3632: Spitzer detecta “dança” de dois buracos negros. Brilham mais do que um bilião de estrelas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA / JPL-Caltech
Dois buracos negros na galáxia OJ 287

Observações feitas com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA – que se reformou no início do ano depois de 16 anos de observações – revelaram o momento exacto de uma dança entre dois buracos negros.

No centro da galáxia OJ 287 moram dois buracos negros dançantes. Um deles é cercado por um disco de gás e o segundo buraco negro que o orbita colide a cada 12 anos com o disco, produzindo um brilho intenso, muito mais brilhante do que um bilião de estrelas.

Segundo adianta o portal EurekAlert, o fenómeno que ocorre nesta galáxia, a 3,5 mil milhões de anos-luz da Terra, foi captado pelo telescópio Spitzer.

O buraco negro no centro da OJ 287 é 18 mil milhões de vezes mais massivo que o Sol, sendo um dos maiores que a NASA alguma vez detectou. O segundo é um buraco negro mais “pequeno”, mas ainda assim, 150 milhões de vezes mais massivo do que a nossa estrela.

De acordo com a agência espacial norte-americana, os buracos negros estão numa “dança” porque não estão parados no espaço, movendo-se activamente pela galáxia. No entanto, como são negros não podem ser observados directamente, o que dificulta o seu estudo.

A cada 12 anos, o buraco negro mais pequeno choca contra o enorme disco de gás do outro buraco. Por ter uma orbita irregular de 12 anos, os buracos negros colidem em diferentes alturas do seu ciclo.

O choque cria um flash de luz muito mais brilhante do que toda a Via Láctea. Quando ocorre o choque, são criadas duas nuvens de gás quente que se movem do disco em direcções opostas e, em menos de 48 horas, o brilho do sistema parece quadruplicar de intensidade.

Como este fenómeno ocorre de 12 em 12 anos, é muito difícil registar a sua previsão. No entanto, um grupo de investigadores afirma que o último choque ocorreu no dia 31 de Julho de 2019 e foi captado pelo telescópio Spitzer. Este foi um dos seus últimos registos, antes de se reformar em Janeiro deste ano.

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4 Maio, 2020

 

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3631: Podem não existir leis da Física nos confins do Universo

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(CC0/PD) jordygoovaerts0 / pixabay

Um estudo recente – e controverso – sugere o que o Universo pode ser um pouco diferente do que se julga, pelo menos no que diz respeito às leis que o regem.

Uma equipa de investigadores da Universidade de New South Wales, na Austrália, descobriu discrepâncias na constante de estrutura fina, o nome dado a um número que os cientistas acreditam que permanece imutável e que descreve como é que as partículas subatómicas interagem umas com as outras.

Os investigadores chegaram a esta conclusão a partir de medições de luz emitidas a quase 13 mil milhões de anos-luz. O artigo científico foi publicado na Science Advances.

Depois de analisarem quasares, corpos celestes localizados no que é conhecido como “fim do Universo”, os cientistas concluíram que só observavam o fenómeno em algumas direcções – o que sugere que as leis da Física podem não se manter constantes nas bordas do Universo.

De acordo com o Futurism, os moldes actuais presumem que o Universo se expande em todas as direcções. No entanto, se este novo estudo estiver correto, o Universo é uma estrutura dipolar, não muito distinta dos pólos norte e sul de um íman.

O físico John Webb admite que esta descoberta é muito ousada e é céptico quanto às suas conclusões. Ainda assim, o investigador defende que vale a pena explorar esta teoria em medições futuras.

Novos instrumentos e novas tecnologias, como métodos de análise de Inteligência Artificial, poderão fornecer dados de maior qualidade para explorações futuras.

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4 Maio, 2020

 

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