3003: Elon Musk já sabe o que é necessário para a SpaceX criar uma cidade em Marte

HIGH TECH

Elon Musk sempre foi claro nos seus planos para a SpaceX. Esta será a forma que encontrou para levar o Homem até Marte, mudando a forma como fazemos exploração espacial.

Tem revelado de forma bem lúcida a forma como quer colocar em breve o primeiro humano no planeta vermelho. Agora, e mostrando novamente o futuro, revelou o que é necessário para criar uma cidade em Marte.

O homem forte da SpaceX não quer apenas viajar para Marte. Elon Musk quer colocar uma colónia neste planeta, iniciando um momento único na nossa história. Para isso necessitará de criar uma cidade sustentável neste ponto remoto do espaço.

O papel essencial que a Starship representa

Para que esta possa ser criada e mantida, Elon Musk já definiu a sua expectativa. Segundo a sua ideia, ao todo vão ser necessárias 1000 naves Starship. Esta vão ser responsáveis por transportar toda carga que será necessária transportar.

Silicon Valley @teslaownersSV

How many starships you wanna build

Elon Musk @elonmusk

A thousand ships will be needed to create a sustainable Mars city

Cada uma destas naves terá a capacidade de carregar 100 toneladas de carga nos seus voos. Caso sejam construídas 100 naves Starship, a SpaceX consegue colocar em Marte 10 milhões de toneladas de carga por ano.

20 anos de viagens para Marte

Mesmo com toda esta capacidade de carga, esta será uma tarefa que demorará ainda alguns anos. As contas de Elon Musk preveem que ao todo vão ser necessários pelos menos 20 anos de viagens pelo espaço até Marte.

As the planets align only once every two years

Elon Musk @elonmusk

So it will take about 20 years to transfer a million tons to Mars Base Alpha, which is hopefully enough to make it sustainable

Durante esse tempo, as naves de carga da SpaceX vão estar a voar de forma permanente e a levar todos os elementos necessários a esta cidade sustentável e que será um entreposto no espaço.

Depois de ter revelado que o custo por voo de uma Starship ronda os 2 milhões de dólares, revela agora os recursos que este processo irá consumir. Será um processo complicado de gerir e que vai requerer a participação de muitas entidades.

Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

Os planos da SpaceX estão traçados e bem definidos. O seu objectivo é aterrar em Marte dentro de alguns anos, marcando assim o início de uma nova corrida ao espaço e ao planeta vermelho. … Continue a ler Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

Pplware
09 Nov 2019

 

3002: Quase 50 anos depois, NASA abriu uma amostra da superfície da Lua

CIÊNCIA

NASA / James Blair

Pela primeira vez em mais de 40 anos, cientistas da NASA abriram uma amostra de regolito da Lua recolhida durante missões do Programa Apollo. Graças às novas tecnologias de análise desenvolvidas ao longo das últimas décadas, esta amostra pode revelar novos dados sobre o corpo celeste mais próximo da Terra.

Segundo o Science Alert, a amostra de regolito, chamada amostra 73002 e aberta no passado dia 5 de Novembro, foi recolhida pelos astronautas da Apollo 17, Gene Cernan e Jack Schmitt, em Dezembro de 1972, através de um tubo de quatro centímetros.

“Hoje somos capazes de fazer medições que não eram possíveis durante os anos do Programa Apollo”, afirma a geóloga planetária Sarah Noble, do programa ANGSA.

“A análise dessas amostras vai maximizar o retorno científico da Apollo, além de permitir que uma nova geração de cientistas refine as suas técnicas e ajude a preparar futuros exploradores para missões lunares previstas para a década de 2020 e mais além”.

As técnicas que os cientistas da NASA têm agora acesso incluem imagem 3D não destrutiva, espectrometria de massas e microtomia de alta resolução que, por outras palavras, lhes permitem estudar este tipo de amostras com muito mais detalhe.

Os cientistas fizeram uma digitalização 3D de alta resolução da amostra 73002 antes de ser aberta, mostrando-lhes a melhor forma de remover o precioso regolito e distribuí-lo pelas várias equipas da NASA. A fotografia abaixo mostra a comparação entre a digitalização tirada este ano e em 1974.

Dave Edey and Romy Hanna / UTCT, UT Austin / NASA
Digitalizações da amostra 73002 tirada em 2019 e em 1974

Parte da razão pela qual mais amostras estão agora a ser abertas — a amostra 73001 será analisada no início de 2020 — prende-se com o facto de a NASA estar a preparar-se para enviar astronautas à Lua em 2024.

Esses astronautas irão recolher um novo conjunto de amostras enquanto percorrem a superfície lunar, dando aos cientistas a oportunidade perfeita para analisar e comparar com as descobertas reveladas pelas amostras 73002 e 73001.

As amostras que já foram ou vão ser abertas também podem mostrar aos astronautas quais os pontos na Lua mais interessantes para uma investigação mais aprofundada. De acordo com a NASA, o regolito poderá fornecer pistas sobre a localização dos depósitos polares de gelo na Lua, lançar luzes sobre como a crosta da Lua evoluiu ao longo do tempo e ajudar a entender melhor como ocorrem deslizamentos de terra na superfície lunar.

Além disso, analisar essas amostras também poderá dar aos cientistas indicações sobre como melhorar as ferramentas de recolha de rochas que serão adaptadas à sonda construída para a missão Artemis de 2024.

ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2019

 

3001: Primata com “pernas humanas” viveu há 11,6 milhões de anos na Europa

CIÊNCIA

Velizar Simeonovski

Uma equipa internacional de paleontologistas descobriu que um primata capaz de andar erecto viveu na actual Europa durante o Mioceno, segundo um novo estudo.

Trata-se de Danuvius guggenmosi, criatura que viveu na Europa há 11,6 milhões de anos e pode ser um ancestral distante dos humanos. A equipa encontrou restos fósseis dos seus membros e partes da da mandíbula e da coluna em quatro espécimes no leste de Allgóvia, na Alemanha, entre 2015 e 2018.

Os cientistas estimam que este ser tivesse até um metro de altura, pensando até 31 quilogramas, segundo detalham um novo estudo publicado na revista científica Nature. A espécie teria ainda polegares adaptados para se agarrar aos galhos e pernas semelhantes ao do ser humano contemporâneo.

De acordo com os cientistas, este primata andava sobre as duas patas quando estava a subir para as árvores e usava os seus braços longos para manter o equilíbrio e não para erguer o seu corpo, ao contrário do que fazem os macacos actualmente.

“A imagem emergente de sua locomoção é diferente de qualquer criatura viva conhecida”, disse a autora principal do artigo, Madelaine Bohme, cientista da Universidade de Tübingen, na Alemanha, em declarações ao portal Gizmodo.

Até agora, o hominídeo bípede mais antigo conhecido era o Ardipithecus ramidus, que habitou África há 4,4 milhões de anos.

Se a descoberta agora anunciada for aceite entre a comunidade científica, mudará significativamente tudo o que se sabe sobre a origem desta adaptação entre os primatas.

“O que define os hominídeos se não for o bipedalismo usual? O nosso artigo pode criar um dilema para a definição de hominídeos“, rematou a cientista.

ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2019

[post-vídeos]

 

3000: 3.000 artigos

 

No dia 10 de Setembro de 2017, iniciei a feitura deste Blogue – e de outros -, como tarefa para “matar” o tempo que se encontra na recta final da minha existência.

Com o texto anterior, completou-se a inserção de 3.000 artigos, diariamente elaborados através da pesquisa de vários meios da comunicação social. Embora a quantidade do feedback dos leitores não seja muito positivo, os post-views demonstram que este Blogue desperta algum interesse neles, por isso agradeço a vossa presença e voltem sempre que assim o entenderem e desejarem.

Obrigado, prezados visitantes!

On September 10, 2017, I started writing this Blog – and others – as a task to “kill” the time that is in the final stretch of my existence.

With the previous text, the insertion of 3,000 articles, completed daily through the research of various media. Although the amount of feedback from readers is not very positive, the post views show that this Blog arouses some interest in them, so I appreciate your presence and come back whenever you want and want it.

Thank you, dear visitors!

Le 10 Septembre 2017, j’ai commencé à écrire ce blog – et d’autres – dans le but de “tuer” le temps qui est dans la dernière partie de mon existence.

Avec le texte précédent, l’insertion de 3 000 articles, complétée quotidiennement par la recherche de différents médias. Bien que le nombre de commentaires des lecteurs ne soit pas très positif, les vues des publications montrent que ce blog suscite un certain intérêt. J’apprécie donc votre présence et je reviens quand vous le souhaitez.

Merci chers visiteurs!

El 10 de Septiembre de 2017, comencé a escribir este Blog, y otros, como una tarea para “matar” el tiempo que está en el tramo final de mi existencia.

Con el texto anterior, la inserción de 3.000 artículos, completada diariamente a través de la investigación de varios medios. Aunque la cantidad de comentarios de los lectores no es muy positiva, las vistas de la publicación muestran que este Blog despierta cierto interés en ellos, por lo que agradezco su presencia y vuelvo cuando lo desee y lo desee.

¡Gracias queridos visitantes!

 

2999: Esta ave mostra que não é preciso ter um grande cérebro para formar uma sociedade complexa

CIÊNCIA/BIOLOGIA

Crisco 1492 / Wikimedia

A pintada-vulturina, uma ave proveniente de África, sugere agora que cérebros grandes não são necessariamente um requisito para viver entre sociedades complexas.

De acordo com o Science Alert, investigadores do Instituto Max Planck e da Universidade de Konstanz, na Alemanha, acompanharam as interacções sociais de uma população de mais de 440 espécimes da ave pintada-vulturina, no Quénia, durante vários anos.

Mesmo no meio da multidão, o Acryllium vulturinum pode encontrar os seus amigos, e acompanhar o seu status social com centenas de outros indivíduos, um feito anteriormente conhecido apenas em mamíferos.

Estes animais são frequentemente observados em grupos, o que por si só não é incomum entre os pássaros. No entanto, o que é diferente neste caso é que esses grupos também têm associações consistentes com outros grupos.

Entre a população analisada, os cientistas descobriram que era composta por 18 grupos sociais, com 13 a 65 indivíduos em cada um, que consistiam em vários machos e fêmeas, incluindo pares reprodutores e não reprodutores.

Estas aves misturam-se com outros grupos durante o empoleiramento comunitário à noite e durante as actividades diurnas. Por exemplo, determinados grupos optam por juntar-se uns aos outros à noite, mesmo que não partilhem o mesmo território ou que não se relacionem durante o dia.

Depois de socializarem, determinados pássaros dividem-se de forma consistente dos seus grupos originais, o que significa que entendem quem faz parte do grupo e quem não faz. Os investigadores até suspeitam que estas aves tenham algo semelhante com grupos menores de amigos dentro desses grupos.

“Do que sabemos, é a primeira vez que uma estrutura social como esta é descrita no universo das aves”, disse o etólogo Danai Papageorgiou num comunicado do instituto.

Como tal, parece que esta espécie mantém círculos sociais complexos e de vários níveis, apesar de possuir um cérebro bastante pequeno.

“Esta descoberta levanta muitas questões sobre os mecanismos subjacentes às sociedades complexas e abre possibilidades interessantes de explorar o que é que fez essa ave evoluir um sistema social que é, em muitos aspectos, mais comparável a um primata do que a outras aves”, afirma também o etólogo Damien Farine.

Os investigadores observam ainda, no estudo publicado, este mês, na revista científica Current Biology, que as condições ecológicas moldam as interacções entre os diferentes grupos desta ave, com maiores reuniões entre grupos observadas durante a abundante estação chuvosa.

“O nosso estudo não afirma que viver numa sociedade complexa não favorece um cérebro grande, antes sugere que podem haver maneiras alternativas e mais simples de alcançar os mesmos resultados sociais”, explicou Farine à Cosmos Magazine.

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9 Novembro, 2019

 

2998: Triângulo das Bermudas. Lula gigante pode ser a culpada de todos os misteriosos desaparecimentos

MAR

Allexxandar / Canva

O misterioso desaparecimento de barcos no Triângulo das Bermudas poderia estar ligado à agressividade de lulas gigantes, cuja existência foi comprovada em 2004.

Até 2004, a existência de lulas gigantes era considerada um mito por grande parte da comunidade científica mundial. No entanto, naquele ano, os investigadores japoneses Tsunemi Kubodera e Kyoichi Mori conseguiram filmar pela primeira vez o animal, de cerca de oito metros de comprimento, no litoral do Japão, não muito longe das Ilhas Ogasawara.

Este ano, de acordo com a Sputnik News, uma equipa de cientistas da organização Pesquisa e Exploração Oceânica (OER, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, publicaram um vídeo em que uma lula gigante foi vista no golfo do México, local próximo ao Triângulo das Bermudas.

A descoberta dá força à ideia de que o desaparecimento de barcos nas Bermudas poderia ser resultado de ataques de lulas gigantes, hipótese que até então só era ouvida de mitos antigos.

“A lenda das lulas gigantes não é uma lenda. Elas existem. Algumas delas têm mais de 45 metros de comprimento”, disse Rob Simone, investigador das Bermudas, num documentário referido pelo Express.

A ideia de Simone também foi sustentada pelo cientista do Aquário de Vancouver Jeffrey Marliave. “A maior parte dos casos [de ataques a barcos] não foi [causado por] polvos. A única espécie que poderia realizar um ataque a um barco pequeno seria um parente do polvo, a lula gigante“, declarou Marliave.

Estima-se que, nos últimos 100 anos, o misterioso “Triângulo das Bermudas” tenha provocado a destruição de 75 aviões e afundado centenas de barcos e navios – provocando mais de mil mortes. Em média, 5 aviões continuam a desaparecer na região todos os anos.

Ao longo dos anos, foram avançadas várias teorias para explicar o mistério. A mais recente teoria foi avançada em 2016 por um grupo de meteorologistas segundo os quais a culpa dos desaparecimentos será da presença de “nuvens hexagonais” que podem originar ventos muito fortes ou “bombas de ar” capazes de destruírem ou afundar navios e aviões.

No passado, entre outras teorias, atribuiu-se o mistério a bolhas de gás metano do fundo do oceano, campos magnéticos, ondas gigantes, ou a explicações mais metafísicas, como dimensões alternativas, universos paralelos ou raptos por extraterrestres.

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8 Novembro, 2019

 

2997: Brasil recebe a sua primeira convenção nacional de terraplanistas

TERRA PLANA

Kevin Carden / Deviant Art

A cidade de São Paulo, no Brasil, vai receber a sua primeira convenção nacional de terraplanistas este domingo, dia 10 de Novembro.

De acordo com o site da convenção, a Flat Con Brasil é organizada pelo jornalista Jean Ricardo G. Martins, que promove eventos e terraplanista desde 2015, e tem como objectivo discutir esta corrente, assunto “que está na agenda dos média” de todo o mundo.

“Tratada como ‘teoria da conspiração’ por muitos, esta ciência é estudada por diversos professores e académicos que mostram, através de provas empíricas, que não vivemos num globo, e sim, num mundo plano e estacionário“, pode ler-se.

“Não é moda e muito menos um fenómeno passageiro. Esta onda mundial começou com força em 2015 e uniu as pessoas em torno de um único objectivo: provar que não vivemos num globo como fomos educados na escola e que a NASA e as demais agências mentem”.

Para a conferência, há dois tipos de bilhetes à venda: o promocional, que custa 50 reais (11 euros) e dá acesso a todas as palestras, e um outro de 110 reais (25 euros) que, para além das palestras, incluiu uma camisola oficial do evento, uma caneta personalizada e a Revista Terra Plana. A compra dos ingresso é feita online.

Entre os palestrantes, enumera o jornal britânico The Guardian, estão vários youtubers, entre os quais o “Professor Terra Plana”, que divulga vídeos intitulados de “25 exemplos que provam que a NASA é uma fraude” ou “A gravidade não existe”.

O canal do “Professor Terra Plana” conta com cerca de 29.000 subscritores.

À semelhança do que aconteceu com o Reino Unido e Estados Unidos, a teoria da Terra Plana têm ganho força no Brasil: 7% da população (10 milhões de brasileiros) acredita no terraplanismo, segundo dados do Datafolha, que aponta que esta crença tem a a incidir mais sobre a população religiosa e com menos estudos.

Recentemente, Olavo Carvalho, filósofo e conservador brasileiro, que é também astrólogo e guru do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi criticado no Twitter quando falava sobre o terraplanismo.  “Não estudei o assunto da Terra Plana. Acabei de ver alguns vídeos de procedimento experimentais que mostram a planicidade das superfícies aquáticas e, até agora, não consegui encontrar nada para refutá-los”, escreveu.

Olavo de Carvalho @opropriolavo

Não estudei o assunto da terra plana. Só assisti a uns vídeos de experimentos que mostram a planicidade das superfícies aquáticas, e não consegui encontrar, até agora, nada que os refute.

Felipe Neto @felipeneto

Tá aqui, asno, toma sua refutação:

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8 Novembro, 2019

Os asnos também têm o direito a zurrar!!! 🙂

 

2996: Praia finlandesa coberta de milhares de “ovos de gelo”

CLIMA

Risto Mattila / Instagram

A praia de Marjaniemi, na ilha de Hailuoto, entre a Finlândia e a Suécia, foi invadida por milhares de “ovos de gelo”, um fenómeno meteorológico captado por um fotógrafo amador.

No domingo, Risto Mattila caminhava com a sua esposa na praia de Marjaniemi, na ilha de Hailuoto, quando foram surpreendidos por milhares de bolas de gelo. Segundo o fotógrafo amador, que não perdeu tempo a registar o fenómeno, as formas maiores tinham um tamanho semelhante a uma bola de futebol.

“Estava a passear com a minha mulher na praia Marjaniemi. Estava um dia de sol, com temperatura de -1ºC, e ventoso. Foi quando encontrei este extraordinário fenómeno. Havia neve e ovos de neve por toda a praia, na linha de água”, disse Mattila à BBC.

Esta grande “colecção” de “ovos de gelo” foi o resultado de uma conjugação rara de condições climáticas. As pequenas bolas de neve são enroladas em simultâneo por acção do vento e da água, neste caso em particular, as ondas do mar.

Foi uma vista incrível. Eu nunca vi este fenómeno antes. O maior dos ovos era do tamanho de uma bola de futebol”, acrescentou o fotógrafo.

Um especialista em meteorologia, consultado pelo The Guardian, explicou que estes “ovos de gelo” não são um fenómeno raro na Finlândia. O fenómeno pode ser observado uma vez por ano sob determinadas condições atmosféricas e meteorológicas como “temperatura do ar abaixo dos zero graus, temperatura da água do mar gelada, uma praia de areia rasa e ligeiramente inclinada e ondas calmas”.

Também James Carter, professor da Universidade do Illinois, nos Estados Unidos, explicou ao jornal que o gelo começa por ser uma espécie de “lama” na superfície da água, que com o movimento das ondas se vai cristalizando até solidificar.

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8 Novembro, 2019

 

2995: Os dinossauros dominaram a Terra do outro lado da Via Láctea

CIÊNCIA

Swordlord3d / Deviant Art

Jessie Christiansen, cientista da agência espacial norte-americana (NASA), publicou recentemente uma animação na qual evidencia que o auge da era dos dinossauros ocorreu do outro lado da Via Láctea.

A cientista conseguiu chegar à sequência rastreando o movimento do Sistema Solar através da Via Láctea, detalha o Science Alert, frisando que, quando os dinossauros dominaram a Terra, o nosso planeta estava numa parte muito diferente da Via Láctea.

O vídeo agora publicado mostra que a última vez que o Sistema Solar estava no seu ponto actual da galáxia, os dinossauros do Período Triásico estavam só a começar a aparecer.

A cientista revelou que demorou cerca de quatro horas para fazer o vídeo, recorrendo a animações programadas no Power Point. Contudo, em declarações ao Business Insider, Christiansen frisou que o movimento galáctico é mais complicado do que parece no vídeo.

Dr. Jessie Christiansen @aussiastronomer

I have always been interested in galactic archaeology, but I don’t think this is what they meant.
Did you know that dinosaurs lived on the other side of the Galaxy?

“A animação faz com que pareça que voltamos ao mesmo lugar. Mas, na realidade, toda a galáxia avançou muito”, começou por explicar.

“É mais como se estivéssemos a ‘espiralar’ pelo Espaço. À medida que a toda a galáxia se move, giramos em torno do centro – e essa espiral é criada”, sustentou.

Segundo explicou Christiansen, durante a rotação do Sistema Solar, a Terra nunca volta a um ponto fixo na galáxia, porque as outras estrelas e sistemas planetários também estão em movimentos constantes, com diferentes velocidades e órbitas. Além disso, notou, a própria Via Láctea também se move pelo Espaço.

No que toca à Terra, diferentes formas de vida podem habitar o planeta graças à sua trajectória galáctica. De acordo com a cientista, mesmo quando o Sistema Solar viaja pela Via Láctea, não se aproxima do seu centro, onde certamente não poderia sobreviver devido à radiação. “O nosso Sistema Solar não viaja para o centro da galáxia e depois volta novamente. Ficamos sempre à mesma distância”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2019

 

2994: IA desvenda em segundos o “problema dos três corpos” que desafia cientistas desde Newton

CIÊNCIA

O “problema dos três corpos”, inicialmente formulado por Isaac Newton no século XVII e que desafia cientistas até aos dias que correm, foi resolvido por um programa de Inteligência Artificial (IA) numa questão de segundos.

O problema parece simples, mas revela-se bastante complexo, frisa o Live Science: passa por prever como é que três corpos celestes – como estrelas, planetas e luas – se orbitam.

As interacções gravitacionais entre estes objectos resultam de um sistema caótico e complexo, sendo muito sensível às posições iniciais de cada corpo e, por isso, tornava-se complicado encontrar uma forma simples de o resolver.

Resolver este problema, escreve o Hype Science, requer uma quantidade impensável de cálculos. Por isso, e para tentar resolver a questão, os cientistas recorrem a softwares que podem durar semanas ou até meses para revelar os resultados.

Mas agora, um novo estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, tentou testar se uma rede neuronal – um tipo de IA que imita a forma como o cérebro humano opera – pode resolver o problema de forma mais rápida.

De acordo com a nova investigação, cujos resultados estão disponíveis em pré-visualização no arXiv, a rede neuronal é bem mais rápida: 100 milhões de vezes.

As redes neuronais devem ser treinadas, isto é, alimentadas com dados antes de começarem a fazer previsões. Por isso, para esta investigação, os cientistas começaram por gerar 9.900 cenários simplificados de três corpos recorrendo ao Brutus, o software mais utilizado para resolver este problema.

No Brutus, a análise de cada cenário levou cerca de 2 minutos.

Depois, partiram desde dados para alimentar a rede neuronal, testando 5.000 cenários ainda não previstos recorrendo à IA, descobrindo que a rede artificial pode resolvê-los numa questão de segundos e obtendo resultados semelhantes aos do Brutus.

Potencial da descoberta

Segundo Chris Foley, cientista da Universidade de Cambridge e um dos autores do estudo, esta eficácia pode ser “inestimávelpara astrónomos que estudam o comportamento de aglomerados de estrelas e a própria evolução do Universo.

“Esta rede neural, se fizer um bom trabalho, deve dar-nos soluções num prazo sem precedentes. Então, podemos começar a pensar em progredir com questões muito mais profundas, como a forma como as ondas gravitacionais se formam”, explicou.

Contudo, esta IA tem uma desvantagem óbvia: a rede neuronal é uma prova de conceito que aprendeu a partir de cenários simplificados. Treiná-la para outros cenários mais complexos exige que estes sejam inicialmente calculados com o Brutus – situação que pode ser demorada e cara.

Foley explicou ainda que o Brutus é lento porque resolve problemas recorrendo a “força bruta”, ou seja, realizando cálculos para cada etapa, por menor que esta seja, das trajectórias dos corpos celestes. A rede neural, por sua vez, analisa estes cálculos e deduz um padrão que pode ajudar a prever cenários futuros com eficácia.

“Existe uma separação entre a nossa capacidade de treinar uma rede neural com um desempenho fantástico e a nossa capacidade de derivar dados com os quais treiná-la (…) Então, há um gargalo” nesta situação, explicou Foley.

Segundo o cientista, a ideia não passa por substituir o Brutus pela IA, mas antes utilizá-los em conjunto. O software continuaria a fazer a maior parte do trabalho “braçal” e a rede neuronal assumiria o resto do trabalho quando os cálculos em causa ficassem complexos demais, “travando” o software.

“Criamos esse híbrido. Sempre que o Brutus fica preso, aplicamos a rede neuronal e avançamos. Depois, avaliamos de o Brutus continuou preso”, resumiu.

ZAP // HypeScience / Live Science

Por ZAP
9 Novembro, 2019

 

2993: Mercury Transit on Monday: The Gear You Need to Watch It Safely

SCIENCE

Mercury will pass across the face of the sun Monday (Nov. 11) in its first such “transit” since 2016.

The Mercury transit — which begins Monday at 7:35 a.m. EST (1235 GMT) and ends at 1:02 p.m. EST (1804 GMT) — is accessible to amateur astronomers, as long as they have the right equipment to view the event safely. (Warning: Never look directly at the sun without protection; serious and permanent eye damage can result.)

Here’s a brief rundown of the ways you can safely watch the transit, either first-hand or live online.

Related: Mercury Transit 2019: Where and How to See It on Nov. 11

Projecting the image

Mercury is so small that projecting the image using a simple pinhole camera, as many observers do to view solar eclipses, will not produce good results; it’s likely you won’t be able to see anything at all. Instead, you can project the image using binoculars, refractors or small Newtonian telescopes. (Schmidt-Cassegrain and Maksutov designs can’t be used for this, because of the risk of damage.)

Put a low-power eyepiece into your telescope — one that you don’t mind losing if the sun’s heat cracks it. Do not look through the eyepiece or the finder scope. Instead, align the telescope using its shadow on the ground. The more closely aligned the scope is to the sun, the darker and more circular its shadow will appear, according to the British Astronomical Association (BAA).

Take a piece of white paper and hold it about 1 foot (30 centimeters) away from the eyepiece to see the image. You may need to wiggle the telescope a bit to get a good view.

Physics lecturer Mohammad Baqir and his pet duck observed the May 9, 2016 Mercury transit using safe projection techniques.
(Image credit: Mohammad Baqir )

Binoculars or telescopes

You can also outfit your binoculars or telescope with solar filters to view the transit. The type of solar filter depends on your equipment, so check with the manufacturer to see what’s approved.

Alternatively, you can make your own filters using a sheet of Mylar or Baader AstroSolar Film. Just be sure that the homemade filter is securely over the front end of your binoculars or telescope, with no cracks.

“It is essential that the filter fixes very securely to your telescope, that it is undamaged, and that it is designed for safe use with your telescope,” the BAA officials wrote in a press release. “Only buy from reputable suppliers you trust, and thoroughly inspect your filters for damage every time you use them.”

Filters designed for eyepieces should never be used because they are “of suspect quality” and often crack when exposed to the sun’s heat, the BAA added.

A student uses his smartphone and a photographers lens with a solar filter to capture a photo of the planet Mercury transiting the sun on May 9, 2016.
(Image credit: Bill Ingalls/NASA)

Community telescopes

Many museums or amateur astronomy organizations are holding special public events for the Mercury transit. So if you don’t have your own gear, check the nearest science museum or astronomy club to see if they are going to set something up somewhere in your community.

You can find the nearest astronomy club in your area here.

Watching online

Another option is to watch the transit from wherever you happen to be that day, which is especially handy if you are stuck at work or school. Space.com will show live webcasts from Slooh and the Virtual Telescope Project.

The Slooh online observatory will begin streaming live views of the Mercury transit from telescopes around the world at 7:30 a.m. EST (1230 GMT). You can watch it live here on Space.com or directly via Slooh’s YouTube channel.

At the same time, astrophysicist Gianluca Masi of the Virtual Telescope Project in Italy will also stream live telescope views of the transit. You can watch the free webcast live here.

Meanwhile, NASA will post real-time images from its Solar Dynamics Observatory at mercurytransit.gsfc.nasa.gov/2019.

Editor’s note: Visit Space.com on Monday to see live webcast views of the rare Mercury transit from Earth and space, and for complete coverage of the celestial event. If you SAFELY capture a photo of the transit of Mercury and would like to share it with Space.com and our news partners for a story or gallery, you can send images and comments in to managing editor Tariq Malik at spacephotos@space.com.

This article was originally posted on May 6, 2016 for the previous Mercury transit and has been updated for 2019.

Follow Elizabeth Howell @howellspace. Follow Space.com on Twitter @Spacedotcom and on Facebook.

livescience
By Elizabeth Howell – Live Science Contributor
08/11/2019