2559: Astrónomos intrigados com estranho asteróide que muda de cor e age como um cometa

Segundo o comunicado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi captado um asteróide estranho. De acordo com os astrónomos, este corpo celeste muda de cor do vermelho para azul no espectro próximo ao infravermelho.

Este astro tem uma órbita entre Marte e Júpiter e a sua condição está a deixar os astrónomos intrigados.

Asteróide muda de vermelho para azul e confunde-se com um cometa

O evento captado tornou-se assim no primeiro fenómeno deste tipo observado em tempo real. Conforme informações, cientistas do MIT acham que o comportamento estranho do asteróide pode ser causado pela sua rotação muito rápida ejectando camadas de poeira da sua superfície para o espaço.

Este astro peculiar, baptizado de 6487 Gault, está localizado dentro do cinturão de asteróides entre as órbitas de Marte e de Júpiter. O comportamento do asteróide anteriormente tinha sido associado com o dos cometas, que deixam dois rastros de poeira na passagem.

Descoberta foi uma grande surpresa

Os investigadores descreveram tal desenvolvimento como uma “grande surpresa”. Segundo Michael Marsset, especialista do Departamento de Estudos Terrestres, Atmosféricos e Planetários do MIT, a equipa de cientistas julga que “testemunhou o asteróide a perder a sua poeira avermelhada no espaço”.

Desse modo, os cientistas agora julgam estar a observar “as camadas subjacentes, frescas e azuis”.

Os astrónomos entendem que tal mudança de cor e actividade semelhante à de um cometa podem ser provocadas pelo facto deste astro ter a “rotação rápida sendo o suficiente para despir camadas de poeira da sua superfície, graças à força centrifuga”.

Conforme foi dado a conhecer, os cientistas pretendem agora estudar o asteróide. A ideia é obter mais pistas sobre a actividade, quando este aparecer no céu da próxima vez.

Imagem: MT
Fonte: MIT

pplware
01 Set 2019

 

1792: Telescópio espacial Hubble captou um asteróide bizarro a auto destruir-se

NASA / ESA / University of Hawaii / European Southern Observatory
Asteróide 6478 Gault com duas caudas de detritos semelhantes a cometas que sugerem que a rocha espacial é autodestrutiva

O Telescópio Hubble, da NASA, captou imagens de uma rocha espacial que está, literalmente, a desfazer-se no Espaço.

O icónico telescópio espacial, da agência norte-americana NASA, está no Espaço com o objectivo de obter fotografias de elementos da nossa galáxia para, posteriormente, transmitir dados para a Terra, de modo a oferecer aos cientistas imagens fidedignas que os possam ajudar a ter uma noção do que acontece no cosmos.

Recentemente, o asteróide 6478 Gault foi apanhado em flagrante num processo de desintegração, uma imagem rara e impressionante que apanhou os cientistas de surpresa.

Segundo o ScienceAlert, este asteróide foi descoberto em 1988 e, desde então, mantinha-se estável, medindo os seus quatro quilómetros de largura e sem apresentar qualquer ramificação que pudesse representar uma ameaça ao planetas Marte e Júpiter.

Em Novembro do ano passado, o asteróide iniciou um processo de expansão, e em Janeiro surgiu uma grande cauda de poeira, tradicionalmente observada em cometas. Além de surpreendidos, os cientistas ficaram cada vez mais atentos a esta evolução inesperada.

Na sequência desta observação, foram realizados vários estudos aprofundados com o intuito de explicar o fenómeno. Uma das explicações incluía a possibilidade de colisão com qualquer outro objeto espacial que tenha passado próximo do 6478 Gault.

Mas a possibilidade foi descartada depois de os cientistas terem percebido que os asteróide estava, afinal, a iniciar o seu processo de deterioração, uma situação que é bastante rara de acontecer.

“Asteróides activos e instáveis, como o Gault, só agora começam a ser detectados pelos novos telescópios, o que significa que asteróides como este, que se estão a portar mal, nunca mais conseguirão escapar da nossa detecção”, afirmou Olivier Hainaut, do European Southern Observatory (ESO). Hainaut e os seus colegas apresentaram recentemente um estudo sobre a descoberta na Astrophysical Journal Letters.

No cinturão de asteróides existem cerca de 800 mil objectos conhecidos, e os cientistas atribuem ao estado frágil do 6478 Gault o chamado Efeito Yarkovsky-O-Keefe-Radzievskii-Paddack (YORP), que dita que a radiação electromagnética do Sol interage com pequenos objectos no Sistema Solar – como este asteróide, por exemplo -, fazendo com que eles girem cada vez mais rapidamente, tornando-os instáveis.

“O asteróide poderia estar à beira da instabilidade há 10 milhões de anos. Uma pequena perturbação, como um leve impacto de uma pedra, pode ter desencadeado as recentes explosões”, explica Jan Klevna, principal autor do estudo.

Os cientistas adiantaram ainda que as caudas do Gault vão começar a desaparecer nos próximos meses, quando a poeira se dispersar pelo Espaço.

ZAP //

Por ZAP
2 Abril, 2019

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