3766: Júpiter é tão grande que o nosso Sistema Solar quase teve dois sóis

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/JÚPITER

NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS
Imagem de Júpiter captada pela sonda Juno da NASA.

O nosso Sistema Solar tem apenas uma estrela e uma série de planetas relativamente pequenos. No entanto, Júpiter esteve muito perto de se tornar o irmão mais pequeno do Sol.

Júpiter é, de longe, o maior planeta do Sistema Solar. Este corpo celeste é tão grande que esteve muito perto de se tornar uma estrela.

Segundo escreve o astrónomo Paul Sutter, num artigo assinado no Universe Today, se Júpiter fosse 20 vezes maior do que é, seria suficientemente pesado para que a pressão e a temperatura do núcleo fossem suficientemente altas para inflamar a fusão nuclear e dar início a um Júpiter “a caminho do estrelato”.

“O material que formou o nosso Sistema Solar uniu-se para formar os planetas, e a maior parte acabou em Júpiter, que sofreu um crescimento exponencial descontrolado.” O cientista explica ainda que, apesar de 20 vezes parecer muito, a verdade é que, no mundo da astronomia, “isso equivale a um amendoim”.

Se nosso Sistema Solar fosse um pouco diferente, Júpiter, o planeta gigante composto principalmente por hidrogénio, “teria acabado a ascender e a iluminar como e fosse um segundo Sol”.

Apesar de esse cenário não descartar, necessariamente, a formação de planetas, tornaria a vida na Terra muito mais improvável, uma vez que os planetas que orbitam em sistemas binários quase nunca atingem o ponto ideal de temperatura necessário para impedir a água de evaporar ou, pelo contrário, de congelar.

Por cá, na Terra, “agradecemos a Júpiter por ser tal como é”, remata Sutter.

ZAP //

Por ZAP
1 Junho, 2020

 

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3765: Northolt Branch Observatories

=== May NEO Confirmations ===

In May we helped to confirm seven new near-Earth Asteroids.

Three were found by the Catalina Sky Survey, three by ATLAS, and one was discovered by Pan-STARRS 1.

Of the seven, six were Apollo-type asteroids, with the other being an Amor. None were classified as a potentially hazardous asteroid (PHA).

===

• Nearest miss: 2020 KV5 made a close approach to the Earth on May 22nd at a distance of 852,000km (0.0057au)

• Smallest: 2020 JY1 24-55 metres

• Largest: 2020 KQ5 276-618 metres

• Faintest object: 2020 JY1 at mag +19.5

• Interesting Objects: 2020 KQ5 is moving in an eccentric, comet-like orbit that crosses the orbits of five planets (Mercury, Venus, Earth, Mars and Jupiter).

It is an Apollo-type asteroid with a diameter of 10-22 metres, was just 372,000 km away when we last observed it on May 29th, shortly after its closest approach at 369,000 km.

*Orbital diagram courtesy of: Catalina Sky Survey. D. Rankin*

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

=== Que NEO Confirmações ===

Em Maio ajudámos a confirmar sete novos asteróides perto da Terra.

Três foram encontrados pela Catalina Sky Survey, três pelo ATLAS, e um foi descoberto por Pan-STARRS 1.

Dos sete, seis eram asteróides do tipo Apolo, com o outro sendo um Amor. Nenhum foi classificado como um asteróide potencialmente perigoso (PHA).

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• Miss mais próxima: 2020 KV5 fez uma aproximação próxima da Terra no dia 22 de maio a uma distância de 852,000 km (0.0057 au)

• Pequeno: 2020 JY1 24-55 metros

• Maior: 2020 KQ5 276-618 metros

• Objecto mais fraco: 2020 JY1 na Mag + 19.5

• Objectos interessantes: 2020 KQ5 está se movendo em uma órbita excêntrica, semelhante a cometa que atravessa as órbitas de cinco planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte e Júpiter).

É um asteróide tipo Apollo com um diâmetro de 10-22 metros, estava apenas a 372,000 km de distância quando o observámos pela última vez no dia 29 de maio, pouco depois de sua aproximação mais próxima a 369,000 km.

* Diagrama orbital cortesia de: Catalina Sky Survey. D. Rankin *

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

 

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3764: Nem o mar profundo se safa das alterações climáticas

CIÊNCIA/CLIMA

(dr) Schmidt Ocean Institute

Um novo estudo mostra que as alterações climáticas já estão a bater à porta do mar profundo, e os seus habitantes poderão em breve estar em perigo.

De acordo com o site IFLScience, a equipa de cientistas analisou como é que as alterações climáticas estão projectadas para afectar a biodiversidade do mar profundo. Enquanto descobriram que a água da superfície está a aquecer significativamente mais depressa, o fundo do oceano já foi afectado por este aquecimento e os seus habitantes sofrerão mudanças drásticas em breve.

“Utilizámos uma métrica conhecida como velocidade climática, que define a provável velocidade e direcção em que uma espécie muda conforme o oceano aquece”, explica em comunicado Isaac Brito-Morales, biólogo marinho e estudante de doutoramento da Universidade de Queensland, na Austrália.

“Calculámos a velocidade climática em todo o oceano nos últimos 50 anos e, depois, no resto deste século, usando dados de 11 modelos climáticos”, acrescenta o investigador, cujo estudo foi publicado, esta segunda-feira, na revista científica Nature Climate Change.

Os resultados da pesquisa sugerem que as velocidades médias globais do clima nas camadas mais escuras e profundas do oceano, acima de mil metros, foram aceleradas quase quatro vezes mais rápido do que na superfície na segunda metade do século XX.

E as coisas só devem piorar nas próximas décadas. Na zona mesopelágica — que se estende dos 200 aos mil metros de profundidade abaixo da superfície do oceano —, projecta-se que as velocidades climáticas sejam aceleradas quatro a 11 vezes mais, do que actualmente na superfície, até ao final deste século.

Se estes dados estiverem correctos, aponta o mesmo site, isto terá um enorme efeito indirecto em todos os oceanos, já que a zona mesopelágica é o lar de uma grande variedade de pequenos peixes que suportam animais maiores como, por exemplo, o atum e a lula.

As mudanças nas velocidades climáticas são mais severas no mar profundo, uma vez que, geralmente, a temperatura é bastante uniforme e constante em comparação com as águas superficiais, que suportam o peso da maioria das mudanças atmosféricas que ocorrem acima da superfície. No entanto, mesmo pequenas mudanças nas profundezas podem perturbar o ecossistema mais amplo.

ZAP //

Por ZAP
31 Maio, 2020

 

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