2741: NASA desenha “transformers” para explorar luas de Saturno

CIÊNCIA

A agência espacial norte-americana (NASA) está a desenhar um novo robô, uma espécie de transformer, para explorar mundos com terrenos mais complicados, como é o caso de algumas luas de Saturno.

Através da sua página oficial, a NASA anuncia que está a desenvolver um novo conceito de robô, o Shapeshifter, projectado para rolar, voar, flutuar e até nadar em mundos mais complicados e distantes, como é o caso das luas de Saturno.

Os testes estão a ser desenvolvidos no no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, onde os cientistas estão já a testar um protótipo tridimensional deste explorador incomum.

O novo engenho, que parece um pequeno drone colocado no interior de uma jaula de hamster, tal como o descreve a agência espacial, consegue dividir-se ao meio. Uma vez que as partes se encontrem separadas, as duas metades elevam pequenas hélices, que tornam o dispositivo capaz de voar.

Contudo, estes pequenos transformers impressos em 3D são só o começo: a NASA imagina que uma série de até 12 destes robôs possa ser transformada numa sonda de natação ou numa equipa de exploradores de cavernas.

O Shapeshifter, de montagem automática, foi criado a partir de outros pequenos robôs, os cobots. Estas unidades mais pequenas, também dotadas com uma pequena hélice, são capazes de se mover de forma independente e sobrevoar superfícies ou falésias.

Na prática, um só robô guarda, na verdade, vários outros capazes de se adaptarem para melhor explorar um terreno mais difícil.

Ali Agha, investigador principal do JPL, acredita que o Shapeshifter pode ser útil numa missão a Titã, uma das luas de Saturno. Este planeta, recorde-se, é o único do Sistema Solar que tem líquidos na forma de lagos, rios e mares de metano à sua superfície.

“Temos informações muito limitadas sobre a composição da superfície [de Titã]. Terreno rochoso, lagos de metano, vulcões criogénicos. Podemos podemos ter tudo isso, mas não sabemos ao certo”, afirmou Agha, citada em comunicado.

“Por isso, pensamos em criar um sistema versátil e capaz de atravessar diferentes tipos de terreno, sendo também suficientemente compacto para ser lançado num foguete”, disse.

Tal como frisou Jason Hofgartner, que é também cientista do JPL, alguns dos lugares de mais difícil acesso são os mais interessantes do ponto  de vista científico. E, por esse mesmo motivo, o Shapeshifter pode ser importante em missões futuras.

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30 Setembro, 2019

 

2740: Asteróides à espreita na sombra de Júpiter podem ser ameaça oculta para a Terra

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech

Um grupo de asteróides e cometas escondidos na sombra de Júpiter pode representar uma ameaça oculta para a Terra, revelou um novo estudo.

De acordo com a nova publicação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, estas rochas espaciais, quando sujeitas a mudanças fortes nas suas órbitas, podem colidir com a Terra e/ou com os seus vizinhos.

Os cientistas conseguiram identificar pelo menos um destes corpos escondidos na sombra de Júpiter que poderá sofrer uma mudança orbital deste tipo.

Tal como explicaram os especialistas, é muito importante identificar e monitorizar com bastante antecedência estes e outros corpos potencialmente perigosos para a Terra.

Como maior mundo do Sistema Solar, Júpiter esconde muitos asteróides e cometas na sua sombra. Alguns deles, como é o caso das suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta, explica o portal Space.com.

Outros há que seguem uma órbita semelhante à de Júpiter em torno do sol. Para estes, uma alta inclinação ou um ângulo com o plano de Sistema Solar a mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, o que lhes confere uma órbita quase circular.

O novo estudo aponta o que aconteceria caso estes objectos mudassem a sua inclinação para alta excentricidade, isto é, criando uma órbita mais oval. De acordo com os cientistas, esta mudança implicaria más notícias para a Terra.

“Apontamos a possibilidade de populações de asteróides potencialmente perigosos e não detectadas existam em locais de alta inclinação desses objectos”, afirmou o Kenta Oshima, cientista do Observatório Astronómico Nacional do Japão, citado pela Europa Press.

Para já, não há qualquer perigo, uma vez que as órbitas destes objectos escondidos se encontram estáveis. Contudo, alertam os cientistas, uma mudança no plano orbital pode representar uma eventual colisão com a Terra ou com os mundos vizinhos.

“Vale a pena manter um olho nestes objectos, principalmente para os catalogar para ter um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa”, disse Carlos de la Fuente Marcos, que estuda as dinâmicas do Sistema Solar na Universidade de Madrid, em Espanha, em declarações ao Space.com.

“Se forem numerosos, o perigo pode ser potencialmente alto, mas se forem escassos, o perigo pode ser completamente insignificante“, concluiu, dando conta que ainda não se sabe quantos destes corpos existem.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019

 

2739: Elon Musk não acredita que existam extraterrestres na Área 51

EXTRATERRESTRES

tedconference/ Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

O CEO da Tesla e da Space X, Elon Musk, revelou este sábado que não acredita que existam extraterrestres na Área 51, uma zona militar onde as forças armadas dos Estados Unidos alegadamente guardam provas de vida alienígena.

A revelação do multimilionário norte-americano foi feita este sábado, quando Elon Musk apresentava as últimas actualizações do seu veículo interplanetário reutilizável, a Starship, destinado a transportar cargas e pessoas para a Lua e Marte.

Falando da possibilidade de existir vida em outros planetas, o fundador e CEO da SpaceX disse que não viu “nenhum sinal de alienígenas”, enfatizando que os seres humanos são a única espécie consciente plenamente conhecida até agora.

“Até onde sabemos, somos a única consciência, ou seja, a única vida que existe. Poderia haver outras formas vidas, embora não tenhamos visto nenhum sinal disso”, afirmou.

Musk revelou que é frequentemente questionado sobre se acredita que existem alienígenas escondidos na Área 51. O multimilionário descarta as teorias da conspiração: no seu entender, estas ideias apenas servem propósitos económicos. “É a forma maior e mais de aumentar os fundos para a Defesa” dos Estados Unidos.

“A realidade é que, até onde sabemos, este é o único lugar, pelo menos nesta parte da galáxia ou na Via Láctea, onde há consciência, e demoramos muito tempo para chegar a esse ponto”, destaca ainda durante apresentação.

ZAP //

Por ZAP
29 Setembro, 2019

 

O momento em que um buraco negro “come” uma estrela do tamanho do Sol

CIÊNCIA

Foto: DR

O telescópio espacial Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da NASA, captou o momento em que um buraco negro consumiu uma estrela do tamanho do Sol.

De acordo com a NASA, o evento aconteceu quando as forças gravitacionais do buraco negro dominaram a gravidade da estrela, levando a que esta se despedaçasse. O fenómeno, conhecido como “perturbações da maré”, é raro e muito difícil de ser observado, acontecendo apenas a cada 10 mil anos.

@NASA
What happens when a star strays too close to a black hole? Intense tides break it apart into a stream of gas. @NASA_TESS helped produce the most detailed look yet at the beginning of this cataclysmic phenomenon. Visualize how it unfolded: https://go.nasa.gov/2mYhMsE #BlackHoleWeek

O buraco negro, de acordo com o artigo publicado na revista científica “The Astrophysical Journal”, possui seis milhões de vezes a massa do Sol. Encontra-se localizado no meio da constelação Volans, conhecida como Peixe Voador, está a 375 milhões de anos-luz da Terra.

“Tivemos a oportunidade de ver exactamente quando começou a brilhar. Isso nunca tinha acontecido antes”, explicou Thomas Holoien, um dos cientistas responsável pelo estudo.

Os cientistas explicam que, neste tipo de situações, parte do material da estrela que acaba por ser engolido pelo buraco negro forma um disco de gás quente e brilhante.

“Apenas alguns foram descobertos antes de atingirem o pico de brilho, e este foi encontrado apenas alguns dias depois de começar a brilhar mais intensamente”, disse Thomas Holoien.

As imagens do buraco negro, apresentadas pelos cientistas, são ilustrações. Os equipamentos usados nesta pesquisa captam dados, com as frequências de ondas, que depois são convertidos em modelos gráficos.

Jornal de Notícias
29/09/2019

 

2737: O que vai a SpaceX e Elon Musk apresentar ao Mundo? Venha assistir à apresentação

TECNOLOGIA

A SpaceX está numa fase de elevada produção. Depois de ter colocado na órbita da terra os primeiros satélites da Starlink, avançou em força para o Starship Mk1 e tudo o que esta nova nave envolve.

Com a sua construção terminada, prepara-se iniciar os testes que a vão comprovar como uma alternativa. É neste momento positivo para a empresa que Elon Musk vem a público falar. Vem decerto apresentar os próximos planos para esta missão, que poderá levar o Homem a Marte.

Elon Musk vai apresentar ao mundo a sua visão

É ainda muito cedo para saber como e quando a SpaceX vai iniciar os seus voos na Starship. Este é apenas o primeiro protótipo funcional desta nave, que está a ser preparada. Servirá de ponto de partida para tudo o que vier a ser construído no futuro.

Por agora a Starship Mk1 está pronta e os seus actuais 3 motores Raptor, que vão depois ser 6, estão prontos a ser colocados em funcionamento. Os primeiros testes vão levantar esta nave até aos 20 km de altitude, simulando todos os procedimentos necessários.

@SpaceX

Starship at our launch facility in Cameron County, Texas. Watch as @elonmusk gives an update on the vehicle today at ~7:00 p.m. CDT → http://spacex.com/webcast 

Quais as novidades da SpaceX para a Starship?

Será mais tarde, em 2022, que a SpaceX deverá iniciar o serviço comercial desta nave. Espera-se uma primeira viagem à volta da lua em 2023, com passageiros. Dai em diante o espaço será o limite e pode bem ser o início das viagens periódicas a Marte.

Não se sabe muito sobre a apresentação que Elon Musk irá fazer hoje. Deverá ser focada neste novo passo e mostrar o que são os planos da empresa para o futuro. Pode bem ser revelado o calendário para os próximos testes e como se vão realizar.

Estamos longe de Marte, mas a corrida já começou

Acompanhe ao vivo este evento e descubra tudo o que está pensado por Elon Musk e a SpaceX para o futuro. O plano final já se conhece, a chegada a Marte, mas como o caminho vai ser feito, ainda é uma incógnita.

É por isso com muita expectativa que se espera o que está para ser anunciado neste evento. Há muitas possibilidades e, como se sabe, Elon Musk gosta de prometer o impossível. A apresentação esteve marcada para as 01:00 de Lisboa, mas foi re-agendada para as 02:00. Esperamos que a mesma aconteça.

SpaceX acabou de montar a nave Starship Mk1 que nos levará um dia até Marte

A viagem que vai levar o homem a Marte já arrancou há vários anos. Muitas empresas estão a competir na corrida ao espaço e sem dúvida que a SpaceX é de todas a que … Continue a ler SpaceX acabou de montar a nave Starship Mk1 que nos levará um dia até Marte

 

2736: Novo avião hipersónico vai permitir voar de Londres a Sidney em 4 horas

DINHEIRO

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou a construção da “primeira ponte espacial do mundo” graças a um verdadeiro avião espacial

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou esta semana, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019, que vai trabalhar com a Agência Espacial Australiana para a construção da “primeira ponte espacial do mundo”.

O projecto, nomeado de Synergetic Air-Breathing Rocket Engine (SABRE), está a ser desenvolvido pela Reaction Engines, que conta com o financiamento da BAE Systems, da Rolls-Royce e da Boeing HorizonX.

O resultado do projecto promete ser uma boa surpresa para os entusiastas dos voos supersónicos. A barreira do som não era quebrada desde que o Concorde parou de voar em 2003. Em Abril deste ano, a Reaction Engines anunciou testes bem-sucedidos, que simulavam uma velocidade três vezes mais alta do que a do som. Ou seja, 50% mais rápido que a velocidade do já defunto Concorde, que conseguia fazer a viagem entre Nova Iorque e Paris em cerca de 3,5 horas, e corresponde ao recorde de velocidade dos jactos mais rápidos já feitos.

No entanto, de acordo com a CNN, o motor está a ser construído para que possa atingir cinco vezes mais do que a velocidade do som. O SABRE “respira” o ar da atmosfera, o que permite uma maior eficiência do combustível e diminuição do peso. Em comparação com os outros motores existentes, o SABRE sai na frente, uma vez que, todos os outros precisam transportar o seu próprio suprimento de oxigénio.

“Os foguetões realmente não progrediram nos últimos 70 anos, enquanto os motores aeronáuticos tornaram-se muito eficientes. No entanto, ao combinar um motor aeronáutico e um foguetão, pode-se ter um sistema de propulsão muito leve e eficiente e, na prática, criar um avião espacial”, explica Shaun Driscoll, director de projectos da Reaction Engines, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019.

Diário de Notícias
DN/Dinheiro Vivo
29 Setembro 2019 — 11:57

 

2735: NASA leva turistas ao espaço por 80 milhões

TURISMO ESPACIAL

Já no próximo ano, a Estação Espacial Internacional vai turistas. Fotografia: D.R.

Em agenda, estão duas missões de até 30 dias para 12 a 13 pessoas por viagem à Estação Espacial Internacional. Viagens à Lua estão a ser estudadas.

A NASA tem já programada a sua primeira viagem turística ao espaço. É já no próximo ano e o preço ascende a 80 milhões de dólares (cerca de 73 milhões de euros). Não é um programa acessível, mas não faltam milionários interessados em usufruir da experiência. “É um destino turístico que não pára de atrair atenções”, disse Sam Scimemi, director da Estação Espacial Internacional da NASA esta semana no primeiro evento internacional dedicado ao turismo espacial e subaquático do mundo, o SUTUS 2019, que decorreu em Marbella, Espanha.

De acordo com Sam Scimemi, a agência espacial norte-americana projecta levar no próximo ano vários cosmo-turistas à estação no espaço. Em agenda, estão duas missões de até 30 dias para 12 a 13 pessoas por viagem. Naturalmente, os interessados têm de garantir um conjunto de requisitos físicos para poderem efectuar a viagem e, para além de pagarem os 80 milhões de dólares, terem fundos para assumir uma despesa de 32 mil euros por noite, que inclui cama, banheiro, alimentação, energia, equipamentos de ginástica e processadores para converter urina em água potável.

O banco suíço UBS calcula que, dentro de dez anos, o negócio do turismo espacial valerá mais de 800 milhões de euros. A NASA e outras agências espaciais internacionais estão dispostas a captar este bolo, até porque é uma forma de se financiarem e, assim, contornarem os cortes dos orçamentos governamentais.

Bernard Foing, responsável pelo grupo internacional de exploração lunar da Agência Espacial Europeia, revelou que estão a trabalhar na possibilidade de explorar viagens turísticas à Lua. Embora admita que a concretização dessa experiência esteja ainda a anos-luz, os trabalhos já incidem sobre soluções para combater os efeitos nocivos da poeira lunar e design de futuros hotéis lunares.

Na Bélgica, a academia de treino espacial já vende experiências de gravidade zero, realiza simulações de voos espaciais e treina futuros cosmo-turistas. Segundo a piloto Nancy Vermeulen, o preço dos cursos de um mês começa nos 15 mil euros por pessoa. Já um voo para experimentar a gravidade zero ascende a 3500 euros.

Dinheiro Vivo
29.09.2019 / 11:59

 

2734: O deserto do Sahara tem pelo menos 4,6 milhões de anos

CIÊNCIA

Tak / Flickr

O Sahara, que se estende por quase 5000 quilómetros no continente africano, tem pelo menos 4,6 milhões de anos, concluiu uma equipa de cientistas depois de analisar poeira antiga da paisagem do maior deserto do mundo.

A idade do Sahara é um mistério antigo, tal como escreve o Newsweek, que dá conta que a nova descoberta surge depois de vários cientistas terem apontado outros valores.

“As pessoas procuram descobrir [a idade do Sahara] há várias décadas“, disse Daniel Muhs, geólogo do US Geological Survey em Denver, Colorado, nos Estados Unidos, citado em comunicado pelo mesmo portal.

“Estudos mais recentes apontara [a sua idade] no começo do Pleistoceno [há cerca de 2,6 milhões de anos]”, começou por explicar o cientista.

Contudo, as hipóteses não se ficam por aqui: há cientistas que defende que este enorme deserto pode ser ainda mais antigo, tendo cerca de 7 milhões de anos; outros há ainda que o Sahara era húmido e verde há 5.000 anos, sendo coberto de lagos e pântanos.

Agora, a nova investigação, conduzida por Muhs, veio acrescentar um novo número: o deserto tem, segundo os cientistas, pelo menos 4,6 milhões de anos.

Apesar de a descoberta não ter consigo apontar a idade certa, a investigação ajuda a balizar a história do deserto ao acrescentar novos dados para o debate.

Para chegar a esta conclusão, a equipa analisou poeira antiga do Sahara que chegou até às Ilhas Canárias espanholas, que se localizam ao largo da costa noroeste africana.

As Canárias são frequentemente afectadas por um fenómeno local conhecido como “Calima”. Durante este evento, que ocorre todos os anos, grandes quantidades de poeira são arrastadas desde o Sahara em direcção ao Oceano Atlântico. E foram estas mesmas poeiras que permitiram balizar a idade do Sahara.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Geological Society of America.

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29 Setembro, 2019

 

2733: DARPA quer editar o genoma dos soldados norte-americanos para os proteger “dos pés à cabeça”

MUNDO (ALUCINADO)

pexels.com

O Pentágono quer explorar a possibilidade de editar a composição genética de um soldado para o proteger contra ataques químicos e biológicos.

Por parecer um enredo de ficção científica, mas Steven Walker, director da Agência de Projectos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), revelou na passada segunda-feira que as Forças Armadas norte-americanas estão muito próximas de se tornar ainda mais intrusivas, caso os investigadores sejam capazes de editar, com sucesso, o genoma dos soldados.

A DARPA está a estudar esta possibilidade “para proteger um soldado no campo de batalha contra armas químicas e bacteriológicas controlando o seu genoma, garantindo assim que o genoma produz proteínas capazes de proteger automaticamente o soldado dos pés à cabeça”, explicou o responsável.

Walker reconheceu que a ideia pode soar um pouco heterodoxa, mas insistiu que os esforços de edição genética promovidos pela agência seriam, primordialmente, para proteger as tropas, e não para aprimorá-las. “Estas tecnologias são de uso dual: podemos usá-las para o bem ou para o mal. A DARPA está empenhada em usá-las para o bem, para proteger os nossos combatentes”, garantiu, num comunicado do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A ciência ao serviço da defesa poderá fazer com que a DARPA vá ainda mais longe e consiga fornecer às Forças Armadas uma alternativa ao uso de vacinas. “Será impossível acumular vacinas e antivírus suficientes para proteger uma população inteira no futuro. No entanto, até agora, tudo o que temos é uma pesquisa”, advertiu Walker.

Ainda assim, segundo o Washington Examiner, o responsável sublinhou que é por este motivo que a DARPA está empenhada em reunir esforços para “transformar o corpo humano numa fábrica de anticorpos“.

Para que a técnica seja eficaz e útil, será necessário desenvolver ainda a capacidade de remover os genes editados – a chamada “remediação genética“. O programa Genes Seguros da DARPA terá com objectivo reverter os efeitos da já conhecida técnica de Redição genética CRISPR.

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29 Setembro, 2019

 

2732: Northolt Branch Observatories

Os objectos NEOCP A10gdj7, A10gdfZ e A10gg2c, que nós recentemente, foram nomeados 2019 SE5, 2019 SV4 e 2019 SW5.

2019 SE5 é um asteróide do tipo Apollo com um diâmetro de 12-28 metros. Foi observado pela primeira vez no ATLAS-mlo, Mauna Loa no dia 27 de Setembro. 2019 SE5 faz uma abordagem próxima hoje a uma distância de 2.1 milhões de km (0.0145 UA) da Terra.
2019 SE5 está actualmente visível em + 18.5 Mag
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K19/K19SC9.html

2019 asteróide tipo Aton com um diâmetro de 160-350 metros. Foi observado pela primeira vez no ATLAS-hko, Haleakala no dia 26 de Setembro. O 2019 SV4 fez uma abordagem próxima no dia 24 de Setembro, a uma distância de 18.5 milhões de km da Terra. Agora é visível em + 18.9 Mag.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K19/K19SC1.html

2019 asteróide do tipo Apollo com um diâmetro de 25-60 metros. Foi observado pela primeira vez no ATLAS-mlo, Mauna Loa no dia 27 de Setembro. O 2019 SW5 fez uma abordagem próxima no dia 26 de Setembro, a uma distância de 733,000 km da Terra. Agora é visível a + 18.9 Mag e a desaparecer rapidamente.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K19/K19SD8.html

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

 

2731: NASA prepara-se para equipar o WFIRST com “óculos de sol” cósmicos

CIÊNCIA

Quando o WFIRST da NASA abrir os olhos em meados da década de 2020, o telescópio espacial vai observar o Universo através dos mais sofisticados “óculos de sol” alguma vez projectados.

O instrumento de coronagrafia poderia adoptar o nome de “óculos estelares”, uma vez que se trata de um sistema de máscaras, prismas, detectores e espelhos flexíveis para bloquear o brilho de estrelas distantes e, desta forma, revelar planetas em órbita ao seu redor.

Segundo Jason Rhodes, um cientista da NASA, o brilho é “avassalador”, de tal forma que consegue apagar qualquer probabilidade de serem observadores exoplanetas ao redor das estrelas.

As partículas de luz – fotões – de uma estrela dominam qualquer luz vinda de um planeta em órbita quando atingem o telescópio. “O que estamos a tentar fazer é cancelar mil milhões de fotões da estrela para cada um que capturarmos do planeta.”

Neste sentido, o coronógrafo do WFIRST acaba de completar um marco importante: uma revisão preliminar do projecto da NASA. Segundo o Europa Press, isto significa que o instrumento atendeu a todos os requisitos de design, calendário e orçamento e pode agora passar para a próxima fase: construir o hardware que voará no Espaço.

O coronógrafo da missão WFIRST tem como objectivo demonstrar o poder da tecnologia. À medida que capturamos a luz directamente de grandes exoplanetas gasosos e discos de poeira e gás que circundam outras estrelas, o instrumento irá indicar o caminho para desenvolver tecnologias para telescópios espaciais ainda maiores e ambiciosos.

De acordo com a NASA, os futuros telescópios com coronógrafos ainda mais sofisticados poderão gerar “imagens” de pixel único de planetas rochosos do tamanho da Terra. A luz poderá estender-se a um arco-íris chamado “espectro”, que revelará quais os gases presentes na atmosfera do planeta – oxigénio, metano, dióxido de carbono e até sinais de vida.

“Com o WFIRST vamos conseguir obter imagens e espectros destes grandes planetas, com o objectivo de testar tecnologias que serão usadas numa missão futura: eventualmente observar pequenos planetas rochosos que podem ter água líquida nas suas superfícies ou até sinais de vida, como o nosso”, explicou Rhodes.

O WFIRST é uma espécie de pioneiro e é por isso que a NASA considera o coronógrafo como uma “demonstração de tecnologia”. O principal objectivo, além de ajudar a fazer descobertas científicas importantes, é provar à comunidade científica que os coronógrafos complexos podem mesmo funcionar no Espaço.

“Este pode ser o instrumento astronómico mais complicado que alguma vez voou”, rematou Jason Rhodes.

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28 Setembro, 2019

 

2730: Na Suécia, um jornal deixou de aceitar anúncios de empresas de combustíveis fósseis

AMBIENTE

(dv) Quercus

O jornal sueco Dagens ETC vai deixar de publicar anúncios que promovem o uso e os serviços das empresas de combustíveis fósseis.

Em prol das alterações climáticas e motivados pelo slogan “jornal vermelho para um mundo mais verde”, o jornal sueco Dagens ETC deixou de aceitar anúncios de empresas ligadas aos combustíveis fósseis.

Ao The Guardian, o editor-chefe Andreas Gustavsson explicou que está “ciente que o sector dos media é extremamente difícil de sobreviver financeiramente”, mas que “a crise climática afecta cada um de nós”.

Apesar de admitir que a decisão de cortar na publicidade referente aos combustíveis fósseis poderá afectar as finanças do jornal, não deixou de incentivar outros órgãos de comunicação social a fazer o mesmo.

A decisão do jornal online, com sede em Estocolmo, surge após a Cimeira da Acção Climática, que teve lugar na segunda-feira, em Nova Iorque, na qual se pretendeu definir acções concretas contra o aquecimento global e incentivar os países a cumprir as metas do Acordo de Paris, de 2015.

Durante a cimeira, activistas ambientais do movimento Extinction Rebellion mostraram o seu descontentamento, em Washington, nos Estados Unidos, face à falta de medidas contra a crise climática por parte dos líderes políticos.

Segundo a Visão, o diário tem cerca de 10 mil assinantes e 200 mil leitores semanais e os seus principais temas centram-se no ambiente.

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28 Setembro, 2019

 

2729: Tempestade solar pode atingir a Terra nos próximos anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Buddy_Nath

Uma equipa de cientistas alerta para uma potencial tempestade de radiação solar, que poderá afectar o nosso planeta nos próximos anos.

De acordo com os cientistas, a tempestade solar pode ocorrer a qualquer momento e pode causar apagões, prejudicar as redes telefónicas e, até, afectar contas bancárias.

Conforme explica a Sputnik News, o Sol sofre regularmente explosões de partículas altamente carregadas, também conhecidas como ejecções de massa coronal (CME). No entanto, poucas têm a potência necessária para causar danos no nosso planeta.

Mas, a cada 100 anos ou mais, ocorre uma série de explosões e ejecções super-potentes, conhecidas como tempestade solar, que são lançadas em direcção à Terra. Caso atinja o nosso planeta, esta tempestade tem poder suficiente para destruir satélites e redes eléctricas, desligar computadores e excluir contas bancárias.

Os cientistas alertam que há a previsão de que, nos próximos 100 anos, ocorram duas tempestades solares catastróficas. Num novo relatório, publicado na Space Weather, investigadores do Serviço Geológico dos estados Unidos alertam que uma tempestade solar pode atingir a Terra a qualquer momento.

Os cientistas analisaram uma tempestade solar, que ocorreu nos Estados Unidos em 1921 (conhecida como Tempestade Ferroviária de Nova York), e observaram que o evento climático causou grandes impactos tecnológicos e incêndios destrutivas. “O evento foi caracterizado por variações solares e geomagnéticas extremas, e auroras registadas em diversos locais ao redor do mundo.”

Segundo os cientistas, estudar este evento pode ser útil para nos prepararmos para uma eventual tempestade solar e reduzir o impacto deste evento. Os investigadores sublinham ainda que, em 2012, uma enorme ejecção de massa coronal que poderia ter destruído diversas tecnologias passou a apenas nove dias da Terra.

Apesar de estas tempestades não poderem ser contidas, os cientistas esforçam-se para tentar prever a sua ocorrência.

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28 Setembro, 2019

 

2728: O QUE ACONTECERIA DE DOIS BURACOS NEGROS COLIDISSEM?

INTERESSANTE

Mega Video

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2727: Vida extraterrestre pode estar escondida na Lua

CIÊNCIA

(CC0/PD) Buddy_Nath / Pixabay

Uma nova investigação, levada a cabo por dois cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que a tão procurada vida extraterrestre pode estar escondida no satélite natural da Terra, a Lua.

Segundo Abraham Loeb e Manasvi Lingam, os cientistas que defendem esta nova hipótese, as condições geológicas e atmosféricas da Lua podem proporcionar a oportunidade de descobrir vestígios de vida alienígena.

Os especialistas, citados pelo portal Futurismsustentam que, como não há atmosfera neste satélite natural, os objectos espaciais poderiam conseguir chegar à sua superfície. Além disso, continuam, a Lua é geologicamente inactiva, ou seja, todo o que pousou na Lua nos últimos milhões de anos continua lá, perfeitamente preservado.

“Servindo como uma caixa de correio natural, a superfície lunar recolheu todos os objectos impactantes nos últimos milhões de anos. Sem verificar a nossa caixa de correio, nunca saberem que mensagens chegaram [até lá]”, escreveu Loeb, que é também professor de Astronomia na universidade norte-americana.

Tendo em conta esta capacidade de preservação, Loeb compara, num artigo publicado na Scientific American a Lua a uma espécie de “rede de pesca” para a vida extraterrestre.

A maioria dos objectos que atingiram a superfície lunar é oriunda do Sistema Solar, mas a descoberta de Oumuamua, o primeiro objecto interestelar conhecido, pode sugerir que uma investigação minuciosa à Lua pode trazer novas descobertas.

De acordo com o professor Loeb, que cita medições actuais, a superfície lunar pode conter até 30 partes de objectos interestelares a cada milhão de materiais superficiais.

“No caso de alguns impactadores interestelares tenham carregado blocos de vida extraterrestre, seria possível extrair bio-marcadores com análise das amostras da superfície lunar. A questão fundamental é se a vida distante se assemelha às estruturas bioquímicas que encontramos na Terra”.

“As semelhanças podem implicar que existe um caminho químico único para a vida em todos os lugares ou que a vida foi transferida entre sistemas“, explicou.

Loeb frisa ainda que o seu estudo com Lingam fornece um novo incentivo para a criação de uma base lunar. Recentemente, recorde-se, a NASA anunciou que vai voltar a enviar astronautas para a lua até 2024. A agência espacial norte-americana também espera estabelecer uma presença sustentável na Lua até 2028 para enviar missões a Marte.

ZAP // SputnikNews

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28 Setembro, 2019

 

2726: Há um enorme complexo de vulcões e fluxos de lava “escondido” aos pés de Itália

CIÊNCIA

(CC0) Hans / Pixabay

Uma equipa de cientistas descobriu que existe um enorme complexo de vulcões e fluxos de lava “escondido” nas profundezas do mar Tirreno, no sudoeste de Itália.

De acordo com o Live Science, que dá conta da descoberta, este complexo abrange várias chaminés geotérmicas, fluxos de lava e montanhas subaquáticas com picos achatados.

Este mundo subaquático até agora desconhecido foi formado há cerca de 780.000 anos devido a uma rara falha tectónica, explicou o principal autor da investigação, Fabrizio Pepe, cientista da Universidade de Palermo, em Itália.

Na nova investigação, cujos resultados foram publicados no passado mês de Junho na revista científica especializada Tectonics, a equipa observa que esta formação é relativamente jovem do ponto de vista geológico.

O especialista, citado pelo mesmo portal, disse ainda que a região em causa é muito complexa e sismicamente activa devido à colisão de três placas tectónicas que, literalmente, rasgaram a crosta terrestre: a da África, a da Eurásia e a da Anatólia.

A formação de vulcões nesta área é também afectada pela pequena placa do Adriático, um fragmento de crosta que se separou da placa africana há mais de 65 milhões de anos, sendo actualmente empurrada para baixo da placa eurasiana. Este processo conhecido como sub-ducção é responsável pelo aparecimento de outros vulcões, como é o caso do Vesúvio, entrou em erupção em 79 d.C.

Detalha a Russia Today que este complexo foi descoberto graças ao mapeamento da região subaquática, bem como ao estudo das anomalias magnéticas e dos dados sísmicos já recolhidos na área. Partindo destes dados, a equipa descobriu uma área de aproximadamente 2.000 quilómetros quadrados, a que chamara o Complexo Intrusivo Diamante‐Enotrio‐Ovidio.

Apesar de os vulcões na área estarem actualmente inactivos, os cientistas não descartam que, no futuro, possam voltar a acordar. Por isso, estão agora a trabalhar num mapa de risco na área, estudando também a possibilidade de aproveitar o complexo agora descoberto para gerar energia geotérmica-

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28 Setembro, 2019

 

2725: Antigos egípcios matavam crocodilos só para poder mumificá-los

CIÊNCIA

Giovanni Toso / Flickr

Um novo estudo sugere que os crocodilos eram mumificados pouco tempo após a sua morte, que era causada por uma pancada forte na cabeça.

Era comum os antigos egípcios sacrificarem animais em honra dos deuses, matando-os e mumificando-os posteriormente. Agora, graças a um novo estudo, percebe-se que esta civilização também matava crocodilos de propósito para depois mumificá-los. A Smithsonian explica que estas são as primeiras provas concretas de que os egípcios caçavam animais para mumificá-los.

Os investigadores encontraram um crocodilo mumificado com 2 mil anos em Com Ombo, uma cidade egípcia na margem do Nilo, e analisaram a sua carcaça para perceberem a causa da morte.

“A causa mais provável de morte é uma séria fractura no crânio, que causou um trauma directo no cérebro” lê-se no estudo publicado recentemente na revista Journal of Archaeological Sciences.

“O tamanho da fractura, bem com a sua direcção e forma, sugerem que ela foi feita por um único golpe, presumivelmente com um taco de madeira grosso, provavelmente quando ele estava a descansar em terra”, notaram os investigadores, citados pelo ATI.

O processo de mumificação começava “muito rapidamente após a sua morte”, presumindo que o animal era morto propositadamente para o efeito. Os cientistas observaram isto através do estômago do animal, que ainda continha restos de alimentos como ovos de répteis, insectos, roedores e peixe.

De forma a observar o animal sem danificar os milenares ossos e tecidos moles, os investigadores usaram uma técnica que permite uma autópsia virtual.

Os crocodilos não são o único animal que os antigos egípcios mumificavam, mas sem dúvida, são o mais perigoso. Também eram sacrificados cavalos, pássaros, gatos, cães, entre outros. Cada animal estava associado a um deus diferente e servia como ponte para a comunicação com cada um deles.

Os antigos egípcios nutriam uma grande admiração por este imponente animal, associado comummente ao rio Nilo e, consequentemente, à fertilidade. O estudo não conseguiu determinar se os egípcios tinham o hábito de caçar animais especificamente para serem mumificados ou se os crocodilos eram um caso à parte.

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28 Setembro, 2019

 

2724: Desvendado o enigma da localização inóspita de Machu Picchu

CIÊNCIA

Pedro Szekely / Flickr

Investigadores desvendaram o enigma da localização inacessível de Machu Picchu. As falhas geológicas presentes por debaixo da cidade do Império Inca.

O antigo santuário Inca de Machu Picchu é um dos maiores feitos arquitectónicos da humanidade. Construído no topo de uma remota montanha nos Andes, o Machu Picchu atrai milhões de visitantes todos os anos pela sua grandiosidade.

Depois de anos intrigados por que razão os Incas construíram o seu aldeamento num local tão inóspito, os cientistas conseguiram descobrir a razão pela qual o fizeram. Uma nova investigação sugere que a cidade foi propositadamente construída entre as falhas geológicas por debaixo da montanha.

Segundo o Phys, o geólogo brasileiro Rualdo Menegat apresentou os resultados detalhados desta investigação esta segunda-feira no encontro anual da Geological Society of America. “A localização de Machu Picchu não é uma coincidência“, disse Menegat. “Seria impossível construir um local assim nas montanhas altas se o substrato não fosse fracturado”.

O especialista combinou dados e medições de imagens de satélite para compilar uma densa rede de fracturas e falhas que atravessam a área do Machu Picchu. O Russia Today explica que estas variam em escala: algumas são visíveis em pequenas pedras, enquanto outras têm centenas de quilómetros e controlam a orientação de alguns dos vales.

A análise do geólogo brasileiro permitiu concluir que tanto os edifícios e escadas como os campos agrícolas circundantes são orientados de acordo com as tendências dessas grandes falhas.

“Outras cidades antigas dos Incas, incluindo Ollantaytambo, Pisac e Cusco também estão localizadas na intersecção de falhas“, explicou Menegat. “Cada um é precisamente a expressão das principais direcções das falhas geológicas do local”.

“A intensa fractura predispôs as rochas a partirem da mesma forma, o que reduziu bastante a energia necessária para esculpi-las”, disse ainda o geólogo. Além disso, as falhas tectónicas nesta zona permitiam um abastecimento de água único ao local, já que a água da chuva era canalizada pelas falhas até à cidade.

“Cerca de dois terços do esforço para construir o santuário envolveu a construção de drenagens subterrâneas”, explicou Menegat. No entanto, em sentido contrário, as falhas também permitiam drenar a cidade em caso de cheias — algo que é bastante comum na região.

“As fracturas pré-existentes apoiaram este processo e ajudam a explicar a sua preservação notável. O Machu Picchu mostra-nos claramente que a civilização Inca era um império de rochas fracturadas”, concluiu Menegat, citado pela Europa Press.

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27 Setembro, 2019

 

2723: “Não há planeta B”. Jovens de todo o mundo fazem greve pelo clima

José Coelho / Lusa
Manifestantes protestam durante a Greve Climática Global

Centenas de estudantes participaram, esta sexta-feira, na Greve Climática Global, alertando os líderes mundiais de que “não há planeta B”.

Porto, Coimbra, Guarda, Lisboa. Estas foram algumas das cidades em Portugal onde estudantes, de escolas básicas e secundárias, bem como professores, ambientalistas e políticos saíram às ruas para participar, esta sexta-feira, na Greve Climática Global.

Durante a iniciativa ouviram-se várias palavras de ordem e recados dirigidos ao Governo. Os manifestantes levantaram cartazes e entoaram cânticos para apelar à defesa do clima.  “Justiça climática”, “Não há Planeta B” e “Estamos a ficar sem tempo” são alguns dos exemplos.

Em Lisboa, vários partidos optaram mesmo por marcar presença na manifestação, como é o caso do PAN, do Bloco de Esquerda, do PS e do PSD., que se encontram em plena campanha eleitoral para as Legislativas de 6 de Outubro.

Portugal aderiu à iniciativa com várias acções pelo clima durante a semana, que começou a 20 de Setembro e terminou esta sexta-feira com manifestações em várias cidades, um pouco por todo o mundo.

Ambientalistas cortam Avenida Almirante Reis em Lisboa

Várias centenas de jovens cortaram esta tarde a Avenida Almirante Reis, em Lisboa, junto ao Banco de Portugal, bloqueando a circulação do trânsito, numa manifestação pacífica para exigir políticas consistentes para combater as alterações climáticas.

Tendas de campismo montadas no meio da estrada e cartazes com dizeres contra o “colapso climático” são algumas das formas de protesto, numa acção convocada pelo movimento Extinction Rebellion Portugal.

O comissário Serra, do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, disse à Lusa que “a situação está calma” e que a PSP está em negociações com os manifestantes para desimpedir a rua e permitir a circulação rodoviária, tendo para isso feito retirar algumas das tendas.

O comissário Serra adiantou que o direito à manifestação “não pode colidir” com o direito à circulação e que, como tal, estão a negociar com os manifestantes para irem para os passeios e desimpedirem a via.

No local, a garantir a segurança, estão agentes locais da PSP, do serviço da Intervenção Rápida, da Divisão de Trânsito e do Corpo de Intervenção, que estão já a retirar os manifestantes da estrada.

Alguns dos manifestantes, na sua maioria jovens, entre os quais muitos estrangeiros, disseram à agência Lusa que pretendem passar ali a noite.

Greta Thunberg faz-se ouvir no Canadá

A jovem activista sueca Greta Thunberg, a grande impulsionadora deste movimento, exortou hoje o primeiro-ministro canadiano e outros líderes mundiais a fazerem mais pelo meio ambiente, antes de iniciar, no Quebeque, uma jornada da greve climática em que Justin Trudeau também participou.

Questionada durante uma breve entrevista antes da manifestação, a jovem afirmou que, como a maioria dos líderes, o primeiro-ministro canadiano “não fez o suficiente” para combater as alterações climáticas.

Greta, que conheceu hoje pessoalmente Justin Trudeau ao início da manhã, enfatizou que não queria “atingir indivíduos”, mas sim “concentrar-se numa visão geral, porque é mais fácil criticar uma única pessoa”.

“A minha mensagem para políticos de todo o mundo é a mesma: escute e aja de acordo com o que a ciência diz“, pediu.

Poucos dias depois do seu retumbante “how dare you?” (“como ousam” em português) durante a reunião dos líderes mundiais nas Nações Unidas, Greta encabeçou hoje uma marcha contra as alterações climáticas considerada uma das mais importantes da história do Canadá.

O primeiro-ministro canadiano, que está em campanha eleitoral para uma reeleição, em que promete nova legislação para protecção do meio ambiente, anunciou que se juntaria ao protesto.

@GretaThunberg / Twitter

O Comité das Nações Unidas para os Direitos das Crianças saudou a participação de crianças de todo o mundo nas manifestações de luta contra as alterações climáticas, apoiando que “as suas vozes sejam ouvidas e levadas em conta”.

Aquele organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou-se “inspirado pelos milhões de crianças e adolescentes que se manifestaram pela mudança climática”, reconhecendo que os mais novos “já estão a ser afectados pela contaminação, as secas, os desastres naturais e a degradação do ecossistema”.

O presidente do comité, Luis Pedernera, considerou bem-vinda “a activa e significativa participação das crianças, como defensores dos direitos humanos, em assuntos que os preocupem, como qualquer outra pessoa”.

Em comunicado, o comité recorda que a convenção sobre os direitos das crianças, que celebra este ano o seu trigésimo aniversário, reconhece aos menores de idade o direito à liberdade de expressão e considera inaceitável qualquer ameaça ou abuso pelo exercício dessa liberdade.

ZAP // Lusa

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27 Setembro, 2019

 

2722: Guerra nuclear entre Rússia e Estados Unidos mataria 34 milhões de pessoas em poucas horas

CIÊNCIA

Uma guerra nuclear entre a Rússia e os Estados Unidos mataria cerca de 34 milhões de pessoas em poucas horas, revelou uma nova investigação conduzida por cientistas norte-americanos.

A equipa de cientistas da Universidade de Princeton especializada em segurança e armas nucleares criou uma simulação apelidada de “Plano A”, na qual mostra a devastação que uma eventual guerra entre estes dois país provocaria, noticia a BBC.

De acordo com a emissora britânica, os danos seriam assustadores: em cerca de cinco horas, morreriam 34 milhões de pessoas e mais de 57 milhões ficariam feridas.

Os cientistas frisam na mesma investigação que o conflito se tornou “dramaticamente” mais plausível nos últimos dois anos, uma vez que tanto a Rússia como os Estados Unidos deixaram de apoiar medidas de controlo de armas.

“O risco de uma guerra nuclear aumentou dramaticamente depois de os Estados Unidos e a Rússia terem abandonado o tratado de controlo de armas nucleares (…) [Estes países] começaram a desenvolver novos tipos de armas nucleares e ampliaram as circunstâncias nas quais seria possível usar essas mesmas armas”, advertem.

A simulação, que resulta de um projecto do programa de Ciência e Segurança Global (SGS) da universidade norte-americana, contou apenas eventuais mortos e feridos, deixando de fora outros milhões de pessoas que poderiam contrair doenças ou outros problemas de saúde a longo prazo devido ao conflito, detalha o jornal britânico The Independent.

O objectivo da simulação, contaram os especialistas citados pela BBC, passa por chamar a atenção sobre as “consequência potencialmente catastróficas” de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia.

Especialistas ouvidos pela emissora britânica consideram que estas simulações podem ser importantes para dissuadir potências mundiais a não chegarem a um confronto nuclear.

“Há já algum tempo que vemos este tipo de situações e são sempre alarmantes“, disse Sarah Kreps, professora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, onde investiga os impactos da proliferação de armas de destruição em massa.

“Estas simulações são úteis para reforçar a dissuasão. Se não há transparência e se há optimismo sobre as consequências de um conflito nuclear, é mais provável que alguma das partes escale a sua posição, seja consciente ou inconscientemente”, apontou.

A guerra simulada

A equipa publicou no YouTube um vídeo com os resultados da simulação. A simulação começa com a Rússia a tentar impedir uma ofensiva dos Estados Unidos e de membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Na guerra simulada, os russos lançam um míssil nuclear de “advertência” na fronteira entre Alemanha, Polónia e República Checa. Com este ataque, o conflito escala: a Rússia envia aviões com um total de 300 ogivas nucleares e dispara mísseis de curto alcance contra base e tropas da OTAN na Europa.

Em resposta, a OTAN envia aviões que viajam rumo à Rússia com 180 ogivas nucleares. A esta altura do conflito, explica a BBC, o objectivo de cada força passa por evitar que o inimigo tenha oportunidade de se recuperar e, por isso, cada país lança ataques contra as 30 cidades mais povoadas do adversário.

Em cada bombardeio, seriam utilizadas entre 5 e 10 ogivas nucleares, dependendo do tamanho da cidade. O resultado: em 45 minutos, mais 85,3 milhões de vítimas, entre mortos e feridos. Em menos de cinco horas, haveria 91,5 milhões de vítimas: 34,1 milhões de mortes instantâneas e 57,4 milhões de feridos.

Estes números poderiam aumentar significativamente caso se contabilizassem as mortes a longo prazo causadas por resíduos radioactivos deixados no ar.

Um outro estudo, também conduzido por cientistas norte-americanos, concluiu que uma guerra entre estas duas potências mundiais mergulharia o planeta num inverno nuclear que duraria pelo menos uma década e que afectaria todo o globo.

ZAP // BBC

 

Astrónomos descobrem planeta gigante que “não deveria existir”

CIÊNCIA

O planeta orbita uma estrela pequena e a “desproporção entre tamanhos desafia as teorias sobre a formação dos planetas”.

© Twitter Universität Bern – @unibern

Um planeta de enormes dimensões – cuja existência anteriormente era extremamente improvável – foi descoberto a orbitar um estrela de tamanho muito reduzido. De acordo com os astrónomos, este planeta “não deveria existir”, porque contraria as teorias actualmente conhecidas.

Este novo globo descoberto é semelhante a Júpiter e as suas dimensões são “extraordinariamente grande em comparação à sua estrela anfitriã”, contradizendo a ideia actual que era aceite pelos cientistas sobre o modo como os planetas se formam.

Os cientistas não esperavam ver este planeta a orbitar uma estrela tão pequena, porque as teorias actuais sobre a formação dos planetas sugerem que as pequenas estrelas dão origem a pequenos planetas e estrelas maiores dão origem a planetas maiores.

“Não se pensava que existissem tais planetas enormes em redor de estrelas tão pequenas”, afirma Daniel Bayliss da Universidade de Warwick.

“Acho que a impressão geral foi de que esses planetas simplesmente não existiam, mas não podíamos ter a certeza porque as estrelas pequenas são muito fracas, o que as torna difíceis de estudar, mesmo que sejam estrelas muito mais comuns do que as estrelas como o Sol”, disse o cientista Peter Wheatley à BBC News.

De acordo com a BBC, uma equipa internacional de astrónomos disse à revista Science que “é emocionante, porque nos questionamos há muito tempo se os planetas gigantes como Júpiter e Saturno se poderiam formar em torno de estrelas tão pequenas”, disse o professor Peter Wheatley, da Universidade de Warwick, Reino Unido, que não participou neste estudo mais recente.

A estrela, que fica a 284 triliões de quilómetros de distância, é uma anã vermelha do tipo M – o tipo mais comum na nossa galáxia.

 

2720: Fóssil de pterossauro gigante encontrado no Reino Unido. Tinha 6 metros e pesava até 300 quilos

CIÊNCIA

Mark Witton and Darren Naish

Uma equipa de cientistas descobriu os restos fósseis de um pterossauro gigante com cerca de 125 milhões de anos na ilha de Wight, no Reino Unido, noticia esta semana a imprensa britânica.

Este fóssil de Hatzegopteryx, cuja envergadura rondava os seis metros, pode oferecer mais dados sobre este animal que é considerado o maior dinossauro voador da sua época, tal como escreve o The Sunday Times e o Mirror.

“Acreditamos que este é um dos primeiros super-pterossauros (…) Pode ter sido a maior criatura voadora que já viveu até então”, disse o autor da descoberta, Robert Coram.

Estes répteis, os primeiros animais vertebrados que desenvolveram a capacidade de voar, pesavam até 300 quilos e caçavam crias de outros dinossauros, bem como espécimes adultos graças às suas mandíbulas alongadas, explicou.

Michael Habib, especialista em pterossauros da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, recordou que estes animais também andavam na terra.

De acordo com o mesmo cientista, o modelo tridimensional dos seus corpos mostras que estes animais partiram de uma posição quadrúpede: impulsionavam-se com as patas traseiras e, posteriormente, começaram a utilizar as dianteiras para descolar.

https://www.thetimes.co.uk/edition/news/isle-of-wight-find-proves-winged-dinosaurs-took-off-by-vaulting-into-the-air-zq0q8thtp

De acordo com os cientistas, que publicaram os resultados da investigação na revista Proceeding of the Geologists Association, a descoberta deste fóssil no Reino Unido, a par de um outro achado na China, mostra que os “pterossauros de grandes dimensões já estavam espalhados no Cretáceo desde há muito tempo”, pode ler-se na publicação.

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27 Setembro, 2019