5227: Cientistas encontraram abelha australiana que não era vista há 98 anos

CIÊNCIA/BIOLOGIA/ECOLOGIA

(dr) James Dorey
A abelha Pharohylaeus lactiferus

Uma espécie de abelha nativa das florestas tropicais do leste da Austrália foi encontrada pela primeira vez em 98 anos.

De acordo com o site IFLScience, trata-se da espécie Pharohylaeus lactiferus, abelha nativa do leste da Austrália que não era vista desde 1923. A descoberta foi feita por James Dorey, entomologista e estudante de doutoramento na Universidade Flinders.

O investigador, que também é fotógrafo, propôs-se a fotografar pelo menos um membro de cada género de abelha australiana (pensa-se que são 63). Por isso, se ia incluir o Pharohylaeus neste compromisso, “teria de encontrar a lactiferus“, contou ao mesmo site.

Foi durante a sua jornada pelas florestas tropicais de Queensland e de Nova Gales do Sul que encontrou esta espécie que já se pensava extinta. A descoberta foi documentada no estudo publicado, a 25 de Fevereiro, na revista científica Journal of Hymenoptera Research.

“Isto é preocupante porque é a única espécie australiana do género Pharohylaeus [a única outra espécie vive na Nova Guiné] e não se sabia quase nada sobre a sua biologia”, disse Dorey, citado pelo jornal britânico The Independent.

O entomologista alertou que a chave para salvar esta abelha nativa é preservar o seu habitat, que tem sido colocado sob grande pressão devido a factores como o aquecimento global e os incêndios florestais.

O estudo também alerta que esta espécie é ainda mais vulnerável, pois parece preferir flores muito específicas, para além de só ter sido encontrada perto de florestas tropicais ou subtropicais.

“Três populações da P. lactiferus foram encontradas através de uma pequena amostragem que visita as suas espécies de plantas favoritas ao longo de grande parte da costa leste australiana, o que sugere isolamento populacional”, acrescentou.

“Se queremos compreender e proteger estas maravilhosas espécies australianas, temos mesmo de aumentar os nossos esforços de monitorização e conservação”, concluiu.

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Por ZAP
1 Março, 2021