2992: Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

HIGH TECH

Os planos da SpaceX estão traçados e bem definidos. O seu objectivo é aterrar em Marte dentro de alguns anos, marcando assim o início de uma nova corrida ao espaço e ao planeta vermelho.

Há ainda uma grande dúvida sobre como e quando esta viagem da SpaceX vai acontecer. Algo que a marca calculou recentemente foi o preço que cada viagem vai custar. Não é barato, mas é um valor a pagar para se conseguir este salto.

O preço a pagar pela SpaceX por uma viagem a Marte

A informação relativa ao preço que terá de ser pago pela SpaceX veio do seu homem forte, Elon Musk. Numa conferência, apresentou o que o Starship e o Super Heavy vão ter de consumir para que saiam da Terra.

O valor que Elon Musk referiu está na casa dos 2 milhões de dólares. Este não foi um valor que tenha justificado, mas referiu que só em combustível vão ser perto de 900 mil euros. Há depois de ter ainda em conta os restantes custos operacionais existentes.

Elon Musk referiu ainda que este é um valor mais baixo que o de um tradicional foguete de dimensões reduzidas. Claro que neste caso da SpaceX existe uma vantagem óbvia. Tanto o Starship como o Super Heavy vão ser reutilizáveis.

Elon Musk apresentou o futuro desta viagem e os seus custos

Com os seus mais de 100 lugares, o Starship é uma ideia única da Space X. Fará uso do Super Heavy para rumar ao espaço, sendo totalmente reciclável para futuras missões. Estes 2 estão ainda a ser construídos para iniciarem os seus testes.

Todos estes dados surgiram na apresentação feita por Elon Musk no evento Space Pitch Day da Força Aérea Norte-Americana. Aqui falou de vários temas, tanto sobre os carros da Tesla como da sua a paixão por foguetes recicláveis.

O valor agora apresentado é apenas uma previsão de Elon Musk, mas mostra que a Space X vai ter de suportar este custo. Não se sabe se assumirá o valor de forma total ou se terá alguma ajuda do governo para o conseguir.

Fonte: Space.com
pplware

08 Nov 2019

 

2991: Estudo ambiental do Montijo ignora aumento de emissões de CO2

AMBIENTE

ANA / VINCI Aeroportos
Projecto para novo Aeroporto no Montijo

Cientistas que contestam o Estudo de Impacto Ambiental do novo aeroporto do Montijo dizem que este só contempla as emissões terrestres, ficando de fora as emissões de GEE da aviação em fase de voo.

De acordo com o Público, o grupo de cientistas que contestou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do novo aeroporto do Montijo afirma que este apenas contempla “uma parte residual” das emissões de gases poluentes que serão geradas.

Em declarações ao jornal, Pedro Nunes, investigador em energia e ambiente no Instituto Dom Luiz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, explica que o EIA “só contempla as emissões terrestres, ou seja, as emissões da infra-estrutura aeroportuária, do tráfego rodoviário e fluvial de e para o aeroporto, e das emissões das aeronaves na descolagem e aterragem”.

Segundo se lê na “Contestação ao ‘EIA do Aeroporto do Montijo e suas Acessibilidades”, ficaram de fora “as emissões de GEE [gases de efeito de estufa] produzidas na fase de cruzeiro, que são o grosso das emissões” e que deveriam ter sido incluídas na análise de impacto ambiental.

A conclusão é a de que o EIA deste novo aeroporto “não está conforme” o diploma que enquadra a avaliação de impacto ambiental dos projectos públicos e privados susceptíveis de produzirem efeitos significativos no ambiente.

O investigador refere ainda que a “completa omissão do EIA” sobre as emissões de GEE da aviação em fase de voo “compromete o cumprimento” do Roteiro para a Neutralidade Carbónica (RNC2050).

O RNC projecta emissões totais de cerca de 10 milhões de toneladas de CO2 em 2050, quando se espera que o país atinja a neutralidade, mas não contabiliza a aviação internacional. Só “o conjunto Portela + Montijo representará cerca de 34% dessas emissões e o sector da aviação civil cerca de 68%“, indica o mesmo documento.

No final de Outubro, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um parecer favorável condicionado relativamente ao novo aeroporto, indicando um pacote de 200 medidas que terá de cumprir.

Numa entrevista ao Jornal Económico, o presidente da APA, Nuno Lacasta, garantiu que o aeroporto do Montijo não vai ter uma ligação ferroviária directa, apenas um shuttle rodoviário para a estação do Pinhal Novo, com chegada a Lisboa pela ponte 25 de Abril.

As acessibilidades não estão incluídas nos 48 milhões de euros que a APA contabilizou como despesa suplementar a cargo da concessionária ANA, presumindo-se que estes custos deverão ser suportados pelo Estado.

O director da agência portuguesa revela ainda que foi sugerido o estudo de construção de um pipeline para abastecimento de combustível, cujos custos se desconhecem, assim como quem teria de os suportar. Os riscos de segurança ainda terão de ser avaliados pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), que terá também a palavra final.

O projecto pretende promover a construção de um aeroporto civil na Base Aérea n.º 6 do Montijo (BA6), em complementaridade de funcionamento com o Aeroporto de Lisboa, visando a repartição do tráfego aéreo destinado à região de Lisboa e a acessibilidade rodoviária de ligação da A12 ao novo aeroporto.

ZAP //

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

2990: As plantas entram em “pânico” quando chove

CIÊNCIA

Tal como os seres humanos, as plantas precisam de água para sobreviver, no entanto, isso não significa que gostem de levar com uma chuvada em cima. De acordo com uma nova investigação, quando a chuva começa a cair, a sua resposta é imediata, desgastante e chega a estar próxima do “pânico”.

De acordo com o Science Alert, os investigadores envolvidos na nova pesquisa afirmam que a humidade é a principal forma de uma doença se espalhar entre a vegetação, ainda mais do que a temperatura. Quanto mais tempo uma folha estiver molhada, maior a probabilidade de um patógeno estabelecer a sua residência.

“Quando uma gota de chuva salpica sobre uma folha, minúsculas gotas de água ricocheteiam em todas as direcções. Essas gotículas podem conter bactérias, vírus ou fungos. Uma única gota pode espalhá-las por até dez metros nas plantas vizinhas”, disse o bioquímico Harvey Millar, da Universidade da Austrália Ocidental e autor do estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Por outras palavras, a reacção de uma planta à chuva é semelhante à forma como reagimos quando outra pessoa espirra, literalmente, para cima de nós: não é agradável e faz-nos entrar directamente em modo de defesa.

Ao imitar a chuva com um frasco de spray, a equipa observou um rápido efeito dominó de mudanças microscópicas nas plantas, iniciadas por uma poderosa proteína chamada Myc2.

Nos primeiros dez minutos em contacto com a água, mais de 700 genes nas plantas responderam e a maioria desses continuou a aumentar a sua expressão durante cerca de um quarto de hora, alterando o equilíbrio de proteínas, transcrição e hormonas das plantas, antes de voltar ao normal.

Depois de apenas um único toque na água, os cientistas relataram que as plantas acumularam imediatamente compostos de sinalização, como cálcio, activando respostas da membrana ao toque e sofrendo alterações transcricionais em todo o genoma.

Porém, embora essas mudanças tenham sido apenas momentâneas, o contacto repetido acabou por levar ao crescimento atrofiado de uma planta e ao atraso no florescimento.

Quando o Myc2 é activado, milhares de genes entram em acção para preparar as defesas da planta. Esses sinais de alerta viajam de folha em folha e induzem uma série de efeitos protectores”, explica Millar.

No total, os cientistas descobriram que não menos de 20 genes ligados a proteínas eram directamente direccionados e regulados pelo Myc2 após a pulverização da água. Além disso, os mesmos sinais que essas plantas estavam a usar para espalhar informação entre as suas folhas também estavam a ser usados para se comunicar com a vegetação próxima.

Segundo os cientistas, um dos muitos produtos químicos produzidos em resposta às gotículas de água é o ácido jasmónico, que regula muitos processos fisiológicos envolvidos no crescimento das plantas e no lidar com o stress.

Além disso, quando os jasmonatos são transportados pelo ar, também podem deixar outras plantas saberem o que está a acontecer e como estão a lidar com a situação.

“Se as vizinhas de uma planta têm os seus mecanismos de defesa activados, é menos provável que espalhem doenças”, explica Millar, sendo “do seu interesse que as plantas espalhem o aviso para as plantas mais próximas”.

No que toca à protecção, a comunicação é uma questão muito importante para as plantas. Exemplo disso é outra investigação, publicada em Outubro, que mostra que, quando estão sob ataque, as plantas têm uma “linguagem universal” para avisar as outras.

ZAP //

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

2989: Descoberta a primeira cidade da Grã-Bretanha. Os seus habitantes terão construído Stonehenge

CIÊNCIA

(CC0/PD) Walkerssk / pixabay

Apesar de ser um dos sítios arqueológicos mais icónicos do Reino Unido, Stonehenge continua a ser enigmático, uma vez que pouco se sabe sobre a sua origem.

No entanto, a descoberta de um assentamento ancestral a 1,5 quilómetros do monumento pré-histórico pode finalmente fornecer algumas respostas.

Conhecido como Blick Mead, o sítio arqueológico era anteriormente considerado uma vila romana relativamente insignificante, mas escavações recentes forneceram evidências de que pode ser de facto um assentamento neolítico. Os investigadores acreditam que pode ser a primeira cidade da Grã-Bretanha e que os seus habitantes provavelmente construíram Stonehenge.

David Jacques, que liderou o projecto de escavação, disse ao jornal britânico The Telegraph que “em Blick Mead, encontramos um monte de coisas. Até 2006, apenas tinham sido recuperadas 30 descobertas desse período e agora temos mais de 70 mil”.

Pensa-se que estes objectos – muitos dos quais são ferramentas de pedra – variam muito em idade, com os mais antigos datando de 10 mil anos. Isso sugere que Blick Mead foi habitado durante um período muito longo e, portanto, foi um assentamento permanente e não um campo transitório.

Esta descoberta pode remodelar a nossa compreensão da forma como as pessoas viviam durante a Idade da Pedra. “Estamos a falar de uma área muito pequena para a qual as pessoas vinham várias vezes e acho que provavelmente era algum tipo de assentamento permanente, por isso todas as nossas ideias de como caçadores-colectores se movimentavam em comunidades dispersas precisam de ser revistas” explicou Jacques.

Enquanto o local agora fique perto de uma pequena nascente, há vários milénios teria tido um rio, tornando-o um excelente local para um assentamento. Pensa-se que as planícies circundantes eram habitadas por enormes gado antigos, oferecendo muitas oportunidades de caça.

A descoberta de crânios e ossos no Stonehenge dá ainda maior peso à teoria de que os moradores de Blick Mead podem ter construído o famoso monumento. O gado era visto como sagrado, ao mesmo tempo que era uma fonte de alimento.

Em Blick Mead, os arqueólogos descobriram uma plataforma de nove metros, feita de sílex, que Jacques acredita que terão sido usadas para cerimónias religiosas.

Stonehenge tinha um som (e já se sabe qual era)

Um modelo mais pequeno de Stonehenge foi construído para descobrir o que é que o visitantes ouviam no monumento há…

Teorias sobre o propósito de Stonehenge são variadas. Alguns acreditam que era um templo druida, outros que era um local de coroação para a realeza nórdica. Outros consideram-no um antigo atlas astrológico usado para calcular o movimento de objectos celestes.

As últimas descobertas de Blick Mead serão apresentadas num novo documentário da National Geographic chamado Lost Cities.

ZAP //

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

2988: Não estamos a salvar a Terra, estamos a salvar-nos a nós

JORNALISMO

Talvez a figura mais empolgante da WebSummit tenha sido Christiana Figueres, a costa-riquenha de 63 anos que desempenhou o papel de Secretária Executiva do “Acordo de Paris”, em 2016. Ela disse a frase que está no título deste texto e representa uma boa síntese sobre o essencial do que estamos a viver. O planeta continuará. Talvez sem a espécie humana ou, pelo menos a curto prazo, sem a vida extraordinária que atingimos no século XXI. O problema é nosso. Por essa razão, temos mesmo de mudar de vida e ainda vamos a tempo.

Christiana reforçou um ponto extremamente importante: diminuir a desigualdade e a pobreza é uma das tarefas mais importantes para descarbonizar a sociedade. Por exemplo, se em dez anos fosse possível dar electricidade a milhões e milhões de pessoas que nunca a tiveram em casa, pouparíamos imenso carbono. Como? Através do vento e da energia do Sol para cozinharem e aquecerem-se, substituiriam a lenha e o carvão. Eis um exemplo de como menos carbono pode significar melhor qualidade de vida.

Outro caso, este com mais tecnologia disruptiva: a Lilium Aviation é uma empresa que vai colocar no mercado, em 2025, aviões ultra-leves, eléctricos, de cinco lugares, mais baratos que carros eléctricos. Serão capazes de aterrar num qualquer espaço como um “pequeno heliporto” ou terraço de um prédio (e sem barulho), e terão uma autonomia numa primeira fase de 300 quilómetros.

Um dos seus fundadores, Daniel Wiegand, lembrava que andar pelo ar é muito melhor e mais rápido que pelo chão. Com estas vantagens: conseguiremos gradualmente evitar que se extraiam 700 mil milhões de barris de petróleo por ano; pouparemos 1,5 triliões de dólares (1,5 biliões de euros) em construção e reparação de estradas pelo mundo. E não continuaremos a fazer entrar no mercado 100 milhões de carros novos alimentados a energias fósseis todos os anos.

Outra boa notícia foi trazida por Ronan Dunne, vice-presidente da norte-americana das telecomunicações, Verizon, uma das empresas que está a lutar pela liderança da tecnologia 5G. Segundo ele, esta nova tecnologia gasta 10 vezes menos energia para ser distribuída que a atual 4G, além dos avanços de produtividade que vai permitir na economia.

Poderia continuar com outros exemplos. O que a WebSummit demonstrou é que quase toda a inovação tem em conta, cada vez mais, a pegada ecológica e a noção de que as pessoas/consumidores não estão indiferentes ao sofrimento que as alterações climáticas trazem. Christiana Figueres relembrou, aliás, que é possível reverter este processo se todos reduzíssemos a nossa pegada ecológica a 50% até 2030.

Para isso acontecer é preciso mudar o presidente dos Estados Unidos – foi dito ao longo dos três dias em vários palcos – mas até nesse ponto Christiana Figueres não desarmou: “Ele não ficará para sempre na Casa Branca”. Há muitas empresas, muitos Estados e muitos cidadãos a alterar comportamentos, acrescentou.

Ainda assim, a Administração norte-americana avisou na segunda-feira que sai do Acordo de Paris face aos “intoleráveis encargos” que ele acarretaria. O que dirão então… os pobres indianos? E brasileiros? E indonésios? E… californianos?, esmagados pelas centenas de incêndios (em Novembro!), além da dramática falta de água.

Simultaneamente, o alerta de 11 mil cientistas de 153 países (!) sobre a “emergência climática” merecia um estremecimento. Mas ele ainda não aconteceu, generalizadamente, a nível global.

Ainda na semana passada a CNN mostrou um novo estudo sobre a mancha de áreas inundadas em muitas grandes cidades do mundo. Conclusão: será afinal maior que as previsões anteriores. Os mapas projectam as consequências mais dramáticas para 2050, o que significa que o processo está já a tornar-se irreversível e a desencadear-se a partir desta próxima década. Milhões de desalojados, biliões de prejuízos. Ainda evitáveis.

Entretanto no Brasil, foi assassinado um líder indígena e Guardião da Floresta, Paulino Guajajara, reflexo de mais um triunfo do poder descontrolado dos que estão a sacar toda a madeira possível, numa Amazónia desprotegida por Bolsonaro.

Enquanto isso, em mais um exemplo de abissal estupidez, a Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos abrandou as regras de defesa dos rios, alargando os níveis de lançamento das escórias de carvão nos cursos de água. Ou seja, mais arsénio, chumbo e outros contaminantes. Para quê? Para tornar mais rentável a exploração do carvão? Ou para matar mais americanos? Resposta difícil.

Para se compreender quão importante é o desafio, acrescente-se este ponto de um debates da WebSummit: “A economia dos Estados Unidos e da China, juntas, são maiores que todas as outras economias do mundo combinadas”, afirmou Michael Pillsbury, o principal conselheiro e negociador de Trump na guerra comercial com a China. Confirmou, aliás, que o principal sonho de Trump é concretizar o G2 – USA/China.

Se os dois maiores poluidores do mundo ficassem fora de um plano para nos salvarmos das alterações climáticas, a nossa missão colectiva seria quase impossível. Felizmente, a esperança é a última a morrer. Esta semana Trump perdeu um bastião republicano – o Kentucky – para os Democratas, com uma nuance interessante: antes dele ir lá apoiar o seu candidato, a luta estava renhida. Depois dele, os Democratas aumentaram a distância nas sondagens e venceram.

Talvez a 3 de Novembro de 2020 possamos a estar a ver um filme menos negro. Os Republicanos também respiram e bebem água.

Diário de Notícias
Daniel Deusdado
08 Novembro 2019 — 01:38

 

2987: Voyager 2 ilumina fronteira do espaço interestelar

CIÊNCIA

Esta impressão de artista mostra uma das sondas Voyager da NASA a entrar no espaço interestelar, ou o espaço entre as estrelas. Esta região é dominada por plasma expelido durante a morte de estrelas gigantes há milhões de anos. O plasma mais quente e mais esparso preenche o ambiente dentro da nossa bolha solar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Há um ano atrás, no dia 5 de Novembro de 2018, a sonda Voyager 2 da NASA tornou-se apenas na segunda sonda espacial da história a deixar a heliosfera – a bolha protectora de partículas e campos magnéticos criada pelo nosso Sol. A uma distância de aproximadamente 18 mil milhões de quilómetros da Terra – bem para lá da órbita de Plutão – a Voyager 2 entrou no espaço interestelar, a região entre as estrelas. Esta semana, cinco novos artigos científicos publicados na revista Nature Astronomy descrevem o que os cientistas observaram durante e desde esta passagem histórica da Voyager 2.

Cada artigo detalha as descobertas de cada um dos cinco instrumentos científicos operacionais da Voyager 2: um sensor de campo magnético, dois instrumentos para detectar partículas energéticas em diferentes faixas de energia e dois instrumentos para estudar o plasma (um gás composto de partículas carregadas). Em conjunto, as descobertas ajudam a pintar uma imagem desta “linha costeira” cósmica, onde o ambiente criado pelo nosso Sol termina e começa o vasto oceano do espaço interestelar.

A heliosfera do Sol é como um navio navegando pelo espaço interestelar. Tanto a heliosfera como o espaço interestelar contêm plasma, um gás que teve alguns dos seus átomos desprovidos dos seus electrões. O plasma dentro da heliosfera é quente e escasso, enquanto o plasma no espaço interestelar é mais frio e mais denso. O espaço entre as estrelas também contém raios cósmicos, ou partículas aceleradas por explosões estelares. A Voyager 1 descobriu que a heliosfera protege a Terra e os outros planetas de mais de 70% dessa radiação.

Quando a Voyager 2 saiu o ano passado da heliosfera, os cientistas anunciaram que os seus dois detectores de partículas energéticas haviam notado mudanças dramáticas: a taxa de partículas heliosféricas detectadas pelos instrumentos tinha caído, enquanto a taxa de raios cósmicos (que normalmente têm energias mais altas do que as partículas heliosféricas) aumentou dramaticamente e permaneceu alta. As mudanças confirmaram que a sonda havia entrado numa nova região do espaço.

Antes da Voyager 1 ter alcançado a orla da heliosfera em 2012, os cientistas não sabiam exactamente a que distância do Sol se encontrava este limite. As duas sondas saíram da heliosfera em locais diferentes e também em momentos diferentes do ciclo solar, que tem aproximadamente 11 anos de duração, durante o qual o Sol passa por um período de alta e baixa actividade. Os cientistas esperavam que a fronteira da heliosfera, chamada heliopausa, se movesse com as mudanças na actividade do Sol, como um pulmão que se expande e contrai com a respiração. Isto era consistente com o facto de que as duas sondas encontraram a heliopausa a diferentes distâncias do Sol.

Os novos artigos confirmam agora que a Voyager 2 não está ainda numa região interestelar imperturbável: tal como a sua gémea, a Voyager 1, a Voyager 2 parece estar numa região de transição perturbada logo após a heliosfera.

“As sondas Voyager estão a mostrar-nos como o nosso Sol interage com as coisas que ocupam a maior parte do espaço entre as estrelas na Via Láctea,” disse Ed Stone, cientista do projecto Voyager e professor de física no Caltech. “Sem estes novos dados da Voyager 2, não saberíamos se o que estávamos a ver com a Voyager 1 era característico de toda a heliosfera ou específico apenas ao local e altura em que a atravessou.”

Através do Plasma

As duas naves Voyager confirmaram agora que o plasma no espaço interestelar local é significativamente mais denso do que o plasma dentro da heliosfera, como os cientistas esperavam. Agora, a Voyager 2 também mediu a temperatura do plasma no espaço interestelar próximo e confirmou que é mais frio do que o plasma dentro da heliosfera.

Em 2012, a Voyager 1 observou uma densidade plasmática ligeiramente acima do esperado, fora da heliosfera, indicando que o plasma está a ser um tanto ou quanto comprimido. A Voyager 2 observou que o plasma fora da heliosfera é ligeiramente mais quente do que o esperado, o que também pode indicar que está a ser comprimido (o plasma externo é ainda mais frio do que o plasma interno). A Voyager 2 também observou um ligeiro aumento na densidade do plasma imediatamente antes de sair da heliosfera, indicando que o plasma é comprimido em torno da borda interior da bolha. Mas os cientistas ainda não entendem completamente o que está a provocar a compressão de ambos os lados.

“Derrame” de partículas

Se a heliosfera é como um navio que navega pelo espaço interestelar, parece que o casco tem “buracos”. Um dos instrumentos de partículas da Voyager mostrou que uma corrente de partículas de dentro da heliosfera “derrama” através da fronteira e para o espaço interestelar. A Voyager 1 saiu perto da própria “frente” da heliosfera, em relação ao movimento da bolha pelo espaço. A Voyager 2, por outro lado, está localizada mais perto do flanco, e essa região parece ser mais porosa do que a região onde a Voyager 1 está localizada.

Mistério do Campo Magnético

Uma observação do instrumento de campo magnético da Voyager 2 confirma um resultado surpreendente da Voyager 1: o campo magnético na região logo após a heliopausa é paralelo ao campo magnético dentro da heliosfera. Com a Voyager 1, os cientistas tinham apenas uma amostra desses campos magnéticos e não podiam dizer com certeza se o alinhamento aparente era característico de toda a região exterior ou apenas uma coincidência. As observações do magnetómetro da Voyager 2, de acordo com Stone, confirmam a descoberta da Voyager 1 e indicam que os dois campos estão alinhados.

As sondas Voyager foram lançadas em 1977 e ambas passaram por Júpiter e Saturno. A Voyager 2 mudou de rumo em Saturno para passar por Úrano e Neptuno, realizando os únicos “flybys” desses planetas na história. As sondas Voyager completaram o seu “Grande Tour” pelos planetas e começaram a sua “Missão Interestelar” de alcançar a heliopausa em 1989. A Voyager 1, a mais rápida das duas sondas, está actualmente a mais de 22 mil milhões de quilómetros do Sol, enquanto a Voyager 2 está a 18,2 mil milhões de quilómetros do Sol. A luz demora cerca de 16,5 horas a viajar desde a Voyager 2 até à Terra. Em comparação, a luz do Sol demora cerca de 8 minutos a chegar até ao nosso planeta.

Astronomia On-line
8 de Novembro de 2019

 

2986: TESS apresenta panorama do céu do hemisfério sul

CIÊNCIA

Este mosaico do céu do hemisfério sul foi composto a partir de 208 imagens obtidas pelo TESS da NASA durante o seu primeiro ano de operações científicas. Entre os objectos mais famosos está a banda brilhante (esquerda) da Via Láctea, a nossa Galáxia vista de lado, a Nebulosa de Orionte (topo), um berçário estelar, e a Grande Nuvem de Magalhães (centro), uma galáxia vizinha localizada a aproximadamente 163.000 anos-luz de distância. As linhas escuras são lacunas entre os detectores do sistema de câmaras do TESS.
Crédito: NASA/MIT/TESS e Ethan Kruse (USRA)

O brilho da Via Láctea – a nossa Galáxia vista de lado – arqueia através de um mar de estrelas num novo mosaico do céu produzido a partir de um ano de observações do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. Construído a partir de 208 imagens obtidas pelo TESS durante o primeiro ano de operações científicas da missão, concluído no dia 18 de Julho, o panorama sul revela tanto a beleza da paisagem cósmica quanto o alcance das câmaras do TESS.

“A análise de dados do TESS concentra-se em estrelas e planetas individuais, uma de cada vez, mas eu queria dar um passo atrás e destacar tudo de uma vez só, enfatizando a vista espectacular que o TESS nos dá de todo o céu,” disse Ethan Kruse, do Programa de Pós-Doutoramento da NASA que compôs o mosaico no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.

Nesta cena cósmica, o TESS descobriu 29 exoplanetas, ou mundos para lá do nosso Sistema Solar, e mais de 1000 candidatos a planeta que os astrónomos estão a investigar.

O TESS dividiu o céu do sul em 13 sectores e fotografou cada um deles durante quase um mês usando quatro câmaras, que transportam um total de 16 CCDs. (charge-coupled devices). Notavelmente, as câmaras do TESS capturam um sector completo do céu a cada 30 minutos, como parte da sua busca por trânsitos exoplanetários. Os trânsitos ocorrem quando um planeta passa em frente da sua estrela hospedeira a partir da nossa perspectiva, diminuindo de forma breve e regular a sua luz. Durante o primeiro ano de operações do satélite, cada uma das suas CCDs capturou 15.347 exposições científicas com 30 minutos. Estas imagens são apenas uma parte de mais de 20 terabytes de dados do céu do hemisfério sul que o TESS transmitiu, comparável ao “streaming” de quase 6000 filmes em alta definição.

Além das suas descobertas planetárias, o TESS captou imagens de um cometa no nosso Sistema Solar, acompanhou o progresso de inúmeras explosões estelares chamadas super-novas e até capturou o brilho de uma estrela destruída por um buraco negro super-massivo. Depois de concluir a sua investigação a sul, o TESS virou-se a fim de dar início ao estudo de um ano do céu do hemisfério norte.

Astronomia On-line
8 de Novembro de 2019

 

Physicists Can Finally Peek at Schrödinger’s Cat Without Killing It Forever

SCIENCE

At last we can sneak a peek at the dead-and-alive cat.

(Image: © Shutterstock)

There may be a way of sneaking a peak at Schrödinger’s cat — the famous feline-based thought experiment that describes the mysterious behavior of subatomic particles — without permanently killing the (hypothetical) animal.

The unlucky, imaginary cat is simultaneously alive and dead inside a box, or exists in a superposition of “dead” and “alive” states, just as subatomic particles exist in a superposition of many states at once. But looking inside the box changes the state of the cat, which then becomes either alive or dead.

Now, however, a study published Oct. 1 in the New Journal of Physics describes a way to potentially peek at the cat without forcing it to live or die. In doing so, it advances scientists’ understanding of one of the most fundamental paradoxes in physics.

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In our ordinary, large-scale world, looking at an object doesn’t seem to change it. But zoom in enough, and that’s not the case.

“We normally think the price we pay for looking is nothing,” said study lead author Holger F. Hofmann, associate professor of physics at Hiroshima University in Japan. “That’s not correct. In order to look, you have to have light, and light changes the object.” That’s because even a single photon of light transfers energy away from or to the object you’re viewing.

Hofmann and Kartik Patekar, who was a visiting undergraduate student at Hiroshima University at the time and is now at the Indian Institute of Technology Bombay, wondered if there was a way to look without “paying the price.” They landed on a mathematical framework that separates the initial interaction (looking at the cat) from the readout (knowing whether it’s alive or dead).

“Our main motivation was to look very carefully at the way that a quantum measurement happens,” Hofmann said. “And the key point is that we separate the measurement in two steps.”

By doing so, Hoffman and Patekar are able to assume that all the photons involved in the initial interaction, or peek at the cat, are captured without losing any information about the cat’s state. So before the readout, everything there is to know about the cat’s state (and about and how looking at it changed it) is still available. It’s only when we read out the information that we lose some of it.

“What is interesting is that the readout process selects one of the two types of information and completely erases the other,” said Hofmann.

Here’s how they described their work in terms of Schrödinger’s cat. Say the cat is still in the box, but rather than looking inside to determine whether the cat is alive or dead, you set up a camera outside the box that can somehow take a picture inside of it (for the sake of the thought experiment, ignore the fact that physical cameras don’t actually work like that). Once the picture is taken, the camera has two kinds of information: how the cat changed as a result of the picture being taken (what the researchers call a quantum tag) and whether the cat is alive or dead after the interaction. None of that information has been lost yet. And depending on how you choose to “develop” the image, you retrieve one or the other piece of information.

Think of a coin flip, Hofmann told Live Science. You can choose to either know if a coin was flipped or if it’s currently heads or tails. But you can’t know both. What’s more, if you know how a quantum system was changed, and if that change is reversible, then it’s possible to restore its initial state. (In the case of the coin, you would flip it back.)

“You always have to disturb the system first, but sometimes you can undo it,” Hofmann said. In terms of the cat, that would mean taking a picture, but instead of developing it to see the cat clearly, developing it in such a way as to restore the cat back to its dead-and-alive limbo state.

Crucially, the choice of readout comes with a trade-off between the resolution of the measurement and its disturbance, which are exactly equal, the paper demonstrates. The resolution refers to how much information is extracted from the quantum system, and the disturbance refers to how much the system is irreversibly changed. In other words, the more you know about the cat’s current state, the more you have irretrievably altered it.

“What I found surprising is that the ability to undo the disturbance is directly related to how much information you get about the observable,” or the physical quantity they’re measuring, Hofmann said. “The mathematics is pretty exact here.”

Though previous work has pointed to a trade-off between resolution and disturbance in a quantum measurement, this paper is the first to quantify the exact relationship, Michael Hall, a theoretical physicist at Australian National University, told Live Science in an email.

“As far as I know, no previous results have the form of an exact equality relating resolution and disturbance,” said Hall, who was not involved in the study. “This makes the approach in the paper very neat.”

Originally published on Live Science.
By Dana Najjar – Live Science Contributor
07/11/2019

 

The World’s Thickest Mountain Glacier Is Finally Melting, and Climate Change Is 100% to Blame

SCIENCE/CLIMATE CHANGE

Taku Glacier in Alaska can be seen holding strong in this satellite image captured in August 2014.
(Image: © NASA Earth Observatory)

Massive and meaty, the Taku Glacier in Alaska’s Juneau Icefield was a poster child for the frozen places holding their own against climate change. As the largest of 20 major glaciers in the region and one of the single thickest glaciers in the world (it measures 4,860 feet, or 1,480 meters, from surface to floor), Taku had been demonstrably gaining mass and spreading farther into the nearby Taku river for nearly half a century, while all of its neighboring glaciers shrank. Now, it appears those glory days are over.

In a new pair of satellite photos shared by NASA’s Earth Observatory, the slow decline of Taku Glacier has finally become apparent. Taken in August 2014 and August 2018, the photos show the icy platforms where the glacier meets the river retreating for the first time since scientists began studying Taku, in 1946.

Fragmenting ice and a retreating snow line reveals that Taku Glacier has finally succumbed to climate change in this satellite image snapped in August 2019.
(Image credit: NASA Earth Observatory)

While the shrinkage is subtle for now, the results are nonetheless shocking. According to glaciologist Mauri Pelto, who has studied the Juneau Icefield for three decades, Taku was predicted to continue advancing for the rest of the century. Not only have these signs of retreat arrived about 80 years ahead of schedule, Pelto said, but they also snuff a symbolic flicker of hope in the race to understand climate change. Of 250 mountain (or “alpine”) glaciers that Pelto has studied around the world, Taku was the only one that hadn’t clearly started to retreat.

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“This is a big deal for me because I had this one glacier I could hold on to,” Pelto, a professor at Nichols College in Massachusetts, told NASA. “But not anymore. This makes the score climate change: 250 and alpine glaciers: 0.”

Pelto discovered Taku Glacier’s retreat as part of a new study published Oct. 14 in the journal Remote Sensing. Using satellite data, Pelto looked at a region of the glacier known as the transient snow line, or the place where snow disappears and bare glacial ice begins. If a glacier loses more mass to melting than it gains from snow accumulation during a particular year, its snow line moves to higher altitudes. The relative position of this line can help researchers calculate changes in the glacier’s mass from year to year.

Historical records show that between 1946 to 1988, Taku Glacier had been gaining mass and advancing (that is, growing) by about a foot per year. After that, the advancement began to slow and the ice started to thin a bit. From 2013 to 2018, advancement stopped altogether — then, in 2018, the glacier finally started to retreat. In that year, Pelto observed the greatest mass loss and the highest snow line in Taku glacier’s history. Those changes coincided with the warmest July on record in Juneau, Pelto wrote.

While it was inevitable for even a glacier as thick as Taku to transition eventually from a period of advancement to one of retreat, those transitions generally result after decades of stability where the glacier’s edge does not move at all. Taku’s transition from growth to decay, meanwhile, seems to have lasted only a few years.

“To be able to have the transition take place so fast indicates that climate is overriding the natural cycle of advance and retreat that the glacier would normally be going through,” Pelto said.

Originally published on Live Science.
By Brandon Specktor – Senior Writer

 

Earth’s Mantle and Crust Are in a Fiery Battle to the Death … of Supercontinents

SCIENCE

(Image: © Shutterstock)

Earth’s hot, gooey center and its cold, hard outer shell are both responsible for the creeping (and sometimes catastrophic) movement of tectonic plates. But now new research reveals an intriguing balance of power — the oozing mantle creates supercontinents while the crust tears them apart.

To come to this conclusion about the process of plate tectonics, the scientists created a new computer model of Earth with the crust and mantle considered as one seamless system. Over time, about 60% of tectonic movement at the surface of this virtual planet was driven by fairly shallow forces — within the first 62 miles (100 kilometers) of the surface. The deep, churning convection of the mantle drove the rest. The mantle became particularly important when the continents got pushed together to form supercontinents, while the shallow forces dominated when supercontinents broke apart in the model.

This “virtual Earth” is the first computer model that “views” the crust and mantle as an interconnected, dynamic system, the researchers reported Oct. 30 in the journal Science Advances. Previously, researchers would make models of heat-driven convection in the mantle that matched observations of the real mantle pretty well, but didn’t mimic the crust. And models of the plate tectonics in the crust could predict real-world observations of how these plates move, but didn’t mesh well with observations of the mantle. Clearly, something was missing in the way that models put the two systems together.

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“Convection models were good for the mantle, but not plates, and plate tectonics was good for plates but not the mantle,” said Nicolas Coltice, a professor at the Ecole Normale Supérieure graduate school, part of PSL University in Paris. “And the whole story behind the evolution of the system is the feedback between the two.”

Crust plus mantle

Every grade-school model of Earth’s interior shows a thin layer of crust riding atop the hot, deformable layer of the mantle. This simplified model might give the impression that the crust is simply surfing the mantle, being moved this way and that by the inexplicable currents below.

But that isn’t quite right. Earth scientists have long known that the crust and mantle are part of the same system; they’re inescapably linked. That understanding has raised the question of whether forces at the surface — such as the subduction of one chunk of crust under another — or forces deep in the mantle are primarily driving the movement of the plates that make up the crust. The answer, Coltice and his colleagues found, is that the question is ill-posed. That’s because the two layers are so intertwined, they both make a contribution.

Over the past two decades, Coltice told Live Science, researchers have been working toward computer models that could represent the crust-mantle interactions realistically. In the early 2000s, some scientists developed models of heat-driven movement (convection) in the mantle that naturally gave rise to something that looked like plate tectonics on the surface. But those models were labor-intensive and didn’t get a lot of follow-up work, Coltice said.

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Coltice and his colleagues worked for eight years on their new version of the models. Just running the simulation alone took 9 months.

Building a model Earth

Coltice and his team had to first create a virtual Earth, complete with realistic parameters: everything from heat flow to the size of tectonic plates to the length of time it typically takes for supercontinents to form and come apart.

There are many ways in which the model isn’t a perfect mimic of Earth, Coltice said. For example, the program doesn’t keep track of previous rock deformation, so rocks that have deformed before aren’t prone to deform more easily in the future in their model, as might be the case in real life. But the model still produced a realistic-looking virtual planet, complete with subduction zones, continental drift and oceanic ridges and trenches.

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Beyond showing that mantle forces dominate when continents come together, the researchers found that hot columns of magma called mantle plumes are not the main reason that continents break apart. Subduction zones, where one chunk of crust is forced under another, are the drivers of continental break-up, Coltice said. Mantle plumes come into play later. Pre-existing rising plumes may reach surface rocks that have been weakened by the forces created at subduction zones. They then insinuate themselves into these weaker spots, making it more likely for the supercontinent to rift at that location.

The next step, Coltice said, is to bridge the model and the real world with observations. In the future, he said, the model could be used to explore everything from major volcanism events to how plate boundaries form to how the mantle moves around in relation to Earth’s rotation.

Originally published on Live Science.

By Stephanie Pappas – Live Science Contributor
07/11/2019

 

2982: A atracção gravitacional de Júpiter pode ajudar-nos a encontrar mundos alienígenas escondidos

CIÊNCIA

Encontrar exoplanetas habitáveis é muito mais mais difícil do que apenas descobrir se está à distância correta de uma estrela para poder ter água líquida.

Há muitas mais perguntas a ser respondidas: o planeta é rochoso como a Terra? Tem placas tectónicas e um campo magnético? Tem atmosfera? Uma das perguntas mais importantes, porém, é: está esse mundo a ser adversamente afectado por outros exoplanetas em órbita em torno da mesma estrela?

Para tentar responder a essa pergunta, os astrónomos estão a olhar para a enorme força que Júpiter tem na órbita da Terra. A técnica foi descrita num novo artigo aceite na revista especializada The Astronomical Journal e está disponível desde a semana passada no arXiv.

Embora os planetas estejam distantes, estão suficientemente próximos para afectar as órbitas um do outro. As interacções com Júpiter e Saturno podem prolongar a forma elíptica da órbita da Terra e influenciar a sua inclinação axial, criando ciclos climáticos glaciais e interglaciais chamados ciclos de Milankovitch. Apesar dos eventos de extinção da Era do Gelo, isso não impediu que a vida prosperasse.

“Se a órbita da Terra fosse tão variável como a órbita de Mercúrio no nosso sistema solar, a Terra não seria habitável. A vida não estaria aqui”, explicou ao ScienceAlert o astrónomo Jonti, da Universidade do Sul de Queensland. “A excentricidade da órbita de Mercúrio pode chegar a 0,45. Se a excentricidade da Terra subir tão alto, a Terra estará mais próxima do Sol do que Vénus quando estiver mais próxima do Sol e tão distante como Marte quando estiver no ponto mais distante”.

Para descobrir se Júpiter poderia efectuar uma mudança dessa magnitude, Horner e uma equipa criaram simulações do Sistema Solar e moveram Júpiter para ver o que aconteceria. Os resultados foram surpreendentes.

A equipa descobriu que a simulação funcionou, o que significa que poderiam executar uma simulação do sistema para determinar como os planetas interagem gravitacionalmente e como os planetas realmente orbitam a estrela.

“Uma das coisas que descobrimos imediatamente foi que é fácil tornar o nosso sistema solar instável”, disse Horner. “Em cerca de três quartos das simulações, ao movimentarmos Júpiter, pusemos o planeta em lugares onde, em 10 milhões de anos, o Sistema Solar se desmoronou. Os planetas começaram a colidir uns contra os outros e foram expulsos do Sistema Solar”.

Os resultados trazem boas notícias para a busca de planetas alienígenas. No último quarto de simulações, a Terra era realmente bastante normal e habitável, o que contradiz a hipótese da Terra Rara, que propõe que as condições que deram origem à vida na Terra são tão únicas que nunca serão replicadas em nenhum outro lugar do Universo.

“A Terra estava praticamente no centro. Não foi rápido. Não foi lento. Não era grande, não era pequeno. Era apenas uma média”, disse Horner. “O que sugere, pelo menos para esses tipos de influências orbitais, perturbações orbitais, em vez de ser a Terra Rara, a maioria dos planetas que estão na órbita da Terra nos sistemas que simulamos seriam igualmente adequados para a vida como a Terra, se não melhor do ponto de vista das oscilações cíclicas”.

Estas são observações importantes, porque o objectivo final é projectar um teste para ajudar a diminuir que exoplanetas são dignos de observação futura. A nossa tecnologia será suficientemente sofisticada para detectar muitos exoplanetas mais pequenos do que o tamanho da Terra na zona habitável. Porém, com o tempo limitado do telescópio, precisamos de identificar outros passos que podemos tomar para avaliar se vale a pena estudar um determinado exoplaneta.

Uma das formas seria examinar o efeito sobre a habitabilidade potencial de quaisquer outros exoplanetas em órbita em torno da mesma estrela. Assim, as simulações poderiam ser usados ​​para ajudar a determinar, não apenas a dinâmica do sistema, mas a probabilidade de o exoplaneta em questão permanecer habitável durante longos períodos de tempo.

ZAP //

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

2981: Os fogos na Califórnia deixaram uma cicatriz na Terra (e vê-se do Espaço)

INCÊNDIOS/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

NASA

O maior incêndio já registado no condado de Sonoma, na Califórnia, queimou durante quase duas semanas tudo o que aparecia no seu caminho. Até agora, o fogo de Kincade queimou 31.467 hectares de vegetação e ainda está violento.

O seu caminho queimado e enegrecido foi agora revelado numa nova fotografia de satélite da NASA. Em 3 de Novembro, o Radiómetro Avançado de Emissão e Reflexão Térmica do Espaço (ASTER) a bordo do satélite Terra capturou a imagem dos danos.

Essa grande região de cinza escuro que percorre toda a extensão da fotografia é a cicatriz deixada pelo fogo. Está salpicada de pontos amarelados e com pixeis, que são os pontos de calor na visão da ASTER – ou seja, é aí que o fogo ainda arde.

É o maior incêndio da temporada de incêndios na Califórnia em 2019 até agora. Um relatório do National Interagency Fire Center divulgado na semana passada alertou que a temporada deve durar até Dezembro devido às condições de seca, com as chuvas previstas para o final deste ano.

Também é muito mias pequeno do que o maior incêndio do ano passado, o Mendocino Complex Fire, que atingiu 185.800 hectares em Julho, Agosto e Setembro.

De acordo com o Departamento de Silvicultura e Protecção contra Incêndios da Califórnia, nos 12 dias em que o incêndio de Kincade esteve a arder, foram destruídas 374 estruturas – incluindo edifícios residenciais e comerciais -e outras 60 foram danificadas. Por outro lado, apenas quatro pessoas ficaram feridas no incêndio e nenhuma morte foi relatada.

De acordo com o ScienceAlert, estima-se que o incêndio esteja 86% sob controlo e as ordens de evacuação emitidas foram levantadas. Algumas áreas permanecem em espera de evacuação e o Oficial de Saúde do Condado de Sonoma proclamou uma emergência de saúde local e emitiu uma Ordem de Saúde que ainda permanece. Para todos os outros, o National Interagency Fire Center aconselha a preparação.

“A melhor coisa que os cidadãos podem fazer é ser sensatos ao fogo”, afirmou o relatório. “Agora é a hora de se preparar para os incêndios florestais e ter um plano para estar pronto para os incêndios florestais se chegarem à sua área”.

ZAP //

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

2980: Nova partícula “fantasma” está a mudar o Universo, defende cientista

CIÊNCIA

(CC0/PD) insspirito / pixabay

Massimo Cerdonio, físico teorético da Universidade de Pádua, em Itália, afirma que uma partícula elementar hipotética, conhecida como axião, está a alterar a quantidade de matéria escura que existe no Universo.

Num novo estudo disponibilizado para pré-visualização no portal arXiv, Cerdonio explica que calculou o grau de mudança que tem que ocorrer nos campos quânticos para que existam alterações na matéria escura.

A matéria escura, recorde-se, compõe 80% do Cosmos. Contudo, pouco ou nada se sabe sobre este estranho tipo de matéria: aliás, os cientistas só sabem da sua existência devido ao efeito gravitacional que causa na matéria visível, que denuncia o seu “rastro”.

A nova investigação sustenta que, caso exista um novo campo quântico responsável pela mudança da matéria escura, isso significa que existe uma nova partícula no Universo, tal como escreve o jornal britânico Daily Star.

As alterações na matéria escura calculadas pelo cientista exigem uma certa quantidade de massa de partículas, que se revelou ser aproximadamente a mesma massa que possuiu a nova partícula, o axião.

Inicialmente, os físicos apontaram teoricamente o axião para resolver questões sobre a compreensão quântica da força nuclear forte. Acredita-se que esta partícula tenha surgido nas primeira etapas de formação da Terra, tendo estado em segundo plano enquanto outras forças e partículas controlavam o rumo do Universo, aponta Cerdonio.

Importa frisar que esta partícula nunca foi observada. Contudo, se os cálculo de Cerdonio estiverem correctos, estes significam que o axião está já por aí, preenchendo o Universo e os campos quânticos.

Cientistas do CERN podem ter descoberto nova “partícula fantasma”

Ainda não está confirmado, mas o Grande Colisionador de Hadrões pode ter detestado uma nova e inesperada partícula. Os teóricos…

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

2979: “Menos do que um pequeno foguete”. Musk revela quanto custará cada missão da Starship

CIÊNCIA

A nave espacial da Space X Starship poderia realizar um missão por apenas 2 milhões de dólares, revelou Elon Musk, dando conta que os seus custos operacionais são muito mais baixos do que os de “um pequeno foguete”.

Os valores são avançado pelo portal Space.com, que cita uma intervenção do CEO da Tesla e da Space X durante o Space Pitch Day, um evento da força aérea dos Estados Unidos.

O empresário anunciou que o sistema da Starship – que consiste numa nave espacial desenhada para 100 passageiros empilhada num enorme foguete reutilizável (o Super Heavy) – gastará 900.000 dólares só em combustível para deixar a Terra e entrar em órbita. “Se considerarmos os custos operacionais, talvez sejam 2 milhões de dólares”.

A Starship e o Super Heavy foram projectados principalmente para ajudar o Homem a assentar em Marte, na Lua e noutros destinos espaciais. Em simultâneo, e se tudo correr como previsto, a nave lançará ainda satélites em 2021 visando limpar os restos espaciais.

Até lá, esta nave pode transportar pessoas em viagens à Lua e em torno da Terra. Musk apelidou a Starship como o “Santo Graal” das naves espaciais reutilizáveis.

Não se sabe ainda é quanto é que a Space X pretende cobrar a cada passageiro.

Sabe-se, contudo, que Yusaku Maezawa, um empresário milionário japonês, vai ser o primeiro turista espacial da SpaceX. O empresário e coleccionador de arte nipónico, de 42 anos, recebeu a notícia com entusiasmo, num evento realizado em Setembro do ano passado na sede da empresa espacial, perto de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Milionário japonês vai ser o primeiro turista a viajar até à Lua

Yusaku Maezawa, um empresário milionário japonês, vai ser o primeiro turista espacial da SpaceX, do magnata Elon Musk, anunciou na…

ZAP //

Por ZAP
7 Novembro, 2019