2596: A Terra está a ser afectada por forte tempestade geo-magnética

CIÊNCIA

O nosso planeta está a ser atingido por uma forte tempestade geo-magnética. Segundo os cientistas, a Terra tem-se debatido com este fenómeno desde o passado sábado.

Uma tempestade geo-magnética ou solar é uma perturbação temporária da magnetosfera da Terra. Esta é causada por uma onda de choque do vento solar que interage com o campo magnético da Terra.

Campo magnético do vento solar interage com o campo magnético da Terra

Segundo as informações disponibilizadas pelos cientistas do laboratório de astronomia de raios-X do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, a tempestade alcançou rapidamente o nível de dois pontos na escala de 1 a 5. Esta escala foi estabelecida pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).

Além disso, os especialistas também explicaram que a actual tempestade foi prevista com antecedência devido à aproximação de uma rápida corrente de vento solar da Terra. Contudo, o que pareceu ser uma surpresa foi a sua potência. O prognóstico contemplava apenas “uma tempestade de primeiro nível”, o que seria comum para esta época do ano.

O aumento da velocidade do vento solar, assim como a temperatura do plasma cósmico, também superaram os índices esperados.

Planeta poderá ser atingido de novo no final de Setembro

Nos últimos dias, esta tempestade tem estado a diminuir gradualmente para os seus valores originais. No entanto, como podemos ver, a alta velocidade da corrente de vento solar e a situação estável do Sol sugiram que a situação se repita entre 27 e 28 de Setembro.

Esta tempestade magnética é a segunda mais poderosa dos últimos oito meses, a primeira foi registada em maio, quando a magnitude passou de 3 para 5, o que afectou o bem-estar das pessoas.

2595: Índia fracassa na missão de se tornar o quarto país a chegar à lua

CIÊNCIA

Stuart Rankin / Flickr

A agência espacial indiana anunciou, esta sexta-feira, ter perdido o contacto com a sua sonda espacial quando esta se preparava para alunar.

“A descida da sonda Vikram estava a decorrer conforme previsto”, explicou o presidente da agência espacial (ISRO), K. Sivan, na sala de controlo de Bangalore (sul da Índia). “Em seguida, a comunicação entre o aparelho e o controlo de solo foi perdida. Os dados estão a ser analisados”, acrescentou.

A Índia tentou ser a quarta nação do mundo a conseguir pousar um aparelho na lua, depois da União Soviética, Estados Unidos e China. Seria a primeira a pousar no pólo sul lunar, uma zona totalmente inexplorada.

Na estação de controlo, localizada em Bangalore, esteve o primeiro-ministro da Índia. “Há altos e baixos na vida. Estamos orgulhosos dos nossos cientistas”, afirmou Narendra Modi aos cientistas.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

ZAP // Lusa

Por ZAP
7 Setembro, 2019

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2594: O lixo espacial ameaça as comunicações terrestres

CIÊNCIA

YouTube / ESA

O lixo espacial está a tornar-se “numa grande preocupação para a comunidade internacional”, alertou a directora do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA). Em declarações à EFE, a responsável disse ainda que estes vestígios ameaçam mesmo as comunicações terrestres.

Desde meados do século XX, quando a corrida espacial arrancou, foram realizados mais de 5.000 lançamentos para o Espaço, que levaram à acumulação de cerca de 23.000 objectos em órbita. Destes, apenas 1.200 são satélites em funcionamento, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA). A maioria restante não tem qualquer utilidade, é lixo espacial.

“À medida que o número de actores e o número de objectos lançados para o Espaço aumenta, o problema [do lixo espacial] torna-se numa grande preocupação para a comunidade internacional”, explica Simonetta Di Pippo, citada pela agência EFE.

Toda a situação se agrava, uma vez que ocorre uma espécie de efeito em cadeia: quanto mais objectos em órbita, maior é a probabilidade de ocorrem novas colisões, criando assim mais lixo espacial. Um satélite “morto” pode gerar vários fragmentos destes vestígios.

Tanto a ESA como a Agência Espacial Federal da Rússia (Roscosmos) estimam que existam cerca de 700.000 objectos ou fragmentos como mais de um centímetro e sem utilidade a orbitar a alta velocidade – 56.000 quilómetros por hora – à volta da Terra.

Um eventual impacto de qualquer um destes milhares de elementos contra um satélite em funcionamento ou contra a estrutura de uma estação espacial pode causar danos significativos e várias disfunções, inclusive nas comunicações terrestres.

“Devido ao risco de colisão, os satélites de telecomunicações e, em geral, todos os nossos objectos funcionais no Espaço sideral, enfrentam um risco maior de danos devido aos detritos espaciais”, sustentou a responsável da ONU.

O lixo espacial é classificado de acordo com o seu tamanho em três categorias: detritos com menos de um centímetros, de um a dez centímetros e mais de dez centímetros.

Embora o impacto de detritos espaciais como menos de um centímetro não represente nenhuma ameaça significativa, os vestígios com vários centímetros não são apenas os mais numerosos, como também os mais perigosos.

Para já, não há legislação – só ideias

Actualmente, não existe nenhuma legislação internacional que obrigue entidades estatais ou empresas privadas a evitar ou diminuir a produzir este tipo de resíduos.

Contudo, nos últimos anos, surgiram algumas iniciativas para reduzir o lixo espacial, que vão desde a projecção de objectos que desaparecem em órbita depois de cumprirem a sua missão, bem como projectos para remover detritos já exististes.

Exemplo desta última é o “laço” espacial apresentado por cientistas russos. Recorrendo a um loop espacial, um módulo seria seria conectado através de de um cabo para os níveis superiores dos foguetes para capturar e remover detritos espaciais em órbita.

Apesar das novas tecnologias e projectos, a responsável da ONU diz que se espera que o lixo espacial venha à aumentar, uma vez que a corrida espacial continua a desenvolver-se e, principalmente, porque uma uma nova geração de pequenos satélites de baixo custo começou a invadir o espaço – é o caso da Starlink, de Elon Musk, lançada em maio. Também Jeff Bezos, proprietário da Amazon, tem ideias para um projecto semelhante.

“Embora a nova tendência de colocar grandes constelações de satélites em órbita possa beneficiar muito as tecnologias de comunicação, esta também tem o potencial de gerar novos detritos espaciais, principalmente devido ao maior risco de colisão e ao maior número de lançamentos por ano”, alerta a especialista.

“Outra preocupação com essas mega-constelações está relacionada uma uma eventual poluição luminosa, que poderia complicar a observação e a investigação espacial”.

“Como qualquer outra actividade espacial, os benefícios e perigos das mega-constelações devem ser pesados. A transparência e a cooperação internacional nos procedimentos para colocar as mega-constelações no espaço serão essenciais para mitigar o problema e garantir a segurança futura do ambiente espacial”, rematou.

ZAP //

artigos relacionados: https://inforgom.pt/eclypsespacenews/2019/09/05/sabia-que-por-cima-da-sua-cabeca-gravitam-mais-de-19-500-objectos-de-lixo-espacial/

Por SA
7 Setembro, 2019

 

2593: Hubble captou o fim de uma nebulosa planetária que pode representar o futuro do Sistema Solar

CIÊNCIA

ESA/Hubble & NASA, R. Wade et al.

A NASA publicou na passada semana uma imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble de uma nebulosa planetária. A NGC 5307 encontra-se na constelação do Centauros a cerca de 10.000 anos-luz da Terra.

Tal como explicam os cientistas da agência espacial norte-americana, uma nebulosa planetária representa o estágio final de uma estrela semelhante ao Sol, que se tornará numa gigante vermelha no final da sua vida.

Por isso, sustentam os cientista da NASA, estas nebulosas oferecem-nos a oportunidade de vislumbrar o  eventual futuro possível do nosso Sistema Solar.

As estrelas são sustentadas pela fusão nuclear que ocorre no seu núcleo, o que gera energia. Os processos de fusão nuclear tentam constantemente destruir a estrela e apenas a sua gravidade impede que isso aconteça.

Na etapa final da nebulosa planetária, estas forças se desequilibram-se e o núcleo da estrela entra em colapso, sem energia suficiente criada pela fusão. Enquanto isso, as camadas superficiais da estrelas são ejectadas.

NGC 5307, a planetary nebula that lies about 10,000 light-years from Earth, can be seen in the constellation Centaurus.

Por sua vez, a imagem recém-publicada pela NASA mostra o que resta da estrela: as camadas externas brilhantes que cercam uma anã branca e que são os restos do núcleo da estrela gigante vermelha.

Contudo, alertam ainda os cientistas, este não é a etapa final da evolução de uma estrela. As camadas externas ainda se estão a mover e a arrefecer. Apenas daqui a milhares de anos é que estas se dissiparão, deixando apenas uma anã branca levemente brilhante.

ZAP //

Por ZAP
7 Setembro, 2019

 

2592: Raro mosaico romano com cena mitológica encontrado no Reino Unido

CIÊNCIA

Um mosaico romano com cerca de 1600 anos, que retrata uma cena mitológica greco-romana, foi encontrado numa vila de Berkshire, no Reino Unido.

O mosaico foi encontrado num sítio arqueológico no Reino Unido descoberto já em 2017. Contudo, e por se localizar num campo agrícola e de ainda precisar de trabalhos de limpeza adicionais, só agora foi possível desvendar o mosaico na sua totalidade.

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, que descreve o mosaico romano como “raro“, o achado terá sido construído por volta de 380 d.C.

Anthony Beeson, especialista em arquitectura e arte romana e grega, disse, em declarações ao The Telegraph, que o mosaico agora encontrado é um de três deste tipo até agora descobertos em todo o mundo. Também o arqueólogo Matt Nichol, que trabalhou na escavação, descreveu à BBC as imagens e a iconografia achado como “inigualáveis”.

Na obra está retratado uma cena mitológica em que Pélope está numa corrida de carruagens com o pai da sua futura esposa, a princesa Hipodâmia.

Segundo a mitologia, o herói do mosaico era Pélope, neto de Zeus. Pélope queria casar com a sua amada Hipodâmia e pediu-a em casamento ao sei pai, Enomau, o rei de Olímpia. Reza a lenda que o pai de Hipodâmia tinha já matado 30 outros pretendentes devido a uma profecia que sustentava que seria morto pelo seu genro.

@Howard_S

Some detail of the #Roman #mosaic uncovered at #Boxford in Berkshire yesterday. 1/ the best preserved corner showing an #archer, #telomon, #lion 2/ the telomon closeup 3/ the lion struck by the archer’s arrow and bleeding and 4/ a roundel with #cupid #boxfordromanmosaic

Tendo a profecia em mente, Enomau disse que aceitava o pedido de casamento se Pélope o vencesse numa corrida de carruagens. Sabendo que partia em desvantagens, uma vez que Enomau tinha cavalos fortes e se tinha já livrado de outros pretendentes desta forma, Pélope pediu a Poseidon que fizesse com que a sua carruagem fosse mais rápida.

Além disso, Pélope prometeu ao responsável pelos cavalos de Oenamaus, Mirtilo, uma noite com Hipodâmia caso sabotasse a carruagem do rei.

Durante a competição, Mirtilo cumpriu com a sua parte. As rodas do carro do rei Oenamaus acabaram por se soltar, causando a sua morte. Depois de ter vencido a corrida, Pélope o mata Mirtilo para não ter que cumprir a sua promessa.

O mosaico retrata ainda outras figuras da mitologia greco-romana, frisa a SputnikNews.

O jornal britânico destaca que o mosaico tem grande valor histórico para o país. Apesar disso, os moradores locais não querem levá-lo para o museu. Actualmente, estão a ser levadas a cabo medidas de conversação, enquanto as equipas de arqueólogos estudam o achado para melhor compreender o período romano da história do Reino Unido.

ZAP //

Por ZAP
7 Setembro, 2019

 

2591: Mistério dos estranhos buracos na cabeça dos T-rex pode ter sido resolvido

CIÊNCIA

Um novo estudo sugere que os dois misteriosos buracos no topo do crânio do Tyrannosaurus rex podem ter ajudado a regular a sua temperatura.

Teorias anteriores sugeriam que estes buracos cheios de músculos, chamados de fenestra dorso-temporal, ajudavam a operar o poderoso maxilar do Tyrannosaurus rex. No entanto, segundo o Science Alert, nem todos estavam convencidos com esta explicação.

É o caso do anatomista Casey Holliday, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, que estudou a classe de animais diapsida — crocodilos, outros repteis e aves assim agrupados por terem uma característica similar nos seus crânios — para verificar uma nova teoria.

A equipa de investigadores analisou diferentes crânios de diapsida e percebeu que as fenestras mais semelhantes com os do T. rex eram as dos crocodilos. Os cientistas decidiram então estudar um grupo de jacarés com recurso a câmaras de imagem térmica. Como estes são animais ectotérmicos, a sua temperatura corporal depende da temperatura do ambiente em que estão inseridos.

“Percebemos que quando estava mais frio e os jacarés se queriam aquecer, a imagem térmica mostrava grandes pontos quentes nesses buracos, indicando um aumento da temperatura”, explica Kent Vliet, investigador da Universidade da Florida e co-autor do estudo publicado na revista científica The Anatomical Record.

“Mais tarde, quando estava mais quente, os buracos apareciam escuros, como se tivessem sido desligados para se refrescar. Isto é consistente com evidências anteriores de que os jacarés têm um sistema circulatório de corrente cruzada ou um termostato interno por assim dizer”.

Porém, ainda não se sabe se os dinossauros em geral, e o T. rex em particular, eram ectotérmicos ou endotérmicos. Alguns cientistas arriscam a primeira opção, outros a segunda e ainda há quem pense que se trata de ambos (recurso chamado mesotermia).

A nova investigação sugere que o T. rex (e outros dinossauros) usaram algumas das tácticas termo-reguladoras dos ectotérmicos, mas o que isso realmente significa dentro do contexto mais amplo dos seus metabolismos ainda tem de ser investigado.

O que os cientistas podem dizer, com base neste estudo, é que não existem características osteológicas no crânio do tiranossauro que indiquem que as fenestras eram locais de fixação muscular.

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7 Setembro, 2019

 

‘Einstein’s Biggest Blunder’ May Have Finally Been Fixed

The cosmological constant has plagued physicists for more than a century.

There is a fundamental problem in physics.

A single number, called the cosmological constant, bridges the microscopic world of quantum mechanics and the macroscopic world of Einstein’s theory of general relativity. But neither theory can agree on its value.

In fact, there’s such a huge discrepancy between the observed value of  this constant and what theory predicts that it is widely considered the worst prediction in the history of physics. Resolving the discrepancy may be the most important goal of theoretical physics this century.

Lucas Lombriser, an assistant professor of theoretical physics at the University of Geneva in Switzerland, has introduced a new way of evaluating Albert Einstein’s equations of gravity to find a value for the cosmological constant that closely matches its observed value. He published his method online in the Oct. 10 issue of the journal Physics Letters B.

Related: The Biggest Unsolved Mysteries in Physics


An illustration of galaxies bending the fabric of space-time (green), and the smooth effect of dark energy (purple), which dominates the effects of gravity.(Image: © NASA/JPL-Caltech)

How Einstein’s biggest blunder became dark energy

The story of the cosmological constant began more than a century ago when Einstein presented a set of equations, now known as the Einstein field equations, that became the framework of his theory of general relativity. The equations explain how matter and energy warp the fabric of space and time to create the force of gravity. At the time, both Einstein and astronomers agreed that the universe was fixed in size and that the overall space between galaxies did not change. However, when Einstein applied general relativity to the universe as a whole, his theory predicted an unstable universe that would either expand or contract. To force the universe to be static, Einstein tacked on the cosmological constant.

Nearly a decade later, another physicist, Edwin Hubble, discovered that our universe is not static, but expanding. The light from distant galaxies showed they were all moving away from each other. This revelation persuaded Einstein to abandon the cosmological constant from his field equations as it was no longer necessary to explain an expanding universe. Physics lore has it that Einstein later confessed that his introduction of the cosmological constant was perhaps his greatest blunder.

In 1998, observations of distant supernovas showed the universe wasn’t just expanding, but the expansion was speeding up. Galaxies were accelerating away from each other as if some unknown force was overcoming gravity and shoving those galaxies apart. Physicists have named this enigmatic phenomenon dark energy, as its true nature remains a mystery.

In a twist of irony, physicists once again reintroduced the cosmological constant into Einstein’s field equations to account for dark energy. In the current standard model of cosmology, known as ΛCDM (Lambda CDM), the cosmological constant is interchangeable with dark energy. Astronomers have even estimated its value based on observations of distant supernovas and fluctuations in the cosmic microwave background. Although the value is absurdly small (on the order of 10^-52 per square meter), over the scale of the universe, it is significant enough to explain the accelerated expansion of space.

“The cosmological constant [or dark energy] currently constitutes about 70% of the energy content in our universe, which is what we can infer from the observed accelerated expansion that our universe is presently undergoing. Yet this constant is not understood,” Lombriser said. “Attempts to explain it have failed, and there seems to be something fundamental that we are missing in how we understand the cosmos. Unraveling this puzzle is one of the major research areas in modern physics. It is generally anticipated that resolving the issue may lead us to a more fundamental understanding of physics.”

Related: 8 Ways You Can See Einstein’s Theory of Relativity in Real Life

The worst theoretical prediction in the history of physics

The cosmological constant is thought to represent what physicists call “vacuum energy.” Quantum-field theory states that even in a completely empty vacuum of space, virtual particles pop in and out of existence and create energy — a seemingly absurd idea, but one that has been observed experimentally. The problem arises when physicists attempt to calculate its contribution to the cosmological constant. Their result differs from observations by a mind-boggling factor of 10^121 (that’s 10 followed by 120 zeroes), the largest discrepancy between theory and experiment in all of physics.

Such a disparity has caused some physicists to doubt Einstein’s original equations of gravity; some have even suggested alternative models of gravity. However, further evidence of gravitational waves by the Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) have only strengthened general relativity and dismissed many of these alternative theories. Which is why instead of rethinking gravity, Lombriser took a different approach to solve this cosmic puzzle.

“The mechanism I propose does not modify Einstein’s field equations,” Lombriser said. Instead, “it adds an additional equation on top of Einstein’s field equations.”

The gravitational constant, which was first used in Isaac Newton’s laws of gravity and now an essential part of Einstein’s field equations, describes the magnitude of  the gravitational force between objects. It is considered one of the fundamental constants of physics, eternally unchanged since the beginning of the universe. Lombriser has made the dramatic assumption that this constant can change.

In Lombriser’s modification of general relativity, the gravitational constant remains the same within our observable universe but may vary beyond it. He suggests a multiverse scenario where there may be patches of the universe invisible to us that have different values for the fundamental constants.

This variation of gravity gave Lombriser an additional equation that relates the cosmological constant to the average sum of matter across space-time. After he accounted for the estimated mass of all the galaxies, stars and dark matter of the universe, he could solve that new equation to obtain a new value for the cosmological constant — one that closely agrees with observations.

Using a new parameter, ΩΛ (omega lambda), that expresses the fraction of the universe made of dark matter, he found the universe is made up of about 74% dark energy. This number closely matches the value of 68.5% estimated from observations — a tremendous improvement over the huge disparity found by quantum field theory.

Although Lombriser’s framework might solve the cosmological constant problem, there’s currently no way to test it. But in the future, if experiments from other theories validate his equations,  it could mean a major leap in our understanding of dark energy and provide a tool to solve other cosmic mysteries.

Originally published on Live Science.
By Tim Childers – Live Science Contributor
06/09/2019

 

2589: Os céus pintam-se de verde!

Cores espectaculares nos céus da Antárctida. As imagens foram captadas na estação de investigação chinesa de Zhongshan.
A equipa de cientistas chineses chegou à Antárctida em Dezembro passado naquela que é a 35ª missão no local.

msn vídeo
06/09/2019

2588: NASA captou momento de avalanche em Marte

© TVI24 NASA captou momento de avalanche em Marte

A NASA captou, no passado dia 3 de Setembro, imagens de uma avalanche em Marte. A agência explicou que este é um fenómeno recorrente durante a primavera do planeta, altura em que o pólo norte fica instável, originando a chamada “época das avalanches”.

HiPOD 3 Sept 2019: Avalanche Season

Every spring the sun shines on the side of the stack of layers at the North Pole of Mars and the ice destabilizes.

Read more: https://uahirise.org/ESP_060176_2640 

NASA/JPL/University of Arizona#Mars #science

A NASA explica que “o calor desestabiliza o gelo e os blocos soltam-se”, o que resulta em fortes nuvens de poeira uma vez que os blocos atingem o chão, em quedas de 500 metros.

A imagem foi captada pelo pólo da NASA na Universidade do Arizona.

msn notícias
Redacção TVI24
06/09/2019

 

2587: Centro de controlo perde o contacto com a Vikram momentos antes da alunagem

A nave espacial indiana Vikram interrompeu esta sexta-feira as comunicações com o centro de controlo segundos antes de concretizar a alunagem. De acordo com o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial, as operações decorreram com normalidade na aproximação à Lua até à altitude de 2,1 quilómetros do solo mas, posteriormente, o contacto com o aparelho perdeu-se. “Estamos a analisar os dados”, anunciou K Sivan.

Através de uma mensagem colocada na rede social Twitter, o presidente da ìndia, Narendra Modi, afirmou que o país “está orgulhoso dos seus cientistas” e sublinhou que “deram o seu melhor”. A rematar a mensagem, Modi acrescentou: “Há momentos para se ser corajoso e seremos corajosos”.

Caso a missão tivesse tido sucesso, a Índia passaria a ser o quarto país a aterrar na lua depois da Rússia, dos Estados Unidos e da China. Esta seria, também, a primeira missão científica lançada à região do pólo sul da lua, uma zona que nunca foi explorada.

O módulo “Vikram”, contendo o rover “Pragyaan” no seu interior, tinha a descida prevista entre a 1h00 e as 2h00 da madrugada deste sábado, 7 de Setembro, e a alunagem na superfície lunar aconteceria meia-hora mais tarde, entre a 1h30 e as 2h30.

msn notícias
Expresso
06/09/2019

 

2586: Kamuysaurus japonicus é a nova espécie de dinossauro descoberta no Japão. Tinha um “bico de pato”

CIÊNCIA

Y. Kobayashi et al. / Scientific Reports
Reconstrução do Kamuysaurus japonicus, a flutuar no mar, com dois mosassauros, duas tartarugas marinhas e quatro amonóides.

‘Kamuysaurus japonicus’ é a nova espécie de hadrossáurio encontrada no Japão. A reconstituição do esqueleto quase completo revela que este tinha um “bico de pato”.

Uma nova pesquisa publicada ontem no Scientific Reports descreve o ‘Kamuysaurus japonicus’ — uma espécie de hadrossáurio ou dinossauro de bico de pato —, retirado da Formação Hakobuchi no Japão.

O fóssil quase completo foi encontrado em depósitos marinhos de 72 milhões de anos, sugerindo que a criatura viveu ao longo da costa. O dinossauro foi baptizado como “Kamuysaurus japonicus”, que significa “deus dragão japonês”.

Os ossos do ‘Kamuysaurus japonicus‘ foram encontrados ao lado dos restos fossilizados de tartarugas marinhas e mosassauros (um réptil aquático extinto que se parecia com uma baleia moderna), reforçando ainda mais a ideia que este dinossauro habitou perto do mar.

Os hadrossáurios eram um grupo de dinossauros que viveu durante o período cretáceo tardio — 100 a 66 milhões de anos atrás. Estes herbívoros podiam andar com quatro ou duas pernas, permitindo que pastassem ao longo do solo ou atingissem galhos altos.

Y. Kobayashi et al. / Scientific Reports
O esqueleto quase completo do ‘Kamuysaurus japonicus’.

Em 2013, a cauda parcial deste espécime foi descoberta na Formação Hakobuchi, levando a escavações mais extensas no local. Os cientistas conseguiram descobrir um esqueleto quase completo, cujos ossos foram analisados pelo paleontólogo Yoshitsugu Kobayashi, do Museu da Universidade Hokkaido e pela sua equipa.

É o “maior esqueleto de dinossauro já encontrado no Japão“, pode-se ler num comunicado de imprensa da Universidade de Hokkaido.

A análise da amostra incluiu cerca de 350 ossos individuais. A criatura era um hadrossáurio de tamanho médio e adulto e tinha cerca de 9 anos quando morreu. Ainda vivo, o herbívoro media cerca de 8 metros e pesava 5,3 toneladas.

Os investigadores especulam que a sua carcaça flutuou para o mar e eventualmente afundou, o que permitiu que esta fosse preservada em sedimentos, revela a Gizmodo. 

Kobayashi e os seus colegas explicaram que o ‘Kamuysaurus japonicus’ era semelhante ao Laiyangosaurus da China e ao Kerberosaurus da Rússia, e que pertence ao clado (grupo de organismos com um antepassado comum) de dinossauros Edmontosaurini.

Y. Kobayashi et al. / Scientific Reports
Representação artística do ‘Kamuysaurus japonicus’.

Consequentemente, a investigação está a fornecer novas ideias sobre a origem deste clado e como estes animais se espalharam pelo planeta. O ‘Kamuysaurus japonicus’ e seus parentes próximos provavelmente viajaram pelo Alasca, que ligou a Ásia à América do Norte durante o final do Cretáceo.

Esta espécie de hadrossáurio exibia três características físicas que a distinguiam de outros membros do clado Edmontosaurini, garantindo assim a criação de um género e espécie de dinossauro novo. Estas características incluíam uma crista no crânio, uma fileira de espinhos inclinados para a frente nas costas e uma placa óssea mais curta do que o normal no osso da mandíbula.

“O facto de ter sido encontrado um novo dinossauro no Japão significa que existiu um mundo independente de dinossauros no país ou no leste da Ásia, com um processo evolutivo diferente“, salientou Yoshitsugu Kobayashi, citado pela Sapo.

O ‘Kamuysaurus japonicus’ terá habitado em regiões costeiras, habitat raro para os dinossauros da época que terá “desempenhado um papel importante na diversificação” dos dinossauros no início da sua evolução.

DR, ZAP //

Por DR
7 Setembro, 2019