3013: Captada imagem de uma impressionante tempestade em Júpiter (vídeo)

CIÊNCIA

A sonda da NASA, Juno, capturou esta imagem incrivelmente detalha de uma tempestade ciclónica na atmosfera de Júpiter. Este gigante gasoso é rico em eventos ciclónicos e a sonda, na sua 23.ª passagem pelo planeta, registou um vórtice massivo.

As imagens foram captadas no passado dia 3 de Novembro. Posteriormente, o cientista Kevin M. Gill criou este vídeo da tempestade.

Juno capta tempestade em Júpiter

Conforme foi publicado pela NASA, a sonda Juno observou um vórtice numa região de Júpiter chamada “faixa temperada norte norte norte norte norte”, ou NNNNTB. Esta é uma das muitas bandas persistentes de nuvens do gigante planeta gasoso.

Conforme é sabido, estas bandas são formadas pelos ventos predominantes em diferentes latitudes. O vórtice visto aqui tem aproximadamente 2.000 quilómetros de largura.

De acordo com a agência espacial, as imagens foram conseguidas com a sonda a cerca de 8.500 quilómetros do topo das nuvens do planeta. Dessa forma é possível perceber que as cores das nuvens revelam a presença de gases que contêm enxofre e fósforo.

Estes gases vêm desde o interior do planeta, composto em grande parte por hidrogénio e hélio.

O gigante gasoso que tem uma vida incrível

Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol. Este astro é observável da Terra a olho nu e recolhe a … Continue a ler Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

11 Nov 2019

 

Alterações climáticas ameaçam os “maki sushi”

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

O aumento da temperatura do mar e as políticas de protecção do meio ambiente estão a afectar a produção de alga nori, fundamental para o sushi e muitos outros pratos japoneses.

Sushi

A alga nori é mundialmente conhecida por ser um dos principais ingredientes do sushi, pois é graças a ela que é possível compactar o arroz e o peixe formando uma das ofertas mais populares: os makis.

No entanto, esta alga pode agora estar em perigo. Segundo o Financial Times, o aumento da temperatura da água do mar faz com que a produção de nori no Japão esteja a diminuir pois este tipo de alga desenvolve-se com temperaturas a rondar os 23 graus e o Oceano Pacífico estará a aquecer mais do que o devido, dificultando o crescimento.

“As condições óptimas de seu cultivo são muito concretas e com muito pouca margem de variação que permita manter sua produção elevada e de qualidade”, adianta Alba Vergés, investigadora do grupo Biodiversidade e Recursos Marinhos da Universidade de Girona

O aquecimento da água marinha é o único impedimento ao seu cultivo. Embora pareça contraditório, a mudança da política ambiental japonesa, que minimiza a quantidade de desperdícios que chegam a esta zona costeira, também dificulta o seu crescimento. “As boas práticas limitam a chegada dos restos de fertilizantes às águas continentais, e por onde, o mar, assegura Manuel García Tasende, do Centro de Investigações marinhas CIMA, em Corón, (Pontevedra). Fertilizantes esses que servem de alimento à alga nori.

A contaminação da água marinha, fundamentalmente por nitrogénio, faz com que se acumulem resíduos orgânicos, e isto favorece a proliferação de certas algas, que geram danos irreparáveis no ecossistema marinho. Segundo Tasende, do centro de investigações marinhas (CIMA), isto é o que sucede na actualidade, em Espanha, no Mar Menor.

O que é a alga Nori?

O que designamos “alga nori” são na realidade distintas espécies de algas roxas marinhas do género Pyropia y Porphyra. Segundo Javier Cremades Ugarte, catedrático de Botánia e membro do Grupo de Investigação de Biologia Costeira (BioCost) no Centro de Investigações Científicas Avançadas (CICA) da Corunha, estas espécies foram as primeiras algas a serem cultivadas de maneira industrial no mundo, na costa do Japão.

“A nori é uma das algas alimentares mais apreciadas pelas suas excelentes características organolépticas e nutricionais” explica Cremades. “É de longe a espécie de macro-alga marinha mais rica em proteínas e, junto com o Kombu japonês e o wakame, uma das algas alimentares mais cultivadas do mundo” Segundo explica Manuel Garcia Tasende, a nori é a alga de maior valor comercial a nível mundial. “Move cerca de 1.500 milhões de dólares por ano, e se cultivam uma 710.000 toneladas anuais, segundo dados da FAO de 2016.

Diário de Notícias

DN
11 Novembro 2019 — 13:40

 

3011: Captados pela primeira vez ventos massivos a soprar de uma galáxia

CIÊNCIA

Uma equipa de astrónomos observou pela primeira vez um massivo fluxo de gás que se estende por centenas de milhares de anos-luz para lá de uma galáxia.

De acordo a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature, esta é a primeira evidência directa do papel dos ventos galácticos na criação do meio circum-galáctico.

O fenómeno foi observado numa galáxia distante, a SDSS J211824.06 + 001729.4, também conhecida como Makani, detalha o Science Alert.

Segundo Alison Coil, professora da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, uma das autoras do estudo, Makani não é uma constelação típica, é fruto da fusão de duas galáxias massivas que se uniram devido à atracção gravitacional.

Por norma, estas fusões leva a uma intensa formação de estrelas, sendo possível que as novas estrelas tenham sido as responsáveis por gerar grandes fluxos de gás, sejam em ventos estelares ou no final dos seus ciclos de vida, quando explodiram como super-novas.

Os ventos galácticos alimentam o meio circum-galáctico, as vastas nuvens de gás que circundam os aglomerados estelares. Tal como sublinha a Russia Today, os astrónomos sabiam da existência deste fluxos de gás, mas apenas em teoria. Com a detecção da Makani, conseguiram estudar o fenómeno de perto.

Recorrendo a dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA e a dois observatórios terrestres, os responsáveis por este trabalho conseguiram mapear uma região de oxigénio ionizado quente que cobre 4.900 kiloparsecs quadrados, cerca de 52.000 milhões de anos-luz quadrados.

Detectados dois fluxos

Os cientistas revelaram ainda que a Makani deixou dois fluxos separados que transportavam gás rico em metal a temperaturas de até 10.000 graus Kelvin.

Uma das correntes formou-se há cerca de 400 milhões de anos e o fluxo viaja a uma velocidade de até 1.400 quilómetros por segundo. Já o segundo, formou-se há 7 milhões de anos, soprando a uma velocidade de até 2.100 quilómetros por segundo.

Os resultados mostraram que a galáxia distante tem uma população de estrelas com idades diferentes, o que faz os cientistas pensarem que a Makani pode conter um buraco negro super-massivo.

ZAP //

Por ZAP
11 Novembro, 2019

 

3010: Desaparecimento de insectos atingiu um nível “assustador” na Alemanha

CIÊNCIA

dakiny / Flickr

Uma investigação conduzida na Alemanha sobre a biodiversidade alertou sobre a diminuição “assustadora” no número de insectos durante a última década.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram publicados na revista Nature, o fenómeno afectou especialmente áreas de pastagem próximas de terrenos cultivados de forma intensiva, havendo também registo desta queda em áreas protegidas e florestas.

A investigação foi realizada entre 2008 e 2017 por uma equipa de cientistas internacionais, que recolheu mais de um milhão de artrópodes de 300 locais diferente na Alemanha – Brandemburgo, Turíngia e Baden-Württemberg.

No total, mais de 2.7000 espécies foram analisadas, estando muitas destas em declínio. Nos últimos anos, houve até espécies raras que a equipa não conseguiu encontrar.

O ecologista Wolfgang Weisser, da Universidade Técnica de Munique e um dos autores da análise, disse que foi uma “surpresa” observar este declínio num espaço de tempo de dez anos. Em comunicado, a equipa frisa que o declínio é maior do que se suspeitava.

“É assustador, mas [o declínio encontrado] está em linha com a imagem apresentada por número crescente de estudos”, acrescentou o especialista, citado na mesma nota.

O declínio nas populações de insectos repetiu-se nos diferentes ambientes estudados e ocorreu com maior intensidade nas pastagens, principalmente nas que são cercadas por quintas e áreas cultivadas, onde a queda foi de 78%.

Ou seja, nas áreas mais afectadas apenas foi encontrado um terço das espécies anteriormente observadas. Por outro lado, nas florestas, o desaparecimento foi de aproximadamente 40%, o que revela que “a perda não se limita aos habitats abertos”.

“Colapso da Natureza.” Declínio acelerado de insectos põe em risco a Humanidade

Um estudo recente adianta que os insetos podem desaparecer em apenas um século, se o ritmo actual de declínio se…

ZAP //

Por ZAP
10 Novembro, 2019