1698: Fotografaram pela primeira vez as ondas de choque de voo supersónico

Ao fim de dez anos de investigação para a construção de uma futura aeronave supersónica, a NASA conseguiu captar as ondas de choque de voos de dois aviões da Força Aérea norte-americana.

As imagens, originalmente monocromáticas e depois coloridas, foram captadas durante uma série de voos supersónicos para compreender melhor como os choques interagem com as aeronaves.
© NASA

A agência espacial norte-americana testou com êxito ​​​​​​​uma avançada tecnologia fotográfica que demorou dez anos a desenvolver, ao conseguir captar as primeiras imagens de sempre da interacção de ondas de choque de dois aviões supersónicos.

As imagens mostram duas aeronaves T-38 da Força Aérea norte-americana em pleno voo num teste realizado no Centro de Investigação de Voo Armstrong da NASA em Edwards, Califórnia.

A série de voos do teste Air-to-Air Background Oriented Schlieren, ou AirBOS, teve sucesso ao conseguir imagens de alta qualidade de ondas de choque, ou seja, mudanças rápidas de pressão que são produzidas quando uma aeronave voa mais rápido do que a velocidade do som. As ondas de choque produzidas pelos aviões fundem-se à medida que viajam pela atmosfera e são responsáveis pelo que é ouvido no solo como uma explosão sonora.

“Estou extasiado com o resultado das imagens”, disse o cientista da NASA J.T. Heineck. “Com este sistema actualizado, melhorámos imensamente a velocidade e a qualidade de nossas imagens de investigações anteriores”, prosseguiu.

O sistema será usado para obter dados essenciais para o projecto da aeronave X-59 QueSST da NASA, que será supersónico, mas irá produzir ondas de choque que, em vez de uma explosão sonora, irá emitir um ruído leve. Essa capacidade permitirá a essas aeronaves escaparem às restrições actuais dos aviões supersónicos em terra.

07 Março 2019 — 18:35

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1305: X-59: A nova aeronave supersónica experimental da NASA entrou em produção

TECNOLOGIA

Artist’s concept of Lockheed Martin’s Quiet Supersonic Technology (QueSST) X-plane(Credit: Lockheed Martin)

A Lockheed Martin iniciou a produção do avião supersónico experimental X-59, um contrato, encomendado pela NASA, no valor estimado de cerca de 230 milhões de euros.

O X-59 surgiu como a solução da empresa norte-americana para responder ao pedido da NASA de desenvolver uma aeronave capaz de atingir velocidades supersónicas sem produzir o estrondo ensurdecedor que ocorre quando ultrapassa a barreira do som, segundo informa a CNBC.

O  X-59 é projectado para voar a cerca de 17 quilómetros de altitude e atingir uma velocidade de 1.500 quilómetros por hora.

As actuais regulamentações limitam os voos de aeronaves supersónicas comerciais, mas empresas como a Boom Technology estão a tentar adoptar a tecnologia supersónica para usar em rotas transatlânticas.

A Lockheed Martin e a NASA pretendem agora acelerar o desenvolvimento da tecnologia através da redução do ruído e, assim, contornar as regulamentações. Para tentar ultrapassar este entrave, a NASA apresentou recentemente a QueSST, Quiet Supersonic Techonology, ou Tecnologia Supersónica Silenciosa em português.

Esta nova tecnologia permitirá que os X-planes atinjam uma velocidade superior à do som produzindo um barulho quase imperceptível para quem os observa a partir do chão.

“O design alongado e fino da aeronave é a chave para alcançar a redução do estrondo. Ao entrarmos na fase de construção, a estrutura da aeronave começa a tomar forma, aproximando-nos das viagens supersónicas de passageiros em todo o mundo”, explicou Peter Iosifidis, director do programa Low Boom Flight Demonstrator da Lockheed Martin.

O primeiro voo do X-59 está programado para 2021, com o objectivo principal de recolher dados sobre a aceitabilidade do nível de ruído gerado pela aeronave — o que ajudará a NASA a estabelecer um padrão de ruído supersónico comercial aceitável para uma possível mudança dos regulamentos da aviação civil.

ZAP // Sputnik News / CNBC

Por ZAP
18 Novembro, 2018

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607: Nave espacial japonesa prepara-se para lançar voos comerciais em 2023

(od) PD Aerospace // Jaymantri / pexels

Uma startup japonesa anunciou que está a trabalhar num novo tipo de aeronave espacial, que combina o sistema de propulsão de um avião a jacto com o de um foguete, e que será testado no próximo ano. O objectivo é iniciar voos comerciais em 2023.

A PD Aerospace, empresa emergente de Nagoya, no centro de Japão, obteve um financiamento de 520 milhões de ienes (cerca de 4 milhões de euros) de cinco companhias, entre as quais a All Nippon Airways ANA, uma das maiores companhias aéreas japonesas, para o projecto, confirmou nesta sexta-feira à EFE um porta-voz da startup.

A companhia está a trabalhar numa aeronave espacial equipada com um motor que pode alternar entre o modo de avião a jacto e foguete para criar a primeira aeronave de passageiros japonesa capaz de alcançar o espaço exterior, a 100 quilómetros de altitude, e reentrar na atmosfera.

Em julho do ano passado, a startup testou com sucesso o seu sistema de propulsão alternado, e afirma que este é o primeiro do mundo com tais características. Agora, procura aperfeiçoar o seu projecto. A empresa planeia realizar três testes com aeronaves não tripuladas em 2019 e lançar o seu primeiro voo comercial no final de 2023.

O projecto da PD Aerospace alterna entre modos jacto e foguete para obter uma solução low cost

“A comercialização do espaço progrediu exponencialmente, principalmente nos Estados Unidos”, explicou o CEO da PD Aerospace, Shuji Ogawa, em comunicado, no qual realça que a empresa procura “ter um papel relevante no futuro do transporte espacial, o mais brevemente possível”.

A Space-X de Elon Musk, a Virgin Galactic de Richard Branson e a Blue Origin de Jeff Bezos ganharam mais um concorrente na aventura das empresas privadas no espaço. Quem vai ganhar a corrida?

ZAP // EFE

Por EFE
3 Junho, 2018

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314: Avião hipersónico vai voar de Pequim a Nova Iorque em apenas 2 horas

Daily Star / Twitter

Os testes aerodinâmicos da versão modernizada da aeronave demonstraram resultados “surpreendentes”.

Um grupo de investigadores chineses desenhou um avião ultra-rápido capaz de transportar dezenas de pessoas e toneladas de carga entre Pequim e Nova Iorque em apenas duas horas.

O veículo voará a velocidades hipersónicas, isto é, mais de 6.000 quilómetros por hora, de acordo com os promotores que trabalham num programa militar secreto chinês com as mesmas características, informa a edição South China Morning Post.

Hoje em dia, um avião de passageiros normal demora cerca de 14 horas a percorrer os cerca de 11 mil quilómetros que separam as duas cidades.

Os investigadores da Academia de Ciências da China testaram o modelo de avião num túnel de vento que também tem sido utilizado para a avaliação aerodinâmica dos últimos protótipos de armas hipersónicas.

O ensaio, realizado a velocidade sete vezes maior do que a do som, revelou resultados surpreendentes, nomeadamente, uma resistência baixa e uma sustentação alta, comunica um relatório publicado no portal Science China.

A aeronave, baptizada I-plane, é um biplano com um desenho de asas baseado nos aviões da Primeira Guerra Mundial. As asas inferiores saem a partir do meio da fuselagem. A asa superior, em forma de asa de morcego, estende-se até à cauda do avião.

Segundo os autores do projecto, a forma da aeronave vai permitir levantar cargas 25% maiores do que as carregadas pelas actuais aeronaves de igual envergadura.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
24 Fevereiro, 2018

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