3067: NASA encontrou açúcar em meteoritos que colidiram com Terra

CIÊNCIA

Poderá ter sido encontrada a prova de como tenha começado a vida na Terra. Queda de meteoritos teve lugar à biliões de anos

Foto NASA’s Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab

Foto NASA/Goddard/University of Arizona

Meteoritos que colidiram com a Terra há biliões de anos contêm açúcar, dizem os investigadores, dando força à ideia de que os asteróides podem manter alguns ingredientes vivos.

Uma equipa internacional de cientistas encontrou açúcares “bio-essenciais” em meteoritos, que também contêm outros compostos biologicamente importantes, de acordo com um comunicado de imprensa da NASA emitido esta terça-feira.

Num estudo publicado nesta segunda-feira pela Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos, os investigadores analisaram três meteoritos, incluindo um que aterrou na Austrália em 1969 há biliões de anos. Estudos anteriores também tentaram investigar os meteoros à procura de açúcar, mas, desta vez, os investigadores utilizaram um método de extracção diferente, utilizando ácido clorídrico e água, e descobriram açúcares como arabinose, xilose e sobretudo ribose.

A ribose desempenha um papel muito importante na biologia humana, pois existe nas moléculas de ARN (ácido ribonucleico) e transmite mensagens do ADN para ajudar a construir proteínas para o nosso corpo, de acordo com o comunicado de imprensa. “É notável que uma molécula tão frágil quanto a ribose possa ser detectada num material tão antigo”, afirmou um dos autores do estudo, Jason Dworkin.

A descoberta da ribose também sugere que o ARN evoluiu antes do ADN, o que dá aos cientistas uma ideia mais clara de como a vida poderá ter começado. “A investigação fornece a primeira prova directa de ribose no espaço e da entrega de açúcar à Terra”, disse o principal autor do estudo Yoshihiro Furukawa, da Universidade Tohoku do Japão, no comunicado de imprensa. “O açúcar extraterrestre pode ter contribuído para a formação de ARN na Terra prebiótica, o que possivelmente levou à origem da vida”, acrescentou.

Porém, também existe a possibilidade de que os meteoritos tenham sido contaminados pela vida na Terra, ou seja, de que o açúcar tivesse sido depositado neles já depois de terem aterrado no planeta. No entanto, os testes encontram provas de que essa possibilidade é improvável, sendo mais provável que o açúcar tenha vindo do espaço.

Diário de Notícias
DN
21 Novembro 2019 — 16:58

 

1337: Telescópio ALMA detecta açúcar na Nebulosa Pata de Gato

ESO
A nebulosa Pata de Gato fica na constelação de Escorpião, a cerca de 4.300 anos-luz da Terra.

Através dos seus receptores de maior frequência, o telescópio ALMA detestou 695 assinaturas de rádio para várias moléculas, incluindo açúcar simples, na direcção da formação estelar da Nebulosa Pata de Gato.

Tal como nota a Europa Press, estes são os primeiros resultados dos receptores do ALMA Band 10 (Atacama Large Millimeter / submillimeter Array), que foram desenvolvidos no Japão e garantem um futuro promissor no âmbito das observações de alta frequência. 

Da mesma forma que as diferentes estações de rádio na Terra emitem informações diferentes, as diferentes frequências de ondas de rádio vindas do Espaço estão carregadas com variadas informações sobre o ambiente e a composição química da sua origem.

Os receptores ALMA Band 10 (787 a 950 GHz) são a banda de frequência mais alta já conseguida. Esta tem sido uma banda de frequência difícil de observar, não só para o ALMA, que está localizado no Chile, mas também para outros radiotelescópios terrestres.

Brett McGuire, químico do Observatório Nacional de Radioastronomia em Charlottesville, no estado norte-americano da Virgínia, e a sua equipe observaram a NGC 6634I, uma nuvem de estrelas massivas, através dos novos receptores da nova “Banda Japonesa”. A NGC 6334I faz parte da Nebulosa Pata de Gato, localizada na constelação de Escorpião, a cerca de 4.300 anos-luz da Terra.

Esta nuvem estelar já tinha sido observada anteriormente nesta frequência pelo Observatório Espacial Herschel da Agência Espacial Europeia, mas tinha detectado um número muito menor de moléculas.

O Herschel detectou 65 linhas de emissão molecular, enquanto o ALMA foi capaz de identificar 695 – valor dez vezes superior. As moléculas agora detectadas na direcção da NGC 6334I incluem metanol, etanol, metilamina e glicolaldeído – a molécula mais simples associada ao açúcar.

De acordo com o novo estudo, agora publicado na Astrophysical Journal Letters, o glicolaldeído já tinha sido rastreado anteriormente noutras partes do Espaço, mas clareza da detecção do ALMA vem agora aumentar as expectativas sobre as observações com receptores de banda 10. A equipa espera que esta banda possa fornecer novas perspectivas sobre a distribuição destas e de outras moléculas.

// ZAP

Por ZAP
26 Novembro, 2018

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