3373: Cientistas descobrem o material mais antigo à face da terra

CIÊNCIA

Exemplo de um grão de poeira cósmica encontrado no meteorito de Murchison

Imagens da análise ao microscópio de dois grãos de poeira solar

Uma equipa de cientistas descobriu o que acredita ser o material mais antigo à face da terra. Poeira encontrada numa rocha espacial, que caiu na Terra nos anos 60 do século XX, tem cerca de 7,5 mil milhões de anos.

Esta poeira cósmica é mais antiga que as estrelas do nosso sistema solar e, claro, que o sol, que tem cerca de 4,6 mil milhões de anos, e a Terra, cuja “idade” estimada é de 4,5 mil milhões de anos. A descoberta foi publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Os investigadores explicam que quando uma estrela morre formam-se partículas que se espalham pelo Espaço. “Estes grãos pré-solares” são depois incorporados em novas estrelas, planetas, luas e meteoritos. “São selos sólidos de estrelas”, observou Philipp Heck, professor associado da Universidade de Chicago, nos EUA.

A equipa de cientistas analisou 40 grãos de poeira pré-solar encontrados num pedaço do meteorito de Murchison, encontrado na Austrália em 1969.

Para calcular a idade destes grãos, os cientistas mediram o tempo de exposição aos raios cósmicos no espaço, partículas de energia elevada que viajam pelas galáxias e penetram em matéria sólida. Alguns interagem com a matéria e formam novos elementos, o que é determinante para os cientistas.

Como quanto mais tempo a matéria está exposta aos raios cósmicos mais novos elementos se formam. Para calcular a idade dos grãos, os cientistas mediram a quantidade de novos elementos encontrados e determinaram quanto tempo estiveram expostos aos raios cósmicos, chegando assim à idade da poeira analisada.

Até agora, o material mais antigo conhecido à face da terra, também encontrado em poeira cósmica, tinha cerca de 5,5 mil milhões de anos. Segundo os cientistas, com base na análise à base de raios cósmicos, a maior parte dos grãos de poeira encontrados no planeta azul tem entre 4,6 e 4,9 milhões de euros. Apareceram antes da formação da terra e, no limite, por baixo, do primeiro nascer do sol, há 4,6 mil milhões de anos.

Jornal de Notícias
14 Janeiro 2020 às 21:31

spacenews

 

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