3154: NASA gravou acidentalmente a explosão de um cometa a aproximar-se do Sol

CIÊNCIA

Rolando Ligustri / phys.org

Astrónomos usaram dados do telescópio espacial TESS para estudar a explosão de um cometa durante a sua aproximação ao Sol.

A investigação resultou num artigo publicado em Novembro na revista científica Astrophysical Journal Letters. Foi a primeira vez que a humanidade conseguiu imagens tão claras de um evento deste género.

O cometa em questão é o 46P/Wirtanen, que teve o ponto de maior aproximação com a Terra em 16 de Dezembro do ano passado. A explosão de gás e poeira captada pelo TESS, entretanto, começou em 26 de Setembro, dissipando-se durante os 20 dias seguintes.

A explosão começou com um brilho forte e aconteceu em duas fases. O primeiro episódio durou cerca de uma hora e foi seguido por outro mais gradual, que foi aumentando a intensidade durante 8 horas. Os investigadores acreditam que a segunda fase pode ter ocorrido pelo espalhamento gradual da poeira, que aumentou a intensidade do brilho.

NASA @NASA

Boom: the most detailed observation of the formation & dissipation of a naturally-occurring comet outburst. @UofMaryland astronomers used @NASA_TESS data to capture a clear start-to-finish image sequence of the explosive emission of dust, ice & gases. https://go.nasa.gov/2RoOb95 

Após a explosão, de acordo com o CanalTech, o 46P/Wirtanen ficou praticamente indetectável durante duas semanas. Imagens do TESS são captadas a cada 30 minutos, o que permitiu aos astrónomos analisar cada fase da explosão com bastante detalhe.

“Com imagens frequentes num período de 20 dias, pudemos avaliar as mudanças de brilho com muita facilidade”, explicou Tony Farnham, autor principal do estudo, em comunicado. “Não conseguimos prever quando um cometa vai explodir. Mas mesmo que, de alguma forma, pudéssemos agendar essas observações, não poderíamos ter acertado melhor no tempo. A explosão aconteceu poucos dias depois de as observações começarem”.

Os cometas viajam pelo Sistema Solar geralmente acompanhados de um pouco de evaporação do gelo no seu núcleo. Conforme se aproximam do Sol, os gases aumentam, formando uma atmosfera difusa chamada “coma”. Essa actividade pode ser intensificada pela explosão espontânea de uma área da superfície.

Ainda não se sabe o que pode causar estas explosões, mas as imagens do TESS são o primeiro passo para compreendermos estes eventos, que até são comuns. Sabe-se que está relacionado com a actividade na superfície do cometa, mas o gatilho que faz com que uma gigantesca nuvem de gás e poeira se espalhe rapidamente é desconhecido.

De acordo com cálculos estimados dos cientistas, o cometa 46P/Wirtanen soltou cerca de um milhão de quilogramas de massa durante a explosão, o que pode ter criado uma cratera de aproximadamente 20 metros de diâmetro na sua superfície.

O Cometa 46P/Wirtanen foi descoberto em Janeiro de 1948 pelo astrónomo norte-americano Carl Wirtanen, e é um dos poucos cometas que são, às vezes, visíveis a olho nu – fica tão brilhante como uma estrela fraca.

ZAP //

Por ZAP
7 Dezembro, 2019

spacenews

 

1410: Um cometa verde vai passar pela Terra na segunda-feira (e qualquer pessoa vai poder vê-lo)

Pepe Manteca / Flickr

A cada 5,4 anos, o cometa 46P/Wirtanen orbita o Sol, passando pelos céus da Terra durante o caminho. Este ano, a sua visita é este mês.

Geralmente, o cometa 46P/Wirtanen está demasiado longe para o podermos ver. Mas, desta vez, o corpo celeste vai fazer a sua maior aproximação em 70 anos – passando a uma distância de 11,6 milhões de quilómetros, isto é, 30 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Está previsto que o cometa faça a sua maior aproximação ao Sol no dia 12, quarta-feira, e à Terra no dia 17, próxima segunda-feira. Já é possível vê-lo com um telescópio.

O Cometa 46P/Wirtanen foi descoberto em Janeiro de 1948 pelo astrónomo norte-americano Carl Wirtanen, e é um dos poucos cometas que são, às vezes, visíveis a olho nu – fica tão brilhante como uma estrela fraca.

Ainda não se sabe se vai ser suficientemente brilhante para ser visível a olho nu desta vez. Mas certamente será visível com binóculos. Como acontece com todas as estrelas, será possível ver melhor em locais sem poluição luminosa.

A cauda do cometa aponta para o lado contrário da Terra, por isso, a maior parte do tempo, esta parte não será visível. No entanto, pode aparecer entre dia 13 e 14. “Existe a possibilidade de observar uma cauda de poeira, quando a Terra atravessa o plano orbital do cometa”, escreve o site australiano Southern Comets.

Como muitos outros cometas, como Lovejoy e Machholz, vai brilhar com luz verde. Isto ocorre porque o coma – a nuvem de partículas em redor do núcleo – contém cianogénio e carbono diatómico, que brilham com cor verde quando ionizados pela luz solar.

Cometas movem-se por isso a sua posição vai mudar no céu nocturno. O Time and Date tem um prático mapa nocturno interactivo no seu site, que permite localizar o cometa, seja no hemisfério Norte ou Sul.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
13 Dezembro, 2018

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