2645: Nova tecnologia consegue gerar electricidade através das noites frias

CIÊNCIA

Scopio / Canva

Cientistas da Universidade de Stanford e da Universidade da Califórnia em Los Angeles construíram um dispositivo que consegue gerar electricidade através do frio sentido durante a noite.

Há dois anos, numa noite gelada de Dezembro, num telhado da Califórnia, nos Estados Unidos, uma pequena luz brilhou com uma ajudinha do ar frio. Ainda que tenha sido um brilho fraco, foi o suficiente para demonstrar a possibilidade de gerar energia renovável depois do Sol se pôr.

Segundo o Science Alert, juntamente com os engenheiros da Universidade de Stanford, Wei Li e Shanhui Fan, o cientista de materiais Aaswath Raman, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), construiu um dispositivo que produz uma voltagem ao canalizar o calor residual do dia para o ar frio.

“Acreditamos que esta pode ser a base de uma tecnologia complementar à energia solar. Embora a produção de energia sempre seja substancialmente menor, pode trabalhar em horas em que as células solares não podem”, explica Raman, cujo estudo foi publicado na revista científica Joule.

Este dispositivo faz uso do bom e velho efeito termoeléctrico. Utilizando um material chamado termopar, os engenheiros podem converter uma mudança de temperatura numa diferença de voltagem. Isto exige algo relativamente quente de um lado e um local para a energia térmica escapar do outro.

(dr) Aaswath Raman
O dispositivo construído pelo cientista Aaswath Raman

Para manter os custos baixos, a equipa usou objectos simples e prontos a usar que praticamente qualquer um de nós poderia facilmente ter em mãos.

A equipa montou um gerador termoeléctrico barato e ligaram-no a um disco de alumínio preto para libertar calor no ar nocturno. O gerador foi colocado dentro de uma caixa de poliestireno selada com uma janela transparente à luz infravermelha e ligada a um pequeno LED.

Durante seis horas, a caixa foi deixada a arrefecer num telhado de Stanford, à medida que a temperatura caia um pouco abaixo do ponto de congelamento. À medida que o calor fluía do solo para o céu, o pequeno gerador produzia corrente suficiente para dar vida à luz. No seu melhor, o dispositivo gerou cerca de 0,8 miliwatts de energia, correspondendo a 25 miliwatts de energia por metro quadrado.

Embora não seja, para já, uma enorme quantidade de energia, é um excelente ponto de partida. A equipa sugere que, com os ajustes e as condições certas, não está fora de questão chegar aos 500 miliwatts por metro quadrado.

(dr) Aaswath Raman

ZAP //

Por ZAP
15 Setembro, 2019

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.