3704: Distinguir um dinossauro macho de uma fêmea não é tão fácil quanto parece

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Swordlord3d / Deviant Art

Os cientistas debatem há muito tempo a capacidade de diferenciar um dinossauro macho de uma fêmea. Agora, um novo estudo revela que, apesar das alegações anteriores, é muito difícil detectar diferenças entre os dois sexos.

Uma recente investigação, levada a cabo por investigadores da Universidade Queen Mary, em Londres, analisou os crânios de crocodilos gaviais, uma espécie ameaçada, para decifrar o quão difícil é distinguir entre machos e fêmeas através de registos fósseis.

Os crocodilos macho são maiores do que as fêmeas e têm um crescimento carnoso no focinho, conhecido como ghara. Apesar da ghara ser composta por tecido mole, é sustentada por um buraco ósseo próximo às narinas (fossa narial), que pode ser identificado nos crânios dos animais.

A equipa analisou 106 espécimes, presentes em museus de todo o mundo, e descobriu que, além da presença da fossa narial, era muito difícil distinguir os sexos através de registos fósseis. O artigo científico com os resultados foi publicado no dia 12 de maio na Peer J.

David Hone, professor de Zoologia, explicou que, “tal como os dinossauros, os crocodilos gaviais são répteis muito grandes e de crescimento lento que depositam ovos, o que os torna um bom modelo para estudar espécies extintas de dinossauros”.

Esta investigação mostra que, mesmo com conhecimento prévio do sexo da amostra, pode ser muito difícil distinguir o sexo destes crocodilos.

Em várias espécies, os machos diferenciam-se das fêmeas: em termos de coloração, por exemplo, os machos costumam ser muito mais coloridos. Este fenómeno, conhecido como dimorfismo sexual, é muito comum no reino animal.

Apesar de ser esperado que os dinossauros também apresentem diferenças, a verdade é que, segundo este estudo, é muito difícil distinguir machos e fêmeas através da análise do esqueleto.

“O nosso estudo sugere que, a menos que as diferenças entre os dinossauros sejam realmente impressionantes, ou haja uma característica clara, temos de nos esforçar muito para distinguir um dinossauro macho de uma fêmea”, conclui Hone, citado pelo EuropaPress.

Esta investigação também desafia estudos anteriores, nomeadamente um que sugeria diferenças de género em espécies populares de dinossauros, como o Tyrannosaurus rex.

“Há muitos anos, um artigo científico sugeriu que T. rex fêmea é maior do que os machos. No entanto, essa conclusão baseou-se em registos fósseis danificados de 25 espécimes e os nossos resultados mostram que, a esse nível, os dados não são suficientemente fidedignos para se chegar a essa conclusão.”

ZAP //

Por ZAP
17 Maio, 2020

 

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3703: Astrónomo amador descobre cometa graças a dados da NASA

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

ESA/NASA/SOHO

Um astrónomo amador norte-americano descobriu um cometa recorrendo a dados captados por uma sonda espacial da NASA.

A informação é avançada pela própria agência espacial norte-americana numa nota no seu site oficial, na qual detalha que o corpo celeste descoberto por Michael Mattiazzo será visível a olho nu no final de maio e início de Junho.

O cometa, descoberto com a ajuda de um instrumento do observatório solar do SOHO, foi detectado pela primeira vez em Abril passado por Mattiazzo.

Apesar de os dados do SOHO terem já culminado na descoberta de 3.932 cometas, o corpo encontrado por Mattiazzo é apenas o 12.º descoberto recorrendo à ajuda de um instrumento específico deste aparelho, o Solar Wind Anisotropies (SWAN).

Recorrendo a esta ferramenta, escreve ainda a NASA, este astrónomo amador já tinha descoberto antes outros 8 cometas.

Baptizado de C / 2020 F8, apesar de ser também conhecido como “Cometa SWAN”, este corpo aproximou-se da Terra no passado dia 13 de Maio, ficando a 13 milhões de quilómetros do nosso planeta. A sua maior aproximação ocorrerá a 27 deste mês.

“Actualmente, o cometa é pouco visível a olho nu no hemisfério sul, pouco antes do nascer do Sol, proporcionando aos observadores dos céus uma visão relativamente rara de um cometa brilhante o suficiente para ser visto sem um telescópio”, nota a NASA.

Os cientistas esperam agora que o “cometa SWAN” permaneça brilhante o suficiente para ser visto a olho nu enquanto continua a sua jornada.

ZAP //

Por ZAP
16 Maio, 2020

 

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3702: Northolt Branch Observatories

SCIENCE/ASTRONOMY

The NEOCP object, A10miO2, that we observed recently, has now been designated 2020 JY1. It is an Apollo-type asteroid with a diameter of 25-58 metres.

2020 JY1 was first observed at ATLAS-MLO, Mauna Loa on May 15th. It makes a close approach on May 22nd, at a distance of 0.0079 au (1.2 million km) from Earth.

We observed it when it was visible at +19.5 mag, moving at 3.9″/min through the constellation of Virgo.
https://minorplanetcenter.net/mpec/K20/K20K07.html

 

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3701: Astrónomos detectam ritmo no “batimento cardíaco” de estrelas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Uma equipa de astrónomos conseguiu detectar ritmo nas “pulsações” de dezenas de estrelas. Este é o ponto de partida para futuras investigações sobre estes astros.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Sidney conseguiu detectar um ritmo na “pulsação” em dezenas de estrelas Delta Scuti, que apresentam dimensões duas vezes maiores que a do Sol.

O “batimento cardíaco” das estrelas é causado pela movimentação de ondas sonoras, criadas por correntes de convecção dentro do astro e pelo seu campo magnético, e permite aos cientistas determinar características como a sua idade, composição e temperatura.

Os astrónomos usaram o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) para detectar alterações no brilho das estrelas e, graças a esta ferramenta e a um algoritmo específico, conseguiram analisar as oscilações no brilho de uma amostra de 92 mil estrelas. A análise revelou um padrão semelhante em mil estrelas.

De acordo com o comunicado da universidade, o número acabou por ser reduzido para uma lista de 57 estrelas com ritmos que conseguiram ser padronizados, as quais estão a uma distância da Terra entre os 60 e os 1,400 anos-luz.

“Anteriormente encontrámos notas demasiado desorganizadas para compreender estas estrelas pulsantes. Era uma confusão, como ouvir um gato a andar num piano. Estamos agora numa posição para começar a analisar estas estrelas e usá-las como pontos de partida para nos ajudar a interpretar grandes números de outras estrelas no grupo que apresentam um espectro de pulsações mais complicados”, explicou Tim Bedding.

Há estrelas que emitem “acordes” simples, mas as Delta Scuti são muito complexas e parecem “um amontoado de notas“, acrescentou o astrónomo.

Esta nova descoberta já está a produzir resultados práticos, uma vez que permitiu identificar a idade da estrela HD 31901, na corrente estelar Pisces-Eridanus. Com o novo método, a equipa chegou a uma estimativa de 150 milhões de anos.

ZAP //

Por ZAP
16 Maio, 2020

 

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3700: The Air Force’s mysterious X-37B spaceplane is launching to space again this weekend

SPACE/TECHNOLOGY

Takeoff is scheduled for 9:14AM ET Sunday

Update May 16th, 10:26AM ET: Bad weather forced ULA to push back the launch to Sunday, May 17th, with liftoff scheduled for 9:14AM ET.

Original Story: The Air Force’s mysterious spy spaceplane, dubbed the X-37B, is headed back to space on Sunday morning for its sixth mission in Earth orbit. As usual with this spacecraft, its exact purpose is a secret, though the Air Force says the vehicle will be carrying a number of experiments on this trip and testing out new systems in space before returning them to Earth.

This launch comes a little more than six months after the X-37B returned home from its record-breaking fifth mission to orbit. The spaceplane, which looks a bit like a miniature Space Shuttle, landed at NASA’s Kennedy Space Center in Florida on October 27th after spending a total of 780 days, or more than two years, in space. That flight marked the X-37B’s longest mission yet in space, and the vehicle has now spent a total of seven years and 10 months in orbit. This upcoming flight could add a few more years to the spacecraft’s total flight time.

The Air Force claims that the experiments and technology that the X-37B carries “enables the US to more efficiently and effectively develop space capabilities necessary to maintain superiority in the space domain.” This mission will have even more experiments than usual, thanks to the addition of a new service module — a cylindrical structure attached to the bottom of the spaceplane that will be packed with technology to be tested on orbit. “This will be the first X-37B mission to use a service module to host experiments,” Randy Walden, director and program executive officer for the Air Force Rapid Capabilities Office, said in a statement. “The incorporation of a service module on this mission enables us to continue to expand the capabilities of the spacecraft and host more experiments than any of the previous missions.”

While most of the experiments on this flight are kept under wraps, a few of the technologies going up on this mission have been made public. Tagging along with the X-37B is a small satellite called FalconSat-8 developed by the US Air Force Academy that carries five experimental payloads. The spaceplane will supposedly deploy the FalconSat-8 when it reaches orbit. NASA is also sending two experiments up on this flight to study how space radiation degrades certain materials as well as seeds needed for food. And the US Naval Research Laboratory has included an experiment that will “transform solar power into radio frequency microwave energy” that can then be sent to the ground for use.

The X-37B is still considered an asset of the US Air Force, but the newly minted Space Force will be overseeing the mission from launch to landing. The X-37B’s ride into space is the United Launch Alliance’s Atlas V rocket, which has launched this spacecraft on four of its previous five flights. The spacecraft’s last ride was on SpaceX’s Falcon 9 rocket, which launched the X-37B for its fifth mission on September 7th, 2017.

As this launch is taking place during the pandemic, both the Air Force and the United Launch Alliance are including a small tribute to those affected by COVID-19 on this flight. A written message has been added to the side of the Atlas V rocket, reading: “In memory of COVID-19 victims and tribute to all first responders and front-line workers.”

ULA is targeting liftoff at 9:14AM ET on Sunday. The company originally hoped to launch on Saturday, but bad weather forced a launch delay. ULA will provide live coverage of the launch, so if you’re up early this Sunday, you can tune in live to see this mysterious vehicle fly.

The Verge

 

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3699: Câmara mais poderosa de sempre dá à NASA novas imagens de Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Projecto HiRISE está também a ajudar a descobrir locais de aterragem para futuras missões

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

A NASA tem vindo a partilhar nos últimos meses uma espectacular série de novas imagens de Marte captadas pelo projecto HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment), com recurso aquela que é a mais potente câmara já enviada para outro planeta – está a bordo Mars Reconnaissance Orbiter, sonda que orbita Marte desde 2006.

“A capacidade da nossa câmara (imagens até 30 centímetros por pixel) continua sem paralelo em qualquer outro estudo orbital o Planeta Vermelho, sendo também um instrumento indispensável para ajudar a escolher pontos de aterragem para futuras explorações robóticas ou humanas“, diz a NASA.

Veja aqui algumas das imagens já reveladas.

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Diário de Notícias
17 Maio 2020 — 10:42

 

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