3604: SpaceX’s future deep-space rocket passes key test, paving the way for short flight

CIÊNCIA/ESPAÇO

Finally, a Starship prototype survives a cryo test

SpaceX’s fourth Starship prototype prior to cryogenic proof testing. Photo by Elon Musk

This weekend, SpaceX successfully passed a big milestone in the development of its next-generation deep-space rocket called Starship, which is designed to one day send cargo and people to the Moon and Mars. Overnight on Sunday, a prototype of the rocket underwent a super cold pressure test in Texas and remained intact on the test stand, paving the way for this particular vehicle to fly to a low altitude in the upcoming weeks.

Passing this test is a major step for SpaceX since this same test has destroyed other Starship prototypes in the past. Known as a cryogenic proof test, it entails filling the vehicle with incredibly cold liquid nitrogen to see if the vehicle can handle the same types of temperatures and pressure it’ll have to deal with when it’s filled with super cold propellants for launches. SpaceX lost three previous vehicles during these cold pressure tests; the prototypes either burst apart or imploded while on the test stand at SpaceX’s facility in Boca Chica, Texas. SpaceX CEO Elon Musk said that this test was a bit of a “softball” pressure test, but it was enough to proceed with flight tests.

Elon Musk @elonmusk

SN4 passed cryo proof!

 

Engineers will install SpaceX’s newly developed Raptor engine onto the base of the prototype this week. The company will then ignite the Raptor while restraining the vehicle to see if the engine is working properly. SpaceX developed the Raptor engine specifically for Starship, and the final design of the rocket calls for six of these engines to power the vehicle. But SpaceX will only use one Raptor on this prototype, with plans to increase that number on future vehicles. The next prototype will get three Raptor engines, according to Musk.

Once the Raptor is tested properly on this prototype, it’ll be time for this vehicle to catch some air. SpaceX intends to fly the prototype up to an altitude of 492 feet, or 150 meters, and then land it back down on the ground in one piece. It’d be a short “hop” test, meant to test the vehicle’s ability to take off and then use its engine to touch down gently afterward. This type of propulsive landing is how SpaceX lands its Falcon 9 rockets after launch, and it’s the same technique that the Starship is supposed to use when it lands back on Earth after launch or when it lands on other worlds — such as the Moon or Mars.

SpaceX conducted a similar hop test back in August with a very early prototype of Starship called Starhopper. That vehicle did not resemble the final design of Starship, looking more like a water tower with landing legs. But this new prototype should be more similar in size and shape to Starship when it flies, though it’ll still be missing some hardware that the final design will have. Musk claims everything should be “physically ready” for the hop test in a few weeks, but regulatory approvals from the Federal Aviation Administration “may take longer.”

Meanwhile, SpaceX is still updating the design of Starship and implementing changes on future vehicles. Production of the next Starship prototype is already underway as the company continues to develop this rocket at a rapid pace in Boca Chica.

The Verge

 

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3603: Enquanto nos debatemos com a covid-19, a Terra é ameaçada por uma catástrofe pior do que a extinção dos dinossauros

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

Apesar de o mundo ter as atenções voltadas para a pandemia de covid-19, os riscos para a natureza causados pelo aquecimento global permanecem claros.

Em vários momentos da história do nosso planeta, quantidades crescentes de dióxido de carbono na atmosfera causaram um aquecimento global extremo que levou à morte da grande maioria das espécies existentes na Terra.

No passado, estes eventos foram desencadeados por uma erupção vulcânica ou um impacto de asteróide. Agora, ao que tudo indica, a Terra caminha para outra extinção em massa – e a culpa é nossa.

O cientista australiano Andrew Glikson sustenta que a actual taxa de crescimento das emissões de dióxido de carbono é mais rápida do que as que desencadearam as duas extinções anteriores, incluindo o evento que dizimou os dinossauros.

É verdade que muitas espécies podem ser capazes de se adaptar às alterações ambientais lentas ou moderadas, mas a história mostra-nos que as mudanças extremas do clima podem ser fatais para a grande maioria das espécies.

Antes do início dos tempos industriais, no final do século XVIII, o dióxido de carbono na atmosfera era de cerca de 300 partes por milhão, isto é, para cada milhão de moléculas de gás na atmosfera, 300 eram dióxido de carbono. Em Fevereiro deste ano, o dióxido de carbono atmosférico atingiu 414,1 partes por milhão.

Segundo um artigo publicado no The Conversation assinado por Andrew Glikson, o dióxido de carbono está a ser derramado na atmosfera a uma taxa de duas a três partes por milhão a cada ano.

Através de registos de carbono armazenados em fósseis e matéria orgânica, o investigador determinou que as actuais emissões de carbono constituem um evento extremo na história da Terra.

As emissões anuais de dióxido de carbono são agora mais rápidas do que após o impacto do asteróide que erradicou os dinossauros (cerca de 0,18 partes por milhão de CO2 por ano) e o máximo térmico de há 55 milhões de anos (cerca de 0,11 partes por milhão de CO2 por ano).

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono ainda não se encontram nos níveis observados há 55 e 65 milhões de anos, mas o influxo maciço de dióxido de carbono significa que o clima está a mudar muito mais rapidamente do que muitas espécies de plantas e animais são capazes de suportar.

No ano passado, um relatório da ONU revelou que cerca de um milhão de espécies estão ameaçadas de extinção e as alterações climáticas foram catalogadas como um dos cinco principais impulsionadores.

Para Glikson, a próxima extinção em massa na Terra é inevitável – “caso não reduzamos drasticamente as emissões de dióxido de carbono e desenvolvamos tecnologias para remover o dióxido de carbono da atmosfera”.

ZAP //

Por ZAP
26 Abril, 2020

 

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3602: Galáxias massivas (e famintas) comem os vizinhos para crescer

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Gupta et al / colaboração ASTRO 3D / IllustrisTNG
Canais de gás que conectam a galáxia central aos vizinhos

Uma equipa de cientistas combinou vários dados cosmológicos com um programa de modelagem para vislumbrar as forças que criam galáxias massivas no Universo.

Uma nova investigação acaba de revelar que as galáxias massivas comem os vizinhos mais pequenos para crescer. Os cientistas, liderados por Anshu Gupta do Centro de Excelência ARC da Austrália para todas as astrofísicas do céu em 3 dimensões (ASTRO 3D), chegaram a esta conclusão combinando dados de observação com um programa de modelagem.

Ao analisar o movimento dos gases no interior das galáxias, os astrónomos conseguiram descobrir “a proporção de estrelas produzidas internamente e a proporção canibalizada de outros lugares”, explicou o principal autor do estudo, publicado no dia 9 de Abril no Astrophysical Journal.

“Descobrimos que nas antigas galáxias massivas – com cerca de 10 mil milhões de anos-luz de distância – tudo se move em muitas direcções diferentes”, o que sugere que muitas das estrelas no interior das galáxias foram adquiridas no exterior, em vez de terem sido formadas no interior.

“Por outras palavras, as grandes galáxias estão a comer as mais pequenas.”

Os cientistas sugerem que as galáxias massivas engordaram ao incorporar galáxias mais pequenas no seu interior, um fenómeno baptizado pelos cientistas como uma espécie de “fome cósmica”.

A observação e a modelagem das galáxias mais distantes também revelou menos variação de movimentos internos. No fundo, segundo o Sci-News, as galáxias mais antigas e de maior proporção são muito mais desordenadas do que as mais novas.

As mais novas tiveram menos tempo para se fundirem com outras galáxias, o que pode ajudar a explicar o que acontece durante um determinado estágio da evolução destes corpos celestes.

Os astrónomos combinam dados de um projecto australiano, chamado Linha de Emissão Espectroscópica de Objectos Múltiplos (MOSEL), com um programa de modelagem cosmológica em execução em alguns dos maiores supercomputadores do mundo.

ZAP //

Por ZAP
27 Abril, 2020

 

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3601: Um planeta de metal derretido pode ser a chave para encontrar a próxima Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr) Sam Cabot
Planeta MASCARA-2 b

Um planeta de metal derretido, semelhante a Júpiter, não parece ser o paraíso. No entanto, os cientistas estão muito entusiasmados com o planeta MASCARA-2 b, uma vez que as suas características são aquilo a que chamam de laboratório perfeito.

Um espectrómetro construído na Universidade de Yale e instalado no Observatório Lovell está a oferecer aos astrónomos uma visão detalhada da atmosfera de MASCARA-2 b, um planeta distante tão quente que o ar contém metais vaporizados na sua composição.

De acordo com o Business Insider, se os astrónomos conseguiram encontrar uma forma de estudar um Júpiter quente tão distante do planeta Terra, podem estar muito perto de encontrar (e estudar) um planeta no Universo capaz de albergar vida.

O planeta em causa fica a cerca de 4.300 triliões de quilómetros da Terra e é um gigante de gás muito semelhante a Júpiter. No entanto, a sua órbita é 100 vezes mais próxima da sua estrela do que a órbita de Júpiter em relação ao Sol.

A atmosfera de MASCARA-2 b atinge temperaturas acima dos 1.726 graus Celsius, o que o coloca no final de uma classe de planetas conhecida como Júpiteres quentes. Este tipo de corpo celeste chama a atenção dos cientistas porque a sua existência era desconhecida há 25 anos e podem oferecer informações interessantes sobre a formação dos sistemas planetários.

“Os Júpiteres quentes fornecem os melhores laboratórios para desenvolver técnicas de análise que um dia serão usadas para procurar assinaturas biológicas em mundos potencialmente habitáveis”, explicou a astrónoma Debra Fischer, co-autora do artigo científico publicado na Astronomy and Astrophysics.

À medida que o MASCARA-2 b cruza a linha de visão directa entre a sua estrela hospedeira e a Terra, elementos na atmosfera do planeta absorvem a luz das estrelas em comprimentos de onda específicos, deixando uma impressão digital química. O espectrómetro EXPRES recolhe essas impressões digitais que são pistas valiosas para os astrónomos.

Através deste instrumento, a equipa encontrou ferro gasoso, magnésio e cromo na atmosfera do planeta. O principal autor do estudo, Jens Hoeijmakers, disse ainda que o EXPRES encontrou evidências de uma assinatura química diferente nos lados “manhã” e “noite” do MASCARA-2 b.

“Estas detecções químicas podem não apenas dar-nos pistas sobre a composição elementar da atmosfera, como também sobre a eficiência dos padrões de circulação atmosférica”, disse Hoeijmakers, citado pelo EuropaPress.

ZAP //

Por ZAP
27 Abril, 2020

 

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3600: ESA lança concurso de ideias para combater a Covid-19 a partir do Espaço

CIÊNCIA/SAÚDE

“O objectivo é dar resposta a importantes desafios actuais de áreas tão diversas como a saúde, energias renováveis, protecção ambiental, agricultura inteligente, gestão de catástrofes, cidades inteligentes”, refere o IPN em comunicado

Pode não parecer, mas o Copernicus Masters é um concurso. E pode não parecer, mas este ano este concurso pode ter uma palavra a dizer no combate à pandemia Covid-19. Em comunicado, o Instituto Pedro Nunes (IPN), que gere uma das incubadoras da Agência Espacial Europeia ESA) vem anunciar o lançamento do período de candidatura de ideias e projectos ao Copernicus Master, com vista ao desenvolvimento de ferramentas que usam dados recolhidos de observação da Terra para o combate e prevenção da pandemia Covid-19.

Os interessados poderão apresentar candidatura até 30 de Junho. A iniciativa, que pretende fomentar o uso de dados recolhidos pelo satélite Copernicus, tem este ano por temática o combate à pandemia da Covid-19.

“O Copernicus Masters é uma iniciativa organizada pela AZO – Space of Innovation e pela Agência Espacial Europeia. O objectivo é dar resposta a importantes desafios actuais de áreas tão diversas como a saúde, energias renováveis, protecção ambiental, agricultura inteligente, gestão de catástrofes, cidades inteligentes, de entre outras. Em tempo de pandemia, a competição encoraja especialmente as empresas a participarem com projectos que possam apoiar a luta contra a COVID-19”, refere o IPN em comunicado.

Há três empresas portuguesas que já foram distinguidas em edições anteriores do concurso Copernicus Masters: Space Layer Technologies, Cybele, e Theia são as três start-ups nacionais que ganharam prémios nas edições de 2017, 2018, e 2019, respectivamente.

Exame Informática
27.04.2020 às 16h29

 

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