3667: Segure-se que vamos viajar pelo Espaço à boleia das fantásticas imagens da Europa

CIÊNCIA/ESPAÇO

As luas geladas despertam um grande interesse nos exploradores do Universo. Aliás, já vimos como algumas destas luas têm mesmo já estudos e projectos para um dia serem exploradas fisicamente. Assim, um dos mais propensos astros a abrigar vida é o terceiro satélite Galileu de Júpiter, Europa. Há um ano a NASA confirmou a presença de moléculas de água sob a forma de vapor.

Escondido sob a sua espessa crosta de gelo, pensa-se que existe um enorme oceano interior, contendo mais água do que toda a Terra combinada. As imagens impressionantes não enganam!

Sabia que na lua Europa há água salgada?

Na verdade, sabemos disso porque quando a NASA enviou a sua nave espacial Galileu para Júpiter, nos anos 90, o magnetómetro a bordo da nave encontrou algo a conduzir electricidade na Europa. E o que é um bom condutor de electricidade? O sal.

No entanto, a Europa também é única, na medida em que a sua superfície está coberta pelo que é chamado de “terreno caótico”. Pensa-se que estes estranhos padrões são criados por uma variedade de processos, sendo o principal deles algo chamado de aquecimento por maré ou flexão por maré.

Imagem captada a 26 de Setembro de 1998. Esta foto mostra uma área chamada Transição do Caos que apresenta diferentes blocos e formas provavelmente criadas pelo empurrar e puxar das forças das marés exercidas por Júpiter. Fotografia: NASA/JPL-Caltech/SETI Institute

Transição do Caos onde as forças de Júpiter moldam a lua

Todos os planetas e as suas luas experimentam estes fenómenos (por cá na Terra também o temos, graças à nossa lua que influencia as marés). Contudo, Júpiter é tão grande que realmente empurra e puxa as suas luas, enquanto elas o orbitam, e isso cria fricção.

E essa fricção cria calor, levando a que a superfície se expanda e rache. Então, quando está noutras posições em relação ao planeta, a lua arrefece de novo e a superfície contrai-se novamente e congela no lugar.

Se pudéssemos voar perto de Júpiter, esta seria a nossa visão da Europa. Este ponto de vista mostra o desgaste desta lua. Estas veias mais escuras são conseguidas em materiais que não são gelo, principalmente sal. Fotografia: NASA/JPL/Universidade do Arizona

Ao longo de milhões de anos, este processo criou uma lua coberta com o que parecem ser peças de quebra-cabeças. Europa também tem plumas (erupções de água das profundezas do planeta), ou assim é entendido, e esta possível agitação de água e gelo viscoso também pode estar a alterar a aparência da superfície.

Esta é uma região chamada Crisscrossing Bands. Estas veias salgadas cruzam-se, criando faixas que provavelmente foram deixadas quando a superfície se abriu e fechou de novo. Fotografia: NASA/JPL-Caltech/SETI Institute

Conforme fomos percebendo, onde encontramos água na Terra também tendemos a encontrar vida, e os cientistas pensam que o mesmo pode ser verdade para Europa. Nesse sentido, a missão Clipper da NASA deverá ser lançada em 2024 com o único propósito de explorar a habitabilidade deste belo mundo gelado.

Quando a nave espacial New Horizons estava a caminho de Plutão, voou por Júpiter e captou esta incrível fotografia da Europa a subir sobre o enorme planeta. Fotografia: NASA

Europa, junto com três outras grandes luas de Júpiter, Io, Ganímedes e Calisto, foi descoberta por Galileo Galilei, em 8 de Janeiro de 1610. Desde então, este astro tem captado a tenção dos astrónomos.

Pplware
09 Mai 2020

 

3666: “Folha artificial” transforma água e luz em combustível a hidrogénio

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

O dispositivo tem a capacidade de criar combustível a hidrogénio a partir de água e luz solar. A tecnologia tem uma eficiência relativamente alta, é auto-suficiente e barata de produzir.

Uma equipa de investigadores da Universidade Rice, nos Estados Unidos, criou um dispositivo movido a energia solar capaz de criar hidrogénio para combustível a partir de água. Os engenheiros dizem que a tecnologia é auto-suficiente e relativamente barata de produzir.

Segundo o New Atlas, o sistema é composto por uma célula solar de perovskita, ligada a eléctrodos feitos de um catalisador que electrolisa a água. Assim que a luz atinge a célula, produz electricidade que alimenta o catalisador, que posteriormente divida a água em oxigénio e hidrogénio. Estes elementos borbulham até à superfície, onde são recolhidos para uso.

A eficiência da transformação de luz solar em hidrogénio anda à volta dos 6,7%, o que é relativamente alto para este tipo de dispositivos. O objectivo é colocar o aparelho na água, com luz solar direita a incidir sobre ele, e deixá-lo a funcionar autonomamente.

“Com um design de sistema inteligente, é possível criar um loop autos-sustentável”, explica Jun Lou, autor principal do estudo publicado, em Abril, na revista científica ACS Nano.

“Mesmo quando não há luz solar, pode-se usar a energia armazenada na forma de combustível químico. Pode-se colocar os produtos de hidrogénio e oxigénio em tanques separados e incorporar outro módulo, como uma célula de combustível, para transformar esses combustíveis novamente em electricidade”, acrescentou.

O dispositivo é fabricado à base de carbono, tornando-o muito mais viável para a sua produção comercial em massa.

ZAP //

Por ZAP
10 Maio, 2020

 

3665: Rádio amador encontra um satélite “zombie” em órbita. Já devia estar morto

CIÊNCIA/ESPAÇO

NASA

Há mais de 2.000 satélites activos a orbitar a Terra. No fim da sua vida útil, muitos queimam ao entrar na atmosfera terrestre. Porém, alguns continuam a circular no Espaço como satélites “zombies” – não estão vivos, mas também não estão completamente mortos.

Scott Tilley, um operador de rádio amador que mora no Canadá, tem uma paixão por caçar estes satélites perdidos. Em 2018, encontrou um sinal de uma sonda da NASA chamada IMAGE que a agência espacial tinha perdido de vista em 2005. Com a ajuda de Tilley, a NASA conseguiu restabelecer o contacto com o objecto.

Tilley já encontrou satélites ainda mais antigos do que a IMAGE. “O mais antigo que eu já vi foi o Transit 5B-5. E foi lançado em 1965″, disse, em declarações ao NPR, referindo-se a um satélite de navegação da Marinha dos Estados Unidos movido a energia nuclear que ainda circula a Terra numa órbita polar há muito esquecida.

Recentemente, Tilley interessou-se por um satélite de comunicações que achava que ainda poderia estar vivo – ou pelo menos entre os mortos-vivos. O LES-5, construído pelo Laboratório Lincoln do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, foi lançado em 1967.

Tilley inspirou-se noutro amador que, em 2016, encontrou o LES-1, um satélite anterior construído pelo mesmo laboratório. O que era intrigante sobre o LES-5 era que, se ainda estivesse a funcionar, poderia ser o satélite mais antigo em funcionamento em órbita geo-estacionária.

Na Internet, Tilley encontrou um documento que descrevia a frequência de rádio em que o LES-5, um satélite militar de comunicações de frequência ultra-alta experimental, deveria estar a operar se ainda estivesse vivo.

Com a chegada da pandemia de covid-19 à Colúmbia Britânica, onde Tilley vive, o amador ficou confinado a sua casa – altura em que decidiu pôr mãos à obra. Em 24 de Março, encontrou o LES-5. Desde então, tem feito medições adicionais.

Scott Tilley @coastal8049

Well folks, here’s what appears to be a new ZOMBIE SAT!

LES-5 [2866, 1967-066E] in a GEO graveyard orbit.

Confirmation will occur at ~0445 UTC this evening when the satellite should pass through eclipse.

If so this is definitely the oldest emitting GEOsat I know of.

“A razão pela qual este [satélite] é intrigante é que o seu farol de telemetria ainda está em operação”, disse Tilley, ao NPR.

Assim, embora o satélite devesse ter-se desligado em 1972, ainda está a funcionar. Enquanto os painéis solares estiverem ao Sol, o rádio do satélite vai continuar a operar. Tilley acha mesmo que pode até ser possível enviar comandos para o satélite.

Parece que até um satélite zombie com 50 anos ainda pode ter segredos por desvendar.

Pela primeira vez, uma nave espacial “ressuscitou” um satélite morto

Pela primeira vez, uma nave espacial conseguiu “ressuscitar” um satélite de comunicações antigo que tinha deixado de funcionar em órbita…

ZAP //

Por ZAP
9 Maio, 2020