2795: Extinção em pixeis: estes são os animais ameaçados

CIÊNCIA

Os animais são quem mais tem sofrido com a questão das alterações climáticas. A cada dia que passa, mais uma espécie fica ameaçada de extinção.

Em 2008, o World Wildlife Fund juntou-se a uma agência de publicidade japonesa para criar uma campanha para alertar para este problema. A campanha usava fotografias de espécies em vias de extinção e, nestas imagens, cada pixel representava o número de animais que ainda existiam na natureza.

A campanha tinha como objectivo sensibilizar a população para o crescente desaparecimento de algumas espécies. Agora, e mais de uma década depois, as informações não estão actualizadas.

Por esse motivo, o programador Joshua Smith decidiu recriar a ideia, mas com dados dos últimos anos disponibilizados pelo Animal Planet. O novo conjunto de imagens, que para Joshua não passou de um “desafio de programação”, rapidamente se espalhou pela Internet.

“Cada pixel é um animal. Quanto mais pixelizada a imagem, mais próxima está a espécie da extinção”, escreveu o programador no título da galeria de imagens, que pode ser encontrada aqui.

Segundo o Público, as imagens não são totalmente fidedignas. A fotografia do leopardo-de-amur, por exemplo, tem apenas 49 pixeis, mas a lista do Animal Planet refere que existem pelo menos 60 exemplares da espécie.

Nos comentários, Joshua Smith explica que tentou criar uma imagem quadrada “o mais perfeita possível” usando apenas a proporção 7×7 ou 8×8. “Oito vezes oito dá 64. Como não conseguia atingir o número certo, achei melhor subestimar do que sobrestimar.”

ZAP //

Por ZAP
7 Outubro, 2019

 

2794: Autarcas de Portugal e de Espanha preocupados com redução drástica do caudal do Tejo

AMBIENTE

Nuno Veiga / Lusa

Autarcas de Portugal e de Espanha apelaram às entidades responsáveis para estabelecerem um quadro que garanta a boa gestão dos caudais e a melhoria da qualidade da água no rio Tejo.

Autarcas de Portugal e de Espanha manifestaram esta segunda-feira “apreensão e grande preocupação” pela redução drástica do caudal do rio em toda a extensão do Tejo Internacional.

Em comunicado enviado à Lusa, os autarcas de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova (Portugal) e de Cedillo, Carbajo, Herrera de Alcántara e Alcântara (Espanha) condenam a forma como foram geridos os caudais no percurso do Tejo Internacional, que originaram elevados prejuízos ambientais, turísticos e económicos.

A situação é inédita e inaceitável, demonstrando profunda insensibilidade para com este território, em que os autarcas têm investido no sentido de o Tejo ser um factor de atractividade e de desenvolvimento”, lê-se na nota.

Exigem ainda que a situação que agora ocorreu não volte a verificar-se no futuro e apelam às entidades responsáveis de Portugal e Espanha que estabeleçam um quadro que garanta a boa gestão dos caudais e a melhoria da qualidade da água no rio Tejo.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esteve representada numa reunião realizada pelos autarcas, onde prestou todos os esclarecimentos relativos a este assunto.

Comunicou ainda que a situação resultou de descargas extraordinárias verificadas da barragem de Cedillo, com o objectivo de Espanha cumprir o regime de caudais estabelecido na Convenção de Albufeira para a bacia hidrográfica do Tejo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
7 Outubro, 2019

 

2793: Cientistas estão prestes a desvendar os famosos Papiros de Herculano

CIÊNCIA

(dr) Digital Restoration Initiative / University of Kentucky
Um dos dois Papiros de Herculano do L’Institut de France que vão ser analisados através do Diamond Light Source

É difícil imaginar como é que um rolo de papiro pôde sobreviver a uma erupção vulcânica e, sobretudo, como é que o seu conteúdo pode ser lido cerca de dois mil anos depois, sem ser necessário desenrolá-lo.

Segundo o Science Alert, uma equipa internacional de investigadores acredita estar cada vez mais perto de desvendar “virtualmente” os famosos Papiros de Herculano — mais de 1.800 textos encontrados em Herculano no século XVIII, carbonizados pela erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C.

Quando o vulcão italiano entrou em erupção, esta biblioteca incomparável foi imediatamente carbonizada numa avalanche de gás quente e cinzas, transformando os pergaminhos em nada mais do que pedaços carbonizados de carvão.

Durante mais de 200 anos, estudiosos tentaram cuidadosamente ler o que restou mas, como os papiros carbonizados são tão frágeis como as asas de uma borboleta, mesmo as acções mais pequenas podem causar danos irreversíveis.

Depois de várias tentativas frustradas de desenrolar os pergaminhos, uma nova técnica pode finalmente permitir ler estes textos sem haver risco de destruição. A ideia combina um scanner de alta resolução e um algoritmo de aprendizagem de máquina para tornar visível a tinta à base de carbono no papel carbonizado (algo que nem os raios-X nos conseguem mostrar).

Após décadas de esforço, o renomeado descodificador de artefactos antigos Brent Seales acha que esta abordagem é a melhor hipótese da sua equipa até agora. O investigador da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, está a preparar-se para digitalizar dois pergaminhos intactos, além de quatro fragmentos menores do L’Institut de France, usando um acelerador de partículas no Reino Unido.

Conhecida como Diamond Light Source, este síncrotron de última geração dispara feixes de luz 100 mil milhões de vezes mais brilhantes do que o Sol, permitindo que a equipa gire e visualize todos os 360 graus do pergaminho. Será a primeira vez que um rolo intacto será digitalizado com tanto detalhe nesta instalação científica.

“Não esperamos ver imediatamente o texto das digitalizações, mas vão fornecer os elementos essenciais para permitir essa visualização. Em primeiro lugar, veremos imediatamente a estrutura interna dos pergaminhos com mais definição do que jamais foi possível, e precisamos desse nível de detalhe para descobrir as camadas altamente compactadas nas quais o texto está assente”, explica Seales num comunicado.

A técnica digital já se mostrou bem-sucedida. Em 2016, a mesma equipa utilizou essa ideia engenhosa para ler o chamado “pergaminho En-Gedi”, um manuscrito bíblico encontrado em 1970 que terá sido queimado num fogo que destruiu uma sinagoga no ano de 600 d.C.

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7 Outubro, 2019

 

2792: Explosões cósmicas podem ser mais rápidas do que a luz (e respeitar Einstein)

CIÊNCIA

Image Team / Canva

Existem explosões cósmicas que criam explosões de raios gama que podem ser mais rápidas do que a luz nas nuvens de gás circundantes, fazendo-o sem violar a Teoria da Relatividade de Albert Einstein. 

Esta é a conclusão de uma nova investigação levada a cabo por Jon Hakkila, do Charleston College, e Robert Nemiroff, da Michigan University of Technology, recentemente publicada na revista científica especializada The Astrophysical Journal.

De acordo com os cientistas, estes jactos superluminais podem criar a reversibilidade no tempo que se vê nas curvas de luz de explosão de raios gama.

No entanto, explica os cientistas numa nota, estes jactos não violam a lei de Einstein, uma vez que apenas se movem mais rápido do que a luz através do jacto gerado pela explosão, e não mais rápido do que a luz através do vácuo.

Citado em comunicado, e a título de exemplo, Hakkila diz que uma boa forma de visualizar este movimento superluminal é ao imaginar alguém numa margem de um lago a fazer saltar uma pedra sobre a água na direcção de uma outra pessoa.

A pedra que salta move-se pelo ar entre saltos mais rápidos do que as ondas que gera através da água. Segundo Hakkila, a pessoa na outra margem veria as ondas criados por cada salto da pedra que se aproxima em sentido inverso: as ondas do salto mais recente chegariam primeiro do que as do salto final.

A explicação para a explosão superluminal agora apresentada no novo artigo conserva muitas características dos modelos aceites como jactos de raios gama. Contudo, acrescenta Nemiroff, o cenário proposto envolve a radiação de Cherenkov, um tipo de luz criada pelo movimento superluminal que antes não era considerado importante para gerar curvas de luz a partir de explosões de raios gama.

“Os modelos padrão de explosão de raios gama negligenciaram as propriedades da curva de luz reversível ao longo do tempo (…) O movimento do jacto superluminal tem estas propriedades em consideração e mantém um grande número de características do Modelo Padrão”, rematou o cientista.

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7 Outubro, 2019

 

2791: NASA descobre novos tipos de compostos orgânicos nas plumas de Encélado

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Novos tipos de compostos orgânicos, componentes básicos da vida na Terra, foram detectados nas plumas da lua Encélado.

No ano passado, a análise dos dados da missão Cassini, que estudou Saturno e as suas luas, permitiu confirmar a existência de moléculas orgânicas complexas e insolúveis em Encélado, a lua congelada do planeta gasoso, onde existe um oceano subterrâneo no estado líquido.

A mais recente descoberta da NASA anuncia novos tipos de compostos orgânicos, menores e solúveis, na lua de Saturno. Esta descoberta reforça a importância de estudar este satélite natural, uma vez que as moléculas orgânicas são um elemento essencial para a existência de vida.

Os novos tipos de compostos orgânicos foram descobertos nas plumas de Encélado – na superfície desta lua há rupturas que expelem o líquido interior e foi desta forma que a Cassini conseguiu obter informações sobre o intrigante fenómeno.

A NASA explica que “poderosas fontes hidrotermais ejectam material do núcleo de Encélado, que se mistura com a água do imenso oceano subterrâneo da lua antes de ser libertado no Espaço como vapor de água e grãos de gelo” e “as moléculas recém-descobertas, condensadas nos grãos de gelo, foram determinadas como compostos que continham nitrogénio e oxigénio”.

Na Terra, compostos semelhantes aos recém descobertos na lua de Saturno participam em reacções químicas que produzem aminoácidos, um dos blocos de construção da vida. Além disso, são as fontes hidrotermais no fundo do oceano que fornecem a energia necessária para alimentar essas reacções.

Uma vez que existem fontes hidrotermais em Encélado, a descoberta deste novos compostos orgânicos sugere que podem mesmo existir aminoácidos no satélite natural de Saturno, explica o CanalTech.

“Se as condições estiverem corretas, estas moléculas vindas do oceano profundo de Encélado podem estar no mesmo caminho de reacção que observamos aqui na Terra. Ainda não sabemos se os aminoácidos são necessários para a vida além da Terra, mas encontrar estas moléculas é uma peça importante deste quebra-cabeças”, afirmou Nozair Khawaja, líder da investigação, publicada dia 2 de Outubro no Monthly Notices.

“Este trabalho mostra que o oceano de Encélado tem blocos reactivos em abundância, sendo outra luz verde na investigação da habitabilidade de Encélado”, acrescentou o co-autor do estudo, Frank Postberg.

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7 Outubro, 2019

[artigo relacionado: Novos compostos orgânicos descobertos nos grãos de gelo de Encélado]

 

2790: Asteróide que matou os dinossauros perturbou o ciclo de carbono. Mas os humanos estão a fazer pior

CIÊNCIA

Don Davis / NASA

Desde 1750, os humanos têm perturbado mais o ciclo de carbono do que alguns dos impactos de asteróide mais cataclísmicos da História.

Uma nova investigação sugere mesmo que os efeitos a longo prazo – aquecimento global fora de controlo, acidificação do oceano e extinção massiva – poderiam ser os mesmos.

Esta descoberta aparece publicada esta semana na revista especializada Elements, da autoria de várias equipas de investigadores do Deep Carbon Observatory (DCO) – uma organização de mais de mil cientistas que estudam o movimento do carbono da Terra, desde o núcleo do planeta até a borda do espaço.

Os cientistas examinaram o que chamam de “perturbações” no ciclo de carbono da Terra nos últimos 500 milhões de anos. Nesse período, o movimento do carbono pelo planeta tem sido relativamente estável – o gás carbónico (na forma de dióxido de carbono e monóxido de carbono, entre outros) a ser bombeado para a atmosfera por vulcões e aberturas subterrâneas é mais ou menos equilibrado com o carbono que se afunda no interior do planeta nos limites das placas tectónicas.

Este equilíbrio resulta em ar respirável e um clima hospitaleiro em terra e mar que possibilita a rica biodiversidade do nosso planeta.

No entanto, de vez em quando, devido a um evento cataclísmico (ou “perturbação”), o equilíbrio fora de controlo, inundando o céu com o dióxido de carbono dos gases de efeito estufa, interrompendo o clima do planeta durante centenas de anos e frequentemente resultando numa extinção generalizada.

No novo trabalho, os investigadores identificam quatro dessas perturbações, incluindo várias erupções vulcânicas gigantescas e a chegada do famoso asteróide que matou os dinossauros que atingiu o planeta há cerca de 66 milhões de anos. Estudar os eventos perturbado respode ser a chave para entender o próximo grande cataclismo climático que se está a desenvolver diante de nossos olhos e pelas nossas próprias mãos.

“Hoje, o fluxo de carbono gerado antropogenicamente, principalmente a partir da queima de combustíveis fósseis que se formou ao longo de milhões de anos, está a contribuir para uma grande perturbação no ciclo do carbono”, escreveram os cientistas, de acordo com o LiveScience.

De facto, a quantidade total de CO2 a ser libertada na atmosfera todos os anos pela queima de combustíveis fósseis supera a quantidade acumulada de CO2 libertada por todos os vulcões na Terra – em pelo menos 80 vezes.

A comparação mais vívida que os autores fazem entre a actual crise climática e as perturbações do passado envolve Chicxulub – o asteróide de 10 quilómetros que colidiu com o Golfo do México há 66 milhões de anos, levando à extinção de 75% da vida na Terra, incluindo todos os dinossauros não aviários.

Quando o asteróide caiu na Terra com milhares de milhões de vezes a energia de uma bomba atómica, as ondas de choque da explosão provocaram terramotos, erupções vulcânicas e incêndios florestais, possivelmente ejectando até 1.400 giga-toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. O efeito estufa resultante destas repentinas emissões pode ter aquecido o planeta e acidificado os oceanos durante centenas de anos, contribuindo para a extinção em massa de plantas e animais.

As mais altas emissões estimadas de CO2 relacionadas com o Chicxulub são menores do que as emissões acumulativas e contínuas associadas às mudanças climáticas provocadas pelo homem. Essas emissões somam cerca de 2.000 giga-toneladas de CO2 bombeadas para o céu desde o ano de 1750. E as emissões feitas pelo homem aumentam a cada ano que passa.

Os cientistas apontam que o ritmo e a escala em que os seres humanos estão a perturbar o balanço de carbono do planeta são comparáveis ​​a alguns dos eventos geológicos mais cataclísmicos da história.

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7 Outubro, 2019

 

2789: Cientista diz que devemos contaminar Marte com micróbios

CIÊNCIA

NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Uma equipa da investigação está a propor uma grande mudança filosófica no nosso pensamento sobre a propagação de micróbios terrestres no Espaço – e em Marte, em particular.

Num artigo publicado no mês passado na revista especializada FEMS Microbiology Ecology, Jose Lopez, microbiólogo e professor da Universidade Nova Southeastern, na Florida, nos Estados Unidos, juntamente com os colegas W. Raquel Peixoto e Alexandre Rosado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, propôs uma “grande revisão” à actual filosofia por trás das políticas de exploração espacial e protecção planetária, no que se refere à disseminação de microorganismos no espaço.

Em vez de se preocupar em contaminar corpos celestes estrangeiros – algo que a NASA e outras agências espaciais têm muito cuidado para evitar -, Lopez e os seus co-autores defendem que devemos enviar deliberadamente os nossos germes para o espaço sideral e que a disseminação dos nossos micróbios deve fazer parte de uma estratégia maior de colonização para domesticar o clima em Marte.

Um argumento-chave proposto pelos investigadores é que a prevenção da contaminação é uma “quase impossibilidade”, como os autores mencionam no estudo, de acordo com o Gizmodo.

Uma mudança de política como esta teria um forte contraste com o pensamento convencional sobre o assunto. Alguns dos especialistas com quem o portal falou disseram que os protocolos actualmente em vigor para impedir a contaminação de outro planeta provavelmente estão a funcionar e não devemos desistir com tanta facilidade. Além disso, os especialistas disseram que ainda são precisos muitos estudos em Marte e outros lugares antes de começar a considerar essa possibilidade irrecuperável.

Actualmente, a grande comunidade científica concorda com a necessidade de evitar a contaminação microbiana de corpos planetários como Marte. A NASA, a ESA e outras agências espaciais esterilizam cuidadosa e dispendiosamente os seus instrumentos antes de lançá-los em direcção a alvos celestes vizinhos.

A filosofia da protecção planetária, ou PP, remonta ao final da década de 1950 e ao estabelecimento do Comité de Pesquisa Espacial (COSPAR), criado pelo Conselho Internacional de Sindicatos Científicos. A COSPAR, entre outras questões, desenvolve recomendações e protocolos projectados para proteger o espaço dos nossos micróbios.

De maneira semelhante, o Tratado do Espaço Exterior da ONU, que foi assinado por mais de 100 nações, declara especificamente: “Os Estados parte no Tratado deverão realizar estudos sobre o espaço sideral, incluindo a lua e outros corpos celestes, e conduzir a sua exploração, a fim de evitar a sua contaminação prejudicial e também mudanças adversas no ambiente da Terra resultantes da introdução de matéria extraterrestre e, se necessário, adoptará medidas adequadas para esse fim”.

A lógica principal por trás desse pensamento é que os germes têm o potencial de contaminar lugares cientificamente importantes no sistema solar, prejudicando a nossa capacidade de detectar a vida microbiana indígena em Marte e outros mundos.

Encontrar vestígios de DNA ou RNA em Marte, por exemplo, não significaria automaticamente que se originaram da Terra, pois as moléculas podem representar um bloco de construção fundamental e omnipresente da evolução no Universo. Teme-se que a vida terrena invasora possa destruir um ecossistema alienígena antes de conseguirmos estudá-lo.

Por outro lado, Lopez e os colegas acreditam que será quase impossível impedir que os nossos germes invadam os lugares que estamos a explorar, para que possamos ter uma discussão racional sobre como usar os microorganismos da melhor maneira possível. Especificamente, os autores referem-se à perspectiva de terra-formação – a prática hipotética de geo-engenharia de um planeta para torná-lo mais parecido com a Terra.

“A introdução microbiana não deve ser considerada acidental, mas inevitável”, disse Lopez em comunicado divulgado pelo EurekAlert. “Levantamos a hipótese da quase impossibilidade de explorar novos planetas sem transportar e/ou deixar nenhum viajante microbiano”.

Na Terra, os microorganismos são críticos para muitos dos processos que sustentam a vida, como decomposição e digestão – e até o clima da Terra. O artigo argumenta que os melhores micróbios para o trabalho podem ser extremófilos – organismos que são hipertensos aos ambientes mais extremos e até prosperam neles, como tardígrados.

Por outro lado, recorda o Futurism, os investigadores ainda não sabem que micróbios ajudariam – em vez de prejudicar – os esforços para terra-formar Marte.

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Por ZAP
6 Outubro, 2019