1607: O Planeta Marte pode estar vulcanicamente activo

Kevin Gill / Flickr

O lago líquido em Marte pode ser uma evidência de que o Planeta Vermelho passou mais tempo vulcanicamente activo do que se imaginava.

No ano passado, obtivemos grandes notícias sobre o Planeta Vermelho, onde um grande lago de água em estado líquido teria sido encontrado debaixo do gelo localizado no pólo sul marciano. Com base nesta descoberta, um novo estudo examinou como isto teria ocorrido no local, concluindo que possivelmente há um aquecimento debaixo da superfície.

Para que isso ocorresse, Marte teria tido alguma actividade vulcânica recente, sendo que essa actividade pode ainda estar activa, de acordo com a publicação do portal American Geophysical Union.

Na ocasião, o lago com água líquida foi descoberto através da utilização de radares a bordo da sonda Mars Express, apontando que o lago líquido está a 1,5 quilómetros debaixo do gelo sólido e possui uma extensão de 20 quilómetros.

Além disso, é possível que um valor elevado de sódio, magnésio e sal de cálcio esteja a ser dissolvido no lago, mantendo o seu estado líquido a baixas temperaturas.

Contudo, o novo estudo sugere que somente o sal não pode ser o único responsável por este acontecimento e que deva haver alguma fonte de aquecimento que contribui para a formação do lago, assim como na Terra, onde a água em estado líquido debaixo de camadas de gelo é consequência do aquecimento gerado a partir do magma debaixo da crosta.

Diversas observações mostraram que Marte já foi vulcanicamente activo. Os investigadores calcularam que, para o lago com as dimensões apresentadas e até hoje no local, a actividade vulcânica em Marte deva estar presente há aproximadamente 300 mil anos.

“Isto insinuaria que ainda há um magma activo no processo de formação no interior de Marte e isto não é apenas um frio ou uma espécie de lugar morto, internamente”, afirma Ali Bransom, co-autor do estudo.

Os investigadores estão a trabalhar para determinar as condições necessárias para a existência de água no Planeta Vermelho. Caso a existência de água em Marte seja confirmada, isso poderá ajudar a reduzir os dispositivos que os astronautas precisariam utilizar em missões futuras, além de alterar as nossas expectativas sobre a possibilidade de vida extraterrestre em Marte ou em qualquer outro planeta.

Bransom acredita que, caso haja vida, os organismos estariam protegidos da radiação debaixo da superfície. Refere ainda que, se o processo magmático estiver activo, haverá uma probabilidade maior de encontrar água em Marte, ao invés de vida, entretanto, não exclui nenhuma possibilidade.

ZAP // Sputnik News

Por SN
18 Fevereiro, 2019

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1006: Há três furacões activos no Oceano Atlântico

(h) NASA / EPA
Os furacões Florence (E), Isaac (M) e Helene (D)

Os trópicos foram à loucura: neste momento, existem três furacões activos a girar ao mesmo tempo no Oceano Atlântico.

A imagem acima demonstrada foi capturada na manhã de segunda-feira e mostra a actividade dos três furacões: Florence, Isaac Helene. Neste momento, o furacão Florence é o que representa uma maior ameaça, tendo atingido recentemente a categoria 4 numa escala que vai até ao 5. Todos os furacões se formaram no domingo passado.

São mais de 3.000 quilómetros que separam os três furacões por isso, a única forma de os observar em simultâneo é a partir do espaço.

As imagens foram feitas pelo GOES 16, um satélite de última geração lançado no ano passado com a objectivo claro de melhorar as previsões sobre furacões. Como bónus, também fornece uma “visão do inferno” para o público em geral.

O GOES 16 também tem a capacidade de ampliar as imagens de furacões específicos, oferecendo close-ups belíssimos – e um pouco angustiantes.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA compartilhou recentemente o olho do furacão Florence. O turbilhão de nuvens em volta do centro do furacão é um sinal de que está a ganhar força como era esperado.

Riscos dos fenómenos naturais

Esta é a 11ª vez que três furacões estão activos em simultâneo no Atlântico. A última vez que o fenómeno se deu foi no ano passado, quando Irma, José e Maria atingiram a categoria de furacão ao mesmo tempo. As cicatrizes do Irma e Maria ainda estão visíveis nas Caraíbas e na Florida.

As previsões para Florence e Isaac também não são boas. Felizmente, o furação Helene – que deverá atingir o arquipélago dos Açores no sábado – pode desviar-se para o Atlântico central e não apresentar risco imediato para nenhum território.

Já o Florence é uma ameaça para a costa leste dos Estados Unidos, onde mais de um milhão de pessoas já foram retiradas devido ao risco de inundações. O furacão está a fortalecer-se rapidamente e pode atingir o Sudeste ou o Meio-Atlântico até quinta-feira, com um grande risco de tempestade. Há ainda possibilidade de cheias históricas.

Enquanto isso, Isaac dirige-se em direcção às Caraíbas e às Pequenas Antilhas. Embora seja um furacão de pequenas dimensões, ainda pode trazer chuvas e tempestades a várias ilhas dos Barbados até Antígua. Também Porto Rico está dentro do “cone” da tempestade, embora ainda muita coisa possa acontecer entre o dia de hoje e o fim de semana para alterar a sua trajectória.

NOOA, EUA

Escolha dos nomes dos furacões

Os furacões e os demais ciclones tropicais têm nomes próprios – e a escolha não é feita ao acaso. Utilizar nomes próprios, em vez de números ou termos técnicos, tem como principal objectivo evitar confusões e fazer com que seja mais fácil recordar estes fenómenos durante os alertas que vão sendo divulgados.

No entanto, e ao contrário do que muitas vezes se pensa, a lista dos nomes não está em nada relacionada com políticos ou homenagem às vítimas do desastre do Titanic nem tão pouco possui apenas nomes femininos, nota a BBC.

A lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) e o seu padrão tem sido usado noutras partes do mundo. Actualmente, estas listas são mantidas e actualizadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU com base em Genebra, na Suíça.

Todos os anos, as listas dos furacões são organizadas em ordem alfabética, alternando entre nomes masculinos e femininos. E os nomes das tempestades são diferentes variam de região em região.

Por exemplo, a de furacões e tempestades de 2017 no Atlântico passou por Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert e Harvey até chegar ao Irma, Jose e Katia – duas das tempestades que se tornaram furacões e atingiram a região logo de seguida.

No entanto, se estivéssemos na região do leste do Pacífico, estaríamos mais familiarizado com os nomes Adrian, Beatriz, Calvin, Dora, Eugene, Fernanda, Greg, Hilary, Irwin, Jova e Kenneth – ou seja, os nomes são adaptados às diferentes regiões.

Além disso, as listas são recicladas a cada seis anos, o que significaria que, em 2023, Harvey ou Irma poderão voltar a aparecer.

No entanto, os comités regionais da OMM reúnem anualmente para discutir quais as tempestades que foram especialmente devastadoras no ano anterior e, por isso, devem ter alguns nomes já “aposentados” – como deve ser o caso do Harvey e Irma.

Depois do Katrina ter feito mais de 2 mil mortos em Nova Orleães, nos Estados Unidos, em 2005, o nome deixou de ser utilizado.

De acordo com Koji Kuroiwa, chefe do programa de ciclones tropicais da OMM, o Exército americano foi o primeiro a utilizar nomes próprios em tempestades, ainda durante a Segunda Guerra Mundial.

“Preferiam escolher os nomes das suas namoradas, esposas ou mães. Naquela época, a maioria dos nomes era de mulheres”, explicou.

Por ZAP
13 Setembro, 2018

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574: Vulcão Kilauea provoca nuvem de gases ácidos e farpas de vidro

O vulcão Kilauea está a originar um novo perigo para a população da zona, devido às nuvens de gases ácidos, vapor e de partículas semelhantes ao vidro que estão a ser causadas pela chegada da lava ao Oceano Pacífico.

A Defesa Civil do condado do Hawai já alertou que a chegada da lava quente ao oceano pode contaminar o ar. Isto porque a interacção entre a lava e a água do oceano liberta uma nuvem tóxica, contendo uma mistura de gás de ácido clorídrico e de pequenas partículas de gás vulcânico.

Só o contacto breve com esta nuvem ácida causa “irritação dos pulmões, olhos e pele”, como avisa a Defesa Civil do município na sua página oficial.

A nuvem tóxica é “tão corrosiva quanto o ácido de bateria diluído“, referem cientistas ao The Guardian.

Estamos assim a falar de um novo perigo para a população da zona que está a ser aconselhada pelas autoridades a permanecer em casa, com as janelas fechadas.

Os boletins informativos também alertam que a saída de gás de dióxido de enxofre das fissuras no solo, abertas pelas erupções, quase triplicou nos últimos dias.

Desde que o vulcão Kilauea entrou em erupção, a 3 de Maio passado, mais de 1700 pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas e cerca de 40 estruturas, dezenas de casas e carros foram destruídos.

O Serviço Geológico dos EUA informa que a erupção de lava continua num nível moderado em vários locais, e nem os cientistas conseguem prever quando é que vai parar.

O vulcão causou o primeiro ferido grave no sábado, quando um jacto de lava atingiu a perna de um homem que estava na sua varanda no terceiro andar.

O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Hawai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

Situado a 1200 metros de altitude, o Kilauea é um dos mais activos no mundo e um dos cinco existentes naquele arquipélago norte-americano.

ZAP // Lusa

Por ZAP
22 Maio, 2018

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563: Quando para a actividade do vulcão Kilauea? Nem os cientistas sabem

(cv)

Cientistas afirmam desconhecer quando é que a actividade do vulcão Kilauea, no Estado norte-americano do Havai, irá parar, depois de ter entrado em erupção no início do mês.

Não temos forma de saber se isto é mesmo o início ou o caminho do fim desta erupção”, afirmou Tom Shea, especialista em vulcões na Universidade do Havai.

O Kilauea é um dos mais activos vulcões do mundo e até agora foram já retiradas 1.700 pessoas que ainda não foram autorizadas a regressar a casa.

O vulcão entrou em erupção a 3 de maio e desde então já foram registadas mais de 20 fissuras que estão a expelir lava. Até agora, 40 casas ou edifícios foram destruídos pela lava.

Junto à cratera, registaram-se durante vários dias dezenas de sismos, alguns de magnitude superior a 5 na escala de Richter. O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

O Kilauea, a 1.200 metros de altitude, é um dos mais activos no mundo e um dos cinco existentes no arquipélago norte-americano.

O turismo, uma das maiores indústrias locais, já registou perdas de cerca de quatro milhões de euros. Uma erupção em 1924 matou uma pessoa e projectou pedaços de rocha, cinza e poeira no ar durante 17 dias.

A cratera do vulcão Kilauea, no estado norte-americano do Havai, entrou novamente em erupção, projectando nuvens de cinza a mais de nove mil metros de altitude – mais alto do que o pico do Monte Everest.

O geofísico da U.S. Geological Survey, Mike Poland, confirmou a explosão, que ocorreu depois de mais de doze fissuras terem aberto a alguns quilómetros a leste da cratera e terem inundado de lava os bairros mais próximos. Todas essas áreas foram imediatamente evacuadas, mas a lava acabou por destruir 26 casas e 10 outras estruturas.

Este é o tipo de explosão que temíamos“, diz Poland, “e não vai ser a única, muito provavelmente vai ser seguida de eventos adicionais”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
19 Maio, 2018

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