2955: Asteróide gigante aproxima-se da Terra no final de 2019

CIÊNCIA

2019 tornou-se num ano profícuo no que toca à visita de asteróides pela vizinhança da Terra. Nesse sentido, para fechar o ano, teremos a passagem de um asteróide que se chama 310442 (2000 CH59). Segundo informações do CNEOS – Centro de Estudos dos Objectos Próximos à Terra da NASA, a rocha espacial causará uma ameaça potencial ao planeta.

310442 (2000 CH59) é um asteróide que pertence a um grupo de asteróides chamados Aton. As órbitas destes objectos estelares cruzam-se ocasionalmente com a da Terra.

NASA classifica o asteróide como potencialmente perigoso

A NASA alertou que um asteróide, com cerca de 600 metros de largura, passará pela Terra no final do ano. Tendo em conta o seu tamanho e a sua velocidade actual, caso colidisse com a terra, poderia destruir uma cidade por completo.

Conforme informa o Centro de Estudos de Objectos Próximo à Terra da NASA, o 310442 (2000 CH59) voa pelo espaço a uma velocidade média de quase 40 000 quilómetros por hora.

Asteróide 310442 (2000 CH59) estará no dia 26 de Dezembro mais perto da Terra, Imagem: NASA

Segundo os investigadores, o asteróide passará perto do nosso planeta no dia 26 de Dezembro a uma distância de 7,2 milhões de quilómetros. Conforme sabemos, esta distância pode parecer longe demais em medidas terrestres. No entanto, num escala espacial, é muito perto.

Qual seria o impacto se colidisse com a Terra?

Bom, felizmente que não há vivida uma experiência com a colisão entre a Terra e um asteróide gigante. Contudo, alguns indícios deixados no planeta e outras experiências com asteróides e meteoritos menores deixam-nos perceber o que aconteceria num impacto destruidor. Como exemplo de uma experiência do género, temos o acontecimento de Chelyabinsk, em 2013.

Conforme já vimos diversas vezes, o objecto de Chelyabinsk foi um asteróide que entrou na atmosfera terrestre sobre a Rússia em 15 de Fevereiro de 2013. A sua invasão pela atmosfera terrestre criou uma bola-de-fogo. Posteriormente, esta rocha incandescente explodiu e causou inúmeros estragos e feridos.

O objecto cruzou os céus do sul da região dos Urais. Então, deu-se uma explosão sobre a cidade de Chelyabinsk, às 9:20:26 (horário local) ou 03:20:26 (UTC). Estima-se que o asteróide, dentro da atmosfera do nosso planeta, tivesse aproximadamente 10 000 toneladas de massa e 17 m de diâmetro.

A explosão libertou o equivalente a 500 quilo-toneladas de energia durante o evento. Assim, e numa comparação directa, a bomba nuclear lançada sobre Hiroxima libertou cerca de 13 quilo-toneladas de energia. Alguns dos fragmentos atingiram Chelyabinsk, embora que a maioria caiu no lago Chebarkul.

Portanto, em relação ao asteróide que passará no dia a seguir ao Natal pelo planeta, a NASA não tem qualquer simulação que mostre o impacto deste com a Terra nos próximos 100 anos.

NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

No próximo dia 25, sexta-feira, passará “perto” da Terra um asteróide à velocidade de 40 mil km/h. De acordo com o Centro de Estudo de Objectos Próximos à Terra da NASA, o objecto 162082 … Continue a ler NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

 

2954: Desvendados novos detalhes sobre Ötzi, o Homem do Gelo

CIÊNCIA

South Tyrol Museum of Archaeology/EURAC/Samadelli/Staschitz
Ötzi, o Homem do Gelo que, com 5300 anos, é a múmia mais velha da Europa

Enterrados no gelo ao lado do famoso Ötzi estavam, pelo menos, 75 espécies de briófitas (musgos e plantas pequenas) que permitiram aos cientistas descobrir em que tipo de ambiente morreu o Homem do Gelo.

Ötzi, o Homem do Gelo, é um exemplar humano com 5.300 anos, encontrado congelado a 3.200 metros acima do nível do mar nos Alpes italianos. Quando foi encontrado, em 1991, Ötzi estava congelado ao lado das suas roupas, dos seus equipamentos e de um conjunto abundante de pequenas plantas e fungos.

De acordo com um estudo recente, publicado no PLOS ONE, James Dickson, investigador da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, e os seus colegas da Universidade de Innsbruck, na Áustria, tentaram identificar os musgos e as plantas, especificamente as hepáticas, conservadas junto ao Homem do Gelo.

Actualmente, na área onde Ötzi foi encontrado, vivem 23 espécies de briófitas, mas os cientistas identificaram no gelo milhares de fragmentos de briófitas preservadas, que representavam, pelo menos, 75 espécies. É o único local de alta altitude com briófitas preservadas há milhares de anos, constatam os cientistas, citados pelo Europa Press.

O conjunto descoberto pelos investigadores inclui uma variedade de musgos que variam de espécies de baixa a espécies de alta altitude, assim como 10 espécies de hepáticas, que raramente são preservadas em sítios arqueológicos.

Apenas 30% das briófitas identificadas parecem ser espécies locais. De acordo com os cientistas, as restantes foram transportadas para o local no intestino e nas roupas de Ötzi, ou por grandes mamíferos herbívoros cujos excrementos acabaram congelados ao lado do Homem do Gelo.

A partir destes restos, os investigadores conseguiram chegar à conclusão que a comunidade de briófitas nos Alpes, há cerca de 5.000 anos, era semelhante à actual. Além disso, as espécies não locais ajudam a confirmar o percurso que Ötzi percorreu até ter chegado ao local onde viria a falecer. para seu local de descanso final.

Actualmente, várias espécies de musgo identificadas prosperam no vale inferior de Schnalstal, sugerindo assim que Ötzi viajou ao longo do vale durante a sua subida. Esta conclusão é corroborada por pesquisas anteriores sobre pólen, que também identificaram Schnalstal como a provável rota de ascensão do Homem do Gelo.

ZAP //

Por ZAP
3 Novembro, 2019

 

2953: Administrador da NASA reitera: Plutão deve voltar a ser considerado um planeta

CIÊNCIA

SwRI / JHUAPL / NASA
Os céus azuis de Plutão

O administrador da agência espacial norte-americana (NASA), Jim Brindenstine, voltou a reiterar que Plutão, despromovido em 2006 a planeta anão pela União Astronómica Internacional (UAI), deve voltar a ser considerado um planeta.

“Considero Plutão como um planeta”, disse o responsável da NASA, no último dia do Congresso Internacional de Astronáutica, que decorreu no passado dia 25 de Outubro em Washington, nos Estados Unidos.

“Há a opinião de que para [um objecto astronómico] obter o estatuto de planeta, deve estar na órbita do Sol”, começou por dizer, citado pela revista Forbes. “Acho que é preciso definir um planeta com base no seu valor intrínseco e não em valores que mudam constantemente como acontece com a dinâmica orbital”.

Já em Agosto, Brindenstine frisou que esta é a sua opinião sobre Plutão, dando conta que não a pretende mudar. “Só para que saibam, na minha opinião, Plutão é um planeta. Podem escrever que o administrador da NASA declarou mais uma vez Plutão um planeta. Foi assim que aprendi e estou comprometido com essa ideia”, reiterou.

Plutão deixou de ser considerado planeta há 13 anos, em Agosto de 2006, quando a UAI adoptou uma nova definição de planeta. O planeta que agora é considerado anão não corresponde a todos os critérios que definem o que pode ser ou não planeta, uma vez que partilha a sua órbita com outros objectos no Cinturão de Kuiper.

Na altura, a UAI estabeleceu que um planeta deveria “limpar” a sua órbita: isto é, ser a maior força gravitacional na sua órbita. Isso ajudou a resolver o problema de outros objectos à volta do mesmo tamanho de Plutão, dos quais existem potencialmente centenas.

Tal como recorda o portal IFLScience, o debate reacendeu-se no ano de 2015, quando a sonda New Horizons mostrou que Plutão e os seus satélites eram muito mais complexos do que se pensava anteriormente, tendo até o líder da missão, Alan Stern, pedido que Plutão fosse reclassificado como um planeta.

No ano passado, cientistas também argumentaram que a razão pela qual Plutão perdeu o seu estatuto de planeta não é válida, pedindo exactamente o mesmo.

Até agora, a União Astronómica Internacional continua a não mostrar sinais de recuo.

ZAP //

Por ZAP
3 Novembro, 2019

 

2952: Português entre os premiados com 2,7 milhões por imagem de buraco negro

CIÊNCIA

A equipa de cientistas, que inclui o astrofísico português Hugo Messias, que obteve a primeira imagem de um buraco negro recebe este domingo um prémio de três milhões de dólares (2,7 milhões de euros) pelo trabalho inédito.

A NASA também tem estudado os buracos negros
© NASA NASA/Reuters

O Prémio Breakthrough, atribuído nos Estados Unidos, reconhece avanços científicos de excelência, tendo como patrocinadores Mark Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook, e Sergey Brin, ex-presidente da Google.

A “fotografia” do buraco negro – localizado no centro da galáxia M87, a 55 milhões de anos-luz da Terra, e com uma massa 6,5 mil milhões de vezes superior à do Sol – foi apresentada em Abril e foi conseguida graças aos dados recolhidos das observações feitas, no comprimento de onda rádio, com uma rede de oito radiotelescópios espalhados pelo mundo, que funcionaram como um só e com uma resolução sem precedentes.

O “telescópio gigante” foi designado Event Horizon Telescope, tendo Hugo Messias participado nas observações com um dos radiotelescópios, o ALMA, no Chile.

A equipa internacional de 347 cientistas que obteve a primeira imagem de um buraco negro super-maciço, neste caso a sua silhueta formada por gás quente e luminoso a rodopiar em seu redor, foi premiada na categoria de Física Fundamental.

A imagem dos contornos do buraco negro – o buraco em si, um corpo denso e escuro de onde nem a luz escapa, não se vê – permitiu comprovar mais uma vez a Teoria da Relatividade Geral, de 1915, do físico Albert Einstein, que postula que a presença de buracos negros, os objectos cósmicos mais extremos do Universo, deforma o espaço-tempo e sobreaquece o material em seu redor.

De acordo com a equipa científica envolvida na observação, a sombra do buraco negro registada é o mais próximo da imagem do buraco negro em si, uma vez que este é totalmente escuro.

Diário de Notícias
Lusa
03 Novembro 2019 — 09:15

 

2951: A IA poderá acabar com a Humanidade (mas não da forma que pensávamos)

CIÊNCIA

(dr) Vitaly Bulgarov / Hankook Mirae

Algumas das maiores mentes do planeta, como o físico teórico Stephen Hawking ou o empresário e CEO da Tesla Elon Musk, já levaram preocupações quanto à Inteligência Artificial (IA), considerando que os avanços neste campo podem ameaçar os seres humanos e pôr mesmo em risco a Humanidade.

No entanto, noticia a emissora britânica BBC citando um novo livro sobre o tema, os humanos não devem temer uma revolta de robôs auto-conscientes contra os seus “mestres”, isto é, contra os próprios humanos.

O grande problema, sustenta a publicação, reside antes no facto de as máquinas se tornarem tão boas a alcançar os objectivos estabelecidos pelos humanos, sejam estas ordem certas ou erradas.

Na prática, o livro sustenta que os robôs poderão acabar a Humanidade por acidente. Não se tratará de uma revolta espontânea contra os “criadores”, mas antes de um erro.

Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é o autor do livro que se intitula “Compatibilidade Humana: Inteligência Artificial e o Problema de Controlo”, que versa sobre os mecanismos de aprendizagem das máquinas.

“O mote dos filmes de Hollywood é sempre de que a máquina espontaneamente se torna consciente. Depois, decide que odeia os seres humanos e quer matá-los a todos”, explicou.

Explica o autor que os robôs não terão sentimentos humanos e, por isso, o cenário acima citado é “errado”. “Não há realmente [nas máquinas) uma consciência má. Há sim é uma competência com a qual temos de nos preocupar, a competência para atingir um objectivo que nós especificamos de forma errada“.

A maquina executará a tarefa sem fazer qualquer julgamento moral sobre as suas acções, uma vez que não tem consciência, visando apenas atingir o objectivo final.

Segundo Russell, é aqui que está o problema que poderá vir a condenar a Humanidade.

O cientista deu um exemplo para clarificar a situação: o Homem tem um poderoso sistema de IA capaz de controlar o clima do planeta e quer usá-lo para diminuir os níveis de dióxido de carbono na atmosfera para os valores pré-industriais.

“O sistema descobre que a forma mais fácil de o fazer é ao livrar-se de todos os seres humanos, porque estes estão a produzir grandes quantidades de dióxido de carbono. Podemos pensar:

ZAP // BBC

Por ZAP
2 Novembro, 2019

 

2950: A Mars Express completou 20.000 órbitas em torno do Planeta Vermelho

CIÊNCIA

A sonda Mars Express, a primeira missão planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), completou 20.000 órbitas em torno do planeta Marte.

Lançada a 2 de Junho de 2003, a sonda Mars Express chegou ao Planeta Marte na noite de 25 de Dezembro do mesmo ano. No dia 26 de Outubro de 2019, esta nave espacial completou as suas 20.000 órbitas em torno do planeta.

A High Resolution Stereo Camera (HRSC), uma câmara de alta resolução desenvolvida e construída pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR), é a responsável por fotografar a superfície de Marte, e está a bordo do Mars Express desde Janeiro de 2004, com resoluções de 10 metros por pixel, em cores e em três dimensões.

MediaLab / ESA
Sonda Mars Express, da ESA

Segundo o Europa Press, trata-se da primeira colecção topográfica de dados de imagem para um planeta diferente da Terra. No total, a câmara registou 363 gigabytes de dados brutos que foram pré-processados cá para produzir 5,5 gigabytes de dados de imagens com utilidade a nível científico.

O HRSC registou 75% da área de, aproximadamente, 150 milhões de quilómetros quadrados do Planeta Vermelho, com resoluções de imagem de 10 a 20 metros por pixel.

Os modelos digitais de terreno HRSC também são utilizados ao seleccionar os locais de pouso do observatório geofísico InSight, da NASA, ou ExoMars (que será lançado em 2020), bem como os rovers Curiosity e Mars 2020, da NASA.

A órbita da Mars Express é altamente elíptica: vai de pólo a pólo e transporta a sonda a distâncias entre os 240 quilómetros e os 10.000 quilómetros da superfície marciana.

ZAP //

Por ZAP
3 Novembro, 2019

 

2949: Vídeo da SpaceX mostra o novo propulsor da Crew Dragon em acção

CIÊNCIA

spacex / Flickr

A SpaceX de Elon Musk revelou recentemente um vídeo no qual mostra o novo e poderoso propulsor da Crew Dragon em acção.

Não está esquecido: a SpaceX continua com a sua missão de levar astronautas norte-americanos ao Espaço num futuro muito próximo.

Depois de alguns percalços, que incluíram a explosão de um veículo não tripulado em Abril e uma troca de farpas entre Elon Musk e o administrador da NASA, Jim Bridenstine, parece que o plano está agora a funcionar como o esperado.

Segundo o CanalTech, pouco mais de duas semanas depois de Musk e Bridenstine se encontrarem e chegarem a um acordo para avançar com os testes da Crew Dragon, a SpaceX divulgou um vídeo no Twitter no qual mostra o novo sistema de escape de lançamento da nave.

SpaceX @SpaceX

Test of Crew Dragon’s upgraded launch escape system ahead of static fire and in-flight abort tests – altogether we are conducting hundreds of tests to verify the system’s advanced capabilities to carry astronauts to safety in the unlikely event of an emergency

O teste do sistema de escape de lançamento aprimorado da Crew Dragon antes dos testes de fogo estático e abortamento em voo”, refere a publicação, adiantando que, “ao todo, realizaremos centenas de testes para verificar os recursos avançados do sistema para transportar os astronautas em segurança no improvável caso de um emergência”.

O teste de propulsor é apenas uma das etapas iniciais do desenvolvimento da nave. A SpaceX ainda deverá realizar um teste de aborto de lançamento para saber se a cápsula consegue separar-se com sucesso de um foguete após a descolagem, caso aconteçam problemas que comprometam a missão e a vida dos astronautas a bordo.

Alguns anos atrasada, a  Crew Dragon é uma das maiores apostas da NASA para voltar a lançar astronautas norte-americanos ao Espaço sem depender de outras nações.

A explosão de um protótipo da nave, em Abril deste ano, levantou a possibilidade de a agência norte-americana ampliar a parceria com o programa russo Soyuz, que tem vindo a transportar astronautas dos Estados Unidos até à Estação Espacial Internacional desde 2011.

Nave da SpaceX explodiu num misterioso acidente (mas não se sabe porquê)

A SpaceX confirmou que um dos seus foguetões explodiu num misterioso acidente – mas não revelou o que aconteceu especificamente….

ZAP //

Por ZAP
2 Novembro, 2019

 

2948: Fracking proibido no Reino Unido por poder causar “abalos sísmicos imprevisíveis”

AMBIENTE

Chris Boyer, Kestrel Aerial Services, NPCA / Flickr

Após se terem registado tremores de terra num local de extracção, um estudo confirma que o fracturamento hidráulico para exploração de gás natural pode provocar abalos sísmicos imprevisíveis. O sector britânico de energia tem defendido a adopção da técnica.

O Reino Unido anunciou este sábado a suspensão com de efeito imediato de todas as actividades de fracturamento hidráulico, ou fracking, após um estudo científico ter lançado dúvidas acerca da segurança deste método de extracção.

Segundo a AP, a decisão seguiu-se à publicação de um relatório da Autoridade de Óleo e Gás (OGA) confirmando que a controvertida técnica de extracção de gás natural implica risco elevado de provocar tremores de terra de magnitude imprevisível.

O sector britânico de combustíveis fósseis tem vindo a pressionar as autoridades reguladores britânicas no sentido de autorizarem a aplicação desta técnica na exploração de gás de xisto.

O anúncio foi saudado pelos ambientalistas, que há muito se opõem ao fracking, método que envolve a fractura de rochas subterrâneas com água e substâncias químicas a alta pressão. Além dos sismos, os seus desastrosos efeitos colaterais podem incluir a contaminação de reservas hídricas e do solo.

Em nota, o Departamento de Comércio e Energia do Reino Unido, adiantou que “trabalhos exploratórios para determinar se o xisto poderia ser uma nova fonte de energia no Reino Unido foram suspensos – a menos e até que se forneçam novas provas de que podem ser realizados em segurança aqui”.

No fim de Agosto foi registado um tremor de 2,9 graus num local de exploração gerido pela empresa de energia britânica Cuadrilla, próximo de Blackpool, no noroeste de Inglaterra. Após investigar o incidente, a OGA decidiu avançar para a proibição da técnica.

“Tendo revisto o relatório da OGA sobre actividade sísmica recente, está claro que não podemos excluir futuros impactos inaceitáveis sobre a comunidade local“, declarou a secretária de Estado britânica para Assuntos Económicos, Energia e Estratégia Industrial, Andrea Leadsom.

Fracking poderá ter causado terramoto na Coreia do Sul em 2017

O terramoto que o ano passado abalou a cidade industrial de Pohang, na Coreia do Sul, poderá ter sido causado…

A notícia chega numa altura em que o primeiro-ministro Boris Johnson se prepara para as eleições de 12 de Dezembro, marcadas pelo Brexit, mas em que as questões climáticas também estão presentes. Até agora Johnson tinha apoiado os argumentos da indústria do sector, segundo os quais o fracking seria uma forma de reduzir as importações de gás.

ZAP // Deutsche Welle

Por CC
2 Novembro, 2019