2761: Descoberto planeta condenado que tem recorde de menor órbita em torno da estrela

CIÊNCIA

O planeta Mercúrio leva apenas 88 dias terrestres para orbitar o Sol. No entanto, o nosso planeta Terra necessita de um período orbital de 365 dias para o fazer. Estes dias são apenas alguns fragmentos de tempo se compararmos com Neptuno. Este gigante precisa de 164,8 anos da Terra para orbitar o Sol. Contudo, os astrónomos descobriram agora o exoplaneta NGTS-10b.

Este “planeta condenado” estabeleceu um novo recorde para a órbita mais curta. Assim, percorre a sua estrela em apenas 18,4 horas terrestres. Basicamente é como apanhar um voo de Nova York até Sidney na Austrália.

“Júpiter Quente” tem órbita impressionante de 18 horas

Temos um novo recorde. Provavelmente, este exoplaneta estará a 1060 anos-luz de distância da Terra. É um gigante gasoso e chama-se NGTS-10b. Na verdade, este fustiga a sua estrela numa rota muito justa, está tão perto que completa uma órbita inteira em apenas 18,4 horas.

Segundo os astrónomos, esta proximidade está no limite do que um planeta consegue orbitar à estrela hospedeira sem ser rasgado por forças gravitacionais. Contudo, o seu destino está traçado, dada a contínua aproximação.

Os astrónomos estimaram que o exoplaneta está numa espiral em direcção à estrela. Assim, este cruzará esse ponto de parte ondulante – chamado de limite Roche – em apenas 38 milhões de anos. Está completamente condenado.

O que é o limite Roche?

Em astronomia, denomina-se limite de Roche a distância mínima que pode suportar um objecto, que mantém a sua estrutura unicamente por sua própria gravidade numa órbita a um corpo massivo (de maior densidade), sem começar a desintegrar-se devido às forças de maré exercidas pela força gravitacional do objecto principal. Dentro do limite de Roche, a força de gravidade que o corpo principal exerce sobre o extremo do satélite mais próximo e mais afastado excedem à força de gravidade do satélite.

Devido a esse princípio, o corpo secundário poderá ser destruído pelas forças de maré. O nome de limite de Roche provém do astrónomo francês Édouard Roche, que primeiro propôs este efeito e calculou este limite teórico em 1848.

A descoberta faz deste sistema solar um laboratório incrível. Permite assim estudar as interacções de marés entre uma estrela e um exoplaneta gigante perigosamente próximo.

O planeta que não deveria existir

“Júpiteres quentes” são exoplanetas fascinantes. Como o nome sugere, eles são gigantes gasosos como Júpiter. No entanto, ao contrário de Júpiter, orbitam muito perto das suas estrelas hospedeiras, com períodos orbitais de menos de 10 dias. Isto é o que os torna “quentes”.

De acordo com os modelos actuais de formação de planetas, tecnicamente os Júpiteres quentes não deveriam existir. Um gigante gasoso não se deveria formar tão perto da sua estrela, porque a gravidade, radiação e ventos estelares intensos deveriam impedir que o gás se aglomere.

Contudo… eles existem! Dos mais de 4000 exoplanetas confirmados descobertos até hoje, cerca de 337 podem ser Júpiteres quentes. Assim, pensa-se que estes se formam mais longe nos seus sistemas planetários. Posteriormente, migram para dentro em direcção à estrela.

Podemos não saber muito sobre os seus misteriosos nascimentos, mas os Júpiteres quentes que estão particularmente próximos das suas estrelas podem dizer-nos muito sobre as interacções entre as marés do planeta estelar. Assim, eles estão entre os exoplanetas mais estudados da galáxia.

Exoplaneta NGTS-10b é uma extraordinária descoberta

Até esta última descoberta vertiginosa, apenas seis destes enigmáticos gigantes gasosos tinham sido detectados com um período orbital de menos de um dia. Assim, conhecia-se o WASP-18b, com 22.6 horas, o WASP-19b, com 18,9 horas, também o WASP-43b, com 19,5 horas, o WASP-103b, com 22,2 horas, o HATS-18b, com 20,1 horas e o KELT-16b com 23,3 horas.

O exoplaneta NGTS-10b foi descoberto recorrendo ao observatório Next-Generation Transit Survey, no Chile. Este é o sétimo destes Júpiteres quentes ultra-fechados, mas é o que tem o período orbital mais curto de todos.

Quando este astro foi detectado, parecia ser uma estrela de sequência principal relativamente pouco notável. Estaria a cerca de 10 mil milhões de anos, uma estrela laranja tipo K, com pouco menos de 70% do tamanho e massa do Sol. Contudo, um olhar mais atento sobre estas imagens revelou que a estrela estava a escurecer ligeiramente a cada 18,4 horas.

Assim, uma equipa internacional de astrónomos liderada por James McCormac da Universidade de Warwick começou a trabalhar, usando esses dados e observações adicionais para caracterizar o exoplaneta responsável pelo escurecimento.

Maior que Júpiter e com “os dias contados”

Após uma análise muito mais pormenorizada, foi determinado que o NGTS-10b tem pouco mais de 1,2 vezes o tamanho de Júpiter, e pouco mais de 2,1 vezes a sua massa. Além disso, este astro está a orbitar a estrela a 1,46 vezes o raio de Roche – o que significa que está mesmo à beira (no tempo cósmico) da devastação da maré.

Em tal proximidade com a estrela, mesmo que ainda não esteja suficientemente perto para afastar NGTS-10b, o exoplaneta será achatado nos pólos à medida que a gravidade da estrela a puxa para fora de forma, um esferóide oblato ao invés de uma esfera redonda, agradável e gorda.

A equipa teve o cuidado de descartar um companheiro binário da estrela anfitriã como causa do escurecimento. Contudo, mesmo havendo total certeza da descoberta, os astrónomos enfrentam o problema da luz das estrelas vizinhas. Esta torna difícil o calcular da distância exacta a que está o NGTS-10.

Gaia está a criar um mapa tridimensional extremamente preciso de estrelas ao longo da nossa Via-Láctea e galáxias além. | Imagem ESA.

Gaia aponta para 1060 anos-luz da Terra

A distância de 1060 anos-luz foi calculada com base nos dados do observatório espacial da ESA, Gaia. Este produziu o mapa tridimensional mais preciso da galáxia Via-Láctea até hoje. Contudo, ainda há margem para erros. Se a distância estiver incorrecta, isso pode significar que alguns dos dados de tamanho e massa também estão ligeiramente incorrectos.

Enquanto isso, observações contínuas do sistema poderiam revelar a decadência orbital do exoplaneta. A equipa prevê que a órbita será reduzida em 7 segundos nos próximos 10 anos. Se os astrónomos conseguirem obter medições precisas o suficiente do sistema, eles podem ver isso acontecer.

A investigação foi submetida às Notificações Mensais da Royal Astronomical Society, e está disponível no arXiv.

NASA: Descoberto peculiar exoplaneta com 3 sóis vermelhos perto do Sistema Solar

Estamos numa forte epopeia de descobrimentos espaciais, beneficiando claramente da evolução tecnológica das últimas décadas. Como resultado, os “olhos” apontados ao universo descobrem coisas fantásticas. Exemplo disso é a descoberta feita pela NASA um … Continue a ler NASA: Descoberto peculiar exoplaneta com 3 sóis vermelhos perto do Sistema Solar

Pplware

03 Out 2019
Imagem: Science Alert
Fonte: Science Alert

 

2760: Cientista da NASA diz que o mundo não está preparado para a descoberta de vida alienígena

CIÊNCIA

ESO/M. Kornmesser

Jim Green, cientista chefe da agência espacial norte-americana (NASA), considera que o mundo não está preparado para a eventual descoberta de vida alienígena.

No entender do especialista, a descoberta de vida para lá da Terra traria “implicações revolucionárias”, que o Homem não está ainda preparado para enfrentar, argumentou, em declarações ao diário britânico The Telegraph.

O físico espacial compara esta possível descoberta a outro grande momento de ruptura na história da Ciência: quando Copérnico (1473-1543) afirmou que a Terra gira em torno do Sol, defendendo a Teoria Heliocêntrica do Sistema Solar. O astrónomo polaco contrariou assim a outra hipótese vigente, a da Teoria Geocêntrica, que colocava a Terra no centro.

“Uma linha de pensamento completamente nova começará”, afirmou Green.

O cientista sublinhou que a eventual descoberta de vida em Marte geraria “um conjunto completamente novo de perguntas”, quer no plano da Ciência, quer no plano da Filosofia. “Como nos relacionamos?”, apontou como uma das perguntas que poderão surgir.

Além disso, exemplificou ainda, a comunidade científica teria ainda que perceber como é que se forma a vida extraterrestre: se esta pode passar de um planeta para o outro ou se a combinação de uma espécie de “faísca” e o ambiente adequado geram, por si só, vida, tendo em conta o ambiente químico em que estes elementos se encontram.

Em Junho de 2020, a NASA e a sua homóloga europeia (ESA) vão enviar dois veículos de observação para Marte – Mars 2020 e Exomars, respectivamente -, cuja aterragem está prevista para Fevereiro ou Março de 2021.

Este exploradores vão procurar condições habitáveis e vão perfurar a base do Planeta Vermelho. A NASA vai trazer para a Terra as amostras recolhidas pelo seu dispositivo, enquanto a ESA as vai triturar e estudar o seu conteúdo químico no próprio laboratório móvel a bordo da ExoMars.

Missão ExoMars tem uma “boa hipótese” de encontrar vida no Planeta Vermelho

Os cientistas da missão ExoMars explicaram que neste momento não é ainda claro se existe realmente vida em Marte e, caso…

ZAP //

Por ZAP
3 Outubro, 2019

 

2759: “Troika de Higgs” pode ser responsável pelo desaparecimento da antimatéria

CIÊNCIA

NASA / WMAP SCIENCE TEAM
Representação da evolução do Universo

Uma acção combinada de partículas, conhecidas como “Troika de Higgs”, pode teoricamente decifrar o mistério que sugere que há mais matéria do que antimatéria no Universo.

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma teoria para explicar porque é que há muito mais matéria do que antimatéria no Universo. Durante várias décadas, os cientistas tentaram encontrar uma explicação para este fenómeno, mas só agora a equipa conseguiu elaborar uma teoria que, acreditam, pode explicar o mistério.

Estudos do National Brookhaven Laboratory e da Universidade do Kansas indicam que a diferença nas quantidades de matéria e de antimatéria não ocorreu durante o nascimento do Universo, mas sim um pouco mais tarde. As teorias afirmam que, durante esse período, as quatro forças elementares – gravidade, força electromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca – ainda permaneciam unidas.

Além disso, os investigadores afirmam que investigações e experiências recentes no Grande Colisionador de Partículas (LHC) revelaram a existência de um bosão de Higgs de alta energia, com uma massa de 125 GeV/c2. Esta descoberta sugeriu a possibilidade de muitos tipos de bosões de Higgs de alta energia, a base da nova teoria.

No artigo científico, recentemente publicado no arXiv, os cientistas sugerem que é possível que tivessem existido três tipos de bosão de Higgs de alta energia durante o período que antecedeu a perda de uma grande percentagem de antimatéria. Estes três tipos de partículas, que os cientistas chamam de “Troika de Higgs“, podem ter desempenhado um papel importante na eliminação da antimatéria.

Os físicos acreditam que as três partículas criaram um fluxo de matéria quando se decompuseram logo após o nascimento do Universo. Além disso, os investigadores pensam que muitas dessas partículas encontraram partículas de antimatéria, o que resultou na aniquilação de ambos os tipos de partículas.

De acordo com a equipa, se este fenómeno continuasse por um período de tempo mais alargado, a maior parte da antimatéria no Universo teria desaparecido. Ainda assim, segundo o Europa Press, haveria matéria suficiente gerada pela “Troika de Higgs” para cobrir toda a matéria bariónica observada no Universo actualmente.

Para este cenário funcionar, haveria duas partículas de Higgs ainda não descobertas, e a que foi recentemente identificada. Além disso, o período de tempo durante o qual a antimatéria foi perdida teria sido muito curto, antes que as quatro forças tivessem sido divididas nos seus estados naturais.

ZAP //

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3 Outubro, 2019

 

2758: Genes “perdidos” transformaram golfinhos em criaturas marinhas

CIÊNCIA

mprivoro / Flickr

A transição de animais terrestres para animais marinhos foi algo que demorou milhões de anos. Dezenas de genes “perdidos” ajudaram à adaptação destes animais.

Há dezenas de milhões de anos atrás, cetáceos como os golfinhos caminhavam sobre a Terra, mas acabaram por se tornar criaturas marinhas. Esta transição, com intensas mudanças corporais, está escrita no seu ADN, de acordo com um novo estudo publicado esta semana na revista Science Advances.

Quando os ancestrais dos cetáceos modernos se separaram dos ancestrais dos hipopótamos, 85 diferentes genes foram desactivados, dos quais 62 ainda não eram conhecidos entre a comunidade científica. A equipa de investigadores apurou que estes eram os genes cruciais para manter a vida terrestre, como sarar feridas e produzir saliva.

Estes animais deixaram de produzir saliva, já que não precisam dela, uma vez que ingerem grandes quantidades de água com as suas refeições. O gene responsável pela coagulação do sangue também “desapareceu”, evitando coágulos quando os golfinhos mergulham e voltam à superfície.

“Para armazenar e conservar oxigénio com eficiência para um mergulho prolongado, os cetáceos desenvolveram uma variedade de adaptações“, lê-se no estudo liderado por Michael Hiller, do Instituto Max Planck, na Alemanha.

Os golfinhos mostraram-se decididos em tornar-se animais marinhos e, como tal, com o passar dos anos foram fazendo alterações genéticas que facilitaram a sua adaptação: maior armazenamento de oxigénio e costelas flexíveis que permitem aos pulmões colapsar. Segundo a Inverse, esta última modificação permite aos golfinhos mergulhar em grandes profundidades.

“De maneira geral, o nosso estudo destaca mudanças genómicas importantes que ocorreram durante a transição da terra para a água na linhagem de cetáceos e, assim, ajudam a entender as determinantes moleculares das suas notáveis adaptações“, escreveram os investigadores.

Isto mostra que a transição da terra para a água de cetáceos como golfinhos e baleias não aconteceu de um momento para o outro e é resultado de milhões de anos de evolução. São também resultado da sobrevivência, mutação, reprodução sexual e todos os factores ambientais que a influenciam.

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3 Outubro, 2019

 

2757: T. Rex podia esmagar um carro nas suas mandíbulas (sem danificar o próprio crânio)

CIÊNCIA

David Monniaux / wikimedia
Fóssil de Tyranossaurus Rex

Investigadores descobriram que o rei dos dinossauros tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos.

Entre todos os animais, extintos ou não, não há dúvida de que o Tyrannosaurus rex tinha a mordida mais forte de sempre. O rei dos dinossauros era capaz de morder ossos sólidos, mas os paleontólogos estavam há muito desconcertados com a forma como o conseguiam fazer (sem partir o próprio crânio).

De acordo com o Business Insider, uma equipa de investigadores descobriu que este dinossauro tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos, em vez de um crânio flexível, como pássaros e répteis. Essa rigidez permitiu ao T. rex morder as suas infelizes presas com uma força superior a sete toneladas.

“As forças mais altas no T. rex que conseguimos estimar foram de 64 mil newtons, o que representa cerca de 7,1 toneladas de força”, disse Ian Cost, autor principal do estudo publicado na revista científica The Anatomical Record.

Em termos de comparação, os crocodilos de-água-salgada dos dias de hoje, que detêm o maior recorde de mastigação de qualquer animal vivo, têm uma força de 16.460 newtons, ou seja, apenas 25% da força de um T. rex.

Anteriormente, os cientistas haviam sugerido que o crânio do T. rex — com cerca de 1,8 metros de comprimento e 1,2 metros de altura — possuía articulações flexíveis, uma característica chamada cinesia craniana.

Porém, Cost afirma que esta teoria não se enquadrava com aquilo que os cientistas observavam nos predadores modernos, como os crocodilos, que têm pouca ou nenhuma cinesia craniana.

cheungchungtat / Deviant Art

Por isso, a equipa modelou como os crânios e as mandíbulas de papagaios e lagartixas funcionavam — dois animais com crânios móveis —, tendo aplicado depois esses movimentos a um crânio de T. rex. “O que descobrimos foi que o crânio do T. rex, na verdade, não reage bem ao movimento e prefere não se mover”, disse Cost.

De acordo com Casey Holliday, co-autor do estudo, há uma troca entre movimento e estabilidade quando uma criatura morde com muita força. Os pássaros e os lagartos, por exemplo, têm mais movimento mas menos estabilidade. Menos estabilidade à mordida e amplitude de movimento limitam a quantidade de força de mordida que um animal pode conseguir.

Mark Norell, curador do Museu Americano de História Natural, descreveu o T. rex como “um caçador de cabeças”, já que o predador tinha a rara capacidade de morder ossos sólidos e digeri-los.

Segundo Cost, um crânio rígido fez com que o T. rex pudesse morder ossos e, assim, ser  “capaz de produzir força suficiente para esmagar alguns carros, mas talvez não todos”.

O cientista acrescenta que aplicar 7,1 toneladas de força da mordida do T. rex “através de um dente ou dois no impacto resulta em incríveis libras por polegada quadrada (psi) de pressão que podem perfurar muitos veículos, incluindo os pneus Jeep”.

Cost afirma que os resultados do seu estudo, que indicam que o crânio do T. rex manipulava presas de forma semelhante à de uma hiena, pode lançar novas luzes sobre este debate. “As hienas são caçadoras e necrófagas. Acho que o T. rex era um caçador e um necrófago oportunista”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
3 Outubro, 2019

 

2756: NASA lança telescópio para caçar planetas… mas usa balão gigante para o colocar em órbita

CIÊNCIA

Na procura contínua de novos planetas semelhantes à Terra, capazes de sustentar vida, a NASA lançou no sábado um telescópio, através de um balão gigante. Assim, com este novo recurso, projectado e construído por Universidade de Massachusetts Lowell, em conjunto com a NASA, poderá um dia encontrar novos planetas e outros objectos no espaço que ainda não foram detectados.

A ideia é manter o observatório espacial na atmosfera da Terra. Com isso e com outras tecnologias, as imagens captadas não serão inundadas com luz pelas estrelas que orbitam.

Balão de hélio levou o telescópio da NASA a cerca de 38 km de altitude

Este lançamento aconteceu na manhã de sábado passado. A partir do centro de operação Scientific Scientific Balloon Facility, o telescópio foi elevado à borda da atmosfera da Terra. Então, estabilizou a cerca de 38 quilómetros. Aproximadamente, 3,5 vezes maior que a altitude típica de cruzeiro de um jato de passageiros. O seu lançamento foi feito, no entanto, com um balão de hélio com cerca de 110 metros. Isto corresponde assim a algo como o tamanho de um campo de futebol.

O projecto é financiado por um subsídio a cinco anos de 5,6 milhões de dólares da NASA para a UMass Lowell. Supriya Chakrabarti, professor de física, que gere o Centro Lowell de Ciência e Tecnologia Espacial da Universidade (LoCSST), está a libertar a equipa de investigação que projectou e construiu o telescópio.

Conhecido como “PICTURE-C”, que significa Planetary Imaging Concept Testbed Using a Recoverable Experiment-Coronagraph, o telescópio pesa 680 quilos e mede cerca de 4,27 metros de comprimento e 91 centímetros de largura.

Conforme o descrito, o instrumento possui um sistema de imagem exclusivo. Incorpora então tecnologia para bloquear a luz directa das estrelas. Dessa forma, os objectos próximos a eles, incluindo planetas que, de outra forma, seriam escondidos da vista pelo brilho das estrelas, podem ser estudados em detalhes.

O nosso objectivo final é criar imagens directamente de planetas semelhantes à Terra em torno de estrelas próximas. Para nos prepararmos para isso, neste voo, testamos as capacidades das principais tecnologias do instrumento, imaginando sistemas semelhantes a cinturas de asteróides em torno de outras estrelas.

Explicou Chakrabarti.

PICTURE-C é um telescópio que irá operar livre do brilho das estrelas

O PICTURE-C inclui um sistema de controlo óptico que permite que ele se fixe no alvo. Além de vários engenheiros e mecânicos, outros investigadores juntaram-se ao desenvolvimento da missão. Assim, podem ser encontrados nomes de investigadores do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e do Goddard Space Flight Center.

Na nossa procura pela exploração espacial, estamos a treinar a próxima geração de astrónomos, cientistas e engenheiros espaciais, através do envolvimento prático em todas as fases de várias missões, do desenvolvimento de instrumentos à análise de dados.

Referiu Chakrabarti.

Segundo os resultados apresentados, durante a missão de teste, o dispositivo ficou no ar por várias horas. Posteriormente, os controladores terrestres da NASA libertaram o telescópio do balão. Este então saltou de para-quedas suavemente de volta à Terra. Assim, este equipamento será reutilizado numa próxima missão, prevista para o próximo ano.

pplware
02 Out 2019
Imagem: NASA
Fonte: Eureka