3698: E se os foguetões fossem transparentes?

CIÊNCIA/ESPAÇO

Já imaginou como são os foguetões no interior? Um novo vídeo coloca, lado a lado, quatro tipos de foguetões durante a descolagem e a fase de separação.

O vídeo, com cerca de nove minutos, compara quatro foguetões diferentes: o Saturn V, fabricado pelos Estados Unidos e usado pela NASA entre 1967 e 1973; o Space Shuttle, que se reformou em 2011; o Falcon Heavy da SpaceX, que deve transportar astronautas para o Espaço ainda este mês; e o Sistema de Lançamento Espacial da NASA (SLS), em desenvolvimento desde que o Space Shuttle se reformou.

De acordo com o Futurity, as cores presentes nos quatro foguetões diferenciam os vários tipos de combustível usados.

O vermelho representa o querosene RP-1, uma forma de querosene extremamente refinada, muito semelhante ao combustível utilizado na aviação. O laranja é hidrogénio líquido (LH2), um tipo de combustível muito utilizado pela NASA.

O oxigénio líquido (LOX) surge no vídeo representado a azul e é a forma líquida do oxigénio diatómico que costuma ser usada para inflamar o LH2.

O SLS, ainda em desenvolvimento, irá misturar dois tipos de combustível: LH2 e LOX para produzir uma grande quantidade de energia e de água.

Devido à baixa densidade do LH2, o SLS da NASA precisaria de um tanque de combustível gigantesco. Para evitar essa necessidade, os designers da agência espacial europeia incluíram dois reforços de cada um dos lados do foguetão.

O Falcon Heavy e o Saturn V utilizam a versão refinada de querosene no primeiro estágio, que é descartada assim que o foguetão atinge uma determinada altitude.

O uso de querosene tem um grande impacto ambiental, uma vez que a queima deste combustível cria grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), um dos gases com efeito estufa. Esta situação pode agravar-se se a SpaceX cumprir os seus planos de lançar um foguetão para o Espaço a cada duas semanas.

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15 Maio, 2020

 

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3697: Cientistas encontraram o local perfeito para abrigar astronautas em Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

gorodenkoff / Canva

Marte é um planeta hostil. Tendo perdido o seu campo magnético e a maior parte da sua atmosfera, a sua superfície é exposta a altos níveis de radiação cósmica que pode mesmo levar à morte. Agora, os cientistas dizem ter encontrado o local ideal para abrigar os primeiros astronautas que pousem em Marte.

A radiação cósmica é um dos principais desafios que os futuros colonos de Marte terão de ultrapassar. Na Terra, é a magnetosfera que nos protege dessa radiação, que pode penetrar tecidos e provocar doenças, podendo mesmo ser fatal. Porém, Marte é constantemente bombardeado com radiação.

De acordo com o LiveScience, uma equipa de cientistas planetários da Washington Academy of Sciences diz saber qual será a melhor forma de abrigar astronautas em pousem em Marte: construir assentamentos dentro de cavernas subterrâneas chamadas tubos de lava.

Encontrados em planetas sólidos e em luas, os tubos de lava formam-se quando os canais de lava arrefecem e e endurecem para formar rochas ígneas. Quando o fluxo de lava finalmente para e drena, é deixada para trás uma caverna subterrânea natural. Na Terra, esses tubos atingem cerca de 30 metros, mas, em Marte, onde há menos gravidade, podem ter até 250 metros de largura.

Para encontrar estes recantos subterrâneos em Marte, Antonio Paris e os seus colegas tiveram de vasculhar imagens das câmaras a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA em busca de pistas.

Antonio paris et. all

De acordo com um novo estudo, que será publicado na revista científica Journal of the Washington Academy of Sciences e está disponível no servidor de pré-publicação arXiv, os investigadores identificaram três candidatos a tubos de lava que poderiam servir como lar para futuros visitantes, além de um possível local para descobrir vida microbiana anterior em Marte.

Localizados na grande bacia de impacto de Hellas, no hemisfério sul de Marte, os tubos de lava ficam próximos da antiga montanha vulcânica Hadriacus Mons.

A radiação nesta região mais baixa de Marte já teve níveis consideravelmente inferiores ao resto da superfície do planeta. Além disso, experiências em tubos de lava na Terra sugerem que poderiam proteger de mais 82% da radiação recebida.

“Estas cavernas naturais forneceriam à tripulação protecção contra a exposição excessiva à radiação, protegeriam do bombardeamento de micro-meteoritos e proporcionariam um grau de protecção contra flutuações extremas de temperatura”, escreveram os autores.

Os tubos de lava já tinham sido sugeridos pelos cientistas como possíveis habitats na Lua.

A NASA não consegue explicar um enorme buraco em Marte

Uma fotografia capturada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter está a intrigar os cientistas. A imagem mostra camadas de dióxido de…

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16 Maio, 2020

 

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3696: Afinal, o Planeta X pode ser um buraco negro (e uma frota de naves poderia encontrá-lo)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Alain r / Wikimedia

Durante séculos, os astrónomos especularam que o Sistema Solar contém planetas não descobertos que orbitam nas distantes e escuras regiões do sistema. Às vezes, avistam os efeitos gravitacionais de corpos desconhecidos, forçando-os a procurar o culpado. Agora, querem encontrar o Planeta X que, afinal, pode não ser um planeta.

Há algum tempo que os astrónomos têm colhido evidências de que um enorme planeta deverá orbitar o Sol a uma distância de cerca de 500 unidades astronómicas ou 70 mil milhões de quilómetros.

A evidência vem das órbitas de corpos gelados no Cinturão de Kuiper além de Neptuno. Esses objectos parecem agrupar-se de formas que só podem ser explicadas se estiverem sendo “agrupadas” por algum objecto maciço.

Esse objecto, conhecido como Planeta X, deve ter entre cinco e 10 vezes a massa da Terra, mas está tão longe que é difícil vê-lo a partir da Terra, apesar das inúmeras investigações em andamento.

Porém, de acordo com a Discover Magazine, há outra razão que pode explicar por que o Planeta X é difícil de ver: porque não é um planeta.

Segundo os astrónomos, é possível que o misterioso Planeta X possa ser um buraco negro primordial deixado pelo Big Bang, mas capturado pelo Sol.

Embora entre cinco e dez vezes mais massivo que a Terra, esse buraco negro seria minúsculo – cerca de cinco centímetros de diâmetro. Consequentemente, é quase impossível detectá-lo com um telescópio. Há uma pequena possibilidade de que o buraco negro possa ser observado através da sua interacção com a matéria escura, mas não é garantido.

Assim, os astrónomos estão a tentar arranjar um forma de encontrá-lo. É aqui que surge a ideia de Ed Witten, físico do Institute for Advanced Study em Princeton. O investigador quer procurar as forças gravitacionais que esse buraco negro deve exercer sobre qualquer coisa que passe por perto. Por isso, propõe enviar uma frota de naves espaciais na sua direcção e, depois, procurar desvios inesperados na trajectória.

“Se um estudo mais aprofundado do Cinturão de Kuiper reforça o argumento da existência do Planeta X, mas a descoberta por meio de buscas telescópicas ou um sinal de aniquilação da matéria escura não se segue, uma busca directa por uma frota de naves espaciais em miniatura pode tornar-se atraente”, disse.

Witten não é o primeiro a imaginar o potencial da nano-nave espacial. Vários cientistas estudaram a ideia de usar poderosos laser terrestres para impulsionar naves espaciais em direcção às estrelas.

Afinal, o místico Planeta X pode não existir (mas ainda há esperança)

Uma nova investigação, realizada por astrónomos da Universidade da Pensilvânia, no Estados Unidos, questiona a existência do misterioso Planeta X,…

“Para procurar o Planeta X, gostaríamos de ter velocidades de naves espaciais de (pelo menos) centenas de quilómetros por segundo”, disse Witten, acrescentando que as velocidades permitiriam que a nave viajasse 500 UA numa escala de tempo de 10 anos.

A existência do Planeta X, que os cientistas acreditam ser gigante e gélido, foi prevista pela primeira vez no trabalho de Konstantin Batygin e Mike Brown em Janeiro de 2016. As suas propriedades físicas e químicas devem ser semelhantes às de Úrano e Neptuno e o misterioso mundo deverá ter um longo período de órbita: 15 mil anos.

Há cientistas que sustentam ainda que o “novo” membro do Sistema Solar possa ser também responsável pela inclinação incomum do Sol.

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16 Maio, 2020

 

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3695: Testes nucleares na Guerra Fria mudaram o clima a milhares de quilómetros de distância

CLIMA/AMBIENTE

Pierre J. / Flickr

Testes de bombas nucleares durante a Guerra Fria podem ter levado a um aumento da precipitação durante um período de pelo menos dois anos, alterando os padrões da chuva a milhares de quilómetros dos locais da detonação.

Há mais de 50 anos, a corrida às armas nucleares aumentou à medida que as potências mundiais competiam para desenvolver armas nucleares após as tensões aumentadas pela II Guerra Mundial.

Durante a Guerra Fria das décadas de 1950 e 1960, os Estados Unidos e a União Soviética realizaram testes nucleares em vários locais remotos ao redor do mundo, do Pacífico Sul ao deserto do sudoeste americano. Actualmente, muitos desses locais de testes ficaram com as cicatrizes e alguns até permanecem radioactivos, mas o que acontece num local nuclear não fica apenas lá.

Entre 1962 e 1964, a poluição radioactiva espalhou-se pela atmosfera, ionizando o ar e libertando cargas eléctricas que alteravam os padrões de precipitação.

Investigadores da Universidade de Reading, no Reino Unido, determinaram a forma como as cargas eléctricas libertadas pela radiação de detonações de teste afectavam as nuvens de chuva na época, revendo registos históricos entre 1962 e 1964 de duas estações meteorológicas no Reino Unido.

Os registos meteorológicos foram comparados a dias com cargas altas e baixas geradas radioactivamente e cruzados com dados de testes de bombas.

De acordo como estudo publicado em maio na revista científica Physical Review Letters, os investigadores descobriram que as nuvens eram visivelmente mais espessas e tinha uma média de 24% mais chuva em dias com mais radioactividade.

Observações eléctricas mostram que a ionização atmosférica adicional causada pela radioactividade durante o tempo levou a um “aumento na corrente de condução do circuito global” e, de facto, o “material radioactivo estratosférico estava tão extensamente distribuído no hemisfério norte que são esperadas mudanças eléctricas semelhantes amplamente”.

“Ao estudar a radioactividade libertada pelos testes de armas da Guerra Fria, os cientistas na época aprenderam sobre os padrões de circulação atmosférica. Agora, reutilizámos esses dados para examinar o efeito das chuvas”, disse Giles Harrison, principal autor e professor de Física Atmosférica na Universidade de Reading, em comunicado.

“A atmosfera politicamente carregada da Guerra Fria levou a uma corrida armamentista nuclear e a uma ansiedade mundial. Décadas depois, essa nuvem global produziu um lado positivo, dando-nos uma forma única de estudar como a carga eléctrica afecta a chuva”.

Acredita-se que a carga eléctrica pode mudar a forma como as gotas de água nas nuvens colidem e combinam, o que poderia afectar o seu tamanho e influenciar as chuvas.

A chuva produzida nas nuvens depende de vários factores, incluindo taxas de condensação e a rapidez com que as gotículas de água conseguem ganhar massa, tornando-as suficientemente pesadas para cair na superfície. A radioactividade pode influenciar a carga dessas gotículas, usando força eléctrica para modificar e influenciar as nuvens e as suas respectivas precipitações.

Estas descobertas podem ser úteis para determinar como a carga eléctrica pode ter um papel na influência da chuva para potencialmente aliviar secas ou, possivelmente, impedir inundações.

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16 Maio, 2020

 

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3694: Northolt Branch Observatories

The NEOCP object, C172771, that we observed last night has now been designated 2020 JT1. It is an Apollo-type asteroid with a diameter of 41-93 metres.

2020 JT1 was first observed at Catalina Sky Survey on May 14th. It made a close approach today, at a distance of 0.0253 au (3.8 million km) from Earth.

We observed it when it was visible at +18 mag, moving at 53″/min through the constellation of Coma Berenices.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K20/K20J86.html

 

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3693: Astrónomo amador usa dados da NASA e ESA para descobrir novo cometa

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

No início da sua formação, a Terra não tinha condições compatíveis com a vida

Foi com base nos dados recolhidos pelo satélite SOHO que o astrónomo amador Michael Mattiazzo encontrou o cometa SWAN, que pode ser visível a olho nu a partir do hemisfério Sul

O satélite SOHO (de Solar and Heliospheric Observatory) é mantido em parceria pela Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos EUA (NASA) e pela Agência Espacial Europeia (ESA), com os dados observados a serem disponibilizados à comunidade científica. Foi com base nesse repositório, mais concretamente nos dados do instrumento SWAN, ou Solar Wind Anisotropies, que Michael Mattiazzo, um astrónomo amador, encontrou  um novo cometa que está a ser apelidado igualmente de cometa SWAN (C/2020 F8).

A agência espacial norte-americana reconhece a descoberta no seu site e explica que o cometa SWAN pode ser detectado a olho nu a partir do hemisfério sul, ainda que para já de forma ténue.

O SWAN vai passar a 53 mil milhões de milhas da Terra nesta quarta-feira, que marcará o ponto de maior aproximação da sua trajectória. Por outro lado, a passagem mais próxima do Sol deve acontecer a 27 de maio.

Os cientistas salientam que é muito difícil prever o comportamento dos cometas que fazem abordagens tão próximas do Sol. O cometa SWAN foi o 3932º a ser descoberto com dados da plataforma SOHO, informa ainda a NASA.

Exame Informática
15.05.2020 às 09h49

 

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