2619: Colossal radiotelescópio da China acabou de ouvir um sinal bizarro no espaço

CIÊNCIA

Chama-se FAST e é um colossal radiotelescópio que foi criado pela China. Custou quase 200 milhões de euros e demorou mais de cinco anos para entrar em funcionamento. Este telescópio esférico tem um prato fixo de 500 metros de abertura. Situa-se na cadeia de montanhas na província Guizhou do sudoeste Chinês e é apelidado com uma verdadeira maravilha da tecnologia.

Segundo informações, o maior radiotelescópio completo da Terra detectou um sinal de rádio notoriamente estranho que irradia pelo espaço.

China ajuda a detectar intrigantes Rajadas Rápidas de Rádio

De vez em quando, os radiotelescópios na Terra detectam sinais poderosos de fontes desconhecidas. Estas Rajadas Rápidas de Rádio (em inglês FRB), são frequentemente flashes singulares, mas alguns deles têm sido observados a aparecer repetidamente em intervalos aparentemente aleatórios.

Um sinal em particular, conhecido como FRB 121102, é conhecido por aparecer várias vezes. Agora, o novo colossal radiotelescópio da China ouviu-o alto e claro.

Sinais estranhos e que se desconhece a origem

Ninguém sabe realmente o que cria os FRBs, e isso faz parte do que os torna tão excitantes para os cientistas. Pelo facto de que a maioria deles são explosões únicas, mas que outros como o FRB 121102 continuam a repetir torna o processo que os impulsiona ainda os torna mais misteriosos.

O equipamento da China está pronto para uma revisão final do projecto concluído no final deste mês. Dessa forma, os cientistas dizem que já usaram o telescópio para detectar um sinal de rádio notoriamente estranho que viaja pelo espaço.

Uma vez aprovada a revisão ao radiotelescópio, o FAST torna-se num telescópio aceite para explorar o Universo. O Fast tem sido aberto aos astrónomos chineses desde Abril de 2019. Posteriormente, após a Aceitação Nacional de Construção, ele será aberto a astrónomos de todo o mundo.

Referiu, em comunicado, Jiang Peng, engenheiro responsável do FAST.

FRB 121102 é um fenómeno detectado há pouco tempo

Pese o facto desta rajada, FRB 121102, ter sido identificada pela primeira vez em 2012 pelo Observatório Arecibo em Porto Rico, só voltou a ser detectada recentemente pelo FAST. Mais concretamente foi no dia 30 de Agosto. Posteriormente, deu-se uma repetição a 3 de Setembro, quando mais de 20 pulsos foram registados. Isso caracteriza este sinal como particularmente persistente.

Este evento particular foi especialmente significativo. Isto porque nenhum outro telescópio na Terra alguma vez detectou tantas repetições do sinal num período de tempo tão curto, Desa forma, este feito do novo telescópio da China poderá ajudar a desvendar os segredos do sinal.

Portanto, olhando para o futuro, o FAST terá as suas mãos cheias, com investigadores à espera de o poder usar na contínua procura por pulsares distantes, elementos como o hidrogénio e, é claro, Rajadas Rápidas de Rádio adicionais.

2618: Vapor de água detectado na atmosfera de uma super-Terra potencialmente habitável

CIÊNCIA

Pela primeira vez, vapor de água foi encontrado na atmosfera de um exoplaneta rochoso. O planeta K2-18b poderá ter as características necessárias para ser habitado por humanos.

A 110 mil anos luz da Terra, está o planeta K2-18b, descoberto em 2015. Com as características de uma super-Terra, o exoplaneta chamou a atenção dos cientistas, abrindo a hipótese da presença de água e de condições que permitam a sua habitabilidade.

Agora, pela primeira vez, astrónomos encontraram vapor de água na atmosfera de um exoplaneta na zona habitável da sua estrela. Segundo o Science Alert, até metade da atmosfera do K2-18b pode ser constituída por vapor de água. Os resultados da descoberta foram publicados esta quarta-feira na revista Nature Astronomy.

“Encontrar água num mundo potencialmente habitável que não seja a Terra é incrivelmente emocionante”, disse o astrónomo Angelos Tsiaras. O autor do estudo explica que o exoplaneta não é a “Terra 2.0”, mas deixa-nos mais próximos da resposta a uma pergunta fundamental: “será a Terra única?”.

Os investigadores descobriram o vapor de água ao observar dados recolhidos pelo telescópio espacial Hubble, entre 2016 e 2017. A CNN explica que, com recurso a algoritmos, os astrónomos conseguiram detectar a presença do vapor de água e de sinais de hidrogénio e hélio.

O K2-18b está muito mais perto da sua estrela do que a Terra está do Sol. No entanto, como se trata de uma estrela anã-vermelha, significa que é muito menos quente do que o nosso Sol. Calcula-se que o K2-18b tenha uma temperatura estimada entre -73,15 e 46,85 graus Celsius.

“Com tantas novas super-Terras previstas para as próximas décadas, é provável que essa seja a primeira descoberta de muitos planetas potencialmente habitáveis“, disse Ingo Waldmann, co-autor do estudo. “Isto não é apenas porque super-Terras como o K2-18b são os planetas mais comuns na nossa galáxia, mas também porque anãs-vermelhas são as estrelas mais comuns”.

Em declarações ao Observador, Nuno Santos, investigador no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, considera esta uma descoberta entusiasmante. “O grande salto aqui é que se trata de um planeta mais pequeno, que está à distância certa da sua estrela para se poder dizer que está na zona habitável“.

Aliás, a descoberta é de tal maneira entusiasmante, que Angelos Tsiaras diz mesmo que, neste momento, o K2-18b “é o melhor candidato à habitabilidade que conhecemos”. A sua densidade é semelhante à de Marte, levando os cientistas a crer que possui um núcleo rochoso, semelhante ao nosso planeta.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

“Dragão congelado” identificado no Canadá

CIÊNCIA

© TVI24 “Dragão congelado” identificado no Canadá

Um dos maiores animais voadores de sempre, com uma envergadura de 10 metros e 250 quilogramas, foi identificado no Canadá a partir de fósseis descobertos há 30 anos na província de Alberta, esta terça-feira.

O pterossauro, baptizado Cryodrakon (“Dragão congelado”) boreas, viveu há cerca de 77 milhões de anos e só rivaliza em tamanho com um outro pterossauro conhecido, o Quetzalcoatl, com uma envergadura de 10,5 metros, que foi descoberto no estado norte-americano do Texas.

“É uma bela descoberta. Sabíamos que este animal existia aqui mas agora podemos provar que é diferente dos outros e dar-lhe um nome”, afirmou o paleontólogo David Hone, destacando a “diversidade dos pterossauros na América do Norte e a sua evolução”.

Como outros répteis voadores do período Cretáceo, o Cryodrakon boreas era carnívoro, alimentando-se provavelmente de lagartos, pequenos mamíferos ou até crias de outros dinossauros.

@Dave_Hone

And already there’s a skeletal for the holotype juvenile of Cryodrakon! 😀 https://twitter.com/LikesPterosaurs/status/1171469158850031620 

Sassy PaleoNerd @LikesPterosaurs
Respondendo a @LikesPterosaurs e 2 outros

Here is just the holotype

Ver imagem no Twitter

Redacção TVI24
11/09/2019

 

2616: Investigação da NASA fornece novas informações sobre a perda atmosférica de Marte

CIÊNCIA

Esta impressão de artista ilustra o passado ambiente de Marte (direita) – que se pensa ter tido água líquida e uma atmosfera mais espessa – vs. o ambiente frio e seco visto em Marte hoje (esquerda).
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA

De acordo com novas observações de cientistas financiados pela NASA, um importante rastreador usado para estimar a quantidade de atmosfera perdida por Marte pode mudar dependendo da hora do dia e da temperatura da superfície do Planeta Vermelho. As medições anteriores deste rastreador – isótopos de oxigénio – discordam significativamente. Uma medição precisa deste rastreador é importante para estimar quanta atmosfera Marte já teve antes de se perder, o que revela se pode ter sido habitável e como teriam sido as condições.

Marte é hoje um deserto frio e inóspito, mas características como leitos secos de rio e minerais que só se formam na presença de água líquida indicam que, há muito tempo atrás, teve uma atmosfera espessa que retinha calor suficiente para que a água líquida – um ingrediente necessário para a vida – corresse à superfície. Segundo resultados de missões da NASA como a MAVEN e o rover Curiosity, indo até às missões Viking em 1976, parece que Marte perdeu grande parte da sua atmosfera ao longo de milhares de milhões de anos, transformando o seu clima de um que pode ter sustentado vida para o ambiente seco e frio do presente.

No entanto, permanecem muitos mistérios sobre a antiga atmosfera do Planeta Vermelho. “Sabemos que Marte tinha mais atmosfera. Sabemos que tinha água corrente. Além disso, não temos uma boa estimativa das condições – quão parecido com a Terra era o ambiente marciano? Durante quanto tempo?”, disse Timothy Livengood da Universidade de Maryland em College Park, EUA, e do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no mesmo estado norte-americano. Livengood é o autor principal de um artigo sobre esta investigação publicado dia 1 de Agosto na revista Icarus.

Uma maneira de estimar a espessura da atmosfera original de Marte é observando os isótopos de oxigénio. Os isótopos são versões de um elemento com massa diferente devido ao número de neutrões no núcleo atómico. Os isótopos mais leves escapam para o espaço mais rapidamente do que os isótopos mais pesados, de modo que a atmosfera que permanece no planeta é gradualmente enriquecida com isótopos mais pesados. Neste caso, Marte é enriquecido em comparação com a Terra no que toca ao isótopo mais pesado de oxigénio, 18O, vs. o mais leve e muito mais comum 16O. A quantidade relativa medida de cada isótopo pode ser usada para estimar quanto mais atmosfera havia no passado de Marte, em combinação com uma estimativa de quão mais depressa o isótopo 16O escapa, e assumindo que a quantidade relativa de cada isótopo na Terra e Marte já foi semelhante.

O problema é que as medições da quantidade do isótopo 18O em comparação com o 16O em Marte, a proporção 18O/16O, não têm sido consistentes. Diferentes missões mediram diferentes proporções, o que resulta em diferentes entendimentos da antiga atmosfera marciana. O novo resultado fornece uma possível maneira de resolver esta discrepância, mostrando que a proporção pode mudar durante o dia marciano. “Medições anteriores em Marte ou na Terra obtiveram uma variedade de valores diferentes para o rácio isotópico,” disse Livengood. “As nossas são as primeiras medições a usar um único método, de maneira que mostram que a proporção realmente varia num único dia, em vez de comparações entre elementos independentes. Nas nossas medições, a proporção de isótopos varia entre cerca de 9% esgotado em isótopos pesados ao meio-dia marciano a cerca de 8% enriquecido em isótopos pesados por volta das 13:30, em comparação com os rácios isotópicos normais para o oxigénio da Terra.”

Esta gama de rácios isotópicos é consistente com as outras medições relatadas. “As nossas medições sugerem que todo o trabalho anterior pode ter sido feito correctamente, mas discorda porque este aspecto da atmosfera é mais complexo do que pensávamos,” explicou Livengood. “Dependendo da posição marciana onde a medição foi feita, e da hora do dia em Marte, é possível obter valores diferentes.”

A equipa pensa que a mudança nas proporções ao longo do dia é uma ocorrência rotineira devido à temperatura do solo, no qual as moléculas isotopicamente mais pesadas “colam-se” mais aos grãos superficiais e frios à noite do que os isótopos mais leves, e depois são libertados (desabsorção térmica) à medida que a superfície aquece durante o dia.

Dado que a atmosfera marciana é principalmente dióxido de carbono (CO2), o que a equipa realmente observou foram isótopos de oxigénio ligados a átomos de carbono na molécula de CO2. Eles fizeram as suas observações da atmosfera marciana com o IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA em Mauna Kea, Hawaii, usando o HIPWAC (Heterodyne Instrument for Planetary Winds and Composition) desenvolvido em Goddard. “Ao tentar entender a ampla dispersão nas taxas estimadas de isótopos que recuperámos das observações, percebemos que estavam correlacionadas com a temperatura da superfície que também obtivemos,” acrescentou Livengood. “Foi este conhecimento que nos colocou neste caminho.”

O novo trabalho vai ajudar os cientistas a refinar as suas estimativas da antiga atmosfera marciana. Como as medições podem agora ser entendidas como consistentes com os resultados de tais processos nas atmosferas de outros planetas, isto significa que estão no caminho certo para entender como o clima marciano mudou. “Isto mostra que a perda atmosférica ocorreu por processos que mais ou menos entendemos,” realçou Livengood. “Os detalhes críticos ainda precisam de ser trabalhados, mas nós não precisamos de invocar processos exóticos que podem resultar na remoção de CO2 sem alterar as taxas de isótopos, ou na alteração de apenas algumas taxas de outros elementos.”

Astronomia On-line
10 de Setembro de 2019

 

“CSI marciano” revela como os impactos de asteróide criaram água corrente no Planeta Vermelho

CIÊNCIA

O Dr. Luke Daly, investigador em Ciência do Sistema Solar da Escola de Ciências Geográficas da Terra da Universidade de Glasgow, segurando um pedaço de um meteorito naklhite marciano.
Crédito: Universidade de Glasgow

Análises modernas de meteoritos marcianos revelaram detalhes sem precedentes sobre como os impactos dos asteróides ajudam a criar fontes temporárias de água corrente no Planeta Vermelho.

Este estudo ajuda a restringir a potencial localização da cratera de impacto na superfície marciana que explodiu algumas dessas rochas marcianas para o espaço há milhões de anos atrás.

As descobertas são o resultado de um tipo de “CSI marciano” que usa técnicas sofisticadas para reconstruir grandes eventos que moldaram a rocha desde que se formou em Marte, há cerca de 1,4 mil milhões de anos.

No novo artigo, publicado na revista Science Advances, os cientistas planetários da Universidade de Glasgow e colegas de Leeds, da Itália, Austrália e Suécia descrevem como usaram uma técnica conhecida como difracção de retro-dispersão de electrões para examinar “fatias” de dois meteoritos marcianos diferentes conhecidos como “nakhlites”.

Os nakhlites são um grupo de meteoritos marcianos vulcânicos em homenagem a El Naklha, no Egipto, onde o primeiro deles caiu na Terra em 1911. Estes meteoritos preservam evidências da acção da água líquida na superfície marciana há aproximadamente 633 milhões de anos. No entanto, o processo que gerou estes fluidos tem sido um mistério até agora.

O Dr. Luke Daly, associado de pesquisa em Ciência do Sistema Solar na Escola de Ciências Geográficas e da Terra da Universidade de Glasgow, é o principal autor do artigo.

O Dr. Daly disse: “existem muitas informações sobre Marte ‘trancadas’ dentro dos pequenos pedaços do Planeta Vermelho que caíram na Terra como meteoritos, que novas técnicas analíticas podem nos permitir aceder.

“Ao aplicar esta técnica de difracção de retro-dispersão de electrões, conseguimos observar muito atentamente a orientação e a deformação dos minerais em toda a área destas amostras de rocha marciana para procurar padrões.

“O que vimos é que o padrão de deformação nos minerais corresponde exactamente à distribuição das veias de erosão formadas a partir dos fluídos marcianos. Esta coincidência fornece-nos dados empolgantes sobre dois grandes eventos da história destas rochas. O primeiro é que, há aproximadamente 633 milhões de anos, foram atingidas por um asteróide que as deformou em parte de uma cratera de impacto.

“Este impacto foi grande o suficiente e quente o suficiente para derreter o gelo sob a superfície marciana e enviá-lo através de fissuras recém-formadas na rocha – efectivamente formando um sistema hidrotermal temporário por baixo da superfície de Marte, que alterou a composição dos minerais nas rochas, perto destas fissuras. Isto sugere que o impacto de um asteróide foi o mecanismo misterioso, para produzir água líquida, nos naklhites muito tempo depois do vulcão que os formou em Marte ter ficado extinto.

“A segunda coisa excitante que nos diz é que as rochas devem ter sido atingidas duas vezes. Um segundo impacto, há cerca de 11 milhões de anos atrás, teve a combinação certa de ângulo e força para explodir as rochas da superfície do planeta e para começar a sua longa jornada pelo espaço em direcção à Terra.”

A equipa pensa que os seus achados fornecem novas informações sobre a formação da paisagem marciana. Os bombardeamentos regulares de asteróides podem ter tido efeitos semelhantes no gelo subterrâneo ao longo da história marciana, criando sistemas hidrotermais temporários por todo o planeta e importantes fontes de água líquida.

A sua análise também fornece pistas importantes que podem ajudar a identificar exactamente onde os naklhites tiveram origem em Marte.

O Dr. Daly acrescentou: “Actualmente, estamos a tentar entender a geologia marciana através destes meteoritos sem saber de que parte da superfície de Marte estes naklhites vieram. As nossas novas descobertas restringem firmemente as possíveis origens dos naklhites – sabemos agora que estamos à procura de uma complexa estrutura vulcânica, com cerca de 1,3 a 1,4 mil milhões de anos, com uma cratera com mais ou menos 633 milhões de anos e outra com 11 milhões de anos. Pouquíssimos lugares em Marte correspondem a estes elementos.”

“É um trabalho de detective interplanetário que ainda está em andamento, mas estamos ansiosos por resolver o caso.”

Os investigadores, da Universidade de Glasgow, da Universidade de Leeds, da Universidade de Uppsala, Oxford Instruments Nanoanalysis, da Universidade de Pisa, da Universidade de Nova Gales do Sul e da Universidade Curtin, analisaram amostras de dois nakhlites.

Um deles, conhecido como “Miller Range 03346”, foi encontrado e recuperado das montanhas da cadeia Miller na Antárctica em 2003 pela expedição de pesquisa ANSMET (Antarctic Search for Meteorites). A professora Gretchen Benedix, co-autora do estudo, fez parte da expedição que recuperou Miller Range 03346. O segundo, “Lafayette”, encontrava-se na colecção de amostras rochosas da Universidade de Purdue em 1931.

Astronomia On-line
10 de Setembro de 2019

 

2614: Descoberto um novo segredo sobre os Manuscritos do Mar Morto

CIÊNCIA

(dr) The Israel Museum
Detalhe do primeiro dos Manuscritos do Mar Morto, encontrado em 1947

Há novos detalhes sobre o Pergaminho do Templo, o maior dos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em meados do século XX.

Os investigadores encontraram uma variedade de sais usados exclusivamente neste texto que favoreceu a sua conservação durante mais de 2.000 anos.

O pergaminho, de oito metros de comprimento, atraiu a atenção dos arqueólogos pela sua excecional magreza e cor de marfim brilhante. De acordo com o estudo, publicado este mês na revista especializada Applied Sciences And Engineering, o rolo possui uma estrutura em camadas que consiste num material à base de colágeno e outra camada inorgânica atípica de sulfatos e outros minerais descobertos após a recente análise química.

Os autores do estudo apontam para “uma tecnologia de fabricação antiga única”, na qual este pergaminho foi modificado adicionando uma camada inorgânica como superfície de escrita. Os resultados da investigação resolvem o mistério que, durante anos, ninguém conseguiu explicar: por que razão o documento é tão diferente dos outros e, apesar de encontrado no mesmo local, conseguiu sobreviver em melhores condições.

Além disso, o entendimento dos minerais utilizados é de grande importância no “desenvolvimento de métodos de conservação apropriados para a preservação desses valiosos documentos históricos”, acrescentam os especialistas.

Os textos, também conhecidos como Rolls of Qumran, são uma colecção de milhares de fragmentos de mais de 900 manuscritos com dois milénios de idade, incluindo cópias de textos da Bíblia Hebraica, encontrados em 1946 em doze cavernas.

A maioria dos manuscritos foi escrita num material baseado em pele de animal, descrito como um híbrido de pergaminho e couro. A produção de superfícies de escrita incluiu quatro etapas principais: depilação, desbaste, secagem e acabamento de tensão.

No início de Janeiro de 2018, uma das últimas partes dos Manuscritos que ainda permanecia por traduzir, foi decifrada por investigadores da Universidade de Haifa, em Israel. Em Março, o Museu de Israel expôs, pela primeira vez, um dos mais antigos e intrigantes manuscritos bíblicos que narra a partida de Noé após o dilúvio.

Nas duas últimas décadas, foram encontrados mais fragmentos dos Manuscritos, nomeadamente em mercados de antiguidades, o que lançou suspeitas sobre a origem e autenticidade. Alguns fragmentos foram adquiridos pelos fundadores do Museu da Bíblia.

Os arqueólogos continuam, contudo, à procura de sinais dos Manuscritos e há quem acredite que pode haver outras cavernas por descobrir com estes misteriosos pergaminhos escondidos.

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Por ZAP
10 Setembro, 2019

 

2613: Os Denisovanos tinham dedos mais parecidos com os nossos do que se pensava

CIÊNCIA

(dr) Thilo Parg / Wikimedia

Um novo estudo revela que os dedos dos Denisovanos eram muito mais semelhantes aos dos humanos modernos do que o esperado.

Em 2008, a falange encontrada na Caverna de Denisova, na Sibéria, revelou ao mundo uma nova espécie humana (baptizada dois anos depois de “Hominídeo de Denisova”).

Segundo a Nature, um novo estudo descreve a ponta do dedo, que foi separado do resto do osso após ter sido encontrado há onze anos. Uma reconstrução digital do osso completo da falange, revela que os dedos dos Denisovanos eram muito mais semelhantes aos dos humanos modernos do que o esperado.

A equipa de investigadores, liderada pela paleogeneticista Eva-Maria Geigl, do Institute Jacques Monod, em Paris, sequenciou ADN do fragmento que faltava para mostrar que correspondia com o resto do osso e usou fotografias para reunir as duas peças digitalmente. O estudo foi agora publicado na revista Science Advances.

Uma vez reconstruida pela modelagem computacional, a semelhança entre a forma desta falange e da nossa é surpreendente, porque se acredita que os Neandertais e os Denisovanos (que viveram juntos nesta caverna) estão mais intimamente relacionados entre si do que com qualquer outra pessoa dos dias modernos, escreve ainda o IFLScience.

O genoma nucleico extraído deste dedo posiciona os Denisovanos como uma ramificação dos Neandertais há 410 mil anos, com os dois muito mais próximos um do outro do que qualquer um era para nós.

Consequentemente, os arqueólogos previram que a anatomia denisovana se pareceria com a dos Neandertais. Porém, dentes denisovanos já estudados mostram parecenças com espécies humanas muito mais antigas, como o Homo erectus.

No entanto, se os dedos denisovanos se parecem com os nossos, outras partes também podem ser semelhantes, mudando o que deveríamos procurar e levantando a questão de quão perto de nós essas pessoas realmente estavam.

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11 Setembro, 2019

 

2612: Índia já localizou módulo lunar perdido (mas não conseguiu retomar comunicações)

CIÊNCIA

A Índia já localizou a sonda que enviou para a lua, incontactável desde sexta-feira. O módulo Vikram foi encontrado no pólo sul lunar, mas não foi possível determinar se está a funciona.

O anúncio foi feito esta terça-feira a Organização Indiana de Investigação Espacial, responsável pela missão da missão Chandrayaan-2.

Os especialistas admitem que a nave que transportava a sonda possa ter descido mais depressa do que o calculado, acabando por pousar de forma brusca no solo lunar. Seguiu o trajecto calculado até aos últimos segundos da viagem, mas quando estava prestes a alunar perdeu todas as comunicações com a terra.

A Organização Indiana de Investigação Espacial não revelou se o Vikram se despenhou ou se está danificado. No Twitter, apenas afirma que as todas as comunicações com a sonda continuam cortadas e que estão a ser feitos “todos os esforços” para as recuperar”.

@isro

#VikramLander has been located by the orbiter of #Chandrayaan2, but no communication with it yet.
All possible efforts are being made to establish communication with lander.#ISRO

Apesar do desfecho da missão Chandrayaan-2, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi assegurou que o país vai continuar a investir no seu programa espacial. Os cientistas “deram o seu melhor” e deixaram o país orgulhoso. “Estes são momentos para sermos corajosos e corajosos seremos”, afirmou Modi.

A primeira missão da Índia à lua foi realizada em 2008. Entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

O Vikram tinha como missão explorar o planalto localizado entre as crateras Manzinus-C e Simpelius-N para tentar encontrar os depósitos de água detectados pelas missões orbitais que a agência espacial indiana realizou anteriormente.

Mas a missão deu problemas desde o início: foi abortada uma hora antes do lançamento e só dias mais tarde os especialistas conseguiram corrigir os problemas técnicos e enviar a nave para a lua.

Apesar de ter perdido as comunicações com o módulo Vikram, a índia assume-se como o quarto país a alunar, depois dos Estados Unidos, Rússia e China. Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

“Agora somos o primeiro país a pousar o pólo sul da Lua. Parabéns à equipa. Espero que possamos entrar em contacto com a sonda Vikram em breve”, escreveu a Organização Indiana de Investigação Espacial no Twitter.

Esta foi a missão espacial mais ambiciosa do país, com um custo total de 125 milhões de euros. Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem tenha questionado o custo da missão.

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10 Setembro, 2019

 

2611: Astronautas fizeram no Espaço o cimento das casas de Marte

CIÊNCIA

Quando os humanos viajarem até Marte para lá ficar, vão precisar de construir lugares seguros para viver e trabalhar. O material de construção utilizado na Terra – o cimento – pode ser a resposta.

O cimento é suficientemente forte e duradouro para fornecer uma protecção eficaz contra a radiação cósmica e meteoritos e, segundo a NASA, pode ser possível fazer cimento usando materiais disponíveis nos corpos celestes.

No entanto, o processo pode ser bastante complexo, uma vez que estamos a falar em micro-gravidade e componentes alienígenas, cujas estruturas químicas podem não ajudar no resultado final.

Por esse motivo, torna-se importante testar – e foi exactamente isso que fizeram os investigadores da Estação Espacial Internacional (EEI). Segundo o Space.com, os astronautas fizeram cimento no Espaço pela primeira vez e mostraram que este material pode endurecer no Espaço.

Aleksandra Radlinska, autora principal do estudo e professora de engenharia civil na Penn State, adiantou que um dos objectivos é construir estruturas “com um material muito semelhante ao cimento, mas no Espaço”. A investigadora disse ainda que “o cimento é muito resistente e oferece uma melhor protecção, quando comparado a outros materiais”.

Para o projecto Microgravity Investigation of Cement Solidification, os astronautas da EEI misturaram água com silicato tricálcico, o principal ingrediente mineral presente em alguns dos cimentos comerciais mais utilizados na Terra.

A mistura nunca havia sido criada em micro-gravidade, mas a experiência foi muito bem sucedida. O resultado foi inequívoco: um material muito complexo, pelo que se torna crucial saber como se forma a estrutura molecular nestas condições.

O estudo, publicado na Frontiers in Materials, permitiu também fazer a primeira comparação entre amostras de cimento criadas na Terra e amostras feitas no Espaço.

A comparação revelou que o cimento criado na estação espacial tinha micro-estruturas muito diferentes do cimento feito na Terra, sendo que uma das principais características do material construido no Espaço é que é muito mais poroso do que o cimento que conhecemos.

(dr) Penn State Materials Characterization Lab
Na imagem superior, pode ver o cimento criado no Espaço em comparação com a imagem inferior, que mostra cimento misturado na Terra

Esta não é propriamente uma boa notícia, já que “o aumento da porosidade afecta directamente a resistência do material“. “Mas ainda precisamos de medir a resistência do material formado no Espaço”, disse Aleksandra Radlinska.

De qualquer forma, o cimento espacial endureceu e os cientistas estão empenhados em continuar as pesquisas de modo a descobrir quais as causas da porosidade. Os astrónomos da NASA acreditam que este resultado pode dever-se ao facto de o cimento ter sido processado em bolsas plásticas seladas, um procedimento que não é feito aqui na Terra.

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Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2610: Os extraterrestres podem já ter explorado a Via Láctea (e visitado a Terra)

CIÊNCIA

Indigo Skies Photography / Flickr

A Via Láctea pode estar repleta de civilizações alienígenas interestelares. Mas não sabemos, porque não nos visitam há 10 milhões de anos.

De acordo com um estudo publicado no mês passado na revista especializada The Astronomical Journal, a vida extraterrestre inteligente pode demorar algum tempo a explorar a galáxia, aproveitando o movimento dos sistemas estelares para facilitar a troca de estrelas. O trabalho é uma nova resposta a uma pergunta conhecida como Paradoxo de Fermi, que pergunta por que razão não detectamos sinais de inteligência extraterrestre.

O paradoxo foi levantado pela primeira vez pelo físico Enrico Fermi, que perguntou: “Onde estão todos?”. Fermi questionava a viabilidade de viajar entre estrelas, mas, desde então, a sua pergunta passou a representar dúvidas sobre a própria existência de extraterrestres.

O astrofísico Michael Hart explorou a questão formalmente quando argumentou num artigo de 1975 que havia muito tempo para a vida inteligente colonizar a Via Láctea nos 13,6 mil milhões de anos desde que a galáxia se formou, mas ainda não ouvimos nada deles. Hart concluiu, portanto, que não deve haver civilizações avançadas na nossa galáxia.

O novo estudo, porém, oferece uma perspectiva diferente sobre a questão: talvez os alienígenas estejam a demorar um pouco e a ser estratégicos.

“Se não considerarmos o movimento das estrelas ao tentar resolver o problema, fica basicamente com uma de duas soluções”, disse Jonathan Business-Nellenback, cientista da computação e principal autor do estudo, ao Business Insider. “Ninguém sai do seu planeta ou somos de facto a única civilização tecnológica da galáxia.”

As estrelas orbitam o centro da galáxia em diferentes caminhos a diferentes velocidades. Ao fazê-lo, ocasionalmente cruzam-se. Assim, os alienígenas poderiam estar a esperar pelo próximo destino. Nesse caso, as civilizações demorariam mais tempo a espalhar-se pelas estrelas do que Hart calculou. Portanto, podem ainda não ter chegado até nós – ou talvez até já tenham chegado, muito antes dos humanos evoluírem.

Os investigadores já tentaram responder ao Paradoxo de Fermi de várias maneiras – estudos investigaram a possibilidade de que todas as formas de vida alienígena se formem nos oceanos abaixo da superfície de um planeta e postularam que as civilizações podem ser desfeitas pela sua insustentabilidade antes de realizar qualquer viagem interestelar.

Há também a “hipótese do zoológico”, que imagina que as sociedades da Via Láctea decidiram não entrar em contacto connosco pelas mesmas razões pelas quais mantemos a natureza ou mantemos protecções para alguns povos indígenas isolados.

Um estudo de 2018 sugeriu que há uma hipótese de 2 em 5 de estarmos sozinhos na nossa galáxia e uma hipótese de 1 em 3 de estarmos sozinhos em todo o cosmos.

Os autores do estudo mais recente apontam que investigações anteriores não tiveram em conta um facto crucial sobre a nossa galáxia: ela move-se. Assim como os planetas orbitam estrelas, os sistemas estelares orbitam o centro galáctico. O nosso sistema solar, por exemplo, orbita a galáxia a cada 230 milhões de anos.

Se civilizações surgirem em sistemas estelares distantes, podem tornar a viagem mais curta, esperando que o seu caminho orbital os aproxime de um sistema estelar habitável. Depois de se estabelecerem nesse novo sistema, os alienígenas poderiam esperar novamente por uma distância ideal de viagem para dar outro salto.

Nesse cenário, os alienígenas não se estão a mover pela galáxia. Estão à espera que a sua estrela se aproxime de outra estrela com um planeta habitável. “Se demorar mil milhões de anos, essa é uma solução para o paradoxo de Fermi”, disse Carroll-Nellenback. “Os mundos habitáveis ​​são tão raros que precisamos de esperar mais do que qualquer civilização dure antes que outro apareça.”

Para explorar os cenários, os investigadores usaram modelos numéricos para simular a propagação de uma civilização pela galáxia. Tiveram em consideração uma variedade de possibilidades para a proximidade de uma civilização hipotética a novos sistemas estelares, o alcance e a velocidade das suas sondas interestelares e a taxa de lançamento dessas sondas.

“Tentamos criar um modelo que envolvesse o menor número de suposições sobre sociologia que pudéssemos”, disse Carroll-Nellenback.

Ainda assim, parte do problema de modelar a expansão galáctica de civilizações alienígenas é que estamos a trabalhar apenas com um ponto de dados: nós próprios. Portanto, todas as nossas previsões são baseadas no nosso próprio comportamento. Mas mesmo com a limitação, os cientistas descobriram que a Via Láctea poderia ser preenchida com sistemas estelares estabelecidos que não conhecemos.

“Todos os sistemas podem ser habitáveis, mas os extraterrestres não nos visitam porque não estão suficientemente próximos“, disse Carroll-Nellenback. Até agora, detectámos cerca de 4.000 planetas fora do nosso Sistema Solar e nenhum hospedava vida.

Há pelo menos 100 mil milhões de estrelas na Via Láctea – e ainda mais planetas. Um estudo recente estimou que até 10 mil milhões desses planetas poderiam ser parecidos com a Terra.

Assim, os autores do estudo escreveram que concluir que nenhum desses planetas sustenta a vida seria como olhar para uma piscina e não encontrar golfinhos – e depois decidir que o oceano não tem golfinhos.

Outro elemento chave nos debates sobre a vida alienígena é o que Hart chamou de “Facto A”: não há visitantes interestelares na Terra e não há evidências de visitas passadas. Mas isso não significa que nunca estiveram por cá.

Se uma civilização alienígena chegou à Terra há milhões de anos – e a Terra tem 4,5 mil milhões de anos -, talvez já não haja sinais da sua visita. Estudos anteriores sugerem que talvez não consigamos detectar evidências de visitas alienígenas passadas. É possível que alienígenas tenham passado perto da Terra, mas decidiram não a visitar.

Além disso, os alienígenas podem não querer visitar um planeta que já tem vida. Assumir isso seria uma “projecção ingénua” de uma tendência humana de equiparar expansão à conquista.

Por agora, os investigadores consideram que não devemos desmotivar por causa do silêncio do Universo. Nos próximos anos, espera-se que a nossa capacidade de detectar e observar outros planetas potencialmente habitáveis melhore drasticamente à medida que novos telescópios são construídos e lançados para o Espaço.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2609: NASA inventa forma bizarra (mas criativa) de evitar erupção do super-vulcão de Yellowstone

CIÊNCIA

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

Uma eventual erupção do super-vulcão de Yellowstone pode causar uma tremenda devastação. No entanto, cientistas acreditam que a catástrofe pode ser evitada graças a uma solução bizarra, mas criativa.

Uma equipa de cientistas da NASA acredita que a erupção poderia ser evitada usando tubos de arrefecimento introduzidos nas câmaras de magma da caldeira do super-vulcão de Yellowstone.

Yellowstone, localizado no estado norte-americano de Wyoming, é um dos vulcões mais poderosos do nosso planeta. A última erupção de grande escala aconteceu há 640 mil anos. Como já passou muito tempo desde a erupção, Yellowstone está cada vez mais perto de uma nova explosão.

É por esse motivo que os especialistas se preparam para o pior, investigando de que forma a enorme erupção, que ameaça destruir instantaneamente grande parte dos Estados Unidos, pode ser prevenida.

Um dos cientistas da NASA acredita ter encontrado uma solução única para impedir que o pior aconteça: colocar tubos com água nas câmaras da caldeira para arrefecer o magma. Apesar de cerca de 70% do calor gerado pelo super-vulcão vazar para a atmosfera, a restante percentagem fica acumulada no interior – e isso pode provocar uma erupção.

Os investigadores acreditam que, ao fazer uma perfuração de 10 quilómetros em Yellowstone e bombeando água a alta pressão para dentro do vulcão, o líquido frio vai absorver parte do calor. Se o processo for repetido várias vezes, pode-se tornar na solução do problema.

Brian Wilcox, engenheiro da NASA, adiantou aos jornalistas que esta estratégia poderia custar cerca de 3,5 mil milhões de dólares, com o benefício adicional de se poder usar o vapor para criar uma fonte de energia geotermal livre de carbono, com um custo menor do que outras fontes de energia actualmente disponíveis no mercado.

“O que torna Yellowstone numa força da natureza é que este super-vulcão armazena o calor durante centenas de milhares de anos antes de tudo explodir de uma vez”, disse o cientista, citado pelo Daily Express.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2608: Depois do 33, resolvido finalmente o mistério do 42 (e talvez o sentido da vida)

CIÊNCIA

ZAP

Uma equipa de cientistas da Universidade de Bristol e do Instituto Tecnológico de Massachusetts conseguiu finalmente resolver a última peça de um problema matemático com 65 anos.

O problema original, estabelecido em 1954 na Universidade de Cambridge, procurou soluções da equação diofantina x3 + y3 + z3 = k, com k sendo todos os números de 1 a 100.

x3 + y3 + z3 = k é a equação subjacente ao teimoso problema agora resolvido, uma equação diofantina, assim baptizada em homenagem ao antigo matemático Diofante de Alexandria, que propôs um conjunto de equações semelhantes com múltiplas variáveis ​​desconhecidas há cerca de 1.800 anos.

Esta equação funciona de uma forma muito simples: escolhemos qualquer número inteiro entre 1 e infinito e este passa a ser o nosso valor k. De seguida, o desafio é encontrar os valores para x, y e z que, quando divididos e somados, são iguais a k. Os números misteriosos podem ser positivos ou negativos, grandes ou pequenos. Se escolhermos, por exemplo, o número 8 e o fixarmos como valor k, uma possível solução para a equação seria: 23 + 13 + (-1)3 = 8.

Além das pequenas soluções facilmente encontradas, o problema tornou-se intratável, pois as respostas mais interessantes não conseguiam ser calculadas – tão numerosos foram os números necessários.

Porém, lentamente, ao longo de muitos anos, cada valor de k foi finalmente resolvido, graças a técnicas sofisticadas e computadores modernos – excepto os dois últimos, os mais difíceis de todos: 33 e 42. Em 2019, Andrew Booker encontrou uma resposta para 33, o que significa que só faltava resolver um último número pendente neste dilema de décadas, o mais difícil de quebrar.

No entanto, resolver o número 42 era ainda mais complexo do que o 33. Booker recorreu a Andrew Sutherland, recordista mundial com cálculos massivamente paralelos. Os dois investigadores chegaram à solução usando o Charity Engine: um “computador mundial” que aproveita o poder de computação ocioso e não utilizado de mais de 500 mil computadores domésticos para criar uma plataforma super-ecológica, feita inteiramente com capacidade desperdiçada.

A resposta, que levou mais de um milhão de horas de cálculo para provar, é a seguinte: X = -80538738812075974 Y = 80435758145817515 Z = 12602123297335631. Com estes números infinitamente improváveis, as famosas Soluções de Equação Diofantina (1954) podem finalmente descansar como todos os valores de k de 1 a 100 – até 42 – resolvidos.

Sinto-me aliviado. Neste jogo, é impossível ter certeza de que encontraremos algo. É um pouco como tentar prever terremotos, pois temos apenas probabilidades aproximadas”, disse Booker em comunicado, citado pela Phys. “Portanto, podemos encontrar o que estamos à procura com alguns meses de pesquisa ou pode ser que a solução não seja encontrada durante mais um século.”

Além da equação diofantina agora desvendada, o mítico número 42 é também protagonista numa célebre história sobre o sentido da vida.

Na trilogia “The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”, escrita por Douglas Adams, um par de programadores encarrega o maior supercomputador da galáxia de responder à derradeira questão sobre a vida, universo e tudo mais. Após 7,5 milhões de anos a processar, o computador obtém uma resposta: 42.

Porém, depois desse tempo todo, já ninguém sabia qual tinha sido a questão colocada ao supercomputador – e muito menos o que a resposta significava na sua vida.

MC, ZAP //

Por MC
11 Setembro, 2019

 

2607: Já se sabe como foi o primeiro dia da extinção dos dinossauros

CIÊNCIA

Várias teorias foram tecidas sobre o que levou à extinção de dinossauros da face do planeta, há 66 milhões de anos, mas a mais aceite foi a queda de um asteróide que causou incêndios florestais maciços e um tsunami gigantesco.

O momento em que a atmosfera se encheu de grandes quantidades de enxofre, que provocou o arrefecimento global, finalmente condenou as espécies pré-históricas.

Agora, um novo estudo liderado por cientistas da Universidade do Texas confirmou essa hipótese, obtendo e analisando amostras dos detritos depositados dentro da gigantesca cratera subaquática de Chicxulub, localizada na Península de Yucatán. Com estas amostras, os investigadores conseguiram reconstruir os eventos geológicos, químicos e biológicos que ocorreram no dia seguinte à queda do asteróide.

Os investigadores perfuraram centenas de metros de sedimentos para obter amostras do núcleo da cratera, com mais de 180 quilómetros de diâmetro. As evidências obtidas incluem pedaços de carvão e misturas de rochas transportadas para lá pelo refluxo do tsunami e também indicam uma notável ausência de enxofre.

Com uma espessura de 130 metros, diversas matérias acumularam-se dentro da cratera nas primeiras 24 horas, o que fornece registos das consequências do impacto.

Segundo especialistas, o asteróide que caiu na Terra – e acabou com mais de 75% das espécies – atingiu uma força equivalente a 10 mil milhões de bombas atómicas usadas na II Guerra Mundial. A explosão incendiou áreas florestais e provocou um tsunami colossal, que atingiu o interior da actual Illinois e arrastou os restos dos ecossistemas incinerados de volta para a cratera.

A equipa descobriu que a área ao redor da cratera contém uma grande quantidade de rochas ricas em enxofre, embora os restos geológicos acumulados no interior não tenham esse elemento. Essa descoberta sustenta a teoria de que o impacto vaporizou o enxofre e o libertou na atmosfera, resultando no bloqueio da luz solar e, com isso, no arrefecimento do planeta.

Os investigadores estimam que tenham sido lançadas 325 mil milhões de toneladas métricas de matéria sólida para a atmosfera. “Fritamos e congelamos”, disse Sean Gulick, líder da investigação, em comunicado. “Nem todos os dinossauros morreram naquele dia, mas muitos morreram”, enfatiza.

Gulik chamou a fase de arrefecimento de “verdadeira assassina”. “A única maneira de produzir uma extinção em massa global como esta foi um efeito atmosférico”, disse.

O estudo foi publicado este mês na revista especializada Proceeding of The National Academy of Sciences.

ZAP //

Por ZAP
10 Setembro, 2019

 

2606: 3 Asteroids Are Zipping Past Earth Today

But don’t worry — they’re at least as far away as the moon is.

Hundreds of orbiting comets and asteroids are thought to present some risk of colliding with Earth, but the threat is typically very small.
(Image: © Shutterstock)

Three asteroids are expected to hurtle past Earth today (Sept. 9). One will pass as near as 310,000 miles (500,000 kilometers) — closer than any potential asteroid near-miss for the next three months.

Asteroid 2019 QZ3 flew by at 6:49 a.m. ET; asteroid 2019 RG2 follows at around 3:13 p.m. ET, and the third, asteroid 2019 QY4, flashes past at 9:10 p.m. ET, the International Business Times reported.

QZ3 is the biggest of the trio, with a diameter of 220 feet (67 meters), while RG2 and QY4, respectively measure approximately 66 feet (20 m) and 52 feet (16 m) in length, according to NASA’s Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS).

Space rocks such as these, known as near-Earth objects (NEOS), are nudged by the gravity of neighboring planets into orbital paths that carry them fairly close to our cosmic address. But “close” in space is a relative term: At the closest point in their passage, all three of today’s asteroid visitors will be farther from Earth than the moon is, according to CNEOS.

RG2 is the fastest asteroid, speeding by at a velocity of nearly 50,000 miles per hour (80,000 kilometers/hour), while QY4 is moving at just over 17,000 mph (27,000 km/h). QZ3 is the slowpoke of the group, at 16,700 mph (26,800 km/h), according to IBT. Though QZ3 is the biggest asteroid, it is also the furthest from Earth, at a distance of approximately 2.3 million miles from our planet, CNEOS reported.

Another asteroid — 2006 QV89 — was previously thought to potentially follow a trajectory that could slam into Earth, with a 1-in-7,299 chance of an impact on Sept. 9. But experts announced in July that the asteroid did not appear in the area of the sky where it would have shown up if it were on a collision course with our planet, representatives with the European Southern Observatory (ESO) said in a statement.

CNEOS representatives confirmed on Aug. 15 that QV89 was no threat to Earth, and that the asteroid would instead rocket past our planet on Sept. 27 “at a comfortable distance of 4.3 million miles (6.9 million km), about 18 times the distance of the Moon.”

Currently, there are 878 NEOs that demonstrate some risk — however small it might be — of colliding with Earth, according to a list maintained by the European Space Agency (ESA). Of these, the biggest (and second on the list) is asteroid 1979 XB. Measuring about 2,300 feet (700 m) in length and traveling at more than 58,000 mph (93,300 km/h), the massive space rock is expected to come calling on Dec. 14, 2113, ESA reported.

Live Science
By Mindy Weisberger – Senior Writer
09/09/2019