3516: Compreender o futuro: Estação Espacial Modular da China

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Depois de ter lançado duas mini-estações experimentais, a China começa já em 2020 a criar uma estação espacial de grande escala

Os EUA e a Rússia são os países com maior tradição na exploração espacial, mas nos últimos anos mais nações têm investido em planos e tecnologias para ir para fora do planeta Terra. A China tem conquistado um lugar de destaque pelo número de lançamentos espaciais que tem realizado: em 2018, foram 39 lançamentos, superando os 29 dos EUA e os 20 da Rússia; em 2019, o domínio também foi chinês, com o país a realizar 27 lançamentos espaciais. Mas estes lançamentos – que englobam sobretudo satélites – são apenas a ponta do icebergue.

A China tem grandes ambições na exploração espacial e o principal símbolo desta vontade é o projecto conhecido como Estação Espacial Modular da China. A estação vai ser composta por um módulo principal, apelidado de Tianhe-1, e por dois módulos secundários de investigação, apelidados de Wentian and Mengtian. O projecto, cuja primeira fase deverá ficar completa já em 2020 com o lançamento do módulo principal, tem um tempo de vida estimado de dez anos e vai conseguir suportar a estadia de três a seis astronautas em simultâneo, com a chegada do primeiro ‘hóspede’ a estar prevista para 2022, ano no qual a estação já estará completa e em pleno funcionamento.

Em termos de estrutura, a estação espacial vai ter 37 metros de comprimento, assumindo a forma de um T, semelhante à já ‘reformada’ estação espacial russa Mir, e vai orbitar a Terra a uma altitude máxima de 450 quilómetros. Se este parece um projecto ambicioso para um país que não tem tanta tradição no espaço como os EUA e a Rússia, a China fez preparativos à altura: o país já lançou duas mini-estações espaciais para o espaço, a Tiangong-1 e Tiangong-2, que serviram como base de aprendizagem para o lançamento da grande estação espacial modular.

Um protótipo do módulo Tianhe-1 já recebeu, em Setembro de 2019, aprovação para que possa ser iniciada a produção do módulo final a ser lançado para o espaço. Apesar de a China não fazer parte dos países que podem usar a Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) para a realização de experiências, o país já ‘abriu’ a futura estação à realização de projectos de investigação internacionais.

É importante porque

O projecto mostra o conhecimento e a experiência que a China está a ganhar no domínio do Espaço. Esta nova estação apresenta-se ainda como uma alternativa para projectos de investigação fora do planeta Terra, após o fim das operações da Estação Espacial Internacional, previsto para 2028

Exame Informática
25.03.2020 às 15h32

 

spacenews

 

3515: Cometa interestelar Borisov está a desfazer-se

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Os astrónomos detectaram o cometa em Agosto de 2019 e estão a verificar agora que há evidências de que este se está a desfazer

As várias observações feitas pelos astrónomos ao cometa Borisov permitiram concluir que se tratava de um objecto vindo de fora do Sistema Solar e que estaria apenas de passagem. Agora, uma equipa de investigadores polacos fez duas observações e concluiu que o comportamento do cometa indicia que tem estado a ocorrer uma “fragmentação do núcleo”, descreve a publicação Space.com.

Ainda não foi confirmada qual a razão, mas está a ser equacionada a opção de que o fenómeno se deve a uma aproximação ao Sol. Já em Dezembro, os especialistas consideravam que as ‘razias’ ao Sol poderiam ter consequências semelhantes. O cometa interestelar é constituído por gelo e rochas, e as passagens próximas do astro-rei podem resultar nesta fragmentação que, ao que tudo indica, estará mesmo a acontecer.

A novidade da descoberta do Borisov prende-se com a antecedência com que este foi identificado. Durante mais de um ano, os astrónomos puderam acompanhar e estudar a sua viagem pelo nosso Sistema Solar.

Exame Informática
25.03.2020 às 14h12

 

spacenews