573: DESCOBERTO O PRIMEIRO IMIGRANTE INTERESTELAR NO SISTEMA SOLAR

Imagens do asteróide 2015 BZ509 obtidas pelo LBTO (Large Binocular Telescope Observatory) que estabeleceu a sua natureza co-orbital retrógrada. As estrelas brilhantes e o asteróide (no círculo amarelo) aparecem escuros e o céu branco nesta imagem negativa.
Crédito: C. Veillet/LBTO

Um novo estudo descobriu o primeiro imigrante permanente conhecido no nosso Sistema Solar. O asteróide, actualmente aninhado na órbita de Júpiter, é o primeiro asteróide conhecido a ser capturado de outro sistema estelar. O trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.

O objecto conhecido como ‘Oumuamua foi o último visitante interestelar a chegar às manchetes em 2017. No entanto, era apenas um turista passageiro, enquanto este ex-exoasteróide – a quem deram o nome cativante (514107) 2015 BZ509 – é um residente de longa duração.

Todos os planetas do nosso Sistema Solar, e a grande maioria dos outros objectos, viajam em redor do Sol na mesma direcção. No entanto, 2015 BZ509 é diferente – ele move-se na direcção oposta, no que é conhecido como órbita “retrógrada”.

“A razão pela qual este asteróide ficou a mover-se desta maneira, enquanto partilhava a órbita de Júpiter, tem sido um mistério até agora,” explica o Dr. Fathi Namouni, autor principal do estudo. “Se 2015 BZ509 fosse nativo ao nosso Sistema Solar, deveria ter a mesma direcção original tal como todos os outros planetas e asteróides, herdada da nuvem de gás e poeira que os formou.”

No entanto, a equipa realizou simulações para traçar a localização de 2015 BZ509 até ao nascimento do nosso Sistema Solar, há 4,5 mil milhões de anos, quando a era da formação planetária terminou. Estas mostram que 2015 BZ509 sempre se moveu desta forma e por isso não poderia ter aí estado originalmente. Portanto, deve ter sido capturado de outro sistema.

“A imigração de asteróides de outros sistemas estelares ocorre porque o Sol inicialmente se formou num aglomerado estelar, onde cada estrela tinha o seu próprio sistema de planetas e asteróides,” comenta a Dra. Helena Morais, que também integra a equipa.

“A proximidade das estrelas, ajudada pelas forças gravitacionais dos planetas, ajuda estes sistemas a atraírem-se, a remover e a capturar asteróides uns dos outros.”

A descoberta do primeiro imigrante asteróide permanente no Sistema Solar tem implicações importantes para os problemas em aberto da formação planetária, da evolução do Sistema Solar e, possivelmente, da origem da própria vida.

Entender exactamente quando e como 2015 BZ509 se estabeleceu no Sistema Solar fornece pistas sobre o berçário estelar original do Sol e sobre o potencial enriquecimento do nosso ambiente inicial com os componentes necessários para o surgimento da vida na Terra.

Astronomia On-line
22 de Maio de 2018

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569: Há um objecto que não devia estar no nosso Sistema Solar

O “2015 BZ509” está “aninhado” na órbita de Júpiter | NASA

O “2015 BZ509” está na órbita de Júpiter e transita num direcção oposta à dos planetas e da maioria dos outros corpos celestes do Sistema Solar

Cientistas descobriram o primeiro asteróide extra-solar que se fixou no Sistema Solar, na órbita de Júpiter, revela um estudo publicado esta segunda-feira.

O “2015 BZ509”, com origem fora do sistema solar, está ‘aninhado’ na órbita de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

Para os investigadores, perceber exactamente como o asteróide se fixou no Sistema Solar, em vez de o atravessar e seguir na sua trajectória, poderá fornecer novas pistas sobre a formação dos planetas, a evolução do próprio Sistema Solar e a possível origem da vida.

Ao contrário dos planetas do Sistema Solar e da maioria dos outros corpos celestes, que orbitam o Sol na mesma direcção, o “2015 BZ509” transita na direcção oposta, tem o que se chama ‘órbita retrógrada’, o que pode explicar a sua origem.

Segundo os autores do estudo, a proximidade das estrelas, ‘auxiliada’ pelas forças gravitacionais dos planetas, ajuda os sistemas estelares “a atraírem, a removerem e a capturarem asteróides uns dos outros”, refere uma nota da Royal Astronomical Society.

O estudo foi divulgado na publicação Monthly Notices, da Royal Astronomical Society.

Diário de Notícias
21 DE MAIO DE 2018 13:22
DN/Lusa

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