2541: Nave espacial da Força Aérea dos EUA está a orbitar secretamente a Terra…

O que andará a fazer?

A Força Aérea dos EUA gabou-se recentemente de que a sua nave/drone X-37B acaba de bater um recorde ao orbitar a Terra durante 719 dias consecutivos.

Se o recorde é uma façanha, o alvo da curiosidade não é este ato, mas sim, o que andará a nave a fazer lá em cima há tanto tempo?

Conforme o que é referido nas informações fornecidas pela Força Aérea norte-americana, este é o Projecto X-37B. O seu objectivo é desenvolver naves espaciais não tripuladas e reutilizáveis “para o futuro da América no espaço”. Estas serão assim capazes de hospedar experiências que podem ser levadas de volta à Terra para análise.

Mas o que é o Projecto X-37B?

A primeira coisa a entender é o que é afinal este projecto. Na realidade, tudo nasceu a 1999 na NASA com o “Projecto X-37”. Na altura, a agência americana foi responsável pelo projecto de um “avião espacial” fabricado pela Boeing. Sendo também parte de um desenvolvimento conjunto entre a NASA, a DARPA e a Boeing.

O avião é autónomo com a capacidade de ser operado remotamente. Além disso, a sua energia é obtida através de painéis solares que lhe permitem operar por longos períodos de tempo… neste caso, vários anos.

O futuro

Trata-se de uma aeronave que não requer muito dinheiro para ser construída e que também é reutilizável. Por isso, em 2004 a DARPA decidiu assumir o projecto para tarefas militares. Assim, levou a NASA a descartar os modelos X-37A que tinha na altura. A DARPA fez alguns ajustes e encomendou à Boeing melhorias que deram vida à X-37B. Nomeadamente, reduzindo o seu tamanho, aumentando as suas capacidades de comunicação e ainda a sua autonomia.

Corria o ano de 2010 e a Força Aérea dos EUA adoptava esta aeronave para missões classificadas como “Orbital Test Vehicle” (OTV). Segundo a informação pública da agência, até hoje esta aeronave completou quatro missões bem-sucedidas e estará com a quinta missão em andamento.

A primeira missão OTV durou 224 dias em órbita, enquanto a OTV-4 bateu o recorde ao passar 717 dias, 20 horas e 42 minutos em voo. Agora, o OTV-5 tem orbitado a Terra desde 7 de Setembro de 2017 e pretende estar lá por mais vários meses, embora não seja assim tão claro o que está lá a fazer.

De acordo com as informações do Daily Beast, o X-37B foi “concebido para transportar cargas úteis experimentais de câmaras de alta tecnologia de vários tipos, sensores electrónicos e radares de cartografia do solo”.

Em resumo, tecnologia tem muita, informação sobre o que anda a fazer existe pouca. Mas ainda vai lá ficar por muito tempo.

pplware
28 Ago 2019
Imagem: U.S. Air Force
Fonte: Space.com

artigo associado: Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

 

2540: Cientistas acreditam que pode haver mundos com mais variedade de vida do que a Terra

CIÊNCIA

A ideia de que não estamos sós no Universo deverá fazer parte das convicções da maioria de nós. Mas o estudo de tudo aquilo que é extra-terrestre, por astrónomos, cientistas e astrofísicos, começa a ganhar mais forma à medida que os anos avançam.

Agora, uma nova investigação define quais os exoplanetas têm melhores hipóteses de desenvolvimento e manutenção de biosferas prósperas. Assim, havendo vida, que tipo de seres serão?

Há mais vida para lá da Terra

Se pensarmos na vida e nos planetas, que melhor exemplo do que a nossa Terra? Milhões de espécies animais e vegetais têm vivido em relativa harmonia durante milénios. No entanto, até agora não encontrámos nenhuma evidência de que o mesmo possa acontecer noutros lugares.

Mas, se houver um mundo em que a vida floresça ainda mais do que no nosso planeta e a sua variedade seja mais rica do que nos nossos domínios?

Isso é o que alguns especialistas acreditam que ocorre em alguns (ou vários) dos 4.000 exoplanetas que o homem conhece.

É uma conclusão surpreendente. Este modelo mostra que as condições em alguns exoplanetas com padrões favoráveis de circulação oceânica podem ser mais adequadas para suportar uma vida mais abundante ou mais activa do que a própria vida na Terra.

Explicou Stephanie Olson, investigadora da Universidade de Chicago e autora principal do estudo apresentado no Congresso de Geoquímica de Goldschmidt em Barcelona.

Procurar vida noutros planetas

A descoberta dos exoplanetas acelerou a procura pela vida fora das fronteiras do nosso Sistema Solar. No entanto, a enorme distância que nos separa deles (anos-luz) significa que são efectivamente impossíveis de alcançar com sondas espaciais. Assim, os cientistas estão a trabalhar com ferramentas de detecção remota, tais como telescópios para compreender que condições prevalecem nos diferentes exoplanetas.

O sentido dessas observações remotas requer o desenvolvimento de modelos sofisticados de clima e evolução planetária que permitam aos cientistas reconhecer quais desses planetas distantes poderiam abrigar vida.

A procura da NASA pela vida no Universo concentra-se nos chamados planetas de ‘zona habitável’, que são mundos que têm o potencial de ter oceanos de água líquida. Mas nem todos os oceanos são igualmente hospitaleiros, e alguns serão lugares melhores para se viver do que outros por causa dos seus padrões de circulação global.

Relatou a investigadora à Phys.org.

A equipa de Olson modelou as condições prováveis em diferentes tipos de exoplanetas usando o software ROCKE-3-D, desenvolvido pelo Goddard Institute for Space Studies (GISS) da NASA, para simular os climas e habitats oceânicos de diferentes tipos de exoplanetas.

Oceanos como base de vida

Conforme já se percebeu, os planetas potencialmente habitáveis, aqueles que primeiro irão ser pesquisados, são os que podem ter oceanos.

A vida nos oceanos da Terra depende da corrente ascendente (fluxo ascendente) que devolve nutrientes das profundezas escuras do oceano para as partes iluminadas pelo Sol onde vive a vida fotos-sintética. Mais afloramento significa mais reposição de nutrientes, o que significa mais actividade biológica. Essas são as condições que devemos procurar nos exoplanetas.

Dessa forma, os cientistas desenvolveram modelos de uma variedade de possíveis exoplanetas e foram capazes de definir quais tipos de mundos têm a melhor hipótese de desenvolver e manter bioesferas prósperas.

Usamos um modelo de circulação oceânica para identificar quais os planetas que têm o afloramento mais eficiente e, portanto, oferecem oceanos especialmente hospitaleiros. Verificámos que uma maior densidade atmosférica, taxas de rotação mais lentas e a presença de continentes produzem taxas de entrada mais elevadas. Uma implicação adicional é que a Terra pode não ser perfeitamente habitável, e a vida noutros lugares pode desfrutar de um planeta que é ainda mais hospitaleiro do que o nosso.

Concluíram os investigadores.

Limitações

Apesar da muita investigação, a procura e descoberta de vida noutros planetas continua a estar limitada à tecnologia existente. No entanto, segundo os especialistas, é quase certo que a vida fora da Terra existe.

Outra das limitações, passada a barreira dos oceanos, prende-se com “por onde se deve começar a procurar”. Para os investigadores, este sim, é o grande desafio.

A vida na Terra não é a mais adequada e poderá haver planetas com melhores condições do que o nosso. No entanto, onde estará aquela que pode ser a Nova Terra?

pplware
28 Ago 2019
Imagem: NASA | iStock

post relacionado: O Universo pode “guardar” mundos melhores do que a Terra para albergar vida

 

2539: Plutão volta a ser planeta do Sistema Solar? Novo administrador da NASA tem essa vontade

Quando conhecemos Plutão como planeta, nunca o questionámos até que a comunidade científica tivesse reunido provas que, afinal, este não reunia as condições para de facto ser um planeta.

Posteriormente, em 2006, a comunidade científica resolveu descrever o corpo celeste como “planeta-anão”. Esta descida de escalão ainda hoje causa debate na comunidade científica. Mas tudo isto pode mudar…

Com o passar do tempo, o Sistema Solar foi ligeiramente alterado. O planeta Plutão, como a maioria de nós o conheceu, passou de planeta a não planeta… e por fim, a planeta-anão. Agora, desapareceu dos livros educativos, contudo, isso pode mudar.

Administrador da NASA tem mão de Trump

Trump nomeou um novo administrador da NASA. Chama-se Jim Bridenstine e parece querer já a fazer alterações… ao próprio Sistema Solar. Este homem já se declarou completamente a favor que Plutão volte ser considerado um planeta novamente.

@CReppWx

My favorite soundbyte of the day that probably won’t make it to TV. It came from NASA Administrator Jim Bridenstine. As a Pluto Supporter, I really appreciated this. #9wx #PlutoLoversRejoice @JimBridenstine

pplware
28 Ago 2019
Imagem: NASA

 

2538: Nem Asteróide do Apocalipse, nem Deus do Caos. Nenhum asteróide (conhecido) vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

forplayday / Canva

A NASA continua a afirmar que nenhum asteróide conhecido representa um risco significativo de impacto com a Terra nos próximos 100 anos.

Vários média noticiaram nos últimos dias a aproximação à Terra do asteróide 99942 Apophis, também conhecido como “Deus do Caos”.

Este corpo rochoso, que tem 340 metros de largura, “passará” pela Terra nos próximos 10 anos, de acordo com as estimativas dos cientistas, e ficará a 30.500 quilómetros de distância do nosso planeta, recorda a agência Europa Press.

O Apophis é um dos maiores asteróides a passar tão perto da Terra e uma eventual colisão poderia ser devastara para toda a vida na Terra.

O jornal britânico The Express escreveu que a NASA já iniciou os preparativos para a passagem do Apophis, dando conta que a agência norte-americana está também atenta a eventuais mudanças na sua trajectória e a futuros impactos com a Terra.

Contudo, a NASA desdramatiza a situação. Na sua página oficial, escreve que o maior risco de impacto para um asteróide conhecido (FD 2009) ocorrerá em 2185 e tem uma probabilidade de impacto de 1 em 714 – ou seja, uma possibilidade menor que 0,2%.

A tabela de risco que monitoriza riscos de impactos é da responsabilidade do NEO Study Center do Jet Propulsion Laboratory, sendo também continuamente actualizada à medida que novos asteróides são descobertos e que mais asteróides conhecidos são observados.

Um dos asteróide que a NASA estuda de perto é o Bennu, que tem uma possibilidade de impactar a Terra de 1 em 2.700 entre 2175 e 2195.

A nave espacial OSIRIS-REx completará uma investigação de 2 anos ao asteróide antes de extrair uma amostra de material da superfície do corpo rochoso para depois devolvê-la à Terra. O lugares para pousar no Bennu, também conhecido como Asteróide do Apocalipse, foram recentemente definidos.

Além de recolher uma amostra, OSIRIS-REx também estudará como é que a luz absorvida pelo Sol e re-irradiada pelo Bennu afecta a sua órbita e, consequentemente, como é que esta órbita se pode tornar mais perigosa para a Terra.

ZAP //

Por ZAP
29 Agosto, 2019

(extra-notícia) Asteróide “Deus do Caos”

 

2537: Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

Um avião militar sem tripulantes, movido a energia solar, quebrou o seu recorde de duração de voo espacial e passou mais de 719 dias a orbitar a Terra.

O avião espacial X-37B pertence à Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e esta é a sua quinta missão — o Orbital Test Vehicle 5 (OTV-5). No entanto, os resultados das suas missões permanecem confidenciais.

Na segunda-feira, o avião quebrou o recorde estabelecido pela missão anterior, o OTV-4, que permaneceu no ar por 717 dias, 20 horas e 42 minutos. O OTV-5 bateu esse às 10 horas e 43 minutos, no dia 26 de Agosto. Hoje, o avião está quase no final do dia 719.

Embora a USAF não evite falar sobre o avião espacial, usa termos muito gerais. Mas, é de conhecimento público que a USAF tem, pelo menos, duas aeronaves movidas a energia solar, construídas pela Boeing.

A última missão foi lançada a 7 de Setembro de 2017 pelo foguete Falcon 9 da SpaceX e ainda está activa. Não está claro quando termina a sua missão, mas o avião está preparado com rodas para aterrar na pista.

De acordo com a USAF, os objectivos primários do X-37B são pesquisar tecnologias de veículos espaciais reutilizáveis para o futuro dos EUA no espaço e, conduzir experiências que se possam trazer para a Terra para as examinar.

Segundo a Space, as tecnologias testadas no programa incluem: orientação avançada, navegação e controlo, sistemas de protecção térmica, aviónica, estruturas e vedações de alta temperatura, isolamento reutilizável conforme, sistemas electromecânicos de voos leves, sistemas avançados de propulsão, materiais avançados, voo orbital autónomo, reentrada e aterragem.

No passado, o mistério em torno desta missão levou à especulação de que os militares podiam estar a testar um EM Drive no espaço — um hipotético sistema de propulsão sem combustível que foi estudado pela NASA e que a China alega já estar a testar.

Outras especulações sugeriam que a USAF podia estar a usar o X-37B para pesquisa de armas ou operações de vigilância da órbita. Contudo, em 2010 a Força Aérea negou que o programa envolvesse qualquer “capacidade ofensiva”.

“O programa apoia a redução de riscos tecnológicos, a experiência e o desenvolvimento de conceitos operacionais”, disse um porta-voz na altura.

Independentemente da missão do avião, este foi projectado para um tempo de órbita de apenas 270 dias. O facto de ter sido capaz de mais do que duplicar o tempo é uma conquista para as aeronaves movidas a energia solar.

DR, ZAP //

Por DR
28 Agosto, 2019

 

2536: Cientistas criam o primeiro lagarto mutante geneticamente modificado

CIÊNCIA

(CC0/PD) torstensimon / Pixabay

Uma equipa de cientistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, conseguiu criar o primeiro lagarto geneticamente modificado recorrendo à técnica de edição genética CRISPR.

No novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Cell Reports, a equipa explica que a técnica de CRISPR consiste numa série de “tesouras moleculares” capazes de inserir, remover, modificar ou substituir partes de ADN do genoma de um organismos vivo.

Outros cientistas tinham já utilizado este método para modificar o ADN de mamíferos, peixes, pássaros e anfíbios, mas esta foi a primeira vez que a técnica CRISPR foi aplicada em répteis. Os especialistas enfrentavam dificuldades com a edição genética neste tipo de animais devido à forma como estes se reproduzem. Ao contrário dos outros animais, os répteis fertilizam os seus óvulos em momentos imprevisíveis.

Para a nova investigação, escreve o jornal britânico Daily Star, a equipa inserir algumas modificações ao método, permitindo assim que esta limitação fosse superada.

Os cientistas injectaram reagentes CRISPR em óvulos não fertilizados em ovários de lagartos. Quando os ovos eclodiram, aproximadamente metade dos lagartos mutantes herdaram genes da mãe e do pai com o ADN modificado.

Os cientistas escolheram levar a cabo a edição genética num o animal albino, uma vez que esta é uma mutação não prejudicial ao espécime.

Além disso, e tendo em conta que os humanos com albinismo têm, por norma, problemas de visão, os cientistas esperam ainda utilizar os lagartos modificados para estudar como é que a perda deste gene afecta o desenvolvimento da retina.

Após esta edição genética bem sucedida, os  geneticistas planeiam agora usar esta mesma técnica noutros animais e esperam poder ajudar a curar doenças e prolongar a esperança de vida humana.

ZAP //

Por ZAP
29 Agosto, 2019