3706: Marte pode ser mais húmido do que se pensava (mas continua inóspito)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

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O Planeta Vermelho pode ser mais húmido do que se pensava, mas continua inóspito para a vida tal como a conhecemos, concluiu uma nova investigação conduzida por cientistas do Southwest Research Institute, nos Estados Unidos.

Em comunicado, os especialistas explicam que desenvolveram um modelo da atmosfera marciana para prever onde, quando e durante quanto tempo é que as salmouras (água saturada com sal) são estáveis à superfície e em camadas rasas no subsolo.

Com o modelo, a equipa concluiu que o Planeta Vermelho pode ter água líquida em grande parte da sua superfície, mas por curtos períodos de tempo.

“Descobrimos que a formação de salmoura a partir de alguns sais pode fazer chegar água líquida a mais de 40% da superfície, mas apenas sazonalmente, durante 2% do ano marciano”, explicou Alejandro Soto, co-autor do estudo.

Devido às baixas temperaturas em Marte e às suas condições de seca extrema, uma gota de água líquida congelaria, ferveria ou evaporaria instantaneamente a menos que a gota tivesse dissolvido sais. Estas condições, observou Soto citado na mesma nota, “impediriam a [formação de] vida tal como a conhecemos”.

O modelo mostrou que salmouras estáveis podem formar-se e persistir em certas partes de Marte durante um curto período do ano e até seis horas consecutivas – uma faixa bem mais ampla do que se pensava anteriormente, nota a Russia Today.

Contudo, as baixas temperaturas não seriam suficientes para sustentar vida.

Os resultados do estudo “reduzem para do risco associado à exploração do Planeta Vermelho, contribuindo para futuros trabalho sobre possíveis condições de habitabilidade em Marte”, concluiu o mesmo especialista.  Tal como sintetiza o Space.com, Marte pode ser muito mais húmido do que se pensava, mas não o suficiente para abrigar vida.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na Nature Astronomy.

ZAP //

Por ZAP
18 Maio, 2020

 

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3705: Director da Roscosmos acredita que sinais extraterrestre passem (silenciosamente) pela Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

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Sinais de civilizações extraterrestres podem já ter atingido a Terra, mas há uma probabilidade de o Homem não ter conseguido entender estes sinais, acredita o director da Roscosmos, Alexander Bloshenko.

No entender do especialista da agência espacial russa (Roscosmos), não é possível afirmar com toda a certeza que o Universo está definitivamente “silencioso”, apesar de não ter sido ainda encontrado nenhum sinal de inteligência artificial.

O problema, continua citado pela agência russa TASSpode estar no “ouvido” humano, isto é, nas suas formas de detecção. Segundo Alexander Bloshenko, é bastante provável que estes sinais de origem extraterrestre passem pela Terra.

“É bastante provável que alguns sinais baseados em princípios não clássicos incompreensíveis para nós actualmente passem pela Terra”, considerou o director russo.

Nas mesma declarações, Alexander Bloshenko recordou que a descoberta de outros sistemas estelares na “zona habitável” aponta para a presença de outros lugares favoráveis ao aparecimento de vida no Universo.

“Actualmente, sabe-se conclusivamente que existem cerca de 4.000 exoplanetas. Ao mesmo tempo, mais de dois biliões de galáxias estão na parte visível do Universo e, em cada uma, podem existir biliões de planetas. E a probabilidade de existir vida semelhante à que conhecemos em qualquer um deles é bastante elevada”, continuou.

Apesar de reconhecer que é bastante possível que o Homem não esteja sozinho no Universo, Alexander Bloshenko frisa que não foram ainda encontradas quaisquer evidências de outras formas de vida alienígena.

A procura continua.

Os extraterrestres estão trancados nos seus próprios mundos (e é por isso que ainda não os encontramos)

Um cientista britânico fez uma nova leitura do controverso Paradoxo de Fermi, sugerindo que ainda não foram detectados sinais de…

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18 Maio, 2020

 

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