2960: Investigadores recriam acidentalmente a detonação do Big Bang

CIÊNCIA

NASA

O Big Bang é o fenómeno responsável pelo nascimento do Universo, mas as condições para a explosão ter acontecido ainda não são perfeitamente conhecidas. Agora, uma equipa acredita ter replicado as condições para este evento, de forma acidental.

Uma equipa de cientistas da Universidade da Florida Central, nos EUA, afirma ter descoberto as condições necessárias para a explosão do Big Bang, de forma acidental. Os investigadores, liderados por Kareem Ahmed, estavam a testar métodos para produzir propulsão a jacto quando descobriram que uma chama passiva podia acelerar e explodir.

O professor Ahmed explica que «exploramos estas reacções supersónicas para propulsão e, como resultado, deparamo-nos com este mecanismo que parece muito interessante. Quando continuamos a investigar mais aprofundadamente, apercebemo-nos que isto está relacionado com algo tão profundo quanto a origem do universo», cita o Futurism.

Os cientistas descobriram que a turbulência pode fazer com que uma chama passiva, como a de uma vela, possa auto-acelerar-se e eventualmente detonar. Com este conceito de base, a equipa conseguiu replicar as condições para criar «Pequenos Bangs» que replicam o que se passou na origem do universo.

A descoberta pode ter impacto nas viagens aéreas e espaciais e no aprofundar dos estudos sobre o Big Bang.

Exame Informática
04.11.2019 às 9h24

 

2959: Gelo antárctico pode vir a desencadear uma nova era glacial

CIÊNCIA

GRID Arendal / Flickr

As mudanças que estão a ocorrer na Antárctida, com a quebra das suas camadas de gelo e a sua chegada ao mar, podem causar uma descida da temperatura, o que poderia levar a uma nova era glacial. 

Esta é a conclusão de uma investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Chiado, nos Estados Unidos, cujos resultados foram publicados na revista científica Nature.

Depois de realizar uma série de simulações computorizadas, os especialistas de Chicago sugeriram que o aumento do gelo no mar alteraria a circulação no oceano, causando assim uma inversão no efeito de estufa, uma vez que os níveis de dióxido de carbono aumentariam na água e diminuiriam no ar.

Malte Jansen, professor da universidade norte-americana e um dos autores do estudo, disse que é fundamental determinar porque é que a Terra passa por ciclos periódicos de eras glaciais, nos quais os glaciares avançam e cobrem o planeta até que recuam – para que isto aconteça, notou, o clima deve passar por grandes mudanças.

“Temos a certeza de que o balanço de carbono entre a atmosfera e o oceano deve ter mudado, mas não sabemos muito bem como ou por que motivo“, explicou Jansen.

Para tentar explicar estas mudanças, descreve a Russia Today, os cientistas desenvolveram um modelo no qual a atmosfera arrefece o suficiente para gerar gelo marinho antárctico.

Jansen sublinhou que o Oceano Antárctico tem um papel fundamental neste sentido, uma vez que pode condicionar “a circulação dos oceanos” e funcionar como uma “cobertura” que impede a troca de dióxido de carbono com a atmosfera.

Alice Marzocchi, especialista do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido e autora principal do estudo, explicou que se trata de um loop. “À medida que a temperatura desce, menos carbono é libertado para a atmosfera, o que provoca um maior arrefecimento”.

Para Marzocchi, o oceano é “o maior reservatório de carbono em escalas de tempo geológicas” e, por isso, “estudar o seu papel no ciclo do carbono” permite “simular com maior precisão as mudanças ambientais futuras”.

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ZAP //

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4 Novembro, 2019

 

2958: A cidade utópica da Google é um pesadelo para a privacidade dos cidadãos

DIREITOS CIVIS

Os piores receios sobre a “cidade do futuro” planeada pelo Sidewalk Labs da Google parecem confirmar-se, demonstrando que há mesmo motivo de preocupação com o caminho que está a ser seguido em Toronto, no projecto-piloto da empresa.

A Sidewalk Labs, divisão da Google/Alphabet, dedicada às cidades do futuro, promete uma gestão mais eficiente dos municípios, usando todo o tipo de recolha de dados para optimizar esse funcionamento: saber por onde andam as pessoas, optimizar rotas de transportes públicos, detectar potenciais problemas antes de se tornarem problemas, etc.

Mas entretanto foram levantadas uma série de preocupações, aparentemente com razão de ser, depois de em 2018 a CNBC ter revelado um documento secreto da Sidewalk Labs com detalhes sobre os planos da empresa – que incluem o que se poderá considerar uma cidade sob total controlo de empresas privadas.

O documento de 437 páginas, conhecido internamente como o “Livro Amarelo“, detalha os planos da Sidewalks para a Waterfront Toronto, agência governamental de revitalização da cidade canadiana, que vai testar num projecto-piloto a visão utópica da Google para as cidades do futuro.

Esses planos de controlo privado da vida das cidades incluem a educação, o fisco, a rede de transportes, forças de segurança e até autoridades judiciais privatizadas, num eco-sistema onde seria mantida uma monitorização constante de todos os cidadãos.

Nesta cidade utópico, quem não aceitar partilhar a sua informação privada será penalizado, ficando sem acesso aos serviços de transportes, e classificado no fundo da escala de um sistema de “pontuação social” atribuída a cada cidadão, revela o The Globe, que teve acesso ao documento.

Considerando que há algum tempo que a Google removeu das suas regras a célebre frase que durante anos a norteou, don’t be evil, os planos da Sidewalk Labs não inspiram grande confiança no futuro — em particular aos cidadãos que leram Orwell e se lembram de que Big Brother não é um programa de televisão.

ZAP // AadM

Por ZAP
4 Novembro, 2019

 

2957: Cientistas acreditam ter detectado a primeira colisão entre dois exoplanetas

CIÊNCIA

NASA/SOFIA/Lynette Cook

Uma equipa de cientistas norte-americanos acredita ter detectado a primeira colisão entre dois exoplanetas, avançou a NASA esta semana. Massas de ar quente e um aumento da radiação infravermelha podem ser indícios do fenómeno.

Num novo artigo, publicado esta semana na revista científica especializada Astrophysical Journal, os especialistas detalham aquelas que podem ser as consequências de uma eventual colisão entre estes mundos que não orbitam o Sol.

A descoberta terá sido detectada no sistema BD +20 307, que tem duas estrelas e se localiza a mais de 300 anos-luz da Terra, explica a agência espacial norte-americana numa nota publicada esta semana na sua página oficial.

Há uma década, massas de poeira quente foram vistas no sistema. No ano passado, o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha da NASA (SOFIA) acompanhou o objecto e detectou um aumento de mais de 10% na radiação infravermelha, o tipo de radiação emitida por objectos quentes.

O aparecimento de mudanças tão claras num período de tempo tão curto não pode ser explicado por mecanismos conhecidos. Por isso, os cientistas assumem que estas variações são indicativas de um choque relativamente recente entre dois planetas.

“Esta é uma rara oportunidade de estudar colisões catastróficas que ocorrem tarde na história de um sistema planetário (…) As observações do SOFIA mostram mudanças no disco empoeirado numa escala de tempo de apenas poucos anos”, afirmou na nota de imprensa uma das autora dos estudo, Alycia Weinberger, do Instituto Carnegie de Ciência, em Washington, nos Estados Unidos.

Por sua vez, a líder do estudo, Maggie Thompson, da Universidade da Califórnia, frisa que esta colisão é semelhante ao choque entre a Terra e o planeta Tea que terá dado à luz a Lua – esta é uma das hipóteses mais aceites para a formação do nosso satélite natural.

“A poeira quente em torno do BD +20 307 dá-nos uma ideia de como é que podem ser os impactos catastróficos entre exoplanetas rochosos. Queremos saber como é que esse sistema evolui após um impacto extremo”, afirmou.

Os astrónomos não descartam a possibilidade de a acumulação incomum de poeira em torno das duas estrelas do sistema ter uma outra origem ainda desconhecida.

“Uma colisão catastrófica entre corpos em escala planetária continua a ser a fonte mais provável para o excesso de poeira no sistema; no entanto, a causa da sua variação recente exige uma investigação mais aprofundada”, pode ler-se no estudo.

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4 Novembro, 2019

 

2956: Encontradas novas evidências do impacto de um asteróide com a Terra há quase 13.000 anos

CIÊNCIA

Um grupo de cientistas afirma ter encontrado nos Estados Unidos evidências do impacto de um asteróide contra a Terra há 12.800 anos.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature, o evento teria levado à extinção de mais de 35 espécies  de animais, incluindo mamutes, preguiças gigantes e dentes-de sabre.

O impacto terá também levado a um declínio notável na população humana, refere a CNN.

A equipa de cientistas chegou a esta conclusão depois de descobrir uma grande anomalia de picos de fuligem e platina – elemento associado a objectos cósmicos como asteróides ou cometas – num sedimento de White Pond, localizado perto de Elgin, no estado norte-americano da Carolina do Sul. Este tipo de substâncias foram já encontradas na América do Norte, Europa, Ásia, Chile e África do Sul.

A descoberta apoia a controversa teoria conhecida como Dryas recentes, que sustenta que um asteróide ou cometa (Clovis) atingiu a Terra há quase 13 milénios.

Alguns especialistas acreditam que este impacto tenham começado uma fase de arrefecimento no final do Pleistoceno – entre 12.800 a 11.500 anos atrás -, causando “mudanças climáticas globais” no planeta. Acredita-se também que este impacto se tenha traduzido em “múltiplas explosões no ar” por todo o planeta.

“Continuamos a encontrar evidências e a expandir geograficamente“, disse Christopher Moore, autor principal do estudo, cujos resultados foram a semana passada publicados na revista científica Nature.

Nos últimos anos, sustentou, “vários documentos foram publicados com dados semelhantes [sobre] outros lugares que, de forma quase universal, sustentam a hipótese de que houve um impacto extraterrestre (…) que causou o evento climático recente de Dryas”.

No início, a comunidade científica acreditava que este fenómeno tinha afectado apenas o hemisfério norte do planeta, continuo, dando conta que os cientistas mudaram de opinião quando foram encontradas evidências no Chile e na África do Sul – a partir daí, o cataclismo começou a ser encarado como global.

Moore acredita ainda que as concentrações incomummente altas de platina e irídio encontradas recentemente em sedimentos de uma cratera na Gronelândia podem ser o ponto de impacto.

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4 Novembro, 2019