Night Flight – Journey from space over the Earth at night in real-time [4K]

Welcome to Amazing Space Videos – ‘Night Flight’ has been created using real photos of Earth taken by NASA astronauts aboard the International Space Station. Sit back, relax and meditate on our beautiful home as the lights from across the world shine out into space.

Using software, we have turned this time-lapse photography into a real-time video reconstruction so we see our planet at the speed as it would have appeared from the ISS.

 

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Earth View 8K : Earth From Space Like You’ve Never Seen Before Stunning 8K Video

This stunning 8K video shares the view from the International Space Station as it passes over Earth. This unique travel video of Earth from space is in real time, covering some 5,700 km / 3,500 m, sees our journey start at the coast of Nigeria, then over Chad, Algeria and Egypt. From there we see Israel, Jordan, Syria then onto Turkey, Georgia, Armenia before ending up at Russia and the Caspian Sea. The video was created using thousands of photos taken by NASA and ESA astronauts aboard the ISS. This unique astrophotography is combined with software to interpolate the missing frames so it can be played in real-time – the same time as it took the Space Station to travel.

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3713: Hidrogénio oculto nas cordilheiras oceânicas aponta para biosfera desconhecida

CIÊNCIA/GEOLOGIA/MICROBIOLOGIA

(CC0/PD) Mariamichelle / pixabay

Ao fornecer uma estimativa da quantidade de hidrogénio disponível para alimentar a vida microbiana abaixo da dorsal oceânica, um novo estudo lançou luzes sobre uma das biosferas menos compreendidas da Terra.

A maioria dos micróbios cria matéria orgânica através da fotossíntese alimentada pela luz solar. No entanto, as comunidades microbianas quimiossintéticas, que vivem nas profundezas da rocha vulcânica da crosta oceânica da Terra, carecem desta fonte de energia. Por isso, em vez de luz solar, usam hidrogénio – um gás que é libertado quando a água flui através de rochas ricas em ferro – como combustível para converter dióxido de carbono em alimento.

Assim que descobriram as primeiras fontes hidrotermais do fundo do mar, em 1977, os cientistas sabiam que a vida prosperava nas profundezas. No entanto, só em 2014 é que descobriram comunidades microbianas dentro de rochas vulcânicas abaixo do fundo do mar.

Esta descoberta despertou curiosidade, não apenas pelo tamanho da biosfera recém-descoberta, como pelo facto de as condições extremas de falta de oxigénio serem semelhantes às do início da vida na Terra.

“Este novo estudo fornece uma primeira estimativa sobre o tamanho destas comunidades e dá novas perspectivas sobre a extensão do impacto destes micróbios no clima e no paleoclima da Terra”, explicou Lincoln Pratson, professor de energia e meio ambiente da Universidade de Duke.

Os cientistas construíram um modelo para avaliar a produção total de gás hidrogénio de nove fontes geológicas diferentes num corredor de crosta oceânica com quase 30 milhões de quilómetros quadrados, no centro da dorsal oceânica.

A equipa estimou ainda a quantidade de hidrogénio que se libertava no oceano através de fontes hidrotermais no fundo do mar, com base em mais de 500 medições de amostras de água recolhidas em expedições anteriores ao longo da Faixa do Oceano Médio.

“Subtraindo a quantidade de gás que é exalada, que era aproximadamente 20 milhões de toneladas por ano, da quantidade produzida, que era aproximadamente 30 milhões de toneladas por ano, ficamos com cerca de 10 milhões de toneladas, presumivelmente consumidos por micróbios”, disse a cientista Stacey L. Worman, citada pelo Europa Press.

Estes números mostram que as comunidades microbianas desempenham um papel importante na regulação bio-geoquímica global da Terra. Se não consumissem este gás altamente difusivo, o hidrogénio poderia escapar para a atmosfera, explicou a investigadora.

Essa entrada na atmosfera representaria um aumento considerável (cerca de 10%) do actual “orçamento” de hidrogénio atmosférico da Terra. Como o gás consegue acelerar a acumulação de gases de efeito estufa, isso poderia ter um impacto significativo no aquecimento global.

O artigo científico foi recentemente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

ZAP //

Por ZAP
19 Maio, 2020

 

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3712: O misterioso hexágono de Saturno é o lugar mais nublado do Sistema Solar

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

O pólo norte de Saturno é um lugar peculiar, onde as nuvens formam um misterioso padrão hexagonal. Segundo os astrónomos, a região deverá possuir o sistema mais extenso de camadas de neblina já observado no Sistema Solar.

Em 1980, as naves Voyager 1 e Voyager 2 fizeram uma descoberta incomum enquanto sobrevoavam Saturno: na zona polar norte do planeta, encontraram um hexágono perfeito.

Análises posteriores revelaram que era uma estrutura ondulada que não mudou apesar do intenso e longo ciclo de estações do planeta. No interior, um jacto estreito e rápido flui onde os ventos atingem velocidades máximas de cerca de 400 quilómetros por hora. No entanto, a onda permanece quase estática: dificilmente se move em relação à rotação de Saturno. Todas estas propriedades tornam essa região de grande interesse para os astrónomos.

Imagens de alta resolução capturadas pela missão Cassini em 2015 revelaram as camadas dessa estranha estrutura de ondas que rodeia o pólo norte de Saturno. A sonda estava na posição ideal para observar a borda do hexágono e conseguiu estudar o nível superior da atmosfera, revelando sete camadas de neblina empilhadas acima das nuvens, com cada camada a variar entre 7 e 18 quilómetros de espessura.

“As imagens da Cassini permitiram descobrir que, como se tivesse formado uma sanduíche, o hexágono possui um sistema de várias camadas de pelo menos sete névoas que se estendem do cume das suas nuvens a uma altitude de mais de 300 quilómetros acima deles”, disse Agustín Sánchez-Lavega, da Universidade do País Basco, em comunicado. “Outros mundos frios, como o satélite de Saturno, Titã, ou o planeta anão Plutão, também têm camadas de neblina, mas não em número tão grande nem regularmente espaçados”.

De acordo com o estudo publicado em maio na revista científica Nature Communications, a equipa conseguiu ver detalhes tão pequenos quanto um a dois quilómetros, combinando as observações da Cassini com as do Hubble.

A equipa conseguiu estimar que essas camadas de neblina eram feitas de partículas do tamanho de um micrómetro e, possivelmente, um pouco de gelo de hidrocarboneto. O sistema de neblina completo tem cerca de 130 quilómetros de espessura.

A equipa suspeita este sistema tenha sido formado por causa das ondas de gravidade. Os investigadores sugerem que as diferenças de densidade e temperatura (entre -120°C e -180°C ) e a dinâmica entre o hexágono e os fluxos de jacto ao redor do pólo produzem ondas de gravidade que permitem a propagação vertical das ondas de gravidade, formando as camadas nebulosas detectadas pela Cassini.

Este tipo de onda gerada pela corrente de jacto ondulante também já foi observada na Terra, que com velocidades de 100 quilómetros por hora é direccionada de oeste para leste nas latitudes médias. O fenómeno pode ser semelhante nos dois planetas, embora as peculiaridades de Saturno o tornem um caso único no Sistema Solar.

NASA acaba de desvendar os segredos das mini-luas “ravióli” de Saturno

Meio ano após o adeus à lendária Cassini, novos dados continuam a chegar e a fascinar os cientistas. Fotografias captadas…

ZAP //

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19 Maio, 2020

 

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3711: Viver na EEI deixa uma “impressão digital” microbiana nos astronautas

CIÊNCIA/ESPAÇO

A EEI – Estação Espacial Internacional

Dois estudos científicos mostram como a Estação Espacial Internacional (EEI) deixa uma “impressão digital” microbiana nos astronautas (e vice-versa).

De acordo com o site Science Alert, estes dois estudos fazem parte de projectos que analisam como é que as viagens espaciais afectam o microbioma humano e como é que esse mesmo microbioma, por sua vez, afecta a nave espacial.

O primeiro estudo, publicado na revista científica Scientific Reports, em 2019, analisou nove astronautas que estiveram a bordo da Estação Espacial Internacional entre seis a 12 meses.

Ao contrário do que esperavam, os cientistas descobriram que os microbiomas intestinais destes tripulantes se tornaram mais diversos no ambiente relativamente estéril e livre de bactérias do Espaço.

Segundo o mesmo site, esta descoberta pode estar relacionada com o facto de estes astronautas terem à sua disposição na EEI mais de 200 opções de alimentos e bebidas, acabando por ser uma oferta mais variada do que em casa.

Relativamente ao microbioma da pele, os resultados foram diferentes. Alguns astronautas tiveram um aumento na diversidade das suas bactérias na pele, enquanto outros tiveram uma diminuição. A única tendência consistente foi uma redução das Proteobacteria, muito possivelmente por causa da limpeza da estação espacial.

Por outro lado, também se verifica mudanças microbianas na direcção oposta. Tanto que os cientistas são capazes de dizer quais são os astronautas que estiveram a bordo da ISS simplesmente ao olhar para os traços microbianos que deixaram para trás.

É aqui que entra o segundo estudo, publicado, em Abril, na revista científica PLOS One. Os investigadores recolheram amostras da boca, nariz, ouvidos, pelo e saliva de um membro da tripulação da EEI antes, durante e depois da sua missão.

De seguida, a equipa comparou-as com amostras recolhidas em oito superfícies da EEI durante e após a sua estadia. Os cientistas foram capazes de detectar padrões correspondentes de micro-organismos.

Os cientistas usaram uma técnica de laboratório especial para explorar o ADN das amostras na Terra. No total, o microbioma do astronauta contribuiu para 55% do microbioma da superfície, e os micróbios da superfície assemelharam-se mais aos encontrados nas suas amostras da pele. Segundo o estudo, estas semelhanças bacterianas ainda se mantiveram por até quatro meses depois da partida do astronauta.

De acordo com o Science Alert, ao entender a relação entre os microbiomas dos astronautas e as naves espaciais, os cientistas estarão mais aptos para planear longas viagens espaciais e mais equipados para manter os astronautas seguros e saudáveis.

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19 Maio, 2020

 

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3710: Nos enxames estelares, os buracos negros fundem-se com estrelas de neutrões, mas sem ninguém ver

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Fusões entre buracos negros e estrelas de neutrões, isto é, fusões sem a emissão de radiação electromagnética, têm lugar em ambientes estelares densos como no enxame globular NGC 3201, visto na imagem.
Crédito: ESO

As fusões entre buracos negros e estrelas de neutrões em enxames estelares densos são bastante diferentes daquelas que se formam em regiões isoladas, onde existem poucas estrelas. As suas características associadas podem ser cruciais para o estudo das ondas gravitacionais e da sua fonte. O Dr. Manuel Arca Sedda, do Instituto de Computação Astronómica da Universidade de Heidelberg, chegou a esta conclusão num estudo que utilizou simulações de computador. A investigação pode fornecer informações críticas sobre a fusão de dois objectos estelares massivos que os astrónomos observaram em 2019. Os achados foram publicados na revista Communications Physics.

As estrelas muito mais massivas do que o nosso Sol geralmente terminam as suas vidas como uma estrela de neutrões ou como um buraco negro. As estrelas de neutrões emitem pulsos regulares de radiação que permitem a sua detecção. Por exemplo, em Agosto de 2017, quando foi observada a primeira fusão de duas estrelas de neutrões, os cientistas de todo o mundo detectaram luz da explosão com os seus telescópios. Os buracos negros, por outro lado, geralmente permanecem ocultos porque a sua atracção gravitacional é tão forte que nem a luz pode escapar, tornando-os invisíveis aos detectores electromagnéticos.

Se dois buracos negros se fundirem, o evento pode ser invisível, mas, no entanto, é detectável graças a ondulações no espaço-tempo na forma das chamadas ondas gravitacionais. Certos detectores, como o LIGO (Laser Interferometer Gravitational Waves Observatory) nos EUA, são capazes de detectar essas ondas. A primeira observação bem-sucedida foi feita em 2015. O sinal foi criado pela fusão de dois buracos negros. Mas este evento pode não ser a única fonte de ondas gravitacionais, pois também podem surgir da fusão de duas estrelas de neutrões ou da fusão de um buraco negro com uma estrela de neutrões. De acordo com o Dr. Arca Sedda, descobrir as diferenças é um dos principais desafios na observação destes eventos.

No seu estudo, o investigador da Universidade de Heidelberg analisou a fusão de pares de buracos negros e estrelas de neutrões. Ele usou simulações detalhadas de computador para estudar as interacções entre um sistema composto por uma estrela e um objecto compacto, como um buraco negro, e um terceiro objecto massivo e deambulante necessário para uma fusão. Os resultados indicam que estas interacções de três corpos podem de facto contribuir para fusões de estrelas neutrões com buracos negros em regiões estelares densas como enxames globulares. “Pode ser definida uma família especial de fusões dinâmicas que é distintamente diferente de fusões em áreas isoladas,” explica Manuel Arca Sedda.

A fusão de um buraco negro com uma estrela de neutrões foi observada pela primeira vez com observatórios de ondas gravitacionais em Agosto de 2019. No entanto, observatórios ópticos de todo o mundo não conseguiram localizar a contraparte electromagnética na região da qual o sinal da onda gravitacional teve origem, sugerindo que o buraco negro devorou completamente a estrela de neutrões sem antes a destruir. Se confirmada, esta poderá ser a primeira fusão entre um buraco negro e uma estrela de neutrões detectada num ambiente estelar denso, conforme descrito pelo Dr. Arca Sedda.

Astronomia On-line
19 de Maio de 2020

 

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3709: Porque se formam nuvens perto de buracos negros

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Esta ilustração mostra um quasar, um tipo de núcleo galáctico activo, rodeado por uma forma parecida a um “donut” e aglomerados chamados “nuvens”. Estas nuvens começam pequenas mas podem crescer para medir mais de 1 parsec (3,3 anos-luz) de largura. Neste diagrama, as nuvens estão pelo menos a 1 parsec do “donut”.
Crédito: Ilustração por Nima Abkenar

Assim que saímos dos majestosos céus da Terra, a palavra “nuvem” deixa de significar aquela estrutura branca de aparência fofa que produz chuva. Em vez disso, as nuvens do Universo são áreas irregulares de maior densidade do que o ambiente em seu redor.

Os telescópios espaciais observaram estas nuvens cósmicas na vizinhança de buracos negros super-massivos, objectos misteriosos e densos dos quais nenhuma luz pode escapar, com massas equivalentes a mais de 100.000 sóis. Há um buraco negro super-massivo no centro de quase todas as galáxias, e é chamado de “núcleo galáctico activo” (NGA) se estiver a devorar muito gás e muita poeira nos seus arredores. O tipo mais brilhante de NGA é chamado “quasar”. Apesar do buraco negro propriamente dito não poder ser visto, a sua vizinhança brilha com intensidade à medida que a matéria se desfaz perto do seu horizonte de eventos, o ponto de não retorno.

Mas os buracos negros não são realmente como aspiradores de pó; não sugam tudo o que se aproxima demais. Enquanto algum material em redor de um buraco negro cai directamente, para nunca mais ser visto, parte do gás vizinho será arremessado para fora, criando uma concha que se expande durante milhares de anos. Isto porque a área perto do horizonte de eventos é extremamente energética; a radiação altamente energética de partículas em movimento veloz em redor do buraco negro pode ejectar uma quantidade significativa de gás para a vastidão do espaço.

Os cientistas esperariam que este fluxo gasoso fosse suave. Ao invés, é desajeitado, estendendo-se muito além de 1 parsec (3,3 anos-luz) do buraco negro. Cada nuvem começa pequena, mas pode expandir-se para ter mais de 1 parsec de largura – e pode até cobrir a distância entre a Terra e a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri.

O astrofísico Daniel Proga da Universidade do Nevada, em Las Vegas, compara estes aglomerados com grupo de carros que aguardam numa rodovia com sinais de trânsito construídos para regular o fluxo de tráfego. “De vez em quando temos um monte de carros,” disse.

O que explica estes grupos no espaço profundo? Proga e colegas têm um novo modelo de computador que apresenta uma possível solução para este mistério, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, liderado pelo estudante de doutoramento Randall Dannen. Os cientistas mostram que o calor extremamente intenso, perto do buraco negro super-massivo, pode permitir que o gás flua para fora muito depressa, mas de uma maneira que também pode levar à formação de aglomerados. Se o gás acelerar muito rapidamente, não arrefecerá o suficiente para formar aglomerados. O modelo de computador leva estes factores em consideração e propõe um mecanismo para fazer o gás viajar para longe, mas também para se agrupar.

“Perto da orla externa da concha, há uma perturbação que torna a densidade do gás um pouco menor do que costumava ser,” disse Proga. “Isto faz com que este gás aqueça com muita eficiência. O gás frio, mais longe, está a ser retirado por essa perturbação.”

Este fenómeno é um pouco como a flutuabilidade que faz os balões de ar quente flutuarem. O ar aquecido dentro do balão é mais leve do que o ar mais frio do lado de fora, e essa diferença de densidade faz o balão subir.

“Este trabalho é importante porque os astrónomos sempre precisaram de colocar nuvens num determinado local e com uma certa velocidade para se ajustarem às observações que vemos nos NGAs,” disse Dannen. “Não costumavam preocupar-se com as especificidades de como as nuvens se formaram em primeiro lugar, e o nosso trabalho fornece uma potencial explicação para a formação destas nuvens.”

Este modelo olha apenas para a concha de gás, não para o disco de material que gira em torno do buraco negro e que o está a alimentar. O próximo passo dos investigadores é examinar se o fluxo de gás é originário do próprio disco. Estão também interessados em resolver o mistério de porque é que algumas nuvens se movem extremamente depressa, na ordem dos 10.000 quilómetros por segundo.

Astronomia On-line
19 de Maio de 2020

 

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3708: TESS da NASA permite estudo inovador de pulsações estelares confusas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Ondas sonoras que ressaltam dentro de uma estrela fazem com que ela se expanda e contraia, o que resulta em alterações detetáveis de brilho. Esta animação mostra um tipo de pulsação Delta Scuti – chamada modo radial – que é impulsionada por ondas (setas azuis) que viajam entre o núcleo e a superfície da estrela. Na realidade, uma estrela pode pulsar de muitas maneiras diferentes, criando padrões complicados que permitem com que os cientistas aprendam mais sobre o seu interior.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA

Graças a dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, os astrónomos detectaram padrões de pulsação elusivos em dezenas de jovens estrelas de rápida rotação. A descoberta vai revolucionar a capacidade dos cientistas em estudar detalhes como as idades, os tamanhos e as composições destas estrelas – todas membros de uma classe com o nome de protótipo Delta Scuti.

“As estrelas Delta Scuti claramente pulsam de maneiras interessantes, mas os padrões destas pulsações até agora desafiaram a nossa compreensão,” disse Tim Bedding, professor de astronomia da Universidade de Sidney. “Para usar uma analogia musical, muitas estrelas pulsam ao longo de acordes simples, mas as estrelas Delta Scuti são complexas, com notas que parecem confusas. O TESS mostrou-nos que isso não é verdade para todas.”

O artigo que descreve os achados, liderado por Bedding, foi publicado na edição de 14 de maio da revista Nature e está disponível online.

Os geólogos que estudam as ondas sísmicas dos terremotos descobriram a estrutura interna da Terra pela maneira como as reverberações mudavam de velocidade e direcção à medida que viajam pelas várias camadas. Os astrónomos aplicam o mesmo princípio para estudar o interior das estrelas através das suas pulsações, um campo chamado asterossismologia.

As ondas sonoras viajam pelo interior de uma estrela a velocidades que mudam com a profundidade e todas se combinam em padrões de pulsação à superfície da estrela. Os astrónomos podem detectar estes padrões como pequenas flutuações no brilho e usá-los para determinar a idade, temperatura, composição, estrutura interna e outras propriedades da estrela.

As estrelas Delta Scuti têm entre 1,5 e 2,5 vezes a massa do Sol. Têm o nome Delta Scuti em honra à estrela dessa constelação (Escudo), visível a olho nu no hemisfério sul, identificada pela primeira vez como variável em 1900. Desde então, os astrónomos identificaram milhares mais como do tipo Delta Scuti, muitas com o telescópio espacial Kepler da NASA, outra missão de caça exoplanetária que operou de 2009 a 2018.

Mas os cientistas tiveram problemas para interpretar as pulsações Delta Scuti. Estas estrelas geralmente giram uma ou duas vezes por dia, pelo menos uma dúzia de vezes mais depressa que o Sol. A rápida rotação achata as estrelas nos seus pólos e baralha os padrões de pulsação, tornando-os mais complicados e difíceis de decifrar.

Para determinar se existe ordem nas pulsações aparentemente caóticas das estrelas Delta Scuti, os astrónomos precisaram de observar um grande conjunto de estrelas várias vezes com amostragem rápida. O TESS monitoriza grandes áreas do céu 27 dias de cada vez, obtendo uma imagem completa a cada 30 minutos com cada uma das suas quatro câmaras. Esta estratégia de observação permite que o TESS rastreie as mudanças no brilho estelar provocadas pelos planetas que passam em frente das estrelas, o que é a sua missão principal, mas as exposições de meia-hora são demasiado longas para capturar os padrões mais rapidamente pulsantes das estrelas Delta Scuti. Essas mudanças podem ocorrer em minutos.

Mas o TESS também captura instantâneos de alguns milhares de estrelas pré-seleccionadas – incluindo algumas estrelas Delta Scuti – a cada dois minutos. Quando Bedding e seus colegas começaram a analisar as medições, encontraram um subconjunto de estrelas Delta Scuti com padrões de pulsação regulares. Assim que sabiam o que procurar, pesquisaram outros exemplos em dados do Kepler, que usou uma estratégia de observação semelhante. Também realizaram observações de acompanhamento com telescópios terrestres, incluindo o Observatório W. M. Keck no Hawaii e dois da rede global do Observatório Las Cumbres. No total, identificaram um lote de 60 estrelas Delta Scuti com padrões claros.

“Isto é realmente um avanço. Agora, temos uma série regular de pulsações para estas estrelas que podemos entender e comparar com os modelos,” disse o co-autor Simon Murphy, investigador de pós-doutorado da Universidade de Sydney. “Isto permitirá medirmos estas estrelas usando asterossismologia de uma maneira que nunca conseguimos antes fazer. Mas também mostrou que este é apenas um passo em frente para o entendimento das estrelas Delta Scuti.”

As pulsações no bem-comportado grupo Delta Scuti enquadram-se em duas categorias principais, ambas provocadas pelo armazenamento e pela libertação de energia na estrela. Algumas ocorrem quando a estrela inteira se expande e se contrai simetricamente. Outras ocorrem quando os hemisférios opostos se expandem e contraem alternadamente. A equipa de Bedding deduziu as alterações através do estudo das flutuações de brilho de cada estrela.

Os dados já ajudaram a resolver um debate sobre a idade de uma estrela, chamada HD 31901, membro de uma corrente estelar descoberta recentemente e que orbita na nossa Galáxia. Os cientistas classificaram a idade da corrente estelar em mil milhões de anos, com base na idade de uma gigante vermelha que suspeitavam pertencer ao mesmo grupo. Uma estimativa posterior, baseada em períodos de rotação de outros membros da corrente estelar, sugeriu uma idade de apenas 120 milhões de anos. A equipa de Bedding usou as observações do TESS para criar um modelo asterossísmico de HD 31901 que suporta a idade mais jovem.

“As estrelas Delta Scuti têm sido alvos frustrantes por causa das suas oscilações complicadas, de modo que esta é uma descoberta muito emocionante,” disse Sarbani Basu, professor de astronomia da Universidade de Yale em New Haven, no estado norte-americano de Connecticut, que estuda asterossismologia mas não participou no estudo. “Ser capaz de encontrar padrões simples e identificar os modos de oscilação muda completamente o jogo. Como este subconjunto de estrelas permite análises sísmicas normais, vamos poder finalmente caracterizá-las adequadamente.”

A equipa pensa que o seu subconjunto de 60 estrelas tem padrões claros porque são mais jovens do que as outras estrelas Delta Scuti, tendo apenas recentemente assentado na produção de toda a sua energia através de fusão nuclear nos seus núcleos. Os pulsos ocorrem mais rapidamente nas estrelas incipientes. À medida que as estrelas envelhecem, a frequência das pulsações diminui e misturam-se com outros sinais.

Outro factor pode ser o ângulo de visão do TESS. Os cálculos teóricos preveem que os padrões de pulsação de uma estrela giratória devem ser mais simples quando o seu pólo rotacional está voltado para nós, em vez de a vermos no equador. O conjunto de dados do TESS da equipa incluiu cerca de 1000 estrelas Delta Scuti, o que significa que algumas delas, por acaso, devem estar a ser observadas perto dos pólos.

Os cientistas vão continuar a desenvolver os seus modelos à medida que o TESS começa a obter imagens completas a cada 10 minutos em Julho, em vez de a cada meia-hora. Bedding disse que a nova estratégia de observação vai ajudar a capturar as pulsações de ainda mais estrelas do tipo Delta Scuti.

“Sabíamos, quando construímos o TESS, que, além de encontrar muitos novos e emocionantes exoplanetas, o satélite também avançaria o campo da asterossismologia,” disse George Ricker, investigador principal do TESS no Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge. “A missão já descobriu um novo tipo de estrela que pulsa apenas de um lado e desvendou novos factos sobre estrelas bem conhecidas. Ao concluirmos a missão inicial de dois anos e ao iniciarmos a missão estendida, estamos ansiosos por uma variedade de novas descobertas estelares que o TESS irá fazer.”

Astronomia On-line
19 de Maio de 2020

 

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3707: Space Force launches robotic X-37B space plane on new mystery mission

SCIENCE/TECHNOLOGY/SPACE FORCE

It’s the sixth flight of the clandestine space plane.

CAPE CANAVERAL, Fla. — The U.S. Space Force’s mysterious X-37B space plane successfully launched on its sixth mystery mission from Florida today (May 17).

Riding atop a United Launch Alliance Atlas V rocket, the clandestine craft blasted off from Space Launch Complex 41 at Cape Canaveral Air Force Station here at 9:14 a.m. EDT (1314 GMT).

The on-time liftoff occurred just 24-hours after poor weather conditions at the Florida launch site forced ULA to scrub its original launch attempt, Saturday morning.

While the X-37B’s exact purpose is a secret, Space Force officials have revealed that the craft is packing numerous experiments on this trip to test out different systems in space. Some of those experiments include a small satellite called FalconSat-8, two NASA payloads designed to study the effects of radiation on different materials as well as seeds to grow food, and a power-beaming experiment using microwave energy.

Related: The X-37B space plane: 6 surprising facts

(Image credit: United Launch Alliance)

(Image credit: United Launch Alliance)

The U.S.Space Force and Air Force Rapid Response Capabilities Office have two of the miniature shuttle-like X-37B space planes (also known as Orbital Test Vehicles, or OTVs) that it uses for classified military missions in low-Earth orbit. They have flown five missions since 2010, four of them on ULA Atlas V rockets and the fifth on a SpaceX Falcon 9.

X-37B returns to space

Today’s launch occurred just six months after the most recent mission, OTV-5, landed at NASA’s Kennedy Space Center in Florida on Oct. 2, 2019, completing a record-setting 780 days (just over two years) sojourn in space.

Boeing built the X-37B space planes for the U.S. Air Force. The two vehicles have spent more than seven years in orbit across their missions. (Command of the mission and other space related activities transferred to the Space Force after its creation in 2019.)

Space Force officials have said that the experiments and technology the X-37B carries “enables the U.S. to more efficiently and effectively develop space capabilities necessary to maintain superiority in the space domain.”

Related: How the secretive X-37B space plane works (infographic)

The X-37B space plane ahead is seen tucked inside the payload fairing of its Atlas V rocket ahead of a May 17, 2020 launch. (Image credit: Boeing/US Space Force)

To that end, this mission will have even more experiments than previous flights. That’s thanks to the addition of a new service module — a cylindrical extension attached to the bottom of the craft — a first for this mission. The addition of a service module will help to increase the vehicle’s capabilities, enabling it to conduct more experiments and test new technologies throughout the mission, Space Force officials have said.

ULA launched the X-37B on an Atlas V rocket in the 501 configuration, which means the vehicle has a 17-foot (5 meters) wide payload fairing, a single engine Centaur upper stage, and no solid rocket boosters.

It marked the 84th flight of the Atlas V, which was recently dethroned as the most flown American launcher. That superlative was snagged by SpaceX’s Falcon 9 rocket, which became the world’s most flown booster in April and is also set to launch its next flight (a Starlink satellite fleet launch) early Tuesday, May 19.

Honoring coronavirus responders

The U.S. Space Force and United Launch Alliance dedicated the X-37B space plane’s OTV_6 launch to the first-responders and victims of the COVID-19 pandemic. (Image credit: United Launch Alliance)

Saturday’s launch, dubbed USSF-7, is dedicated to the first responders and medical personnel across the country who work daily to combat the ongoing coronavirus pandemic.

The mission is part of the military’s “America Strong” campaign, which also includes a series of flyovers by the Air Force Thunderbirds and Navy Blue Angels. ULA also stamped a tribute on the side of the Atlas V rocket that says: “In memory of COVID-19 victims and tribute to all first responders and front-line workers.”

COVID-19, the disease caused by the new coronavirus, has infected approximately 4.5 million people globally, with 1.45 million of them in the United States. At least 87,991 have died from the disease in the U.S. as of May 16, according to Livescience.

“Thank you for your courage in caring for the sick and keeping us safe,” ULA CEO Tory Bruno tweeted, addressing the many first responders working selflessly to support the nation in this difficult time.

“There are still heroes in this world,” he added.

Officials at the 45th Space Wing said they have been doing their part to make sure the launch went smoothly while simultaneously protecting its workforce.

“We have an obligation to keep space capabilities up and running for our nation,” Gen. John Raymond, chief of space operations in the U.S. Space Force and commander of the U.S. Space Command said during a prelaunch talk on May 6.

To that end, the 45th Space Wing has been rotating crews between launches, reduced on-site staff as much as possible and practiced social distancing. Both NASA’s Kennedy Space Center and the nearby Cape Canaveral Air Force Station have kept public viewing areas closed for this launch as well as a SpaceX launch scheduled for Sunday morning.

This mission marks the second national security launch under the Space Force since its establishment in December. (The first was the AEHF-6 military communications satellite launch in March.)

The X-37B space plane is about 29 feet (8.8 meters) long and resembles a miniature space shuttle. For OTV_6, the robotic spacecraft carried a new service module that supports more experiments and longer stays in space. (Image credit: U.S. Air Force)

Space Force officials have chosen to delay some of the planned missions, however, due to concerns about the pandemic. For instance, the next GPS navigation satellite mission GPS 3 SV03 has been delayed several months to no earlier than June 30 to ensure that ground control crews were able to stay safe.

It’s a busy time on the space coast, and the GPS constellation is healthy which reduces the pressure to get newer, upgraded satellites into orbit, officials said.

Today’s mission was originally part of a launch double header from Florida’s Space Coast.

Following the Atlas V launch, a SpaceX Falcon 9 rocket was supposed to take to the skies less than 24 hours later, carrying another batch of SpaceX’s Starlink satellites into orbit.

That launch was originally on the books for today, but weather delays at the launch site and the emergence of a tropical depression out in the Atlantic prompted SpaceX to move the launch date.

When the Falcon 9 does launch, it will bring the total number of Starlink internet satellites up to nearly 500. SpaceX CEO Elon Musk has said that between 400-800 satellites are needed to begin rolling out the first, albeit limited, iteration of its global internet service.

If all goes as planned, the Falcon 9 will lift off from Space Launch Complex 40 at 3:10 a.m. EDT (0710 GMT) on Tuesday.

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Livescience
By Amy Thompson – Space.com Contributor
17/05/2020

 

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