1788: NASA está a oferecer 16.500 euros para estar deitado durante 60 dias

(dr) Centro Aeroespacial Alemão

Imagine ser pago para estar deitado. É exactamente essa a proposta de trabalho da NASA e da Agência Espacial Europeia, que querem contratar 24 voluntários que permaneçam deitados sem se levantar durante 60 dias.

O objectivo passa por provar os potenciais benefícios da gravidade artificial nas missões espaciais de longa distância. A remuneração: 16.500 euros em dois meses – cerca de 275 euros por dia.

A investigação está a ser realizada na Alemanha, no Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e os primeiros 12 voluntários acabaram de iniciar a aventura. Estão deitados numa maca, certificando-se de que os seus ombros toquem na “cama”, com as pernas levemente mais altas que a cabeça para reduzir o fluxo de sangue nas extremidades, como nas condições no espaço, que explica a deterioração muscular dos astronautas.

“Descanso de cama tem sido usado por um longo tempo para imitar algumas das mudanças que os nossos corpos experimentam na falta de peso do espaço. Os seres humanos são feitos para viver na Terra e, sem a constante atracção da gravidade, é comum que músculos e ossos comecem a desaparecer“, explicam eles, de acordo com a ABC.

Quando os astronautas passam muito tempo no espaço, os músculos pagam um alto preço. Os cientistas que voam para a Estação Espacial Internacional, por exemplo, realizam exercícios diários de duas horas e meia com máquinas de resistência para manter os corpos em boas condições e não se deteriorarem devido à micro-gravidade. Agora, a NASA e a ESA querem saber se uma manutenção ocasional com gravidade artificial também pode ser benéfica.

As duas dúzias de voluntários, que serão examinados em dois grupos de 12, passarão 60 dias deitados – é permitido ver televisão, ler, estudar e até mesmo jogar jogos de vídeo – com viagens ocasionais a uma centrífuga em laboratório. O braço giratório da equipa empurrará o sangue para os pés do voluntário, simulando os efeitos da gravidade. É assim que os cientistas esperam revelar os benefícios que o sistema pode oferecer aos astronautas em longas estadias no espaço.

Em relação à dieta, esta é orientada a fornecer “bastante líquidos e nutrientes”, embora, às vezes, as refeições “não sejam muito saudáveis ​​porque podem haver panquecas e doces”, embora tudo seja cozido sem aditivos ou adoçantes .

Porém, como se procura não interferir nos resultados, uma equipa de especialistas vai garantir que os participantes “não ganhem peso, mas recebam tudo o que precisam”. “É importante, porque se um indivíduo de teste perde massa óssea durante o repouso no leito, queremos ter certeza de que não é devido a uma deficiência de cálcio”, explicaram.

A experiência também inclui preparação (15 dias antes) e aclimatação (14 dias depois), de modo que o trabalho durará 89 dias no total. “Alongamentos diários, massagens e treino após o repouso com fisioterapeutas para que se esteja de volta em forma para a vida diária”, referiram. Após completar os três meses, haverá quatro visitas de acompanhamento: após 14 dias, três meses, um ano e dois anos.

Os cientistas, que ainda estão a recrutar participantes para o segundo turno, estão à procura de mulheres saudáveis ​​entre 24 e 55 anos, não fumadoras, que meçam entre 152 e 190 centímetros e com um índice de gordura corporal entre 19 e 30. A próxima experiência começará em Setembro.

ZAP //

Por ZAP
1 Abril, 2019

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1290: Há uma “galáxia fantasma” escondida ao lado da Via Láctea

CIÊNCIA

V. Belokurov based on the images by Marcus and Gail Davies and Robert Gendler
Da esquerda para a direita: Grande Nuvem de Magalhães, Via Láctea, Antlia 2

Uma equipa de astrónomos descobriu um enorme objecto nos dados do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia. Com o nome “Antlia 2” ou “Ant 2”, o objecto não foi detectado até agora devido à sua densidade extremamente baixa.

Ant 2, apesar de ser uma vizinha da nossa galáxia, escondeu-se bem: atrás do manto do disco da Via Láctea.

De acordo com o estudo publicado a 9 de Novembro no arxiv, o repositório da Universidade de Cornwell, Ant 2 é uma galáxia anã. À medida que as estruturas surgiram no início do Universo, as galáxias anãs foram as primeiras a serem formadas, por isso, a maior parte das suas estrelas são mais velhas, com uma massa baixa e pobres em metal.

Contudo, em comparação com os outros satélites anões conhecidos da nossa galáxia, a Ant 2 é enorme, sendo tão grande como a Grande Nuvem de Magalhães e um terço do tamanho da Via Láctea.

“Este é um fantasma de uma galáxia“, disse Gabriel Torrealba, principal autor do estudo. “Objectos tão difusos como a Ant 2 nunca foram vistos antes. A nossa descoberta só foi possível graças à qualidade dos dados de Gaia”.

A missão Gaia da ESA produziu o mais rico catálogo de estrelas até hoje, incluindo medições de alta precisão de aproximadamente 1,7 mil milhões de estrelas e revelando detalhes inéditos sobre a Via Láctea.

Os autores do estudo, provenientes do Taiwan, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e Alemanha, procuraram satélites da Via Láctea nos novos dados de Gaia, usando as estrelas RR Lyrae. Estas estrelas são velhas e pobres em metal, tipicamente encontradas numa galáxia anã.

“Estrelas RR Lyrae foram encontradas em todos os satélites anões conhecidos, por isso quando vimos um grupo em cima do disco galáctico, não ficámos surpreendidos”, disse o co-autor Vasily Belokurov. “Só quando reparámos na sua localização no céu é que descobrimos que tínhamos encontrado algo novo, já que nenhum objecto previamente identificado surgiu em nenhum dos bancos de dados pelos quais passámos”.

A equipa contactou colegas do Telescópio Anglo-Australiano (AAT), mas, quando verificaram as coordenadas da Ant 2, perceberam que as oportunidades para obter dados de acompanhamento eram limitadas. Só foram capazes de medir os espectros de mais de 100 estrelas gigantes vermelhas pouco antes do movimento da Terra ao redor do Sol tornar Ant 2 inobservável durante meses.

Os espectros permitiram que a equipa confirmasse que o objecto fantasma que viram era real: todas as estrelas estavam a mover-se ao mesmo tempo. Ant 2 nunca se aproximava muito da Via Láctea, ficando sempre a pelo menos 130 mil anos-luz de distância. Os investigadores também confirmaram a massa da galáxia, que era muito menor do que o esperado para um objecto do seu tamanho.

Para o co-autor Sergey Koposov, a explicação mais simples para a baixa massa da Ant 2 seria se estivesse a ser “destruída” pelas marés da nossa galáxia. Contudo, o tamanho do objecto permanece sem explicação. “Normalmente, quando as galáxias perdem massa por causa das marés da Via Láctea, encolhem, não crescem”.

Nesta lógica, a Ant 2 teria que ter nascido grande. Embora objectos deste tamanho e luminosidade não estejam previstos nos modelos de formação de galáxias, recentemente têm-se especulado que alguns anões poderiam ser inflamados por uma formação de estrelas vigorosa.

Ventos estelares e explosões de super-novas afastariam o gás não utilizado, enfraquecendo a gravidade que une a galáxia e permitindo que a matéria escura se desviasse também.

Alternativamente, a baixa densidade da Ant 2 pode significar que é necessária uma modificação nas propriedades da matéria escura. A actual teoria predominante prevê que a matéria escura se acumule nos centros das galáxias. Dada a aparência da nova anã, pode ser necessária uma partícula de matéria escura que não se agrupe.

“Estamos a perguntar-nos se esta galáxia é apenas a ponta de um icebergue, e a Via Láctea está cercada por uma grande população de anãs quase invisíveis semelhantes a esta”, admitiu o co-autor Matthew Walker.

O espaço entre a Ant 2 e o resto das anãs galácticas é tão grande que isso pode ser uma indicação de que falta alguma física importante nos modelos de formação de galáxias anãs.

Encontrar mais objectos como este mostrará quão comuns são estas “galáxias fantasmagóricas”. E resolver este enigma pode ajudar os investigadores a entender como as primeiras estruturas do Universo primitivo surgiram.

ZAP // Phys

Por ZAP
15 Novembro, 2018

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1104: Missão para encontrar uma “Terra” fora do Sistema Solar entra na fase industrial

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

A missão Platão, da Agência Espacial Europeia, destinada a encontrar e estudar planetas fora do sistema solar, entrou na fase industrial, com a assinatura de um contrato para construção de um satélite, por um consórcio liderado pela empresa alemã OHB Systems.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA) durante o Congresso Internacional de Astronáutica em Bremen, no norte da Alemanha, onde foi firmado o contrato, que inclui o lançamento do satélite e a manutenção, tanto na fase de testes como posteriormente.

A missão Platão inicia-se em 2026 e tem como propósito encontrar e estudar outros sistemas planetários, com especial ênfase para planetas rochosos próximos de estrelas similares ao sol e a uma distância que poderá permitir a existência de água.

Segundo o director-geral da ESA, Johan-Dietricj Woerner, uma das “mais emocionantes questões da astronomia” é saber se no universo existe “uma segunda Terra”.

“Com o nosso satélite Platão iremos concentrar-nos em planetas similares à Terra, cuja órbita está na zona ‘habitável’ em torno de estrelas similares ao nosso Sol. Será o maior passo destinado a encontrar uma segunda Terra”, disse.

Na construção do satélite, além da OHB, participarão a Thales Alenia Space, de França e do Reino Unido, e a suíça RUAG. O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) fornecerá, em cooperação com outros centros de investigação europeus, os instrumentos científicos, entre os quais um sistema de 26 câmaras e unidades electrónicas.

A missão não só procurará exoplanetas desconhecidos, como investigará as propriedades das estrelas em torno das quais giram. Isto, segundo a ESA, ajudará os cientistas a entender a arquitectura dos sistemas dos exoplanetas e a determinar onde estão os mundos mais provavelmente com condições de suportar vida.

A missão continuará o trabalho da Cheops, dedicada à observação de exoplanetas, que no próximo ano iniciará uma caracterização dos que já se conhecem.

A missão Platão será seguida pela missão Ariel, cujo lançamento está planeado para 2028 para estudar em detalhe a atmosfera de um grande número de exoplanetas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Outubro, 2018

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1069: Explosão solar vai lançar o caos na Terra (só não se sabe quando)

Uma avassaladora tempestade solar pode afectar a Terra, com consequências trágicas para “o mundo inteiro”. O alerta é de um especialista da Agência Espacial Europeia que avisa que a chegada deste evento, resultado de uma explosão solar, é uma certeza, só não se sabe quando vai acontecer.

As explosões solares resultam da reorganização ou do cruzamento das linhas do campo magnético situadas perto das manchas solares, como explica a NASA. Estas explosões de energia libertam “muita radiação para o espaço” e se forem “muito intensas” podem “interferir com as comunicações de Rádio” na Terra, acrescenta a agência espacial.

Por vezes, estas explosões solares são “acompanhadas por um evento conhecido como Ejecção de Massa Coronal (CME na sigla original em Inglês) que liberta “enormes bolhas de radiação e partículas do Sol”, sublinha-se no site da NASA.

Quando as partículas da CME “alcançam áreas próximas da Terra, podem despoletar luzes intensas no céu chamadas auroras”, mas quando é “particularmente forte” também pode “interferir em redes de energia eléctrica” e, “na pior das hipóteses, pode causar escassez de electricidade e falta de energia”, releva a NASA.

Estas são “as explosões mais poderosas do nosso sistema solar“, sustenta a agência. E “se houver uma grande erupção solar, o mundo inteiro será afectado”, alerta o chefe do Gabinete de Meteorologia Espacial da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla original em Inglês), Juha-Pekka Luntama, em declarações divulgadas pelo jornal inglês Express.

Um evento destes poderia causar o caos na Terra, destruindo satélites, equipamentos tecnológicos e redes eléctricas, com danos potenciais que podem atingir as 14 mil milhões de libras (16 mil milhões de euros), como salienta o jornal.

“Se a radiação de uma explosão solar atingir a Terra, pode destruir satélites, perturbar telemóveis e outras formas de comunicação”, avisa também o astrofísico Brian Gaensler, da Universidade de Toronto, no Canadá, em declarações citadas pelo jornal inglês Star.

E esses efeitos negativos poderiam prolongar-se durante meses ou até anos.

“O nosso Sol parece ser bonito e tranquilo, mas na verdade não é”, frisa Luntama no Express. “Há estes eventos de partículas solares energéticas em que os protões e os electrões são ejectados do Sol e aproximam-se da velocidade da luz“, realça, notando que “quando atingem satélites, podem causar o seu mau funcionamento ou até destruir a sua electrónica”.

Luntama diz que a humanidade tem tido “sorte”, mas lembra o chamado “Evento Carrington” de 1859 quando um CME levou a que fios telegráficos se incendiassem em alguns locais. “Não tivemos nenhum tão grande desde então, mas se aconteceu uma vez, vai voltar a acontecer e temos que estar preparados”, alerta.

A missão Lagrange

As declarações de Luntama surgem no âmbito da apresentação da missão Lagrange, com a qual a ESA pretende colocar uma sonda em órbita ao redor do Sol para monitorizar a sua actividade.

Esta missão, cujo investimento previsto ronda os 500 milhões de euros, vai ajudar a supervisionar as explosões solares, bem como os CME e outras actividades em torno da estrela.

“Podemos ver estes eventos com instrumentos na Terra”, todavia “é um pouco como ser um guarda-redes com a bola a vir directamente em direcção a nós”, destaca Luntama.

Com a missão Lagangre, será possível “melhorar a capacidade de dar leituras mais precisas” e detectar estas explosões solares atempadamente para “alertar as pessoas que estão a operar satélites e sistemas de energia”, de modo a que consigam “tomar medidas para proteger os equipamentos“, nota o especialista da ESA.

SV, ZAP //

Por SV
25 Setembro, 2018

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438: Os relâmpagos já podem ser vistos a partir do espaço

Mecanismo vai permitir fazer novos estudos sobre o fenómeno atmosférico. Conheça algumas curiosidades sobre os relâmpagos.

Cada descarga de uma trovoada contém 30 milhões de volts.

A Agência Espacial Europeia lançou esta segunda-feira, 2 de Abril, para o espaço o ASIM (Atmosphere-Space Interactions Monitor) – um conjunto de câmaras, medidores de luz rápida, raio-x e detectores de raios – que vai permitir a observação de relâmpagos a partir do espaço.

De acordo com o Independent, o mecanismo pesa 314 quilos e foi transportado através de um foguete Falcon-9, da SpaceX.

Desta forma, os cientistas vão conseguir perceber melhor o fenómeno atmosférico. Não só dos raios, mas também dos chamados «eventos luminosos transientes» – com menor duração que os típicos relâmpagos.

«Esta é a primeira vez que um dispositivo de medição tão avançado tecnologicamente vai ser transportado para o espaço e, espera-se, vai fornecer novos conhecimentos sobre os raios, bem como as suas propriedades e como podem afectar o nosso dia-a-dia»

Martin Fullekrug, especialista da Universidade de Bath que trabalhou no desenvolvimento do equipamento, disse à Time que «há mais de 15 anos» que investiga relâmpagos mas que só agora sente que atingiu o «auge» do seu trabalho para perceber realmente o fenómeno atmosférico.

«Esta é a primeira vez que um dispositivo de medição tão avançado tecnologicamente vai ser transportado para o espaço e, espera-se, vai fornecer novos conhecimentos sobre os raios, bem como as suas propriedades e como podem afectar o nosso dia-a-dia», explicou Fullekrug, antes do lançamento do dispositivo.

Esperança semelhante à de Graham Turnock, chefe executivo da Agência Especial do Reino Unido: «esta experiência vai dar aos cientistas por todo o mundo a oportunidade de estudar os efeitos das tempestades eléctricas».

Notícias Magazine
Texto de Alexandra Pedro | Fotografias Shutterstock
04/04/2018

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402: Portugueses em missão da Agência Espacial Europeia

NASA / JPL – Caltech

A missão ARIEL, da Agência Espacial Europeia, vai ser lançada em 2028 e vai estudar a assinatura química da atmosfera de exoplanetas já descobertos. 

A próxima missão da Agência Espacial Europeia vai concentrar-se nos exoplanetas, nomeadamente na assinatura química da sua atmosfera. Uma equipa do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) vai contribuir com um conhecimento mais local: as atmosferas dos planetas do sistema solar, avança o Observador.

“O estudo das atmosferas é uma nova aventura que está a começar“, disse ao jornal Pedro Machado, líder da equipa portuguesa.

A equipa portuguesa tem em mãos três pontos fundamentais na participação. O primeiro é perceber se os exoplanetas descobertos até agora têm atmosfera ou não, através do estudo dos trânsitos dos exoplanetas, quando o planeta passa entre a estrela e o telescópio.

O segundo passa por detectar que moléculas estão presentes nessa atmosfera, com recurso aos filtros do telescópio espacial Ariel que é capaz de detectar a luz visível e infravermelhos.

Por último, estudar a ligação aos modelos de atmosferas já conhecidos. Aliás, é neste último que a equipa portuguesa terá um contributo fundamental, dado que Pedro Machado e a sua equipa já ajudou a construir modelos para as atmosferas de Vénus, Marte, Júpiter, Saturno e Titã.

Os dados recolhidos de cada exoplaneta irão permitir fazer uma aproximação às condições semelhantes dos planetas existentes no Sistema Solar, assim como propor que processos físicos e químicos ocorrem na atmosfera desse mesmo exoplaneta.

Este é o grande salto para de facto se chegar a um conhecimento cada vez mais completo sobre esses exoplanetas”, disse Pedro Machado, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em comunicado de imprensa.

Até agora, já foram descobertos 3 800 exoplanetas e a próxima etapa passa por descobrir mais características sobre esses exoplanetas e sobre o que nos podem contar sobre a formação do nosso próprio Sistema Solar.

A missão Ariel (sigla em inglês para Atmospheric Remote‐sensing Infrared Exoplanet Large‐survey) vai ser lançada em 2028 com o objectivo de dar resposta a questões relacionadas com a formação de sistemas solares, composição de planetas e atmosferas, bem como das condições necessárias ao aparecimento de vida.

A equipa liderada por Pedro Machado vai estudar as características dos planetas telúricos, entre elas a composição química, densidade, espessura e reacções químicas que têm lugar.

ZAP //
Por ZAP
25 Março, 2018

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395: Já se sabe quando a Tiangong-1 cai na Terra (mas é impossível saber onde)

(dr) Xinhua
A nave espacial chinesa Shenzhou 9 numa manobra de acoplagem à estação espacial Tiangong 1

A previsão mais recente da Agência Espacial Europeia aponta que a Tiangong-1, a estação espacial chinesa, vai cair na Terra entre 30 de Março e 2 de Abril próximos, numa área do planeta que inclui também Portugal.

Nos últimos meses, várias estimativas já foram anunciadas quanto à reentrada da Tiangong-1 na Terra. A mais recente, efectuada pelo gabinete de detritos espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA), aponta agora o período entre 30 de Março e 2 de Abril próximos como as datas mais prováveis para a concretização do evento.

A área de reentrada da estação espacial é calculada nas latitudes compreendidas entre 43 graus norte e 43 graus sul, abrangendo um vasto território que inclui também Portugal na rota da Tiangong-1, além da Austrália, de África e de grande parte da América do Sul.

É impossível prever com exactidão onde é que a estação espacial chinesa vai cair, como revela ao site Mashable o astrónomo Jonathan McDowell.

“Daqui a cerca de cinco dias, começarei a acreditar um pouco mais nas previsões”, sustenta este especialista, realçando que “quando a janela de tempo chegar às 12 horas ou por aí, podemos começar a excluir alguns continentes“.

Em Janeiro passado, a Agência Espacial Chinesa anunciou que a reentrada da Tiangong-1 na Terra seria controlada e que não teria impactos negativos para o ambiente, nem para as populações. De acordo com a entidade, a estação espacial deverá incendiar-se mal entre em contacto com a atmosfera terrestre, desfazendo-se em pequenos fragmentos que cairão numa área de mar, sem pôr em perigo as pessoas.

A Tiangong-1, que em Português significa algo como “Palácio Celestial”, foi lançada em 2011 e tem um peso de mais de 8 toneladas. Findo o tempo de vida desta estação espacial, a China já lançou, em 2016, a Tiangong-2.

ZAP //
Por ZAP
23 Março, 2018

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176: Agência Espacial Europeia dá novo passo para lançar sistema mais preciso que o GPS

ESA

A Agência Espacial Europeia deu esta terça-feira um novo passo para concluir o inovador programa de navegação Galileo, que quer competir com o sistema GPS, dos Estados Unidos, com o lançamento com sucesso do foguete Ariane 5, que levou quatro satélites para o espaço.

Depois de o foguete ter partido da base especial de Kuru, na Guiana Francesa, com três minutos de atraso, a sequência prevista pela Agência Espacial Europeia (ESA) foi executada com normalidade. A separação dos satélites do foguete ocorreu perto da meia-noite desta terça-feira, no horário de Paris.

Com mais quatro, passam a 22 os satélites do Galileo em órbita. Para completar o programa, fica a faltar então o lançamento de outros quatro satélites, missão a ser realizada em 2018.

A operação representa um novo passo para que a ESA desenvolva um sistema de navegação mais preciso que o GPS. Segundo a agência, a margem de erro na localização de objecto equipado com um chip que receba o sinal da Galileo será inferior a 1 metro. Já o GPS tem uma precisão de 4 a 5 metros.

ZAP // EFE

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