3842: A mais longa cauda de um cometa estendeu-se por mais de mil milhões de quilómetros

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(CC0/PD) Buddy_Nath / Pixabay

Uma equipa de cientistas detectou a cauda de cometa mais longa alguma vez observada, com um comprimento superior a mil milhões de quilómetros.

As descobertas da sonda Cassini, da NASA, revelaram um cometa com uma cauda que se estendia mais de sete vezes a distância entre a Terra e o Sol, um comprimento superior a mil milhões de quilómetros.

Para fazer esta descoberta, os astrónomos tiveram de analisar dados de há quase 20 anos. Em 2002, a sonda Cassini detectou um número crescente de protões enquanto viajava entre as órbitas de Júpiter e Saturno.

Os cientistas não encontraram uma justificação para este fenómeno, mas Geraint Jones, da University College London, suspeita que estes protões são provenientes da cauda ionizada do cometa 153P/Ikeya-Zhang.

Segundo o New Scientist, as interacções entre o Sol e um cometa em órbita podem fazer com que o corpo solte dois tipos de cauda. A mais conhecida é a cauda de poeira, produzida à medida que a radiação solar derrete o núcleo do cometa, deixando um rasto de poeira e gás preso na chamada “bola de neve suja”.

Há ainda a causa de iões, formada quando a radiação ioniza o gás neutro no núcleo do cometa. Neste caso, os protões removidos do hidrogénio durante a ionização podem ter sido transportados pelo vento solar na direcção de Cassini.

Apesar do impressionante comprimento da cauda do 153P/Ikeya-Zhang, é importante ressalvar que as sondas espaciais raramente se cruzam com as caudas dos cometas. O artigo científico está disponível para consulta no arXiv.

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Por ZAP
15 Junho, 2020

 

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