4364: Cientista sugere construir abrigos em Marte com polímeros de insectos e solo marciano

CIÊNCIA/MARTE

D Mitriy / Wikimedia

Um cientista da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura desenvolveu uma tecnologia à base de quitina que poderia ser utilizada para produzir ferramentas e abrigos marcianos.

Javier Fernandez e os seus colegas utilizaram substâncias químicas simples, mas que seriam adequadas para a construção das primeiras instalações marcianas com pouquíssima energia e sem equipamentos complexos.

Com a quitosana, substância derivada de quitina, e um mineral semelhante ao solo marciano, desenvolveram um material e utilizaram-nos para construir um primeiro modelo de habitat em Marte.

A equipa demonstrou que o material pode ser usado para criar ferramentas e abrigos resistentes. Os autores acreditam que esta será a chave para o desenvolvimento dos humanos como uma espécie interplanetária.

O material resultante “parece betão, mas muito mais leve”, disse Fernandez, em declarações à CNN. “Uma rocha muito leve.”

O material desenvolvido pode ser fabricado com facilidade e não utiliza a quitina por acaso: este é um dos polímeros orgânicos mais presentes no nosso planeta. A quitina é produzida e metabolizada por diversos organismos e compõe a parede celular de fungos, além de formar também os exoesqueletos de crustáceos e insectos.

O material inspirado na quitina foi criado originalmente para ecossistemas em ambientes urbanos e tem potencial com recursos tão escassos como é o caso de planetas ou satélites sem vida.

Assim, esta tecnologia é eficiente, poderia ser utilizada com requisitos simples de produção e seria bastante versátil em Marte.

Por fim, Fernandez ressalta que, ao contrário da percepção geral, os materiais sustentáveis não substituem polímeros sintéticos. São muito mais uma tecnologia que poderá representar avanços que não seriam possíveis com os componentes sintéticos.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica PLOS ONE.

Por ZAP
21 Setembro, 2020

 

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3695: Cientistas encontraram o local perfeito para abrigar astronautas em Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

gorodenkoff / Canva

Marte é um planeta hostil. Tendo perdido o seu campo magnético e a maior parte da sua atmosfera, a sua superfície é exposta a altos níveis de radiação cósmica que pode mesmo levar à morte. Agora, os cientistas dizem ter encontrado o local ideal para abrigar os primeiros astronautas que pousem em Marte.

A radiação cósmica é um dos principais desafios que os futuros colonos de Marte terão de ultrapassar. Na Terra, é a magnetosfera que nos protege dessa radiação, que pode penetrar tecidos e provocar doenças, podendo mesmo ser fatal. Porém, Marte é constantemente bombardeado com radiação.

De acordo com o LiveScience, uma equipa de cientistas planetários da Washington Academy of Sciences diz saber qual será a melhor forma de abrigar astronautas em pousem em Marte: construir assentamentos dentro de cavernas subterrâneas chamadas tubos de lava.

Encontrados em planetas sólidos e em luas, os tubos de lava formam-se quando os canais de lava arrefecem e e endurecem para formar rochas ígneas. Quando o fluxo de lava finalmente para e drena, é deixada para trás uma caverna subterrânea natural. Na Terra, esses tubos atingem cerca de 30 metros, mas, em Marte, onde há menos gravidade, podem ter até 250 metros de largura.

Para encontrar estes recantos subterrâneos em Marte, Antonio Paris e os seus colegas tiveram de vasculhar imagens das câmaras a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA em busca de pistas.

Antonio paris et. all

De acordo com um novo estudo, que será publicado na revista científica Journal of the Washington Academy of Sciences e está disponível no servidor de pré-publicação arXiv, os investigadores identificaram três candidatos a tubos de lava que poderiam servir como lar para futuros visitantes, além de um possível local para descobrir vida microbiana anterior em Marte.

Localizados na grande bacia de impacto de Hellas, no hemisfério sul de Marte, os tubos de lava ficam próximos da antiga montanha vulcânica Hadriacus Mons.

A radiação nesta região mais baixa de Marte já teve níveis consideravelmente inferiores ao resto da superfície do planeta. Além disso, experiências em tubos de lava na Terra sugerem que poderiam proteger de mais 82% da radiação recebida.

“Estas cavernas naturais forneceriam à tripulação protecção contra a exposição excessiva à radiação, protegeriam do bombardeamento de micro-meteoritos e proporcionariam um grau de protecção contra flutuações extremas de temperatura”, escreveram os autores.

Os tubos de lava já tinham sido sugeridos pelos cientistas como possíveis habitats na Lua.

A NASA não consegue explicar um enorme buraco em Marte

Uma fotografia capturada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter está a intrigar os cientistas. A imagem mostra camadas de dióxido de…

ZAP //

Por ZAP
16 Maio, 2020

 

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