3472: Astrónomos descobrem a maior explosão desde o Big Bang

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Cientistas descobriram a maior explosão desde o Big Bang: cinco vezes maior do que qualquer outra registada desde o início do universo. O primeiro sinal da explosão foi observado em 2016.

Astrónomos dos EUA e da Austrália descobriram a maior explosão no espaço desde o Big Bang, que deu início ao universo. A explosão libertou cinco vezes mais energia do que a segunda maior explosão registada desde o início do universo e os cientistas avançam que terá tido origem num buraco negro super-massivo, escreve a BBC. O primeiro sinal de explosão foi observado em 2016.

Já vimos explosões nos centros de galáxias antes, mas esta é realmente muito grande”, disse Melanie Johnston-Holitt, professora do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR), na Austrália, à Deutsche Welle. “E não sabemos porque é que é tão grande”, acrescentou.

Segundo os cientistas, a explosão já terminou e são agora necessárias observações mais aprofundadas para se determinar o que aconteceu. “Fizemos esta descoberta com a Fase 1 do MWA, quando o telescópio tinha 2048 antenas apontadas para o céu. Em breve, reuniremos observações com 4096 antenas, que devem ser 10 vezes mais sensíveis. Acho isto muito emocionante”, disse Johnston-Hollitt.

A explosão ocorreu a cerca de 390 milhões de anos-luz de distância, no centro do aglomerado de galáxias de Ophiuchus, e foi descoberta graças ao Observatório de raios-X Chandra da NASA, um telescópio espacial, e ao uso de telescópios terrestres e do Observatório Europeu do Sul.

Em 2016, as imagens captadas pelo telescópio espacial revelaram uma curva pouco comum no conglomerado que poderia ser a parede de um buraco, mas uma possível erupção foi descartada pelos cientistas, uma vez que seria necessária uma grande quantidade de energia. Mais recentemente, a curvatura revelou ser realmente um buraco negro.

Os cientistas, no entanto, duvidaram da sua descoberta, devido ao tamanho do buraco, que equivalia a 15 Vias Lácteas – um número elevado em relação à anterior detentora do recorde. Os novos dados do radiotelescópio de baixa frequência australiano Murchison Widefield Array (MWA)  e do radiotelescópio indiano Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT) vieram finalmente confirmar as suspeitas.

Observador
28 Fev 2020, 10:04

 

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3471: Terra tem uma segunda Lua em órbita e é do tamanho de um automóvel

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O novo satélite estará na órbita terrestre durante algum tempo, de forma temporária. Trata-se de um pequeno asteróide e é a segunda mini-Lua a ser descoberta.

Mini-Lua foi descoberta por cientistas do projecto Catalina Sky Survey, financiado pela NASA
© Catalina Sky Survey

A Terra tem uma segunda “mini-Lua”, um asteróide que é do tamanho de um automóvel e estará na órbita terrestre há três anos, revelam os astrónomos que descobriram este objecto. Não deve ficar por muito mais tempo: em Abril apontam os cientistas, deve sair da órbita.

Com aproximadamente 1,9 a 3,5 metros de diâmetro, o objecto foi observado na noite de 15 de Fevereiro pelos investigadores Kacper Wierzchos e Teddy Pruyne, do projeto Catalina Sky Survey (CSS), financiado pela NASA (a agência espacial americana), no estado do Arizona.

Grande Notícia. A Terra tem um novo objecto capturado temporariamente/Possível mini-Lua chamada 2020 CD3“, que pode ser um asteróide tipo C [com uma importante composição de carvão, muito escuro], tuitou Wierzchos na quarta-feira.

Kacper Wierzchos @WierzchosKacper

BIG NEWS (thread 1/3). Earth has a new temporarily captured object/Possible mini-moon called 2020 CD3. On the night of Feb. 15, my Catalina Sky Survey teammate Teddy Pruyne and I found a 20th magnitude object. Here are the discovery images.

O cientista disse que a informação é “importante”, porque “é apenas o segundo asteróide conhecido a orbitar a Terra, depois do 2006 RH120, também descoberto pelo CSS. A sua rota indica que entrou na órbita terrestre há três anos, acrescentou.

O centro de planetas menores do Observatório Astrofísico Smithsonian, que acumula informação sobre os objectos menores do sistema solar, disse que “nenhum vínculo com um objecto artificial foi encontrado”. Por outras palavras: trata-se, sem qualquer dúvida, de um asteróide capturado pela gravidade terrestre.

A dinâmica orbital “indica que este objecto está temporariamente ligado à Terra”.

Este novo vizinho terrestre não está numa órbita estável e é pouco provável que permaneça nessa posição por muito tempo.

“Está a afastar-se do sistema Terra-Lua, enquanto conversamos”, e deve sair em Abril, disse o investigador Grigori Fedorets, da Queen’s University, de Belfast, à revista “New Scientist“.

O único asteróide até agora conhecido a gravitar em torno da Terra, o 2006 RH120, esteve em órbita de Setembro de 2006 a Junho de 2007.

Diário de Notícias

DN/AFP
27 Fevereiro 2020 — 19:23

 

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3470: Estudante de astronomia descobre 17 planetas e um pode ser habitável

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Michelle Kunimoto, uma estudante de astronomia da Universidade da Colúmbia Britânica, descobriu 17 novos planetas. Na sua investigação, a jovem candidata a astrónoma poderá ter encontrado também um mundo potencialmente habitável, sensivelmente do tamanho da Terra. Estas descobertas foram conseguidas depois de analisados os dados recolhidos pela missão Kepler da NASA.

Durante a sua missão original de quatro anos, o satélite Kepler procurou mundos extras-solares, especialmente aqueles encontrados na chamada zona habitável das suas estrelas, onde a água líquida poderia existir na superfície.

Descoberto planeta com tamanho próximo da Terra

As novas descobertas, publicadas no The Astronomical Journal, incluem um daqueles planetas muito procurados e particularmente raros. Oficialmente chamado KIC-7340288 b, o planeta descoberto por Kunimoto é uma vez e meia o tamanho da Terra, pequeno o suficiente para ser considerado rochoso, em vez de gasoso como os planetas gigantes do Sistema Solar, e está localizado na área habitável da sua estrela.

Este planeta está a cerca de mil anos-luz de distância, então não chegaremos lá em breve! Mas esta é uma descoberta realmente empolgante, já que até agora apenas quinze pequenos planetas confirmados foram encontrados na zona habitável nos dados de Kepler.

Referiu Kunimoto,  candidata ao doutoramento no departamento de física e astronomia.

NDTV @ndtv

17 new planets including habitable Earth-sized world discovered. https://www.ndtv.com/science/17-new-planets-including-habitable-earth-sized-world-discovered-by-university-of-british-columbia-ub-2187518 

Para dar a volta ao seu sol, o planeta demora cerca de 142 dias (terrestres), tem, por isso, um ano curto, face à Terra. Isto porque a sua estrela é orbitada a 0,444 unidades astronómicas (AU, a distância entre a Terra e o Sol). Em termos comparativos, está um pouco além da órbita de Mercúrio no nosso Sistema Solar. No entanto, o planeta recebe aproximadamente um terço da luz que a Terra obtém do Sol.

Michelle Kunimoto analisou os dados recuperados pela missão Kepler da NASA – UCB

E os outros 16 planetaS?

Dos outros 16 novos planetas descobertos, o menor tem apenas dois terços do tamanho da Terra, um dos menores que já foram encontrados com o Kepler até agora. O resto varia até oito vezes o tamanho da Terra.

Mas não é a primeira vez que a talentosa Kunimoto descobre novos mundos. A estudante de facto tem queda para a ciência dos astros. Na sua caminhada, ela havia já descoberto 4 planetas durante a sua graduação na UBC. Como muitos outros astrónomos, usa o que é conhecido como “método de trânsito” para procurar candidatos entre as aproximadamente 200 000 estrelas observadas pela missão Kepler.

Sempre que um planeta passa na frente da estrela, ele bloqueia uma parte da luz e causa uma diminuição temporária no brilho. Assim, quando são detectados estes mergulhos, conhecidos como trânsitos, podemos começar a recolher informações sobre o planeta, como o seu tamanho e quanto tempo leva para orbitar.

Explicou Kunimoto.

Um mundo de novos planetas e estrelas para se descobrir

Além das novas descobertas, a jovem conseguiu observar milhares de planetas Kepler conhecidos. Na base do seu trabalho, está o método de trânsito, que ajudará a analisar novamente o vasto mundo de exoplanetas. Assim, poderá tentar perceber quantos planetas podem existir para estrelas com temperaturas diferentes, quantos são do tamanho da Terra e quantos estarão na chamada zona habitável.

Terra 2.0: astrónomos dizem que há um planeta semelhante ao nosso

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