2938: Estranheza quântica pode fazer com que um wormhole dure para sempre

CIÊNCIA

Kjordand / Wikimedia

Os cientistas nunca tiveram a certeza de que os wormholes conseguiam existir tempo suficiente para que qualquer objecto viajasse através destes portais do espaço-tempo. Agora, cálculos sugerem que os wormholes podem mesmo permanecer durante algum tempo – talvez tanto quanto o próprio Universo.

Os wormholes são dois buracos negros ligados um ao outro. No entanto, um wormhole, por não ser atravessável, é como uma sala com duas portas que só podem ser usadas do lado de fora – neste caso, as portas são buracos negros através dos quais as coisas podem entrar, mas nunca escapar.

“Esta não é uma informação propriamente entusiasmante, uma vez que qualquer astronauta corajoso para se aventurar nunca poderá voltar para contar a sua experiência”, afirmou a investigadora Diandian Wang, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara.

Teoricamente, existem wormholes atravessáveis, mas os cientistas não sabiam se estes portais existiam durante um período de tempo razoável para que um objecto (ou alguém) pudesse percorrer todo o percurso – ou seja, entrar e regressar. Pelo menos, até agora.

Para que um wormhole se forme, o espaço-tempo precisa de mudar de forma – ser como uma folha plana com furos. Na física clássica, esse cenário é impossível, mas as regras da mecânica quântica parecem permitir que o espaço-tempo mude espontaneamente de forma, embora isso ocorra apenas durante períodos muito curtos.

Wang trabalhou num cenário que envolve a teoria das cordas, um modelo físico matemático segundo a qual o ingrediente fundamental da realidade são pequenas cordas. Se uma dessas sequências de caracteres quebrar, poderá criar um wormhole atravessável. “Uma vez que contém energia, quando quebra, transforma-se em dois buracos negros em cada extremidade da corda”, explica Wang, citada pelo New Scientist.

No entanto, os cientistas provaram que a energia forçaria ambos os buracos negros a afastarem-se um do outro, rompendo assim o wormhole.

Agora, Wang e a sua equipa calcularam que a curvatura do espaço-tempo poderia neutralizar essa aceleração, mantendo os dois buracos negros estáticos e permitindo que a “garganta” do wormhole permanecesse aberta. Este cenário é extremamente improvável e torna-se cada vez mais improvável quanto mais longo é o wormhole e maiores são os dois buracos negros.

Isto significa que um wormhole grande o suficiente para uma pessoa atravessar é muito menos provável do que aquele através do qual a luz pode ser enviada. Ainda assim, graças à mecânica quântica, a probabilidade de qualquer um destes eventos não é zero.

De acordo com a investigação, cujo artigo científico foi publicado na Classical and Quantum Gravity, os cientistas calcularam que o wormhole pode permanecer estável, pelo menos, enquanto o Universo existir – e talvez para sempre.

Contudo, os wormholes teorizados por Wang não poderiam ser usados para viajar no tempo ou para mover objetos mais rápido do que a velocidade da luz. Segundo Aron Wall, da Universidade de Cambridge, se uma pessoa viajasse por um wormhole, ainda estaria confinada a mover-se mais devagar do que a luz.

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31 Outubro, 2019

 

2937: Há água no cometa interestelar que entrou no Sistema Solar

CIÊNCIA

NASA/ESA/J. DePasquale/STScI

Dois meses depois da observação do primeiro cometa interestelar no Sistema Solar, os astrónomos continuam a descobrir mais mistérios do 2l/Borisov.

As últimas observações revelaram a primeira detecção de água neste objecto. No artigo disponível no ArXiv, investigadores norte-americanos recolheram imagens de alta qualidade do cometa e conseguiram detectar emissões de oxigénio – um sinal clássico da presença de água – nas ejecções de gás do objecto.

Para já, o único elemento confirmado que foi detectado no Borisov é cianeto. O rácio entre a quantidade de cianeto e a libertação da água é entre três e nove partes por mil. Esse intervalo varia da média de um cometa típico e de um ligeiramente mais activo.

O cometa está a ser constantemente monitorizado em muitos observatórios, para que estes valores sejam refinados nas próximas semanas.

Mesmo que Borisov seja um cometa mais activo em comparação com a média do Sistema Solar, ainda está alinhado com as evidências que sugerem que, apesar de não ser originário do Sistema Solar, não é tão diferente de outros corpos gelados que estudamos até agora. Isto tem consequências importantes, de acordo com o IFLScience, uma vez que sugere que o mecanismo de formação de cometas deverá ser bastante semelhante nos diferentes sistemas estelares.

Recentemente, o astrónomo amador Guennadi Borísov, residente na Crimeia, detectou o cometa em 30 de Agosto usando um telescópio de 0,65 metros de diâmetro fabricado por ele próprio. Este cometa é o segundo objeto interestelar descoberto na história.

Estudos recentes revelaram que o Borisov vem de um sistema binário de estrelas anãs vermelhas localizado a 13,15 anos-luz de distância do Sol. O sistema, onde ainda não foram encontrados exoplanetas, é conhecido como Kruger 60 e localiza-se na constelação de Cepheus.

Espera-se que o 2I/Borisov se aproxime do nosso planeta em 10 de Dezembro, a uma distância de cerca de 1,8 unidades astronómicas. O cometa permanecerá dentro do Sistema Solar durante cerca de seis meses. De acordo com uma simulação da trajectória esperada do cometa, o objecto celeste passaria entre as órbitas de Júpiter e Marte.

O primeiro objecto interestelar detectado, o Oumuamua ou “Mensageiro das Estrelas”, está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em Outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Investigadores também sugeriram que milhares de objetos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

O Oumuamua parece ter vindo da direcção da estrela brilhante Vega, mas, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, os cientistas não acreditam que esse é o local de onde o objecto veio originalmente, sugerindo que provavelmente veio de um recém-formado sistema estelar.

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31 Outubro, 2019

 

2936: Descoberto o “antepassado perdido” do primeiro animal que caminhou na Terra

CIÊNCIA

(dr) Mikhail Shekhanov / Ukhta Local Museum

Investigadores identificaram uma nova espécie, chamada Parmastega aelidae, que é o tetrápode mais antigo encontrado.

O estudo, publicado este mês na revista especializada Nature, revela que esta descoberta é essencial para reconstruir a passagem da vida nos oceanos para a vida na Terra.

Os tetrápodes são criaturas, de quatro membros, que viviam no oceano e que se aventuraram a andar e rastejar na superfície da Terra há pelo menos 390 milhões de anos, quando a Terra estava a passar pelo período devoniano. Além disso, são ancestrais de anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos.

Parmastega permite ver um tetrápode muito antigo”, disse à ABC Per Erik Ahlberg, primeiro autor do estudo e investigador da Universidade de Uppsala, na Suécia. “Até agora, os únicos tetrápodes dos devonianos – os géneros Ichthyostega, Acanthostega e Ventastega – são do fim devoniano”, continuou.

Os fósseis de Parmastega permitem “reconstruir toda a cabeça e a cintura escapular – a parte do membro superior mais próxima do corpo”, disse o autor. Portanto, a espécie “ilumina uma fase na evolução dos tetrápodes sobre a qual sabíamos muito pouco até agora”.

Os vestígios mais antigos de um tetrápode na Terra têm 390 milhões de anos. Os tetrápodes mais conhecidos têm cerca de 360 milhões de anos e os mais fragmentados têm até 373 milhões de anos. O novo tetrápode tem 372 milhões de anos e está muito completo.

Os fósseis desta espécie foram encontrados na formação de Sosnogorsk, algumas pedras calcárias originárias de uma antiga lagoa costeira tropical e que hoje fazem parte da margem do rio Izhma, perto da cidade de Ukhta, no noroeste da Rússia. Naquela época, os Urais ainda não se tinham formado e o oeste da Rússia e da Sibéria eram continentes separados por um oceano.

Parmastega aelidae vivia numa lagoa salobra, separada do mar por uma barreira de corais antigos. Acredita-se que este lago fosse habitado por uma rica fauna de peixes com lobos e placodermas (peixes primitivos blindados).

As características do Parmastega são muito semelhantes às dos peixes, o que indica que são animais muito primitivos, ou seja, mais adaptados para viver no oceano do que se aventurar em terra.

O formato da cabeça do Parmastega era semelhante à de um jacaré, “indicando que passava muito tempo a flutuar na superfície com os olhos na água”. A sua dentadura, equipada com fortes presas superiores e dentes finos, mostram que era um predador.

Porém, ao contrário dos répteis, o esqueleto era composto quase inteiramente de cartilagem, um tecido de suporte muito mais elástico e macio do que o osso. “Isso significa que não poderia ser um animal terrestre”, segundo Ahlberg.

Além disso, os cientistas descobriram traços de canais que formam a linha lateral, um órgão que, no peixe, capta vibrações e movimentos na água para detectar correntes ou presas.

De facto, a criatura não morava no continente: é um tetrápode primitivo que passou a maior parte da sua vida na água – foram os seus parentes mais recentes, que se aventuraram a deixá-la para trás. Naquela época, havia grandes artrópodes na superfície da Terra, como centopeias ou escorpiões marinhos.

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31 Outubro, 2019

 

2935: Os neandertais também sabiam fazer fogo

CIÊNCIA

(dr) Johannes Krause / Museum of the Krapina Neanderthals
Recriação de uma cena da vida de um grupo de Neandertais

Novas evidências encontradas na Arménia sugerem que os neandertais não só controlavam o fogo, como também dominavam a capacidade de o produzir.

Daniel Adler, professor de Antropologia na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, escreveu num comunicado que o “fogo deveria ser o domínio do Homo sapiens”. No entanto, os cientistas sabem agora que “outros humanos antigos, como os neandertais”, também o conseguiam criar. “Talvez não sejamos assim tão especiais.”

O novo artigo científico, publicado recentemente na Scientific Reports, combina evidências arqueológicas de hidrocarbonetos e isótopos das interacções humanas com o fogo, com o que o clima de há dezenas de milhares de anos.

Utilizando moléculas específicas relacionadas com o fogo, depositadas no registo arqueológico, e uma análise de pistas climáticas, os cientistas analisaram a Caverna 1 de Lusakert, nas Terras Altas da Arménia.

“A iluminação através do fogo é uma habilidade que deve ser aprendida. Nunca vi alguém que conseguiu produzir fogo sem ter sido ensinado. Assim sendo, a suposição de que alguém tem a capacidade de incendiar é uma fonte de debate”, disse Gideon Hartman, professor de Antropologia e co-autor do estudo, citado pelo Europa Press.

A equipa de investigadores analisou amostras de sedimentos para determinar a abundância de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP), uma substância que é libertada quando o material orgânico é queimado. Enquanto que o HAP leve é amplamente disperso e indicativo de incêndios florestais, os HAP pesados dispersam-se muito e permanecem muito mais próximos da fonte de incêndio.

“Ao observar os marcadores de incêndios produzidos localmente, começamos a ver outras actividades humanas que se correlacionam com mais evidências de incêndios produzidos localmente”, explica o autor principal do estudo, Alex Brittingham, estudante de doutoramento em Antropologia na Universidade de Connecticut.

As evidências de aumento da ocupação humana no local, como concentrações ósseas de animais nas refeições e provas de fabricação de ferramentas, foram correlacionadas com maior frequência de incêndios e maior frequência de HAP pesados.

Mas os investigadores também precisavam de descartar a possibilidade de o responsável pelos incêndios ter sido o clima instável, que dá origem a raios. Para tirar essas dúvidas, a equipa analisou a composição dos isótopos de hidrogénio e carbono das cutículas de tecidos vegetais antigos preservados em sedimentos. A distribuição dessas cutículas indica em que tipo de clima cresceram as plantas.

O resultado foi esclarecedor: os cientistas não conseguiram encontrar nenhuma evidência de uma ligação entre as condições paleoclimáticas e o registo geoquímico do fogo, segundo Michael Hren, autor do estudo e professor de Geociências na mesma Universidade.

Ao combinar os dados climáticos com as evidências encontradas no registo arqueológico, os cientistas determinaram que os habitantes da caverna não viviam em condições mais secas e propensas a incêndios florestais. Em vez disso, os neandertais faziam fogo dentro da caverna.

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31 Outubro, 2019

 

2934: Em 31 anos, a subida do nível dos oceanos porá em risco 300 milhões de pessoas

CIÊNCIA

Um estudo divulgado esta terça-feira prevê que mesmo com cortes drásticos das emissões poluentes a subida do nível das águas a partir de 2050 ponha em risco 300 milhões de pessoas A Ásia será a zona mais afectada; em Portugal, estuário do Tejo e do Sado, Ria Formosa, Aveiro e Figueira da Foz são as zonas mais “vermelhas”.

A ideia é de que as estimativas até agora avançadas pecavam por defeito por não terem em conta realmente quantas pessoas vivem nas zonas inundáveis. É essa a explicação de um dos autores do estudo publicado esta terça-feira na revista científica Nature Communications, Benjamin Strauss: “As comunidades humanas concentram-se de forma desproporcionada nas zonas muito baixas da costa”. Até agora, acreditava-se que só 65 milhões viviam nessas zonas; com base em dados mais precisos, o estudo aponta para 250 milhões, ou seja, quase o quádruplo.

A Ásia é indicada como o continente mais afectado, com primazia para seis países: China, Bangladesh, Índia, Vietname, Indonésia e Tailândia. É aí que reside a maioria dos que ficarão em risco com a subida do nível das águas causado pelo aquecimento global. Dos 300 milhões que se estima estarem em zona de risco de inundação em 2050, aproximadamente 237 milhões vivem nesses seis países. A China, com 93 milhões em perigo, é o país recordista.

Portugal, graças à sua longa costa, tem várias zonas de risco. No mapa interactivo disponibilizado pelos autores do estudo em colaboração com a organização Climate Central, são várias as zonas “vermelhas” assinaladas: a de Aveiro, do estuário do Tejo (as Lezírias são uma vasta mancha rubra), do Sado, e a Ria Formosa. Aparentemente, nem a Madeira nem os Açores apresentam zonas de risco para 2050. Mas Benjamin Strauss chama a atenção para a necessidade de que governos e empresas aeroespaciais apresentem dados mais precisos sobre a elevação geográfica.

Um dos aspectos mais impressionantes do estudo é que, apesar de mostrar vários cenários, dependendo das medidas que sejam tomadas agora e da rapidez do degelo, e, em função dessas variáveis, um maior ou menor aumento do nível do mar e do número de pessoas afectadas, as previsões para 2050 pouco mudam: parece ser já tarde para que o que fazemos hoje mude alguma coisa daqui a 31 anos.

Isto sucede porque o aumento do nível do mar é já uma das consequências irreversíveis das alterações climáticas. Isso deve-se sobretudo ao degelo dos pólos, como assegura um relatório recente do painel internacional de cientistas que assessora a ONU nas questões do clima.

É nas projecções para cinquenta anos depois, ou seja, para o final do século, em 2100, que se nota uma grande diferença consoante haja medidas agora ou não. No cenário mais optimista (uma rápida redução dos gases de efeito ide estufa e um degelo menos acentuado), estima-se que na zona vermelha de inundações haverá 340 milhões de pessoas. Na pior das previsões, com incremento das emissões e portanto um nível de degelo alto, o número de pessoas em risco aumenta para 480 milhões.

Estas projecções baseiam-se no entanto na população actual. Ou seja, não têm em conta as possíveis variações no número de pessoas a viver nas zonas em causa.

Os autores do estudo deixam um aviso: se se quer limitar este impacto é preciso fazer alguma coisa. Para começar, cumprir o Acordo de Paris, que estabelece como objectivo que o aumento da temperatura média do planeta não ultrapasse um aumento de dois graus em relação ao nível pré-industrial e, idealmente, abaixo dos 1,5 graus de diferença.

Diário de Notícias

DN

 

2933: Mergulhadores encontram misterioso “ovo” gigante a flutuar no oceano

CIÊNCIA

Um trio de mergulhadores teve um encontro muito próximo com uma bolha gelatinosa à deriva – um saco de ovos de lula do tamanho de um ser humano adulto. A surpresa aconteceu na costa oeste da Noruega.

Ronald Raasch, mergulhador do navio de pesquisa norueguês REV Ocean, capturou um vídeo no qual mostra um mergulhador a nadar lentamente à volta de uma bolha gigante cercada por uma membrana transparente e com uma massa escura suspensa no seu interior.

Assim que o mergulhador se aproximou de da bolha, a sua lanterna iluminou o seu interior. Dentro, havia inúmeras esferas minúsculas – cerca de centenas de milhares de ovos de lulas, de acordo com a descrição do vídeo, publicado no YouTube.

Os mergulhadores do REV Ocean fizeram esta surpreendente descoberta durante uma visita a um naufrágio submerso da Segunda Guerra Mundial em Ørstafjorden, na Noruega, localizado a cerca de 200 metros da costa. Os especialistas estava a nadar de volta à costa, a uma profundidade de 17 metros, quando viram a bolha a flutuar.

Quando publicou o vídeo, Raasch descreveu a bolha como uma “bola de gel de lulas“, mas este estava longe de ser o primeiro relato de um objecto tão incomum: dezenas de bolhas semelhantes foram avistadas em águas próximas à Noruega, Espanha, França e Itália, nos últimos 30 anos, disse Halldis Ringvold, investigador do Sea Snack Norway e líder do projecto “Huge Spheres”.

A primeira reacção dos cientistas foi de perplexidade, uma vez que estas bolhas são muito delicadas e, por isso, muito difíceis de abordar de perto e fazer amostras para testes futuros.

De acordo com o Live Science, mergulhadores relataram ter visto este tipo de esferas ao longo das costas do Mediterrâneo e da Noruega em 2017, e análises de ADN de amostras de quatro delas confirmaram, recentemente, que eram sacos de ovos pertencentes à lula do sul (Illex coindetii), um cefalópode com 10 braços.

O “ovo” recém-descoberto é semelhante aos sacos de ovos previamente documentados “tanto na aparência como no tamanho e localização”, disse Ringvold. Apesar de no vídeo a bolha parecer ter o mesmo tamanho do mergulhador que nada em torno dela, estas esferas medem, normalmente, cerca de um metro de diâmetro.

A massa escura é, provavelmente, tinta da lula, que a injectou enquanto fazia a esfera”, explicou o cientista, adiantando que, “no final do vídeo, é possível ver os ovos reais das lulas”. “São muito pequenos, redondos e transparentes.”

Um ovo de lula mede cerca de 0,2 centímetros de diâmetro quando o embrião está pronto para eclodir e as fêmeas produzem entre 50.000 e 200.000 ovos, de acordo com o SeaLifeBase. O desenvolvimento embrionário demora entre de 10 a 14 dias quando a temperatura da água é de 15 graus Celsius.

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30 Outubro, 2019

 

2932: Famoso local de mergulho está cheio de cobras marinhas venenosas

CIÊNCIA

Um famoso local de mergulho na Nova Caledónia, chamado Baie des Citrons, está cheio de grandes cobras venenosas (Hydrophis major).

A descoberta foi feita por um grupo de mulheres de 60 e 70 anos, que forneceram aos cientistas as fotografias dos seus encontros com estes animais.

Claire Goiran, da Universidade da Nova Caledónia, e Rick Shine, da Universidade Macquarie, na Austrália, têm estudado esta cobra marinha com cabeça de tartaruga há 15 anos. Entre as suas descobertas está o facto de que as manchas escuras na sua pele absorvem metais pesados, que a cobra despeja quando se solta da pele. Além disso, estas cobras estão a ficar mais escuras, como consequência do aumento da poluição.

Goiran e Shine também viram cobras marinhas maiores, que podem crescer até 1,5 metros nas mesmas águas. No entanto, viram-nas apenas cerca de seis vezes. Mesmo quando procuraram especificamente H. major, viam apenas 10 por ano. Agora, este grupo de mulheres encontrou 250.

As sete mulheres, que nadam na baía regularmente e se chama a si próprias “avós fantásticas”, começaram a levar câmaras para a água e enviaram as fotografias das cobras maiores que encontraram aos cientistas.

Claire Goiran / Universidade da Nova Caledónia
As Avós Fantásticas

As marcas das serpentes marinhas são tão distintas que os indivíduos conseguem ser facilmente identificados. Goiran e Shine compilaram um álbum de 249 cobras, muito mais do que se esperava.

“Surpreendentemente, encontraram um grande número de cobras letais letalmente tóxicas numa pequena baía que é ocupada todos os dias por hordas de moradores locais e passageiros de navios de cruzeiro – mas nunca foi registada uma mordida pela espécie na Baie des Citrons, testemunhando a sua disposição benevolente“, disse Shine, em comunicado.

“Estou a estudar cobras marinhas na Baie des Citrons há 20 anos e achei que as compreendia muito bem – mas as Avós Fantásticas mostraram-me o quão errada estava”, disse, por sua vez, Goiran. “A incrível energia das avós e a sua familiaridade íntima com a área de estudo transformaram a nossa compreensão na abundância e ecologia das cobras marinhas neste sistema. É um grande prazer e privilégio trabalhar com elas”.

A natureza sazonal do padrão de reprodução da cobra foi publicada este mês na revista especializada Ecosphere. Goiran afirma que isto excede o conhecimento de qualquer um dos seus parentes próximos.

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29 Outubro, 2019

 

2931: TESS. Investigadores do Porto caçaram um planeta improvável

CIÊNCIA

Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA

O satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA acaba de caçar um planeta aparentemente improvável em torno de duas estrelas gigantes em expansão, noticia a agência noticiosa Europa Press.

Uma equipa de cientistas do Instituto de Astrofísica e Ciências Espaciais (IA), no Porto, estudou as estrelas gigantes vermelhas HD 212771 e HD 203949, à volta das quais já se sabia que existiam exoplanetas. Foi numa destas que foi encontrado o planeta improvável.

“As observações do TESS são delicadas o suficiente para permitir medir as pulsações suaves nas superfícies das estrelas. Estas duas estrelas bastante evoluídas também abrigam planetas, fornecendo o banco de dados ideal para estudos da Evolução dos sistemas planetários”, escreveram os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Astrophysical Journal.

Para estudar estas duas gigantes vermelhas, os investigadores recorreram a dados de asterossismologia (ciência que estuda o interior das estrelas através da actividade sísmica medida à superfície — oscilações) recolhidos através do satélite TESS.

Depois de determinar as propriedades físicas de ambas as estrelas, como a sua massa, tamanho e idade, os cientistas concentraram-se no estado evolutivo da HD 203949.

O objectivo da equipa passava por entender como é que o planeta poderia evitar ser engolido pela gigante vermelha, uma vez que a estrela já se teria expandido muito para além da órbita planetária actual durante a fase final da sua evolução.

“Este estudo é uma demonstração perfeita de como a astrofísica estelar e exoplanetária estão ligadas uma à outra”, afirmou o co-autor do estudo Vardan Adibekyan, do IA e da Universidade do Porto, citado pela Europa Press.

“A análise estelar levada a cabo parece sugerir que a estrela está demasiado evoluída para abrigar um planeta nesta situação de distância orbital curta”. Por outro lado, continuou, “a análise de exoplanetas diz-nos que o planeta está lá”, rematou, dando conta que se trata de um mundo improvável.

“A solução para este dilema científico está oculta no simples facto de que as estrelas e os seus planetas não apenas se formam, mas também evoluem juntos. Neste caso em particular, o planeta conseguiu evitar ser engolido pelo gigante vermelho em expansão”.

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30 Outubro, 2019

 

2930: Um novo tipo de tempestade assolou Saturno (e intrigou os cientistas)

CIÊNCIA

NASA/JPL/SSI
Imagem dos anéis de Saturno, pela sonda Cassini

Uma equipa de astrónomos detectou um novo e estranho fenómeno meteorológico que atingiu a atmosfera de Saturno, causando uma série de ciclones.

As tempestades em causa atingiram a região do pólo norte do planeta no ano passado, entre Março e Outubro, mas os detalhes da descoberta só esta semana foram publicados na revista científica especializada Nature Astronomy. Ao todo, foram detectadas quatro.

O fenómeno foi notado pela primeira vez através de fotografias captadas por astrónomos amadores: as imagens mostravam manchas brancas distintas perto do pólo norte de Saturno. Estes astrónomos enviarem as fotografias para um repositório online.

Através de modelos computacionais, uma equipa internacional de cientistas, composta por investigadores dos Estados Unidos, Espanha, Austrália e França, estimou depois a energia envolvida nas tempestades e concluiu que os fenómenos observados não eram semelhantes a nenhuma outra tempestade no planeta.

Estes ciclones destacam-se por terem mais do dobro do diâmetro do que é habitual. exigindo uma quantidade de energia mais de dez vezes maior, observa a Phys.

Além disso, estas tempestades prolongaram-se por muito mais tempo do que as tempestades mais comuns em Saturno, sendo significativamente menores e cem vezes menos poderosas do que as tempestades periódicas que são registadas no planeta.

“Este é um novo tipo de tempestade que nos está a dizer algo sobre os mecanismos de formação desconhecidos” destes ciclones, afirmou Enrique García-Melendo, astrónomo da Universidade Politécnica da Catalunha, em Espanha, e um dos principais autores do estudo citado pelo portal Astronomy.

Por sua vez, Linda Spilker, cientista do projecto Cassini – missão da NASA desenhado para estudar Saturno – que não participou do estudo, acredita que este novo fenómeno “adiciona uma peça importante ao puzzle gigante” que é a atmosfera de Saturno.

“Ao aprender mais sobre [as tempestades de Saturno], talvez possamos melhor entender o clima do próprio planeta”, acrescentou.

Os outros dois tipos de tempestades

Até agora, detalha o Canal Tech, eram conhecidos dois tipos de tempestade em Saturno: as pequenas, com aproximadamente 2000 quilómetros de extensão e as chamadas Grandes Manchas Brancas. Como o nome sugere, o segundo tipo refere-se a tempestades gigantes, dez vezes maiores que as demais, podendo, em alguns casos, dar uma volta completa em torno do planeta.

As tempestades menores podem durar alguns dias, mas as Grandes Manchas Brancas duram meses. Os astrónomos só conseguiram detectar sete deste tipo desde 1876.

Com a nova descoberta, os astrónomos depararam-se com um tipo novo de tempestade com tamanho intermédio: são diferentes das outras não apenas em tamanho, mas também em duração, chegando a durar de 1 semana e meia até 7 meses.

As quatro tempestades intermédias surgiram numa época que coincide com o ciclo do aparecimento das Grandes Manchas Brancas, que ocorrem a a cada ano saturniano, ou seja, a cada 30 anos terrestres.

Os cientistas acham que a formação destas tempestades depende de interacções entre o vapor de água, diferenças sazonais na exposição à luz solar e a atmosfera complexa do planeta. Contudo, o procedimento não é ainda muito bem conhecido.

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30 Outubro, 2019

 

2929: The Black Knight Satellite: A Hodgepodge of Alien Conspiracy Theories

SCIENCE

For decades different discoveries have been linked to a single possible spacecraft of extraterrestrial origin.

An artist’s impression of the Black Knight satellite. The spacecraft has sparked a long-lived conspiracy theory.
(Image: © Future/Adrian Mann)

Sometimes the introduction of a news report will stop you in your tracks, forcing you to reread in fear you didn’t quite grasp its point the first time. That was certainly the case when Mail Online published a story on Mar. 21, 2017: “An alien satellite set up more than 12,000 years ago to spy on humans has been shot down by elite soldiers from the illuminati, UFO hunters claim.”

And with that, the conspiracy surrounding the so-called “Black Knight” satellite appeared to be very much alive.

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It’s been 120 years since conspiracists believed the existence of the Black Knight was recorded. Those who subscribe to the theory lay claim of an extraterrestrial spacecraft in near-polar orbit of the Earth, although they draw upon evidence so disparate that it’s not entirely clear why people link them. What they amount to, however, is an intriguing set of ingredients that, taken together, cause people to scream loud about potential cover-ups by NASA and the government. In that sense, it is a legend that refuses to go away.

https://www.livescience.com/what-is-the-black-knight.html?utm_source=Selligent&utm_medium=email&utm_campaign=9382&utm_content=20191029_LS_Essentials_Newsletter+-+adhoc+&utm_term=2876129&m_i=y_jyF9zweN0D%2Bw%2BIADiCzCKfx%2BUFAtQIq10C4ZZ178CK377iQmVvS2Uu9WxEPiL3lhMMUSoC2f4Bv0veCp9oi7BNCDfA%2BsEyyF&jwsource=cl

The photo evidence that isn’t evidence

A lot of the earliest discoveries that have come to be linked to the Black Knight satellite theory relate to radio signals. But a series of images from 1998 emerged that really threw the celestial cat among the pigeons. They were taken during STS-88, which was the first Space Shuttle mission to the International Space Station (ISS).

There, for all to see, were images released by NASA that showed a black object hovering above the Earth in low orbit. And it wasn’t long after the images were thrust in front of a hopeful public before people were performing some conspiratorial sums and sharing them with the wider world.

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By way of explanation, astronaut Jerry Ross pointed out that the ISS was in the midst of being constructed when the images were taken. The U.S. team, he said, was on its way to attach the American module to the one created by the Russians and, as part of that work, they had taken four trunnion pin thermal covers with them. The task was to wrap these around four bare trunnion pins, these being rods that attached the module to the shuttle while it was being transported. This would act to prevent heat loss from the exposed metal.

The photo snapped by astronauts during Space Shuttle mission STS-88 in 1998.
(Image credit: NASA)

Unfortunately, during one of the extravehicular activities (EVA) things went a little bit wrong and one of the covers came loose from its tether, causing it to float away along with some other items. “Jerry, one of the thermal covers got away from you,” said commander Robert Cabana, and it soon became apparent that they wouldn’t be getting it back.

Subsequently captured on camera, this black object was given the object number 025570 by NASA, and a few days later the object fell from orbit and burned up. Far from being an extraterrestrial object, the black item floating in space was nothing more than a blanket.

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Much of this has been placed on the record. Former NASA space engineer James Oberg, who personally knows Ross and the person who took the photos, Sergei Krikalev, has gone to great lengths to show that these supposed images of the Black Knight have less fanciful origins.

“Before leaving NASA I led the trajectory design team that produced the mission profile,” Oberg told All About Space. “Every step of the way there is consistency with what I learned as a lifelong spaceflight operations specialist: why the blankets were needed, why one of them came loose, why it floated off the way it did. The difference is, for the general public all these features are unearthly to folks who are only familiar with Earthside principles of heating, working, motion and dozens of other never-before-encountered-in-history aspects of outer space.”

Given Oberg’s debunking you’d think the matter would have drawn to a close. But no. Since the images were shared far and wide, conspiracy theories have continued.

“They are probably some of the weirdest-looking 70 mm photos to ever come out of the space shuttle program,” Oberg said. “And apparently a NASA website update made the original links inoperative, sparking concerns over a cover-up. All normal journalistic practices — determining the timeline, asking witnesses, searching for the wider context — were skipped.”

The Black Knight is likely to be debris left over from extravehicular activity (EVA).
(Image credit: Future/Adrian Mann)

Historical evidence that also isn’t evidence

By absorbing the images into a growing body of “evidence,” they were seen as definite proof that the Black Knight alien satellite really was out there. Reaching that conclusion, however, has required greats leaps of faith, and has also needed past discoveries to be forced into the overall story. Firm believers have had no problems going right back to 1899 in pursuit of such “truth” but, just like the photographic records, each piece of supposed evidence brought to the table so far has been explained away without falling back on the Black Knight myth.

So what happened in 1899? That year Nikola Tesla began to record some very odd signals, seemingly from outer space. The accomplished Serbian-American electrical engineer had a passion for wireless technology, and he was in the early throes of an experimental wireless transmission station called Wardenclyffe Tower in Shoreham, New York. While in his barn-like laboratory in Colorado Springs, he noted the unusual signals and speculated they had come from another planet, a claim greeted with disbelief and skepticism.

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“The very first source of non-terrestrial radio waves was discovered in the 1930s, and that was from the centre of our galaxy, which is the most powerful radio source in the sky at many frequencies,” NASA Jet Propulsion Laboratory scientist Varoujan Gorjian explained. “It wasn’t until the 1960s that the technology evolved to detect the first pulsars. If what Tesla detected was a real signal and not an artifact of his instrument, it most likely came from Earth.”

https://www.livescience.com/what-is-the-black-knight.html?utm_source=Selligent&utm_medium=email&utm_campaign=9382&utm_content=20191029_LS_Essentials_Newsletter+-+adhoc+&utm_term=2876129&m_i=y_jyF9zweN0D%2Bw%2BIADiCzCKfx%2BUFAtQIq10C4ZZ178CK377iQmVvS2Uu9WxEPiL3lhMMUSoC2f4Bv0veCp9oi7BNCDfA%2BsEyyF&jwsource=cl

So why does talk of the Black Knight persist?

People continued to use Tesla’s findings to bolster claims for the Black Knight. They also took on board the work of a Norwegian engineer called Jørgen Hals, who found that radio signals he transmitted were being echoed back to him a few seconds later. We now know these as long delayed echoes, and Hals was the first person to observe them.

The fact that we don’t have a confirmed explanation of their cause, however, has been seized upon: In 1973, Duncan Lunan wrote an article in Spaceflight magazine suggesting those studying long delayed echoes had overlooked the possibility they were sent by an alien space probe.

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Lunan still has faith in an extraterrestrial explanation for the recordings. “The changes in the long distance echo patterns in apparent response to changes in the outgoing signals from Earth really do look like the responses of a Bracewell probe, and there is still no satisfactory natural explanation for the phenomenon,” Lunan said. If the long distance echoes were deliberately produced by a probe, there’s a problem in that they stopped in 1975.

“If a probe was monitoring Earth, rather than trying to attract attention, perhaps it belatedly discovered from the 1973 to 1974 publicity that it had given away its presence in the 1920s and pulled out in 1975,” Lunan said. “That’s the only explanation I can see for its apparent departure.”

And yet, for all of that, Lunan said his research has nothing to do with the “Black Knight nonsense.” If there is a link between his theory and the Black Knight, it is not one that is being made by him.

live science
By David Crookes, All About Space magazine
2019-10-28T15:51:41Z

 

2928: Comunicações 5G podem afectar previsões meteorológicas

TECNOLOGIA

NASA

A proliferação das comunicações móveis 5G pode afectar as previsões meteorológicas, pelo que os diferentes Governos devem proteger as frequências radioeléctricas atribuídas aos serviços de observação da Terra.

O aviso partiu da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que teme que as interferências ou bloqueios nas frequências hidroeléctricas atribuídas aos serviços de observação da Terra, o que terá consequências na recolha de dados, importantes também para a vigilância das alterações climáticas

Em causa não estão apenas as previsões do estado do tempo, mas também a vigilância das alterações climáticas, caso as novas frequências usadas pelos operadores de telecomunicações venham de alguma forma a interferir ou bloquear o funcionamento dos satélites que permitem a recolha de dados para esses serviços.

Um estudo recente publicado na revista especializada Nature antecipa um cenário complicado, a menos que os reguladores ou empresas de telecomunicações “tomem medidas para reduzir o risco de interferência”, de acordo com o jornal espanhol ABC.

A capacidade de os satélites de observação detectarem “com precisão as concentrações de vapor de água na atmosfera”, por exemplo, pode vir a ser afectada, sendo este um dado essencial para se formularem previsões meteorológicas em todo o mundo.

“Deve haver um equilíbrio entre os interesses comerciais e tecnológicos de curto prazo e o bem-estar e segurança globais a longo prazo. Não devemos correr o risco de perder muitas das conquistas obtidas graças aos nossos serviços de alerta de catástrofes naturais”, que permitem evitar a perda de vidas e propriedades, defendeu Eric Allaix, da OMM, citado pelo semanário Expresso.

O problema vai ser discutido na Conferência Mundial de Radiocomunicações, que decorrerá em Genebra de 28 de Outubro a 22 de Novembro. Em análise estará o Regulamento das Radiocomunicações, que gere o uso do espectro de radiofrequências e das órbitas dos satélites.

ZAP //

Por ZAP
29 Outubro, 2019

 

2927: Cientista desvendou um dos mistérios da Tapeçaria de Bayeux

CIÊNCIA

batigolix / Flickr
A Tapeçaria de Bayeux, que conta a história da da conquista normanda da Inglaterra em 1066

Uma tapeçaria medieval que conta a história da conquista normanda da Inglaterra, com mais de 70 metros de fio de lã e linho, revelou um dos seus segredos.

Embora as origens deste trabalho têxtil, chamado Tapeçaria de Bayeux, continuem a ser obscuras, os investigadores pensam ter descoberto o seu principal propósito: ser exibido na nave da Catedral de Bayeux na Normandia, em França, escreve o Live Science.

Segundo o estudo, publicado revista científica Journal of the British Archaeological Association, as dimensões desta tapeçaria, com mais de 70 metros, mostram que se encaixaria perfeitamente na nave da catedral francesa.

O primeiro registo escrito desta tapeçaria encontra-se num inventário de 1476, logo, a ideia de que havia sido encomendada para ser lá exposta sempre foi a explicação mais simples, considera o autor do estudo, Christopher Norton, historiador de arte da Universidade de York, em Inglaterra.

“Essa proposição geral pode agora ser corroborada pela evidência específica de que a estrutura física e narrativa da tapeçaria está perfeitamente adaptada para se adequar à nave (litúrgica) da catedral”, afirmou o investigador num comunicado.

Tecnicamente, a Tapeçaria de Bayeux não é uma tapeçaria, uma vez que o seu desenho foi bordado sobre o linho e não no tecido. De acordo com o Museu Bayeux, a tapeçaria foi provavelmente encomendada pelo Bispo Odo, meio-irmão de Guilherme I, o Conquistador, líder normando que conquistou Inglaterra e ganhou a coroa em 1066.

As proezas de Guilherme I estão representadas na tapeçaria, que conclui com o momento decisivo deste conflito: a Batalha de Hastings. Ninguém sabe exactamente quem fez o bordado, mas os investigadores concluem que provavelmente foi feito em Inglaterra e por mulheres, uma vez que esta era uma ocupação maioritariamente feminina naquela época.

Norton usou medidas da actual Catedral de Bayeux, combinadas com registos históricos de como seria a nave quando foi construída, há mais de mil anos, e comparou as dimensões com o tamanho da tapeçaria, tendo em consideração o possível encolhimento do material e as secções ausentes. O historiador descobriu que a tapeçaria se encaixaria nas paredes norte, oeste e sul da nave.

Recorde-se que o Presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu emprestar a Tapeçaria de Bayeux ao Reino Unido, em 2022 ou 2023, se a tapeçaria estiver em boas condições para viajar.

ZAP //

Por ZAP
29 Outubro, 2019

 

Primeira “pátria” do Homem moderno situava-se ao sul do rio Zambeze

CIÊNCIA

‘Homo sapiens sapiens’ viveu há 200.000 anos numa área correspondente ao Botswana, Namíbia e Zimbabué, revela a Nature

O Homem moderno surgiu em África há cerca de 200 mil anos, mas ignorava-se até agora onde se situava essa pátria.
© DR

A primeira “pátria” do Homem moderno situou-se ao sul do rio Zambeze, numa área correspondente ao Botswana, Namíbia e Zimbabué, onde o ‘Homo sapiens sapiens’ viveu há 200.000 anos antes de migrar 70.000 anos mais tarde.

A localização da “pátria ancestral” do Homem moderno é descrita num estudo publicado esta segunda-feira na revista científica Nature.

“Sabíamos há muito tempo que o Homem moderno surgiu em África há cerca de 200.000 anos, mas ignorávamos até agora onde se situava precisamente esta pátria”, afirmou, em conferência de imprensa, a autora principal do estudo, Vanessa Hayes, do Instituto Garvan de Investigação Médica de Sidney, na Austrália.

O estudo teve por base a genealogia genética, tendo analisado 200 genomas mitocondriais (marcadores genéticos da linhagem materna) das populações que vivem actualmente na Namíbia e África do Sul, região considerada como um dos berços do Homem moderno.

Testes de ADN (material genético) revelaram a presença rara da origem materna mais antiga, ainda hoje partilhada por estas populações.

Cientistas isolam antepassado comum

Ao compararem os genomas mitocondriais, os cientistas conseguiram isolar um antepassado comum, que era um antigo Khoisan, povo de caçadores-recolectores que subsiste em África.

Segundo o estudo, todos os homens que vivem actualmente em África e fora de África partilham este mesmo antepassado.

Os Khoisan, primeira comunidade humana moderna, terão vivido na mesma região durante 70 mil anos, uma vez que o genoma (informação genética) permaneceu inalterado.

A comunidade terá prosperado nesta região situada ao sul do rio Zambeze, que partia da actual Namíbia, atravessava o norte do Botswana e seguia até ao Zimbabué.

Actualmente um deserto, chamado Kalahari, a região foi húmida e verdejante há milhares de anos. Análises geológicas e modelos climáticos permitiram concluir que teve um grande lago, duas vezes maior do que o lago Vitoria, na África Oriental.

Com as mudanças climáticas, a região tornou-se mais seca e as populações começaram a migrar em direcção ao nordeste e ao sudoeste. As primeiras deslocações abriram caminho à futura migração dos homens modernos para fora de África.

Algumas populações, no entanto, adaptaram-se à seca, sendo que os seus descendentes ainda hoje são caçadores-recolectores como os primeiros humanos.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

2925: Rochas lunares ajudam a formar nova imagem da Terra e Lua primitivas

CIÊNCIA

Os cientistas pensam que a Lua foi formada após a colisão de um grande objecto com a Terra, mas os detalhes são escassos acerca do que aconteceu depois.
Crédito: William Hartmann

A maioria das pessoas só encontra rubídio como a cor púrpura dos fogos-de-artifício, mas o metal obscuro ajudou dois cientistas da Universidade de Chicago a propor uma teoria de como a Lua se pode ter formado.

Realizado no laboratório do professor Nicolas Dauphas, cuja investigação pioneira analisa a composição isotópica das rochas da Terra e da Lua, o novo estudo mediu o rubídio nos dois corpos planetários e criou um novo modelo para explicar as diferenças. A descoberta revela novas ideias sobre um enigma acerca da formação da Lua que tem dominado ao longo da última década o campo da ciência lunar, conhecido como “crise isotópica lunar.”

Esta crise começou quando novos métodos de teste revelaram que as rochas da Terra e da Lua têm níveis surpreendentemente semelhantes de alguns isótopos, mas níveis muito diferentes de outros. Isto confunde os dois principais cenários de como a Lua se formou: um diz que um objecto gigante colidiu com a Terra e levou com ele um grande pedaço da Terra para formar a Lua (neste caso a Lua deve ter uma composição decisivamente diferente, principalmente o outro objecto); e o outro cenário é que esse objecto obliterou a Terra e os dois corpos celestes acabaram-se formando a partir dos destroços resultantes (neste caso, as duas composições devem ser virtualmente idênticas).

“Há claramente algo aqui em falta,” disse Nicole Nie, doutoranda e autora principal do estudo publicado recentemente na revista The Astrophysical Journal Letters. Ex-aluna do laboratório de Dauphas, Nie está agora no Instituto Carnegie para Ciência.

Para testar diferentes teorias, o laboratório de Dauphas tem uma colecção de rochas lunares emprestadas pela NASA (representando cada uma das missões Apollo que recuperaram amostras). Nie criou uma maneira rigorosa de medir os isótopos de rubídio – um elemento que nunca havia sido medido com precisão nas rochas da Lua porque é tão difícil isolar do potássio, que é quimicamente extremamente semelhante.

O rubídio faz parte de uma família de elementos que sempre aparece com diferentes proporções de isótopos na Lua em comparação com a Terra. Quando Nie examinou as rochas lunares, descobriu que continham menos isótopos leves de rubídio e mais isótopos pesados do que as rochas da Terra.

“Não havia realmente nenhuma estrutura para explicar esta diferença,” disse Dauphas, professor no Departamento de Ciências Geofísicas. “De modo que decidimos fazer uma.”

Começaram com a ideia de que tanto a Terra quanto o objecto gigante foram vaporizados após o impacto. Neste cenário, uma massa que se tornará a Terra coalesce lentamente e um anel exterior de detritos forma-se em seu redor. Ainda está tão quente, com mais de 3300º C, que este anel é provavelmente uma camada exterior de vapor em redor de um núcleo de magma líquido.

Com o tempo, Nie e Dauphas supõem, os isótopos mais leves de elementos como o rubídio evaporam-se mais rapidamente. Estes condensam-se na Terra, enquanto o resto dos isótopos mais pesados deixados para trás no anel eventualmente formam a Lua.

Isto disse-lhes mais sobre o aspecto da Terra e da Lua primitivas. Como sabem exactamente quanto mais dos isótopos leves evaporaram, trabalharam para trás para descobrir o aspecto da camada de vapor – quanto mais saturada, mais lenta a evaporação (pense em tentar secar a sua roupa num dia muito húmido nos trópicos, vs. num dia muito seco no deserto).

Isto é útil porque as características exactas desta fase inicial são difíceis de determinar. Os resultados também encaixam bem com medições anteriores de outros isótopos em rochas lunares, como o potássio, cobre e zinco. “O nosso novo cenário pode explicar quantitativamente o esgotamento lunar não apenas do rubídio, mas também da maioria dos elementos voláteis,” salientou Nie.

O estudo é um passo há muito necessário para ligar as linhas entre medições isotópicas e modelos físicos dos corpos proto-planetários, acrescentou Dauphas.

“Este elo estava em falta e esperamos que ajude a restringir, no futuro, os cenários para a formação da Lua e da Terra,” concluiu.

Astronomia On-line
29 de Outubro de 2019

 

2924: Um mega-enxame de galáxias em formação

CIÊNCIA

Composição de dados em raios-X e no visível dos enxames de galáxias Abell 1758.
Crédito: raios-X – NASA/CXC/SAO/G. Schellenberger et al.; ótico – SDSS

Astrónomos que usam dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA e de outros telescópios reuniram um mapa detalhado de uma rara colisão entre quatro enxames de galáxias. Eventualmente, todos os quatro enxames – cada com uma massa de pelo menos várias centenas de biliões de vezes a massa do Sol – se vão fundir para formar um dos objectos mais massivos do Universo.

Os enxames galácticos são as maiores estruturas do cosmos mantidas juntas pela gravidade. Os enxames consistem de centenas ou mesmo milhares de galáxias embebidas em gás quente e contêm uma quantidade ainda maior de matéria escura invisível. Às vezes, dois enxames de galáxias colidem, como no caso do Enxame da Bala, e ocasionalmente mais de dois colidem ao mesmo tempo.

As novas observações mostram uma mega-estrutura sendo montada num sistema chamado Abell 1758, localizado a cerca de 3 mil milhões de anos-luz da Terra. Contém dois pares de enxames galácticos em colisão que se estão a aproximar. Os cientistas reconheceram Abell 1758 pela primeira vez como um enxame quádruplo de galáxias em 2004 usando dados do Chandra e do XMM-Newton, um satélite operado pela ESA.

Cada par no sistema contém dois aglomerados galácticos que estão já em fusão. No par norte (topo) da imagem, os centros de cada enxame já passaram um pelo outro, há cerca de 300 a 400 milhões de anos, e eventualmente voltarão a aproximar-se. O segundo par, na parte inferior da imagem, possui dois grupos que estão perto de se aproximar pela primeira vez.

Os raios-X do Chandra são vistos em azul e branco, representando emissão difusa mais fraca e mais brilhante, respectivamente. Esta nova composição também inclui uma imagem óptica do SDSS (Sloan Digital Sky Survey). Os dados do Chandra revelaram, pela primeira vez, uma onda de choque – semelhante ao boom sónico de um avião supersónico – em gás quente visível com o Chandra na colisão do par norte. A partir desta onda de choque, os investigadores estimam que os dois grupos estão a mover-se a 3-5 milhões de quilómetros por hora, em relação um ao outro.

Os dados do Chandra também fornecem informações sobre como os elementos mais pesados do que o hélio, os “elementos pesados”, nos enxames de galáxias, são misturados e redistribuídos depois que os aglomerados colidem e se fundem. Dado que este processo depende do progresso da fusão, Abell 1758 é um valioso estudo de caso, uma vez que os pares de enxames a norte e a sul estão em diferentes estágios de fusão.

No par sul, os elementos pesados são mais abundantes nos centros dos dois enxames em colisão, mostrando que a localização original dos elementos não foi fortemente impactada pela colisão em andamento. Em contraste, no par norte, onde a colisão e a fusão já progrediram, a localização dos elementos pesados foi fortemente influenciada pela colisão. As maiores abundâncias são encontradas entre os dois centros do enxame e do lado esquerdo do par de enxames, enquanto as abundâncias mais baixas estão no centro do enxame no lado esquerdo da imagem.

As colisões entre os enxames afectam as suas galáxias componentes, bem como o gás quente que as rodeia. Dados do telescópio MMT de 6,5 metros no estado norte-americano do Arizona, obtidos como parte do ACReS (Arizona Cluster Redshift Survey), mostram que algumas galáxias estão a mover-se muito mais depressa do que outras, provavelmente porque foram expelidas de perto das outras galáxias do enxame pelas forças gravitacionais concedidas pela colisão.

A equipa também usou dados de rádio do GMRT (Giant Metrewave Radio Telescope) e raios-X da missão XMM-Newton da ESA. O artigo que descreve estes resultados mais recentes foi publicado na edição de 1 de Setembro de 2019 da revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

Astronomia On-line
29 de Outubro de 2019

 

2923: Encontrado o mais pequeno planeta anão do Sistema Solar. Estava escondido no Cinturão de Asteróides

CIÊNCIA

ESO

Um novo estudo sobre Hígia, o quarto maior objecto no Cinturão de Asteróides, sugere que, afinal, será um planeta anão, devido ao seu formato esférico.

Descoberto em 1849 pelo astrónomo italiano Annibale de Gasparis, Hígia está localizado no Cinturão de Asteróides entre Marte e Júpiter. É o quarto maior objecto naquele lugar, estando atrás apenas de Ceres, Vesta e Pallas. Destes, apenas Ceres é um planeta anão. Pouco estudado, Hígia é o objecto mais misterioso dos quatro.

Agora, um novo estudo publicado esta segunda-feira na revista especializada Nature Astronomy, revê muito do que se sabe sobre Hígia, incluindo a sua forma, tamanho, rotação e história de origem. O estudo, liderado pelo astrónomo Pierre Vernazza, do Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, na França, foi possível graças a observações recentes feitas pelo instrumento SPHERE da Agência Espacial Europeia no Very Large Telescope (VLT) no deserto de Atacama, no Chile.

Além disso, a nova investigação sugere que o estatuto de Hígia deve ser actualizado de planeta asteróide para planeta anão. Caso isso aconteça, Hígia substituirá Ceres como o mais pequeno planeta anão no Sistema Solar.

De acordo com os critérios elaborados pela União Astronómica Internacional (IAU) em 2006, um objecto celeste precisa de satisfazer quatro requisitos para obter a designação de planeta anão: estar na sua própria órbita ao redor do Sol, não ser uma lua, ter aspirado outro material na vizinhança imediata e alcançar o “equilíbrio hidrostático”. O novo estudo sugere que Hígia cumpre todos os requisitos.

“Ao comparar a esfericidade de Hygiea com a de outros objectos do Sistema Solar, parece que Hígia é quase tão esférica como Ceres, abrindo a possibilidade de ser reclassificado como planeta anão”, declararam os autores, citados pelo Gizmodo.

Uma estimativa aprimorada do diâmetro da Hígia coloca a sua largura em 430 quilómetros. Em comparação, Plutão e Ceres apresentam diâmetros de 2.400 quilómetros  e 950 quilómetros, respectivamente. Uma estimativa do período de rotação do objecto mostra que um dia em Hígia dura 13,8 horas, aproximadamente metade da estimativa anterior.

Duas crateras relativamente pequenas foram vistas na superfície, uma com cerca de 180 quilómetros de largura e a outra com 97 quilómetros de largura.

Os astrónomos esperavam encontrar uma enorme cratera associada à origem do objecto. Hígia é o maior membro da família de asteróides Hígia – uma colecção de quase sete mil objectos amarrados ao mesmo corpo parental. Consequentemente, os cientistas esperavam ver uma grande bacia de impacto em Hygiea semelhante à encontrada em Vesta com aproximadamente 500 quilómetros de diâmetro.

“Nenhuma das duas crateras poderia ter sido causada pelo impacto que originou a família asteróides Hígia, cujo volume é comparável ao de um objecto de 100 quilómetros de tamanho. São demasiado pequenas”, disse Miroslav Brož, co-autor do artigo e investigador no Instituto Astronómico da Universidade Charles, na República Checa, em um comunicado.

Usando simulações em computador, os investigadores mostraram que a família de asteróides Hígia poderia ter sido gerada por uma colisão frontal com um objecto com entre 75 a 150 quilómetros. A colisão resultante obliterou o corpo do pai de Hígia. Mas, ao longo das eras, muitos dos detritos que se seguiram foram reunidos para formar o objecto em forma de esfera que vemos hoje. Estima-se que a colisão tenha acontecido há mais de dois mil milhões de anos.

Agora, o IAU terá de decidir se Hígia deverá receber o estatuto de planeta anão.

ZAP //

Por ZAP
29 Outubro, 2019

 

2922: Florestas ancestrais dos Himalaias encontradas nas profundezas do oceano (e já se sabe como foram lá parar)

CIÊNCIA

blueorange / Canva

Os restos de florestas ancestrais foram encontradas nas profundezas do oceano, a milhares de quilómetros de distância das suas origens montanhosas. Os cientistas encontraram madeira com 19 milhões de anos nas camadas de sedimentos do fundo do Golfo de Bengala.

Investigadores liderados por Sarah Feakins, da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles, mergulharam mais de três metros, recuperando sedimentos a 800 metros abaixo do fundo do mar. Ao analisar a amostra principal, a equipa conseguiu ver que as árvores foram levadas para o oceano há milhões de anos antes de ficarem presas no chão.

Observando as lascas de madeira no núcleo, a equipa conseguiu determinar de onde as árvores tinham vindo. Na maioria dos casos, a madeira era de árvores que cresciam em planícies, perto do oceano.

No entanto, uma camada foi encontrada com madeira de árvores que teriam crescido nas montanhas dos Himalaias, cerca de três quilómetros acima do nível do mar.

No estudo, publicado em Setembro na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, a equipa defende que as árvores de uma floresta ancestral foram arrancadas por uma enorme libertação de água – potencialmente por um barragem natural criada por um glaciar ou um deslizamento de terra.

As árvores terão sido transportadas por milhares de quilómetros ao longo de uma enorme onda de água – de ciclones, monções ou inundações, por exemplo – antes de serem libertadas no chamado “ventilador de Bengala”, o maior ventilador submarino da Terra.

A equipa sugere que esta é a primeira evidência que mostra que as árvores podem ser transportadas por milhares de quilómetros, desde as montanhas até às profundezas do mar. As descoberta demonstram também o papel da madeira do ciclo de carbono da Terra – a forma como o carbono viaja da atmosfera até ao planeta e aos seus organismos e vice-versa.

O carbono armazenado nas plantas é libertado quando é consumido, deteriorado ou queimado. Como as árvores foram transportadas logo após serem arrancadas, não se decompuseram. Em vez disso, a madeira fresca foi trancada nos sedimentos do fundo do mar – potencialmente representando um meio pelo qual o carbono pode ser armazenado durante milhões de anos.

Compreender quanto carbono pode ser trancado como consequência do transporte de florestas para o oceano é importante para entender as mudanças climáticas futuras, segundo Fearkins. “Não sabíamos da existência desta floresta de árvores fragmentadas enterradas no fundo do oceano”, disse em comunicado, divulgado pelo EurekAlert. “Agora precisamos de adicionar isto à equação.”

Agora, os cientistas estão a trabalhar para entender o ciclo de carbono. Um relatório divulgado recentemente mostrou que menos de 1% do carbono total da Terra está acima da superfície – nos oceanos, na terra e na atmosfera. O resto está trancado na crosta, manto e núcleo do planeta.

ZAP //

Por ZAP
29 Outubro, 2019

 

If There’s a Wormhole Hiding in Our Galaxy, Could We Really Find It?

SCIENCE

(Image: © Shutterstock)

Wormholes, passageways that connect one universe or time to another, are still only theoretical — but that doesn’t mean physicists aren’t looking for them. In a new study, researchers describe how to find wormholes in the folds of our galaxy.

These hypothetical passageways, created by folding a region of space like a piece of paper, are predicted by Einstein’s theory of general relativity. But they require extreme gravitational conditions, such as those around supermassive black holes.

In the new study, two researchers came up with a method to search for wormholes close to home, around the Milky Way’s central, supermassive black hole, called Sagittarius A*. If a wormhole were to exist around Sagittarius A*, the stars on one side of the passage would be influenced by the gravity of stars on the other side, the researchers said

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If physicists can detect small changes in the expected orbits of stars, such as a star called S2 that orbits Sagittarius A*, it may indicate that a wormhole is close by, the researchers said in a statement.

Current methods aren’t sensitive enough to see the slight changes in orbit that would be caused by a star at the other end of the wormhole, but new techniques and longer observations might render it possible within the next couple of decades, study co-author Dejan Stojkovic, a cosmologist and professor of physics at the University at Buffalo College of Arts and Sciences, said in the statement.

Yet even finding these slight changes in orbit wouldn’t prove that a wormhole is nearby, he added. “When we reach the precision needed in our observations, we may be able to say that a wormhole is the most likely explanation if we detect perturbations in the orbit of S2,” Stojkovic said. “But we cannot say that, ‘Yes, this is definitely a wormhole.'” That is because other unknown celestial objects on our side of the wormhole can also be exerting a gravitational pull and causing the changes.

But not everyone’s convinced.

The star’s altered trajectory due to a wormhole is “unobservable irrespective of how accurate the measurements are,” Serguei Krasnikov, a physicist at the Central Astronomical Observatory at Pulkovo in Russia, who was not involved with the research, wrote in a commentary published in the preprint server arXiv. That’s because, even with more-precise measurements, astronomers can only measure the total acceleration of a star, not the additional acceleration caused by the gravitational influence of a star on the other end of a wormhole, he wrote.

And even if a wormhole were ever found, it might not be open for voyage.

People and spaceships probably won’t be able to pass through a wormhole, because “realistically, you would need a source of negative energy to keep the wormhole open, and we don’t know how to do that,” Stojkovic said. “To create a huge wormhole that’s stable, you need some magic.”

The paper assumes that a stable wormhole can exist, which is not supported by General Relativity, said Jolyon Bloomfield, a lecturer in the department of physics at MIT, who was also not part of the study. “I’m not convinced that the setup is valid, and hence do not trust the results that follow.”

If there is any deviation in observed acceleration of stars around Sagittarius A*, it’s “significantly more likely that a modification to General Relativity is being observed, rather than the effects of a wormhole,” he told Live Science.

The findings were published Oct. 10 in the journal Physical Review D.

Editor’s Note: This article was updated on Oct. 28 at 11:00 a.m. to include quotes from Jolyon Bloomfield. 

Originally published on Live Science.
By Yasemin Saplakoglu – Staff Writer
28/10/2019

 

2920: Depois da explosão de Abril, SpaceX irá fazer um novo teste da Crew Dragon

CIÊNCIA

A SpaceX, empresa de Elon Musk, está a preparar um novo teste com a cápsula Crew Dragon. Depois de ter explodido num episódio anterior, em Abril, desta vez serão postas à prova as melhorias no sistema.

Este veículo espacial será usado em missões que terão como objectivo levar humanos à Estação Espacial Internacional. Capaz de transportar até sete pessoas, será crucial no objectivo de levar humanos até à Lua e Marte nos próximos anos.

Os voos que a SpaceX pretende alcançar são ambiciosos e a empresa está a desenvolver, em todos os seus departamentos, soluções para os concretizar. Um dos objectivos é democratizar e facilitar as viagens para a Estação Espacial Internacional.

A Crew Dragon é essencial nesta ambição. A cápsula espacial tem capacidade para sete pessoas e já demonstrou ser capaz de viajar até à ISS e voltar. Não obstante, um último teste, realizado em Abril, correu bastante mal. Durante testes de segurança, a cápsula explodiu e a SpaceX teve então de rever os seus sistemas de segurança.

Os desenvolvimentos estão concluídos e a própria empresa já partilhou um vídeo no Twitter em que demonstra o avançado sistema de escape da cápsula. Segundo o tweet, esta solução irá garantir a segurança dos tripulantes no caso de ocorrer alguma emergência.

SpaceX @SpaceX

Test of Crew Dragon’s upgraded launch escape system ahead of static fire and in-flight abort tests – altogether we are conducting hundreds of tests to verify the system’s advanced capabilities to carry astronauts to safety in the unlikely event of an emergency

Quanto aos próximos testes, a imprensa internacional já avança mais pormenores. Segundo as últimas informações, será no dia 2 de Novembro que a SpaceX irá realizar um novo teste. O objectivo passará sobretudo por testar estes sistemas de segurança que foram aprimorados e que estiveram em causa na explosão registada em Abril.

Estamos a tentar encontrar casos extremos em que as coisas dão errado. O objectivo de fazer testes não é porque achamos que tudo vai correr bem, mas sim para descobrir o que não vai correr bem. Eu acho que existe um princípio fundamental: certifique-se de que as falhas são descobertas na bancada de testes para não falhar no voo.

| Elon Musk, CEO da SpaceX

Depois do incidente de Abril, que mereceu até um comunicado por parte da empresa, a SpaceX dá agora um novo passo no desenvolvimento da sua cápsula. Numa estreita colaboração com a NASA, é esperado que este veículo seja usado em missões espaciais futuras, tanto particulares como pelos EUA.

Para além da cápsula Crew Dragon, a SpaceX está a trabalhar na Starship

Elon Musk e a SpaceX querem a Starship na órbita da Terra em 6 meses

Elon Musk está agora focado na SpaceX. Esta sua empresa quer conquistar o espaço e permitir ao Homem viajar para outros planetas. O primeiro objectivo é a Lua e para isso tem a Starship … Continue a ler Elon Musk e a SpaceX querem a Starship na órbita da Terra em 6 meses

28 Out 2019
Fonte: CNBC

 

2919: Os Vikings podem ter levado as morsas da Islândia à extinção

CIÊNCIA

nubui / Flickr

Uma investigação recente indica que a colonização da Islândia pelos Vikings pode ter levado a extinção da morda no país insular.

A Islândia foi a casa de uma subespécie de morsa que desapareceu em meados do século XIV, 500 anos depois a chegada dos colonos nórdicos ao país.

Esta descoberta, publicada recentemente na Molecular Biology and Evolution, sugere que os caçadores foram os principais responsáveis pelo desaparecimento do animal, apresentando evidências claras de que os seres humanos começaram a extinguir mamíferos marinhos mais cedo do que se pensava.

Os cientistas sabiam que aquela subespécie tinha vivido na Islândia, mas não tinham a certeza se os animais tinham desaparecido antes ou depois da chegada dos seres humanos. Para pôr fim à incógnita, Morten Tange Olsen e Xénia Keighley, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, dataram os restos de 34 morsas encontradas no oeste da Islândia.

Três das morsas analisadas morreram após o ano de 874 – data em que se pensa que os colonos chegaram à Islândia – e as mais jovens datam entre 1213 e 1330. Isto significa que as morsas islandesas sobreviveram durante alguns séculos após a chegada dos humanos.

O ADN foi extraído de amostras de morsas encontradas em ambientes naturais e escavações arqueológicas. Posteriormente, os resultados foram comparados com os dados de morsas contemporâneas, revelando que as morsas islandesas constituíam uma linhagem geneticamente única, distinta de todas as outras populações históricas e actuais de morsas no Atlântico Norte.

Na Era Viking e na Europa Medieval, o marfim da morsa era um artigo de luxo de alta demanda. Segundo o New Scientist, esta caça à morsa é descrita numa saga islandesa do final do século XII: diz-se que o crânio e as presas da morsa foram enviados para Canterbury, no Reino Unido, para homenagear o arcebispo Thomas Becket, assassinado na catedral da cidade em 1170.

Por causa destes relatos, e por saberem que o marfim era uma mercadoria muito valiosa naquela época, Olsen e Keighley defendem que os colonos foram os responsáveis pelo desaparecimento das morsas islandesas. Ainda assim, os cientistas colocam em cima da mesa uma teoria alternativa: os animais podem ter fugido quando os seres humanos chegaram, como aconteceu noutras partes do Atlântico Norte.

Mas Keighley não acredita nesta teoria, principalmente devido à descoberta adicional que sugere que os animais, apesar de pertencerem a uma subespécie de morsa do Atlântico, apresentam uma assinatura genética dentro dessa subespécie diferente de qualquer outra.

Como a equipa não encontrou esta assinatura de ADN noutros lugares, isso indica que as morsas da Islândia não fugiram nem se juntaram a outras comunidades. Em vez disso, desapareceram – o que parece favorecer a teoria de que foram caçadas até à extinção.

Bastiaan Star, da Universidade de Oslo, na Noruega, diz que estes dados genéticos são intrigantes, mas ressalta que a análise foi realizada em ADN mitocondrial, que fornece informações relativamente limitadas.

Os seres humanos estão a levar animais terrestres à extinção há dezenas de milhares de anos, mas Olsen afirma que a sabedoria convencional indica que começamos a ter um impacto semelhante nas espécies marinhas há cerca de 500 anos. As morsas islandesas, extintas há cerca de 700 anos, desafiam este princípio.

ZAP //

Por ZAP
28 Outubro, 2019

 

2918: Poeira lunar pode ser um grande problema para os próximos exploradores

CIÊNCIA

Bre Pettis / Flickr

A poeira lunar pode ser um grande problema para os próximos exploradores espaciais, uma vez que é abrasiva e está por todo o lado. Vários países estudam já os efeitos que o pó lunar poderá desencadear nos astronautas.

Numa altura em que cada vez mais potências mundiais mostram interesse em voltar a explorar o satélite natural da Terra, o portal Space.com noticia esta semana que a poeira lunar pode ser uma pedra no sapato dos futuros astronautas.

John Cain, especialista britânico em riscos da exploração lunar e consultor de saúde de astronautas, alerta para este perigo, considerando que é fulcral conhecer melhor a poeira lunar antes de levar a cabo novas missões à Lua.

É essencial conhecer a natureza da poeira lunar, compreender os seus efeitos sobre o corpo [dos exploradores espaciais], bem como identificar as rotas de exposição e desenvolver meios para reduzir a exposição”, disse, em declarações ao mesmo portal.

Buzz Aldrin, da Apollo 11, parece confirmar as preocupações de John Cain: “Quanto mais tempo passas na Lua, mais coberto ficas de poeira lunar do capacete às botas”, recordou o astronauta após a missão, observando ainda que a poeira da Lua cheirava a “carvão queimado” ou “a alguma coisa semelhante às cinzas de uma lareira”.

Também o comandante da Apollo 17, Gene Cernan, revelou durante um interrogatório técnico após a missão reservas relacionadas com a poeira da Lua. “Acho que a poeira é, provavelmente, um dos nossos maiores inibidores para uma operação nominal na Lua. Acredito que podemos superar outros problemas fisiológicos, físicos ou mecânicos, excepto a poeira da Lua”, afirmou o astronauta.

“Febre do feno extraterrestre”

Durante a Apollo 17, o astronauta Harrison Hagan “Jack” Schmitt registou o primeiro caso de uma reacção à poeira lunar que ficou conhecida como “febre do feno extraterrestre”. Depois de exposto ao pó da Lua, as suas placas de cartilagem das paredes nasais incharam significativamente. “Aconteceu bem rápido”, disse, na época.

Tendo em conta os episódios do passado e o que já se sabe sobre a Lua, John Cain reitera que é preciso conhecer melhor a poeira lunar antes de iniciar qualquer nova missão. No futuro, vaticina ainda o especialista, a criação de assentamentos lunares incluirá a necessidade de se desenvolver legislação sobre saúde e segurança para garantir o bem-estar e a segurança de exploradores.

O regolito lunar – a rocha fragmentada que está sobre a superfície da Lua – pode conter sílica (dióxido de silício), óxido de ferro e óxido de cálcio. A sílica, recorde-se, é altamente tóxica. Na Terra, este composto é responsável por causar graves doenças pulmonares.

Actualmente, Reino Unido, Estados Unidos, China, Rússia, Índia e União Europeia estão a levar a cabo estudos para perceber se a poeira lunar poderá causar doenças pulmonares aos astronautas, bem como para encontrar estratégias para diminuir a exposição.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
28 Outubro, 2019

 

US Air Force’s X-37B Space Plane Lands After Record 780-Day Mystery Mission

SCIENCE/MILITARY

What was it doing up there?

A U.S. Air Force X-37B space plane, an unpiloted miniature space shuttle, is seen after landing at NASA’s Kennedy Space Center Shuttle Landing Facility on Oct. 27, 2019 to end its record 780-day OTV-5 mission.
(Image: © U.S. Air Force)

The U.S. Air Force’s unpiloted X-37B space plane landed back on Earth Sunday (Oct. 27) after a record 780 days in orbit , racking up the fifth ultra-long mission for the military’s mini-shuttle fleet.

The X-37B’s Orbital Test Vehicle 5 (OTV-5) mission ended with a smooth autonomous touchdown at the Shuttle Landing Facility of NASA’s Kennedy Space Center in Cape Canaveral, Florida at 3:51 a.m. EDT (0751 GMT), Air Force officials said. The mission originally launched on a SpaceX Falcon 9 rocket on Sept. 7, 2017.

With the successful landing, OTV-5 broke the previous X-37B mission record of 718 days set by the OTV-4 mission in May 2017. OTV-5 is the second X-37B mission to land at NASA’s Shuttle Landing Facility (OTV-4 was the first), with previous missions landing at Vandenberg Air Force Base in California.

Related: The X-37B Space Plane: 6 Surprising Facts

https://www.livescience.com/x-37b-space-plane-lands-after-780-days.html?utm_source=Selligent&utm_medium=email&utm_campaign=9306&utm_content=20191027_LS_Essentials2_Newsletter+-+adhoc+&utm_term=2876129&m_i=ehGedTZkiAdUf72L_coF%2BCxHFCu85yE3eogjEUc8oZyBlgKc7dvxuZQdui8TEX4hH3y2Un5R2f3AJyD0vIC_fk_7aphLLgOeea&jwsource=cl

“The safe return of this spacecraft, after breaking its own endurance record, is the result of the innovative partnership between Government and Industry,” Air Force Chief of Staff Gen. David L. Goldfein said in a statement. “The sky is no longer the limit for the Air Force and, if Congress approves, the U.S. Space Force.”

The U.S. Air Force has at least two reusable X-37B spacecraft in its fleet, and both have flown multiple flights. The solar-powered space planes were built by Boeing and feature a miniature payload bay to host experiments or smaller satellites. They were originally designed to spend up to 240 days in orbit.

“The X-37B continues to demonstrate the importance of a reusable spaceplane,” said Secretary of the Air Force Barbara Barrett said in the same statement. “Each successive mission advances our nation’s space capabilities.”

Air Force officials have said that the exact nature of X-37B missions are classified, though they have dropped hints about the types of experiments OTV-5 performed in orbit. One payload was the Air Force Research Laboratory Advanced Structurally Embedded Thermal Spreader, an experiment designed to “test experimental electronics and oscillating heat pipe technologies in the long-duration space environment,” according to an Air Force statement.

OTV-5 also flew to a higher-inclination orbit than previous X-37B flights, suggesting it had new experiments or technology tests in store. In a statement today, Air Force officials confirmed OTV-5 carried multiple experiments and carried smaller satellites into orbit.

“With a successful landing today, the X-37B completed its longest flight to date and successfully completed all mission objectives,” Randy Walden, Air Force Rapid Capabilities Office director, said in the statement. “This mission successfully hosted Air Force Research Laboratory experiments, among others, as well as providing a ride for small satellites.”

Related: Mysterious X-37B Space Plane Explained: Boeing’s New Video

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The X-37B space plane was originally developed by NASA in 1999 to serve as a technology test bed for future spacecraft and looks much like a miniature version of  a space shuttle. In 2004, the military’s Defense Advanced Research Agency (DARPA) took over the project, ultimately turning it over to the U.S. Air Force’s Rapid Capabilities Office a few years later.

X-37B vehicles are 29 feet (8.8 meters) long, 9.5 feet (2.9 m) tall and have a wingspan of just under 15 feet (4.6 m). Their payload bays are about the size of a pickup truck bed, about 7 feet long and 4 feet wide (2.1 by 1.2 m).

Related: US Air Force’s Secretive X-37B Space Plane (Infographic)

Poll: What Is the US Air Force’s Mysterious X-37B Space Plane Doing in Orbit?

The first X-37B mission, OTV-1, launched in April 2010 and spend 224 days in orbit. OTV-2 launched in March 2011, marking the first flight of a second X-37B, and stayed in orbit for 468 days.

OTV-3 marked the first reflight of an X-37B (using the OTV-1 vehicle) and launched in December 2012 on a 674-day flight. The OTV-4 mission launched in May 2015 (the second flight of the OTV-2 vehicle) and spent 718 days in space. The first four OTV missions launched on Atlas V rockets, with OTV-5 marking the fleet’s first use of a SpaceX Falcon 9.

“This spacecraft is a key component of the space community. This milestone demonstrates our commitment to conducting experiments for America’s future space exploration,” said X-37B program manager Lt. Col. Jonathan Keen in the Air Force statement. “Congratulations to the X-37B team for a job well done.”

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By Tariq Malik – Space.com Managing Editor
26/10/2019