método, a equipa conseguiu, pela primeira vez, fazer uma medição indirecta de gluões em quatro níveis diferentes de energia. No nível mais alto, os cientistas encontraram evidências de que o condensado se estava apenas a começar a formar.

Os cientistas esperam que o estudo do novo estado da matéria permita estudar as partículas em detalhe e revelar novos segredos do mundo da Física.

Os resultados experimentais “são muito empolgantes, fornecendo novas informações sobre a dinâmica do glutão sob o protão, mas existem muitas questões teóricas que ainda não foram respondidas”, acrescentou, Victor Gonçalves, co-autor do estudo.

O Grande Colisionador de Hadrões acaba de dar à luz uma partícula incomum

O Grande Colisionador de Hadrões (LHC), celebrizado pela descoberta do Bosão de Higgs, acaba de dar à luz uma nova…

ZAP //

Por ZAP
2 Outubro, 2019

 

2299: Teoria de Einstein pode não ser a única explicação da gravidade

CIÊNCIA

(dr)
Albert Einstein, Prémio Nobel da Física em 1921

Uma equipa de físicos usou supercomputadores para simular o cosmos partindo de um modelo alternativo à teoria de Albert Einstein.

Físicos sugerem num estudo publicado esta segunda-feira que a Teoria da Relatividade Geral de Einstein poderá não ser a única forma de explicar como funciona a gravidade ou como se formam as galáxias. O estudo, publicado na revista da especialidade “Nature Astronomy”, foi conduzido por investigadores da Universidade de Durham, no Reino Unido.

Segundo a agência noticiosa espanhola Efe, que cita o estudo, uma equipa de físicos usou supercomputadores (computadores com maior capacidade de processamento de dados do que os convencionais) para simular o cosmos partindo de um modelo alternativo à teoria de Albert Einstein (1879-1955), a Teoria dos Camaleões, assim chamada porque muda de comportamento em função do meio envolvente.

De acordo com os cientistas da Universidade de Durham, as galáxias como a Via Láctea poderão ter-se formado segundo leis diferentes das da gravitação.

Publicada em 1915, a Teoria da Relatividade Geral constitui a descrição actual da gravitação na física moderna. Segundo Einstein, a gravitação não é uma força, mas uma curvatura no espaço-tempo provocada por uma massa como o Sol.

Os cientistas sabiam, a partir de cálculos teóricos, que a Teoria dos Camaleões podia reproduzir o sucesso da relatividade no Sistema Solar. O que a equipa da Universidade de Durham terá feito foi demonstrar que esta teoria explica a formação real de galáxias.

Para o físico Christian Arnold, do Instituto de Cosmologia da universidade britânica, as conclusões do estudo não significam que a Teoria da Relatividade Geral “seja incorrecta”, mas revelam, em seu entender, que “não tem que ser a única forma de explicar o papel da gravidade na evolução do Universo”.

O estudo, de acordo com os seus autores, poderá ajudar a compreender a ‘energia escura’, que tende a acelerar a expansão do Universo.

Os cientistas esperam que as conclusões da sua investigação possam ser confirmadas pelo telescópio SKA, que se apresenta como o maior radiotelescópio do mundo, com participação portuguesa, e que deverá começar a operar em 2020.

ZAP // Lusa

Por ZAP
9 Julho, 2019

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