3076: Gravam como “canta” a Terra quando é atingida por uma tempestade solar

CIÊNCIA

Pitris / Canva

Uma equipa internacional de cientistas registou a actividade electromagnética na magnetosfera da Terra, conseguindo transformá-la em som.

A magnetosfera é o campo magnético que é gerado pelo núcleo derretido da Terra que protege a vida do nosso planeta da forte radiação do vento solar.

Quanto mais forte é o vento solar a assolar a Terra, mais agudo é o seu “cantar”, explicam os cientistas que conduziram em investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Geophysical Research Letters.

Para capturar o som, explicar o portal Science Alert, os cientistas analisaram dados de seis tempestades solares na região espacial, onde partículas de vento solar colidem pela primeira vez contra a magnetosfera, criando ondas magneto-acústicas.

Os dados foram recolhidos por quatro dispositivos espaciais que orbitam a Terra no âmbito da missão Cluster da Agência Espacial Europeia.

No mesmo estudo, a equipa frisa que a magnetosfera nunca está em silêncio: há partículas e radiação sempre a fluir do Sol, produzindo assim ondas de baixa frequência quando o clima espacial está calmo.

No entanto, durante as tempestades solares, as ondas de frequência mais altas sobrepõem-se numa rede complexa, dando origem a um som agudo estridente. “É como se a tempestade estivesse a mudar de sintonia”, explicou o físico Lucile Turc, da Universidade de Helsínquia, na Finlândia.

Segundo os especialistas ouvidos pelo mesmo portal, estas mudanças propagam-se para a superfície da Terra em apenas alguns minutos e podem causar distúrbios geo-magnéticos, afectando, telecomunicações e os sistemas eléctricos e de navegação.

Actualmente, a equipa está a trabalhar para perceber como é que estas sobreposições complexas de ondas são geradas.

ZAP //

Por ZAP
23 Novembro, 2019

 

1759: Detectado um aumento das erupções no Sol. Estará a Terra em perigo?

As erupções solares são explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético. Como resultado, a actividade na superfície solar pode causar altos níveis de radiação no espaço sideral. Assim, esta radiação pode vir como partículas (plasma) ou radiação electromagnética (luz). Caso acontecesse uma avassaladora tempestade solar, poderia haver um resultado trágico para o Planeta Terra.

Os cientistas têm verificado que há um aumento significativo da actividade solar. O Sol está a queimar “combustível” do ciclo anterior, conforme deu a conhecer o Laboratório de Astronomia Radiológica da Academia de Ciências da Rússia.

Cientistas registam aumento de erupções no Sol

Segundo informações da instituição científica russa, há um crescimento brusco da actividade solar. Este comportamento está a ser observado desde o dia 20 de Março. Desta forma, os dados recebidos mostram alguma anormalidade relacionada com o fluxo de radiação de raios-X do Sol.

Entre 20 e 21 de Março, foram avistadas três erupções de classe C sem consequências significativas para a Terra. É a primeira vez em meses que o “índice da actividade de erupções” ultrapassa o nível amarelo, ou seja, ultrapassou 3,5 pontos numa escala de 10 pontos.

Referiu o Laboratório de Astronomia Radiológica da Academia de Ciências da Rússia.

Nos passados dias 20 e 21  de Março, os cientistas registaram uma erupção solar de classe C de 4,8 pontos. Segundo os especialistas, o 25.º ciclo da actividade solar ainda não começou. Assim, o Sol continua a queimar “combustível” do ciclo anterior — formam-se campo magnéticos em cima da superfície da estrela e são lançados para fora pelos fluxos de plasma com a energia excedente.

Conforme é notado pelos cientistas, é justamente esta energia que é queimada na forma de erupções (flashes). Há efectivamente um aumento visível da actividade solar nas imagens.

25.º ciclo da actividade solar pode ser mais fraco que o 24.º?

Os astrónomos esperam que o início do 25.º ciclo da actividade solar venha a acontecer nos pólos solares, e acrescentam que ainda não houve sinais do surgimento de novo ciclo.

É um mistério, porque os campos magnéticos do 24.º ciclo continuam no Sol, sete anos depois do ciclo ter atingido o seu máximo em 2012.

Referiram os cientistas russos.

Segundo alguns especialistas, o 24.º ciclo da actividade solar foi o mais fraco em 100 anos.

Poderá haver perigo para a Terra?

Tal como várias vezes já aconteceu, estas erupções solares intensas podem causar danos nos equipamentos espaciais. Contudo, estes danos podem ser mais extensos, desde danos nas naves, nos instrumentos dos satélites até às redes de energia no nosso planeta.

Durante os períodos de enfraquecimento do escudo magnético, que normalmente protege a Terra da radiação solar e cósmica, estes danos podem ser efectivamente mais sentidos.

Em 2011, a Academia Nacional de Ciências dos EUA calculou que a repetição de uma grande tempestade solar como a que atingiu o planeta em 1859 poderia levar a danos na ordem dos dois biliões de dólares, só em danos iniciais. Além disso, poderia levar uma década à recuperação das estruturas afectadas.


Imagem: Tesis

Fonte: RAS

pplware
24 Mar 2019

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