3719: Northolt Branch Observatories

2020hvp is a type Ib supernova in the spiral galaxy NGC 6118, located about 83 million light-years from Earth in the direction of the constellation Serpens. It was discovered on April 21st at ATLAS, and it reached a brightness of +14.6 mag in early May. Now it is fading. Last night, we observed it at +16.1 mag.

2020hvp is the second supernova found in this galaxy. The first was 2004dk, discovered in August 2004, which incidentally was also of the type Ib.

See also:
https://en.wikipedia.org/wiki/NGC_6118
https://en.wikipedia.org/wiki/Type_Ib_and_Ic_supernovae

2020 pvp é uma super-nova do tipo Ib na galáxia espiral NGC 6118, localizada na direcção da constelação de Serpens. Este asteroide foi descoberto no dia 21 de Abril no ATLAS e atingiu um brilho de + 14.6 mag no início de Maio. Agora está a desaparecer. Ontem à noite, observámo-lo em + 16.1 Mag.

2020 pvh é a segunda super-nova encontrada nesta galáxia. O primeiro foi 2004 dk, descoberto em Agosto de 2004, que, aliás, também era do tipo Ib.

Ver também:
https://en.wikipedia.org/wiki/NGC_6118
https://en.wikipedia.org/wiki/Type_Ib_and_Ic_supernovae

 

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3718: Descoberto novo “primo” do T-rex, desdentado e de pescoço comprido

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Ruairidh Duncan

Uma nova espécie de dinossauro da família do T-rex foi descoberta na Austrália. Os paleontólogos acreditam que o dinossauro perdia os dentes à medida que ia envelhecendo.

Uma equipa de paleontólogos descobriu, na Austrália, uma nova espécie de dinossauro da mesma família do famoso Tyrannosaurus rex e do Velociraptor. A criatura tinha algumas características diferentes do T-rex, já que não tinha dentes, tinha um longo pescoço e uma dieta incomum.

Pelo que os cientistas apuraram, apenas os espécimes mais jovens tinham dentes. À medida que cresciam, iam perdendo a dentição, deixando-os com um bico pontiagudo. Isto sugere que seriam carnívoros quando eram jovens, mas evoluiriam para uma dieta mais vegetariana conforme iam envelhecendo.

“Estes são alguns dos dinossauros terópodes mais intrigantes, como são conhecidos por estes poucos fósseis”, disse ao The Guardian Steve Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo, que não participou no estudo. “Eles parecem ter sido terópodes levemente construídos, de corrida rápida e pescoço longo, que trocavam a dieta carnívora dos seus ancestrais e tornavam-se omnívoros”.

Com apenas dois metros, o dinossauro tinha algumas características comuns à sua família. Andava sobre duas penas, tinha dois pequenos braços e poderia até ter penas, escreve o New Atlas.

Sem ainda ter um nome oficial para a espécie, os especialistas baptizaram o espécime de “Eric”, em honra ao local onde foi descoberto: Eric the Red West, em Vitória, na Austrália.

A equipa de paleontólogos identificou esta nova espécie através de um único osso do pescoço de Eric, descoberto em 2015. Isto leva a que os especialistas não estejam seguros em relação às conclusões retiradas. O osso tinha apenas 5 centímetros de comprimento e pensava-se pertencer a um pterossauro.

“As vértebras do pescoço dos pterossauros são muito distintivas”, explica Adele Pentland, autora do estudo publicado este mês na revista científica Gondwana Research. “Em todos os pterossauros conhecidos, o corpo da vértebra possui uma cavidade na extremidade da cabeça e uma bola na extremidade do corpo. Esta vértebra tinha cavidades nas duas extremidades, portanto não poderia ser de um pterossauro”.

ZAP //

Por ZAP
20 Maio, 2020

 

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3717: Descoberta a “casa” dos misteriosos neutrinos de alta energia detectados na Antárctida

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Felipe Pedreros / IceCube / NSF

No início do ano, foram detectados neutrinos de alta energia na Antárctida. Agora, uma equipa de investigadores pode ter descoberto de onde vieram.

Os neutrinos são partículas misteriosos e evasivas: têm uma massa minúscula, sem carga eléctrica e interagem raramente com outra matéria. Além disso, são extremamente comuns. A qualquer momento, cerca de 100 mil milhões de neutrinos estão a fluir por cada centímetro quadrado do seu corpo. Os neutrinos foram produzidos pelo Big Bang e ainda estão a ser produzidos por tudo, desde estrelas a super-novas.

De acordo com o Universe Today, um dos mistérios mais recente começou quando alguns neutrinos foram detectados pela ANtarctic Impulsive Transient Antenna (ANITA). Ao contrário da maioria dos detectores de neutrinos que são grandes e sensíveis, o ANITA é um detector de rádio suspenso por um balão que só consegue detectar neutrinos de alta energia quando atingem o gelo antárctico para criar uma explosão de luz de rádio.

No início deste ano, a ANITA detectou sinais estranhos que pareciam ser desencadeados por neutrinos de energia extremamente alta – tão alta que pareciam desafiar o modelo padrão da física de partículas.

Os neutrinos de alta energia também foram detectados pelo detector de neutrinos IceCube na Antárctida, apesar de não serem tão energéticos como detectados pela ANITA.

Recentemente, uma equipa de investigadores analisou uma fonte possível para estes estranhos neutrinos: os buracos negros super-massivos dos quasares.

Buracos negros super-massivos são potências gravitacionais. Quando o gás quente em seu redor é comprimido pela gravidade e pelos campos electromagnéticos, pode emitir enormes quantidades de energia, incluindo neutrinos de alta energia.

A equipa comparou quatro dezenas de detecções de neutrinos no IceCube com observações de rádio do radiotelescópio russo RATAN-600 e descobriram que os neutrinos eram detectados quando um quasar experimentava um surto de rádio.

A explicação mais provável é que, quando os quasares são particularmente activos, são produzidos surtos de raios gama dentro da explosão do rádio. Os raios gama colidem com os átomos circundantes, desencadeando uma explosão de neutrinos.

Como os neutrinos viajam quase à velocidade da luz, chegam à Terra ao mesmo tempo da explosão de rádio.

Cientistas têm uma nova forma de detectar os esquivos e indescritíveis neutrinos

Uma equipa de cientistas da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, acaba de apresentar um novo procedimento que pode ajudar…

Segundo o ScienceAlert, este é apenas um estudo inicial e resolve parte do mistério dos neutrinos de alta energia.

Apesar de sabermos a forma como os neutrinos podem ser produzidos, a origem dos neutrinos mais energéticos permanece um mistério.

ZAP //

Por ZAP
20 Maio, 2020

 

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3716: Qual é probabilidade de haver vida inteligente noutro planeta? Um cientista tem a resposta

CIÊNCIA/ESPAÇO

(CC0/PD) jordygoovaerts0 / pixabay

O cientista David Kipping recorreu a uma técnica estatística para aferir a probabilidade de haver vida inteligente noutro planeta que não a Terra.

Há vida e inteligência noutro planeta para além da Terra? Esta é uma pergunta à qual ninguém pode dar uma resposta. Desde a antiguidade que o ser humano se questiona se está sozinho no Universo e, cada vez mais, esta é uma pergunta que nos gera curiosidade.

Os registos geológicos mostram que a vida no nosso planeta começou relativamente rápido, assim que se reuniram condições que a suportassem. Mas, apesar de saber quando é que a vida apareceu pela primeira vez a Terra, os cientistas não entendem como é que ela apareceu. Saber responder a isto permitiria procurar com mais critério nova vida fora do nosso planeta.

Num estudo publicado esta terça-feira na revista científica Proceeding of the National Academy of Sciences, o cientista David Kipping mostra como uma técnica estatística chamada inferência Bayesiana pode revelar como é que a vida extraterrestre complexa pode evoluir noutros planetas.

“O rápido surgimento da vida e a evolução tardia da humanidade, no contexto da linha do tempo da Evolução, são certamente sugestivos”, disse Kipping, citado pelo Phys. “Mas neste estudo, é possível quantificar o que os factos nos dizem“.

Kipping usou a cronologia das primeiras evidências de vida e evolução da humanidade e questionou-se quantas vezes esperaríamos que a vida e inteligência reemergissem se a história da Terra se repetisse.

Para tal, definiu quatro hipóteses possíveis: a vida é comum e frequentemente desenvolve inteligência; a vida é rara, mas frequentemente desenvolve inteligência; a vida é comum e raramente desenvolve inteligência; e a vida é rara e raramente desenvolve inteligência. A partir daqui, pôs a inferência Bayesiana em acção.

“A técnica é semelhante às odds de apostas”, disse Kipping. “Ela incentiva o teste repetido de novas evidências contra a sua posição, em essência num ciclo de feedback positivo para refinar as suas estimativas de probabilidade de um evento”.

A análise baseia-se em evidências de que a vida surgiu num espaço de tempo de 300 milhões de anos após a formação dos oceanos da Terra. Kipping enfatiza que a probabilidade é pelo menos 10.00 ou superior, dependendo do valor real da frequência com que a inteligência se desenvolve.

A conclusão é que, se planetas com condições e linhas de tempo evolutivas semelhantes à Terra são comuns, então a vida deve ter uma probabilidade relativamente alta de surgir espontaneamente noutros planetas. A resposta final não é concreta, mas Kipping estima que a probabilidade de se haver vida inteligente será de 2.50.

A probabilidade é justificada pela relativamente tardia aparição da humanidade na janela habitável da Terra, sugerindo que o seu desenvolvimento não foi um processo fácil nem garantido.

“Se rebobinássemos a história da Terra, o surgimento da inteligência é realmente um tanto improvável”, disse Kipping. “A análise não pode fornecer certezas ou garantias, apenas probabilidades estatísticas baseadas no que aconteceu aqui na Terra”.

“No entanto, de forma encorajadora, o caso de um Universo repleto de vida aparece como a aposta preferida. A procura por vida inteligente em mundos além da Terra não deve ser de modo algum desencorajada”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
20 Maio, 2020

 

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